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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Saúde

Órfãos digitais

FAMÍLIAS DIGITAIS

Na atualidade identificam-se três tipos de mentalidades em relação às novas tecnologias: a dos “nativos digitais”, nascidos depois de 1995, outra a dos nascidos antes de 1995: considerados “imigrantes digitais”, que vivem no mundo da tecnologia e procuram se adaptar às mudanças frequentes. Diferenciam-se dos nativos digitais, pela dificuldade de adaptação às novas tecnologias. Situação diferente é daqueles de 65 anos para cima considerados como “analfabetos digitais”, que se resistem ao emprego das tecnologias.

Não importa a categoria em que são classificados, porquanto, pode haver pais, ou educadores desnaturados, em todas estas classes, que, por ficarem alheios aos efeitos das mídias digitais no comportamento de crianças, adolescentes e jovens deixam os seus filhos na condição de “órfãos digitais”. Crianças ficam sem pai e nem mãe para sobreviverem imersos no mar da cultura digital e ficam privados das ajudas sobre como enfrentar os perigos da manipulação. Padecem certos adultos da falta de consciência e da responsabilidade pelos efeitos negativos do uso intemperante das mídias digitais entre crianças e jovens.

Pesa sobre a consciência dos responsáveis pela educação das crianças algumas omissões culposas que, resultam em: 1-distúrbios do sono: pela invasão dos celulares nos quartos das crianças e jovens prejudicando o necessário descanso; 2- obesidade: pois está comprovado o excesso de peso adquirido por crianças e jovens que ficam mais que 2 horas diárias na frente da TV; 3- acomodamento mental: devido à alta exposição à TV; 4-transtorno do jogo: causado pela adição aos jogos e 5- insociabilidade: pelo emprego precoce de vídeos e softwares como meios educativos prejudicando a sociabilidade das crianças e o experimento do real.

É necessário atuar positivamente para buscar o potencial educativo das mídias digitais, porém não se podem deixar as crianças como “órfãs digitais”, por causa do desconhecimento dos limites e dos cuidados requeridos para o uso das tecnologias.

Paulo Sertek  

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Assista ao vídeo sobre as Famílias Digitais do autor no seguinte endereço:

https://www.youtube.com/watch?v=uY6KLeB3oRI

 

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O que fazer com o tempo de ócio?

Por paulosertek em Comportamento, Religião, Saúde

09 de Março de 2019

O antropólogo Javier Aranguren concluía seu ensaio sobre tendências sociais para o século 21 com uma observação muito aguda: “Talvez, vendo o panorama cultural desolador, como por exemplo, o televisivo ou o político, não investimos em conhecimento, mas em diversão e, em consequência, não tratamos de entender-nos a nós mesmos e vivemos mais anos para ficarmos paralisados no banal. Porém, a culpa será nossa: a evolução tecnológica nos deu as ferramentas e o tempo para que, tendo superado o patamar da necessidade e sobrevivência, nos atrevamos levantar a inteligência ao mais alto. Tempo nós temos: saberemos aproveitá-lo?”

Com o crescimento da expectativa de vida da população intensificou-se a atenção à qualidade de vida, que não se reduz a ter saúde física, mas, sobretudo à necessidade do cultivo da saúde espiritual. Chamou-me a atenção o que dizia Robert Fogel, economista da Escola de Chicago e prêmio Nobel de Economia, que: “Temos de dar passagem a novas formas educativas que não satisfaçam somente a nossa curiosidade, mas que também nos ajudem a melhorar a nossa faceta espiritual, a compreender melhor o sentido da vida para que possamos aprender entretendo-nos e socializando-nos. Uma vez satisfeitas nossas necessidades básicas, o desejo de entender-nos a nós mesmos e ao nosso entorno é uma das grandes forças impulsionadoras da humanidade. Além disso, à medida que se elevem os ingressos per capita e siga abaixando o custo das necessidades básicas e dos bens duradouros, os indivíduos e os lares investirão porcentagens cada vez maiores de seus ingressos no pagamento de serviços que melhorem sua saúde, fomentem o conhecimento e elevem a sua consciência espiritual.”

Viktor Frankl
Fundador da Logoterapia

O que fazer com o tempo de ócio? Viktor Frankl, fundador da logoterapia, nos propõe a busca do sentido da existência por meio de valores criadores a fim de enriquecer a realidade com o trabalho bem feito; de valores vivenciais visando entregar-se nas tarefas em bem da comunidade; e de valores de atitude para descobrir o sentido da dor e da doença. Sem isso o mais provável é que fiquemos paralisados no banal.

Paulo Sertek
Engenheiro Mecânico Engenharia Maua (SP)
Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento (UTFPR)
Doutor em Educação pela UFPR
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza

Autor do Livro Administração e Planejamento Estratégico

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Estudo sobre os riscos do consumo da maconha

Por paulosertek em Educação, Política, Saúde

20 de Fevereiro de 2019

Acaba de sair estudo revisando o impacto a longo prazo do uso de maconha em 23 mil adolescentes, publicado numa das melhores revistas de psiquiatria do mundo. Resultados: adolescentes usuários de maconha (em comparação com adolescentes não usuários) tiveram

– risco 37% maior de desenvolver depressão na idade adulta
– risco 50% maior de ideação suicida na idade adulta
– risco de tentativa de suicídio triplicado na vida adulta

Conclusão dos autores: “a alta prevalência de adolescentes consumindo cannabis gera um grande número de adultos jovens que podem desenvolver depressão e comportamento suicida atribuíveis à cannabis. Este é um importante problema de saúde pública, que deve ser adequadamente abordado pelas políticas de saúde pública”. Enfatizam que as políticas de prevenção devem “educar os adolescentes a desenvolver habilidades para resistirem à pressão do grupo para usarem drogas”.

https://jamanetwork.com/journals/jamapsychiatry/article-abstract/2723657

Association of Cannabis Use in Adolescence and Risk of Depression, Anxiety, and Suicidality in Young AdulthoodA Systematic Review and Meta-analysis

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Estudo sobre os riscos do consumo da maconha

Por paulosertek em Educação, Política, Saúde

20 de Fevereiro de 2019

Acaba de sair estudo revisando o impacto a longo prazo do uso de maconha em 23 mil adolescentes, publicado numa das melhores revistas de psiquiatria do mundo. Resultados: adolescentes usuários de maconha (em comparação com adolescentes não usuários) tiveram

– risco 37% maior de desenvolver depressão na idade adulta
– risco 50% maior de ideação suicida na idade adulta
– risco de tentativa de suicídio triplicado na vida adulta

Conclusão dos autores: “a alta prevalência de adolescentes consumindo cannabis gera um grande número de adultos jovens que podem desenvolver depressão e comportamento suicida atribuíveis à cannabis. Este é um importante problema de saúde pública, que deve ser adequadamente abordado pelas políticas de saúde pública”. Enfatizam que as políticas de prevenção devem “educar os adolescentes a desenvolver habilidades para resistirem à pressão do grupo para usarem drogas”.

https://jamanetwork.com/journals/jamapsychiatry/article-abstract/2723657

Association of Cannabis Use in Adolescence and Risk of Depression, Anxiety, and Suicidality in Young AdulthoodA Systematic Review and Meta-analysis