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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Responsabilidade Social

Órfãos digitais

FAMÍLIAS DIGITAIS

Na atualidade identificam-se três tipos de mentalidades em relação às novas tecnologias: a dos “nativos digitais”, nascidos depois de 1995, outra a dos nascidos antes de 1995: considerados “imigrantes digitais”, que vivem no mundo da tecnologia e procuram se adaptar às mudanças frequentes. Diferenciam-se dos nativos digitais, pela dificuldade de adaptação às novas tecnologias. Situação diferente é daqueles de 65 anos para cima considerados como “analfabetos digitais”, que se resistem ao emprego das tecnologias.

Não importa a categoria em que são classificados, porquanto, pode haver pais, ou educadores desnaturados, em todas estas classes, que, por ficarem alheios aos efeitos das mídias digitais no comportamento de crianças, adolescentes e jovens deixam os seus filhos na condição de “órfãos digitais”. Crianças ficam sem pai e nem mãe para sobreviverem imersos no mar da cultura digital e ficam privados das ajudas sobre como enfrentar os perigos da manipulação. Padecem certos adultos da falta de consciência e da responsabilidade pelos efeitos negativos do uso intemperante das mídias digitais entre crianças e jovens.

Pesa sobre a consciência dos responsáveis pela educação das crianças algumas omissões culposas que, resultam em: 1-distúrbios do sono: pela invasão dos celulares nos quartos das crianças e jovens prejudicando o necessário descanso; 2- obesidade: pois está comprovado o excesso de peso adquirido por crianças e jovens que ficam mais que 2 horas diárias na frente da TV; 3- acomodamento mental: devido à alta exposição à TV; 4-transtorno do jogo: causado pela adição aos jogos e 5- insociabilidade: pelo emprego precoce de vídeos e softwares como meios educativos prejudicando a sociabilidade das crianças e o experimento do real.

É necessário atuar positivamente para buscar o potencial educativo das mídias digitais, porém não se podem deixar as crianças como “órfãs digitais”, por causa do desconhecimento dos limites e dos cuidados requeridos para o uso das tecnologias.

Paulo Sertek  

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Assista ao vídeo sobre as Famílias Digitais do autor no seguinte endereço:

https://www.youtube.com/watch?v=uY6KLeB3oRI

 

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Violência na base da pirâmide

A violência, antes de aparecer nas primeiras páginas dos jornais, nos noticiários e nas redes sociais é o sinal externo de que a sociedade está há muito tempo doente, e acostumou-se com os comportamentos injustos, que ocorrem na vida familiar, na vida do trabalho, no transito, isto é, nas situações mais comuns do dia a dia. O descuido da qualidade moral nas pequenas ações acaba tendo efeitos cada vez maiores no ambiente coletivo.

O experimento das “janelas quebradas” comprovou que: para passar do descuido em pequenas coisas para o colapso social, basta a incúria prolongada e a falta de diligência em tomar as ações que visam manter as coisas bem arrumadas e limpas.

Frank Bird pesquisador da área de saúde e segurança no trabalho já havia observado a correlação entre, o volume de pequenos descuidos em hábitos de disciplina, de atenção, de limpeza, de organização e do uso de protetores, e a ocorrência de acidentes de trabalho com dano grave.

A pirâmide de Frank Bird, como ficou conhecida, indica que para 600 incidentes corriqueiros, que poderiam ser qualificados como “sem maior importância”, levam a 30 ocorrências de danos materiais, a 10 danos físicos leves, e acabam chegando a pelo menos um evento de dano físico sério ou acidente fatal.

Mesmo com as limitações das analogias: a do experimento “Broken Windows” e a da constatação de Frank Bird, a ideia de fundo é que, a fatalidade, é a ponta do iceberg e origina-se no descuido da educação familiar.

