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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Sentido da vida

Com mais liberdade

Viktor Frankl ensinava que “é sublime o saber que o futuro, tanto o meu próprio futuro, como o das coisas e o dos homens que me rodeiam, em certa medida, por pequena que seja, depende da decisão que eu tomo em cada instante. O que eu realizar com essa decisão, o que com ela ‘criar no mundo’, é qualquer coisa que ponho a salvo na realidade, preservando-a da caducidade”. Decorre disto a necessidade de contribuir com a parcela pessoal de melhoria no próprio raio de influência.

A pressão coletiva, exercida por uma pequena minoria munida dos possantes recursos da mídia, influencia impondo condutas que parecem aceitáveis, mas não o são. Percebe-se que os comportamentos coletivos tornam-se massificados, e, portanto não se atua com liberdade, porém com uma aparente liberdade condicionada pelo que se tornou politicamente correto.

Ao intensificar-se a relativização de qualquer tipo de argumento, já não valendo mais o critério de racionalidade, mas simplesmente o de parecer bem aos outros, o critério derradeiro de decisão coletiva tornou-se o medo de ser recriminado ao expressar as ideias livremente.

Muito adequadas são as considerações de Julian Marias: “em síntese, a liberdade -como tantas vezes foi dito- é o remédio! A liberdade – que tem inconvenientes, que tem males sem dúvida nenhuma – cura-se, não suprimindo a liberdade, mas sim com mais liberdade. Que todos a exerçam, não que a exerçam uns poucos em nome dos demais.”

Convém correr o risco de praticar a capacidade de fazer alguma diferença no lugar em que se está, realizando as pequenas iniciativas que reforçam o sentido de justiça, o trabalho bem feito e a educação no ambiente familiar. Vale a advertência de Cairu: “Contentemo-nos atualmente com o pouco praticável e não com o muito magnífico, que se não possa logo facilmente realizar”.

A sabedoria das pequenas ações se resume em: Quem quer frutos em curto prazo, semeia cereais! Quem quer frutos em médio prazo, planta árvores! Mas, quem quer frutos em longo prazo, educa o homem!

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

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Anuncio da aurora de uma nova existência

Por paulosertek em Comportamento, Sentido da vida, Trabalho, virtude

22 de dezembro de 2019

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

A mitologia grega descreve o deus Cronos como sendo extremamente cruel, pois devorava seus filhos impiedosamente. O tribuno Cícero dizia que o Tempo (Cronos) não se saciava com os anos e os consumia como fez com os seus próprios filhos.

Dai deriva a máxima de que em “todo o dia se morre um pouco”, cada dia que passa é um dia a menos, pois o tempo corre contra a vida, porém se pode pensar como Drummond, de forma diferente: “Todo dia é menos um dia/ Todo dia é menos um dia; menos um dia para ser feliz;/ É menos um dia para dar e receber;/ É menos um dia para amar e ser amado;/ É menos um dia para ouvir e, principalmente, calar!”

Com a proximidade do término do ano que se faz velho e anuncia a chegada do novo, se experimenta possivelmente, na visão puramente cronológica, a diminuição do restante da vida de forma dramática. Outra visão, contudo, é a do carpe diem (aproveita o dia), isto é: cada dia encerra um valor possível de criação de bondade e beleza que é preciso saber utilizar e, sobretudo para deixar boas obras, ter bons sentimentos e edificar um mundo melhor.

O calendário é uma construção necessária da medida para avaliar os frutos que resultaram de uma vida que vai se desenvolvendo, e assim o crepúsculo de um ano pode significar o ocaso de uma vida, ou, pelo contrário, pode ser anuncio da aurora de uma nova existência.

A passagem cronológica do ano não resulta em como se diz que: ano novo implica em vida nova, mas sim parece melhor pensar que, a vida nova, somente se conquista à força de propósitos eficazes de mudança desde o intimo da alma. Vida nova implica necessariamente em luta nova.

A visão prudente da vida, no final de ano, leva a fazer o balanço do que foi bem, do que foi mal, e formular planos para melhorar no ano seguinte. O tempo que resta não se pode perder, na medida em que é para fazer o bem, para tratar melhor as pessoas que estão à volta e, tornar a própria vida em valor quase infinito, mesmo no ultimo suspiro, ao fazer um ato de amor verdadeiro.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

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Viver para quê?