Apontando apenas para os meios preventivos, sabe-se que a violência miúda começa bem cedo e no âmbito da família. Um bom ponto de partida está no cuidado de políticas públicas voltadas ao bem estar familiar, à moradia digna e a eliminação da miséria.  Porém, ainda que estas ações preventivas exijam mudanças estruturais na economia, na educação, nos serviços públicos há ações que são decisivas, pois, mesmo com poucos recursos, atuar na base da pirâmide, no seio das famílias, por meio da educação das virtudes assegura a paz social.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Consulte o livro do autor:

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

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Sem negociar a ética

O empreendedor-servidor é o que se entrega a iniciativas de valor social e se afasta da busca de um resultado da virtude que morre em si próprio. Líder-magnânimo pauta o seu comportamento pela excelência e excede-se no cumprimento dos deveres.

Magnanimidade, como ensina Aristóteles, é o ornamento das virtudes, e reluz como a qualidade dos que têm alma grande e desejo de fazer o bem a serviço de causas nobres e que repelem instintivamente o simplesmente fazer, rejeitam a pequenez de coração e não cedem ao rebaixamento negligente dos seus compromissos.

Os estudos biográficos de personalidades dos mais diferentes estilos permitem descobrir como esta qualidade aumenta significativamente o poder de incutir a visão de futuro.

Convêm ressaltar, entre outros, o empreendedor modelar que foi Jorge Lacerda-ex-gov SC, inspirador de várias gerações por meio dos seus conselhos, obras e ações, e que, ainda hoje estimula os que pretendem dar um pouco mais de si às causas nobres.

Adonias Filho, na sua nota sobre Jorge Lacerda, na introdução do livro póstumo de Jorge Lacerda, Democracia e Nação, organizado por Nereu Corrêa diz que: Jorge Lacerda era um católico, e no seu discurso sobre os soldados de Cristo – que se completa ao reivindicar a reconstrução do homem no sentido do espírito-, confirmando a consciência em sua fé, transmitia com valor ortodoxo o respeito à pessoa humana.

Jorge Lacerda sobressai como um grande temperamento, forjador de líderes, líder transformador e multiplicador das energias criadoras de cada pessoa. Nos deixa o legado: nas decisões que tomava enquanto político, tanto no legislativo como no executivo, observava-se um talento raro para harmonizar os resultados imediatos à visão de conjunto, de modo a não condicionar os frutos de longo prazo aos dividendos políticos mais vistosos. O seu perfil de estadista revela-se, sobretudo pela constância em agir, além das condições puramente efêmeras ao visar os frutos duradouros, sem transigir nas questões de valor ético.

Confira aqui o perfil de Jorge Lacerda.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

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Trabalho bem feito gerador de capital humano-social

A excelência profissional é atraente para as pessoas dotadas de sensibilidade e honradez. Pode ser que não seja compartilhada por todos, ou por muitos, porém o que se verifica é a qualidade da pessoa em função do cuidado das obras que executa. Enfim, do amor que se põe naquilo que se faz. O poeta Fernando Pessoa conta em um de seus poemas a sua experiência de que: “o meu dever me fêz”!

Emprestando as palavras do poeta Antonio Machado encontra-se o matiz da questão: Despacito y buena letra, que el hacer las cosas bien, importa más que el hacerlas”. Esta reflexão leva à necessidade de buscar o êxito da ação, porém sem descuidar do amor com que se faz. Este amor pode ter variações consideráveis. Ainda que se pudesse descrever que o motor de muitíssimas obras se dá em função do benefício financeiro, há inumeráveis comportamentos que ultrapassam a condição de benefício econômico, ganho de prestígio, autossatisfação, entre outros.

Há um tipo de conduta que estimula e aprimora a vida familiar e comunitária, que é o amor de amizade, que se diferencia do amor de concupiscência. O amor de doação, desinteressado representa o diferencial-chave do ser humano. O que o torna humano é o amor e não a violência, o ódio, a esperteza em levar a melhor.

O trabalho realizado por motivos de serviço, bem feito, bem acabado, feito por amor provoca transformações tangíveis e intangíveis. Tangíveis na medida em que a atividade realizada atinge graus de identificação com as necessidades humanas que encantam todo aquele que recebe um serviço que excede as suas expectativas. Nos aspectos intangíveis, ou não imediatos, melhoram o caráter daqueles que se esforçam por ver a oportunidade de servir mais e melhor os outros. Sim aqui Fernando Pessoa nos diz que “o meu dever me fêz”! Aparece neste pensamento a aquisição da arete grega, ou virtus no latim. Trata-se da aquisição dos bons hábitos através do aprendizado com a obra bem feita e elemento aglutinador de pessoas e gerador de capital humano-social.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

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Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

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Enfrentando a Turbo Década

Jorge Lacerda ex-gov SC na sua luta pela qualidade de vida e meio ambiente. 

Clique aqui para obter download do livro digital: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

No período dos 25 aos 35 anos de idade ocorrem muitas transformações na vida dos jovens e isto está se intensificando cada vez mais em virtude do ambiente de intensas mudanças na sociedade. A experiência do desconforto na procura de emprego e a experiência acumulada do adiamento da inserção profissional têm gerado fantasmas e apreensões.

Por vezes a formação acadêmica se estende além do curso de graduação, alguns fazem a pós-graduação e, em torno dos 25 anos, inicia o período em que se precipitam inúmeras decisões que requerem muita atenção para não ser afogado no turbilhão de definições do projeto de vida.

O primeiro emprego, o desejo de iniciar o próprio negócio, a vontade de tornar mais estável o relacionamento afetivo com o casamento e, tudo passa como num filme em alta velocidade. Aflige a todos a busca dos recursos para ter o apartamento, e, pouco depois vêm os filhos…

O progresso profissional exige tempo e dedicação, por outro lado cuidar da família também exige tempo e atenção aos pormenores. Estes dois ciclos, um do êxito profissional, e outro do êxito familiar, testam os limites das forças do ser humano.

Para harmonizar o cuidado da saúde, o descanso, o ócio produtivo, é necessário ter um projeto profissional que não esteja simplesmente atrelado ao que Viktor Frankl denominava como binômio sucesso-fracasso, mas antes guiar-se pelo binômio realização-sentido de existência. A Turbo Década proporciona desafios e oportunidades.

Como enfrentar estes desafios? Lembra-se daquela história que nos contavam nos cursos de administração de empresas? A experiência de preencher uma jarra de agua vazia, com os seixos de pedra, depois pedrisco, a seguir areia fina e depois agua e, com ordem coube tudo na jarra contra todas as previsões! Qual seria a conclusão? Administrar bem o tempo? É um caminho. Porém, se não se puser as coisas mais importantes em primeiro lugar, como são os valores éticos, a família, as amizades, reina a confusão. Recomendo a leitura do livro indicado abaixo.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP), Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development., Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor: Editora Intersaberes:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

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Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

 

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Estratégia na empresa virtuosa

O bem do indivíduo não se contrapõe ao bem coletivo, para isto deve-se construir uma relação harmônica entre capital, trabalho e homem no âmbito produtivo, pois, de acordo com Jorge Lacerda ex-gov SC: “capital e trabalho não são valores que se combatem, ou se entredevorem, porque embasam e estruturam a harmonia indispensável à paz social”.

Jorge Lacerda, Carlos Lacerda e Magalhães Pinto abril de 1953.

Alguns estudos apontam convergências sobre esta possível harmonia na gestão de empresas e negócios que resulta do esforço das partes interessadas em atuar com sentido de solidariedade humana.
O ponto de partida é agir de acordo com as virtudes, especialmente a da justiça, que corresponde à vontade constante de dar a cada um o devido, e, a virtude é o hábito operativo bom, que aperfeiçoa o ser humano, e o torna mais possuidor dos valores morais.

Um empreendimento virtuoso exige que no planejamento estratégico seja configurada a missão institucional como contribuição a todos os envolvidos e que os valores éticos criem uma cultura que gere a confiança e o comprometimento nas relações internas e externas.

Esta orientação permite combater a tendência centrifuga de afastar-se da prática da virtude, que se traduz em fazer o bem e evitar o mal. Procedendo deste modo impede-se que os resultados econômicos em curto prazo corrompam a cultura da empresa.