Por paulosertek em Comportamento, Sentido da vida

24 de agosto de 2019

Artigo publicado em um dos jornais de grande circulação do país fala sobre uma adolescente de 16 anos, que estava se drogando com outros jovens em um apartamento dos últimos andares e se lançou lá de cima para o chão. Morreu na hora!

Entre as suas coisas deixou as seguintes linhas: “Vou ver se aqui eu consigo dizer tudo o que sempre quis dizer. Em primeiro lugar, eu queria viver. Mas eu vivo, o problema não é esse. O problema é ter que viver para quê? Ou para quem? Eu quero encontrar algo que me faça querer viver eternamente”. Na carta explicava que se sentia muito vazia e escreveu: “Por que será que eu fico com raiva dos meninos que eu fico?”

Em poucas linhas encontra-se o retrato duma situação que poderia ocorrer em qualquer lugar, família, colégio ou faculdade. Entre outros fatores influenciadores de uma tragédia deste tipo encontra-se o vácuo existencial, que consiste na falta de algo de valor para se alcançar no futuro. Segundo os estudos de Victor Frankl a falta de sentido é amplificada pela violência, pela dependência de drogas e pela erotização.

Outro fator de risco é o desejo intenso por uma “liberdade”, como sendo o teste de todos os limites e de todas as possibilidades. Jacques Philippe acerta no ponto: “Quantos jovens mortos pelos excessos de velocidade ou overdose de heroína por causa de uma aspiração à liberdade que não soube encontrar os caminhos para realizar-se”!

Uma das ajudas para estas situações está no entendimento de que o ser humano necessita de um sentido existencial, ainda melhor, por ser dotado da inclinação para o sentido, se não cultivar uma finalidade transcendente ao seu viver, como é o serviço aos outros, perde a razão do existir. O ser humano necessita usar da liberdade para vincular-se a projetos de valor transcendente. A felicidade é fruto da doação de si mesmo.

Aplica-se ao caso o pensamento de Kierkegaard, pois: “A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais”.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Consulte o livro do autor:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

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Viver para quê?

Por paulosertek em Comportamento, Sentido da vida

24 de agosto de 2019

Artigo publicado em um dos jornais de grande circulação do país fala sobre uma adolescente de 16 anos, que estava se drogando com outros jovens em um apartamento dos últimos andares e se lançou lá de cima para o chão. Morreu na hora!

Entre as suas coisas deixou as seguintes linhas: “Vou ver se aqui eu consigo dizer tudo o que sempre quis dizer. Em primeiro lugar, eu queria viver. Mas eu vivo, o problema não é esse. O problema é ter que viver para quê? Ou para quem? Eu quero encontrar algo que me faça querer viver eternamente”. Na carta explicava que se sentia muito vazia e escreveu: “Por que será que eu fico com raiva dos meninos que eu fico?”

Em poucas linhas encontra-se o retrato duma situação que poderia ocorrer em qualquer lugar, família, colégio ou faculdade. Entre outros fatores influenciadores de uma tragédia deste tipo encontra-se o vácuo existencial, que consiste na falta de algo de valor para se alcançar no futuro. Segundo os estudos de Victor Frankl a falta de sentido é amplificada pela violência, pela dependência de drogas e pela erotização.

Outro fator de risco é o desejo intenso por uma “liberdade”, como sendo o teste de todos os limites e de todas as possibilidades. Jacques Philippe acerta no ponto: “Quantos jovens mortos pelos excessos de velocidade ou overdose de heroína por causa de uma aspiração à liberdade que não soube encontrar os caminhos para realizar-se”!

Uma das ajudas para estas situações está no entendimento de que o ser humano necessita de um sentido existencial, ainda melhor, por ser dotado da inclinação para o sentido, se não cultivar uma finalidade transcendente ao seu viver, como é o serviço aos outros, perde a razão do existir. O ser humano necessita usar da liberdade para vincular-se a projetos de valor transcendente. A felicidade é fruto da doação de si mesmo.

Aplica-se ao caso o pensamento de Kierkegaard, pois: “A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais”.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Consulte o livro do autor:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/