Desenvolver profissionais com a mentalidade de serviço à sociedade exige a capacitação para criar ambientes virtuosos. Bem conhecidas são as virtudes fundamentais como a prudência, que permite a tomada de decisão por meio de critérios éticos; a justiça, a qual leva a dar a cada um aquilo que lhe é devido; a fortaleza, atributo propiciador de energia de caráter necessário para se empreender o que é justo e bom em cada momento; e a temperança que é a reitora dos “altos” e “baixos” das emoções.

A abordagem harmonizando a busca de resultados financeiros por meio da gestão virtuosa pode ser encontrada no livro de nossa autoria: Administração e Planejamento Estratégico referenciado no link a seguir.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor
Editora IntersaberesAdministração e Planejamento Estratégico

Administração e planejamento estratégico

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Virtude: o melhor capital humano-intelectual

Modernidade líquida é o termo cunhado pelo filósofo Zygmunt Bauman que ainda nos traz luz para os processos educativos da atualidade.

Domina a pedagogia que prioriza os sentimentos, não à luz do desenvolvimento das virtudes, porém ao estímulo dos comportamentos caprichosos, gerando personalidades mais vulneráveis ao fracasso, à dor e à contrariedade. Pouco se aprende sobre constância e perseverança, e a disciplina praticamente inexiste no léxico pedagógico.
Os programas nos diversos níveis de escolaridade são fundamentados em uma enorme quantidade de teorias, entretanto padecem de uma síndrome: o medo de falar da virtude. Isto é da educação dos sentimentos por meio do fortalecimento da vontade.

Verifica-se que os estudantes desconhecem o que são as virtudes e falta promover a questão do crescimento da força de vontade.

Na literatura e prática educativa destaca-se a condição-chave da educação sócio emocional, mas carece da educação dos limites que significa educar a vontade debilitada entre muitas crianças e jovens.

Entre outras causas da deliquescência educativa, do estado alérgico à disciplina e à ascese moral estão a filosofia do comportamento moral e antropologia que pretendem adequar os processos educativos aos impulsos espontâneos da geração de gostos e interesses. Talvez seja necessário recordar que o fator motivacional-chave do crescimento na competência pessoal está no desenvolvimento do amor ao conhecimento e à conduta virtuosa. Estas conquistas se fazem por meio dos hábitos estáveis que geram as virtudes. A aquisição da virtude por parte dos estudantes é o melhor “capital humano-intelectual” gerador de uma sociedade empreendedora e inovadora.

Recomendo visitar os estudos de mestrado e doutorado em que foi possível identificar a correlação entre a prática das virtudes e os resultados acadêmicos e crescimento profissional.

Confira uma abordagem deste tipo para o âmbito educativo e profissional no livro do autor do artigo: Responsabilidade Social e Competência Interpessoal.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR , Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autorEditora IntersaberesResponsabilidade Social e Competência Interpessoal

Responsabilidade social e competência interpessoal

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Doar e dar o melhor de si

Pitirim Sorokin, destacado sociólogo russo, foi preso e condenado ao fuzilamento por oposição à Revolução Russa de 1917. Depois de estar seis semanas na iminência de fuzilamento foi poupado, porém foi definitivamente expulso da Rússia em 1922. Defendia que historicamente “a cooperação é um fenômeno mais universal que o antagonismo”, porquanto os frutos da cooperação eram condizentes com a índole social humana. Este sociólogo define a solidariedade como sendo o fato ou qualidade de estar unido ou ligado ao outro em uma comunidade de interesses e responsabilidades ou obrigações. Seu pensamento formula a solidariedade como uma propriedade da pessoa humana e que os homens são sociáveis porque são solidários e não ao contrário. A solidariedade é nesta perspectiva uma tendência fundamental que resulta na soma de esforços para atingir metas valiosas e comuns a todos em um mesmo grupo.

Pitirim A. Sorokin


Conclui que o homem é um “ser-mediante–o-outro”, “um ser-com-o-outro” e um “ser-para-o-outro” e como decorrência o “doar-e-dar-o-melhor-de-si” é uma necessidade intrínseca do ser humano para sua realização e consequente felicidade.

O entorno próximo reclama o dar-o-melhor-de-si para atividades que contribuam: para a promoção da dignidade humana, para a participação nos bens da cultura, para o acesso à educação de qualidade e para os instrumentos sociais que estimulem a prática das virtudes.

Entre as iniciativas de caráter performativo, aquelas que não ficam apenas nos aspectos cognitivos, mas se preocupam com o desenvolvimento humano, encontra-se uma instituição que nasceu em Fortaleza, a ANECE- Associação Nordestina de Ensino Cultura e Esporte (www.anece.org.br). Visa “a formação ética e a excelência humana” como “pilares para o alcance de uma nova cultura e uma educação mais digna, que respeite e desenvolva as competências e aptidões do homem”.

Sugiro o conhecimento dos propósitos desta instituição e o apoio financeiro na aba “donativos”, pois estão empenhados na expansão das atividades em Fortaleza.

Consulte o site da ANECEwww.anece.org.br

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: https://goo.gl/DpKN4b
Email: psertek@gmail.com

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O decisivo para desenvolver os hábitos

Nos programas de desenvolvimento pessoal costumo trabalhar com uma apresentação sobre o processo dos desenvolvimentos dos hábitos, ou virtudes em que o ponto de partida da transformação requer o conhecimento próprio para a identificação das próprias insuficiências e limitações. Não é suficiente o simplesmente saber, pois hábitos se adquirem por meio das disposições. A que se refere esta disposição? Dispor dos meios necessários, da motivação adequada para por em prática determinado tipo de atos.

Digamos que você quer aprender uma nova língua, não basta tomar a decisão para isto, porém é preciso dispor de todos os elementos: tempo, dinheiro, material e o esforço para seguir um método de estudo.

Até este ponto está em jogo o conhecimento próprio, o saber como, ter as disposições adequadas e por em prática. De qualquer forma não basta saber, é necessário querer, porém o decisivo para desenvolver os hábitos, ou virtudes está no fazer. Saber reside na inteligência das pessoas, o querer na vontade, mas nada substitui o fazer. Saber, querer e fazer são as três dimensões de um continuum absolutamente necessário para ir mais longe que a média das pessoas. Corresponde à busca da excelência pessoal e profissional.

A finalidade da ação deve estar primeiro na mente para que depois se configure na realidade. Uma boa dica de Rojas: “a motivação e o entusiasmo constituem uma das duas margens da vontade, a outra é a ordem e a constância. A vontade melhor disposta é a mais motivada”.

Sugiro seguir algumas dicas de Enrique Rojas que distingue entre querer e desejar. Querer é um ato volitivo. Quem responde pela situação de mudança pessoal é a vontade determinada a um objetivo de crescimento. Desejar é simplesmente inclinar-se sensivelmente; algo como afeiçoar-se ao objetivo. Esta condição é o prelúdio da atuação da vontade, porém não existe almoço grátis é necessária uma dose de vencimento da tendência à zona de conforto e aos esquemas antigos de resposta que nos prendem ao passado.

Confira os vídeos do autor:
a. Palestra sobre desenvolvimento de qualidades pessoais acadêmicas e profissionaishttps://www.youtube.com/watch?v=Xl_mhXLrgo4&t=139s
b. Janela de Johari: plano de desenvolvimento pessoalhttps://www.youtube.com/watch?v=BNblp7HgXCM&t=66s
c. Plano de desenvolvimento Pessoal: questionário e orientaçõeshttps://www.youtube.com/watch?v=uQrSheZNF5k&t=15s
Questionário de avaliação de competênciashttps://drive.google.com/file/d/1k6Y1jciI10RX2026htBej8iuDp_S-z8h/view?usp=sharing

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: https://goo.gl/DpKN4b
Email: psertek@gmail.com
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Riqueza que gera estorvo

Por paulosertek em Comportamento, Educação, Responsabilidade Social, virtude

12 de Março de 2019

Uma porção da população brasileira vive na abundancia e descomprometida das condições de vida de grande parte dos brasileiros sujeitos a inúmeras privações. Aplica-se o que Jorge Lacerda ex-gov SC afirmava: “sobreviver é o único verbo que as massas exasperadas sabem conjugar, assoberbadas pelo presente e preocupadas com o futuro”.
O supérfluo consiste em algo que sobra e que não há justificativa para possuir, converte-se num fator prejudicial na medida em que é contrário à razão, portanto irracional.

Certa vez um autor considerava a necessidade de distinguir entre superfluidade e riqueza. A posse de bens desnecessários é negativa, já a riqueza é positiva. As riquezas tanto materiais como culturais têm valor significativo para sociedade, porquanto podem promover ações virtuosas.

O supérfluo é um tipo de riqueza que gera estorvo e estreita o espírito humano na medida em que impede a paz da alma pela inquietação que produz. As riquezas genuínas ampliam o raio de ação da virtude, e o supérfluo, pelo contrário, afasta o ser humano da vida feliz.

A crise de valores da atualidade alimenta a avidez pelo supérfluo, o que gera o desassossego da alma. Tempos atrás escreveu Octavio Paz, e se aplica mais do que nunca ao nosso caso: “a tristeza e a angústia dos europeus e dos norte americanos não vem da falta de comida, mas sim da abundância de bens”.

Explica-se então que a avareza seja a fonte de angústia por causa do afã de uso das riquezas além do que seria conveniente para praticar as virtudes. As “boas riquezas” são as que permitem potenciar as ações boas, promover as virtudes e contribuir para o bem comum.

A excitação do consumo e do descarte prejudica o uso adequado dos bens, pois em vez de serem meios para o crescimento pessoal e social, tornam as pessoas cada vez mais ávidas pelo “ter” e o seu espirito fervilha irrequieto. Portanto, na medida em que os bens se convertem em fonte de inquietação pela acumulação progressiva tornam-se nocivos, e desviam da prática das virtudes.

Paulo Sertek é doutor em educação
formado em Program for Management Development pelo ISE-IESE Business Scool
Autor do livro:
Responsabilidade social e Competência Interpessoal

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Riqueza que gera estorvo

Por paulosertek em Comportamento, Educação, Responsabilidade Social, virtude

12 de Março de 2019

Uma porção da população brasileira vive na abundancia e descomprometida das condições de vida de grande parte dos brasileiros sujeitos a inúmeras privações. Aplica-se o que Jorge Lacerda ex-gov SC afirmava: “sobreviver é o único verbo que as massas exasperadas sabem conjugar, assoberbadas pelo presente e preocupadas com o futuro”.
O supérfluo consiste em algo que sobra e que não há justificativa para possuir, converte-se num fator prejudicial na medida em que é contrário à razão, portanto irracional.

Certa vez um autor considerava a necessidade de distinguir entre superfluidade e riqueza. A posse de bens desnecessários é negativa, já a riqueza é positiva. As riquezas tanto materiais como culturais têm valor significativo para sociedade, porquanto podem promover ações virtuosas.

O supérfluo é um tipo de riqueza que gera estorvo e estreita o espírito humano na medida em que impede a paz da alma pela inquietação que produz. As riquezas genuínas ampliam o raio de ação da virtude, e o supérfluo, pelo contrário, afasta o ser humano da vida feliz.

A crise de valores da atualidade alimenta a avidez pelo supérfluo, o que gera o desassossego da alma. Tempos atrás escreveu Octavio Paz, e se aplica mais do que nunca ao nosso caso: “a tristeza e a angústia dos europeus e dos norte americanos não vem da falta de comida, mas sim da abundância de bens”.

Explica-se então que a avareza seja a fonte de angústia por causa do afã de uso das riquezas além do que seria conveniente para praticar as virtudes. As “boas riquezas” são as que permitem potenciar as ações boas, promover as virtudes e contribuir para o bem comum.

A excitação do consumo e do descarte prejudica o uso adequado dos bens, pois em vez de serem meios para o crescimento pessoal e social, tornam as pessoas cada vez mais ávidas pelo “ter” e o seu espirito fervilha irrequieto. Portanto, na medida em que os bens se convertem em fonte de inquietação pela acumulação progressiva tornam-se nocivos, e desviam da prática das virtudes.

Paulo Sertek é doutor em educação
formado em Program for Management Development pelo ISE-IESE Business Scool
Autor do livro:
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