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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Trabalho

Anuncio da aurora de uma nova existência

Por paulosertek em Comportamento, Sentido da vida, Trabalho, virtude

22 de dezembro de 2019

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

A mitologia grega descreve o deus Cronos como sendo extremamente cruel, pois devorava seus filhos impiedosamente. O tribuno Cícero dizia que o Tempo (Cronos) não se saciava com os anos e os consumia como fez com os seus próprios filhos.

Dai deriva a máxima de que em “todo o dia se morre um pouco”, cada dia que passa é um dia a menos, pois o tempo corre contra a vida, porém se pode pensar como Drummond, de forma diferente: “Todo dia é menos um dia/ Todo dia é menos um dia; menos um dia para ser feliz;/ É menos um dia para dar e receber;/ É menos um dia para amar e ser amado;/ É menos um dia para ouvir e, principalmente, calar!”

Com a proximidade do término do ano que se faz velho e anuncia a chegada do novo, se experimenta possivelmente, na visão puramente cronológica, a diminuição do restante da vida de forma dramática. Outra visão, contudo, é a do carpe diem (aproveita o dia), isto é: cada dia encerra um valor possível de criação de bondade e beleza que é preciso saber utilizar e, sobretudo para deixar boas obras, ter bons sentimentos e edificar um mundo melhor.

O calendário é uma construção necessária da medida para avaliar os frutos que resultaram de uma vida que vai se desenvolvendo, e assim o crepúsculo de um ano pode significar o ocaso de uma vida, ou, pelo contrário, pode ser anuncio da aurora de uma nova existência.

A passagem cronológica do ano não resulta em como se diz que: ano novo implica em vida nova, mas sim parece melhor pensar que, a vida nova, somente se conquista à força de propósitos eficazes de mudança desde o intimo da alma. Vida nova implica necessariamente em luta nova.

A visão prudente da vida, no final de ano, leva a fazer o balanço do que foi bem, do que foi mal, e formular planos para melhorar no ano seguinte. O tempo que resta não se pode perder, na medida em que é para fazer o bem, para tratar melhor as pessoas que estão à volta e, tornar a própria vida em valor quase infinito, mesmo no ultimo suspiro, ao fazer um ato de amor verdadeiro.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

CLIQUE AQUI

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O imperativo da inovação

Autor: Paulo Sertek
Editora: Intersaberes

A inteligência tem papel importante no desenvolvimento da capacidade criativa, porém, a vontade e a afetividade, também integram o potencial gerador de ideias novas. Criar requer aprimorar as capacidades de associar, selecionar, reestruturar, organizar e transformar em combinações únicas as experiências passadas e os conhecimentos e percepções presentes.

Às vezes julga-se que a criatividade seja um talento inato, no entanto, todos têm possibilidade de desenvolver habilidades e qualidades criativas de acordo com a sua potencialidade básica natural, portanto pode-se melhorar nesta competência com a educação pessoal.

Há experiências de que pessoas com talento médio conseguem muito bons resultados através da disciplina da aprendizagem no desenvolvimento efetivo da quantidade e qualidade das ideias, e uma melhora da capacidade de persuasão e de iniciativa.  Constata-se que os programas de desenvolvimento de pessoas bem orientados ajudam no crescimento do potencial de liderança, comunicação e autoconfiança.

As profissões da atualidade devido à necessidade de atualização, frente às mudanças culturais-demográficas, e dos mercados, exigem profissionais que desenvolvam a capacidade de pôr as ideias novas em ação.

Verificam-se muitas mudanças em períodos de tempo cada vez mais curtos, o que se comprova pela obsolescência mais intensa dos produtos e serviços nos últimos anos.  O trabalho burocrático será substituído pela inteligência artificial com a consequente necessidade de se desenvolver conhecimentos e tecnologias com novas formas de aplicação.

Chama atenção também a maior mudança de habilidades e conhecimentos requisitados hoje, comparados ao de alguns anos atrás, identificando-se forte demanda para pessoas criativas e inovadoras nas organizações, e não só em posições de direção, mas em todos os níveis funcionais.

Criatividade deve ser levada ao campo da inovação, âmbito específico do empreendedor, que se caracteriza por estar permanentemente conectado à exploração das mudanças.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Leia livro do autor: Empreendedorismo.  CLIQUE AQUI.

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Liderança e autodomínio

Por paulosertek em Liderança, Trabalho, virtude

22 de julho de 2019

O autodomínio capacita para a liderança virtuosa e confirma esta ideia Peter Drucker, renomado autor e precursor da gestão moderna, pois aconselhava: “Já não ensino a dirigir as pessoas no trabalho (…). Ensino, sobretudo, o domínio próprio!” Faz todo sentido que antes de poder dirigir pessoas seja necessário dirigir-se. Nada mais desmoralizador para um líder, que não tendo como apresentar-se como modelo, dissesse: “façam o que eu digo, mas não o que eu faço”. A liderança é fruto da autoridade pessoal e resulta do caráter virtuoso.

Tal qualidade de caráter requer a virtude da temperança, que se compara à tempera dos metais. As espadas toledanas, famosas na idade média, eram feitas de ligas de aço forjadas em um processo de aquecimento, conformação por martelo e resfriamento sucessivos, e adquiriam deste modo duas propriedades aparentemente contrapostas: a alta resistência e a altíssima flexibilidade.

Verifica-se nas pesquisas sobre as características do líder a necessidade do autodomínio, porém, faz falta a tomada de consciência da dificuldade em educar novos lideres, pois, num ambiente social que promove comportamentos hedonistas e consumistas, a tendência é a de potenciar a busca do sucesso a qualquer preço.

Contrariamente ao modo como as espadas toledanas adquirem resistência e flexibilidade, a falta do autodomínio fragiliza o papel da inteligência na tomada de decisão e ganha força o domínio dos estados emotivos impulsivos. Alexandre Havard tem razão ao dizer que: “quem se lança à busca do poder, do dinheiro, ou do prazer sem medida, perde o contato com a realidade”. (recomendo a leitura de Virtudes e Liderança de Alexandre Havard)

Josef Pieper afirma que “a intemperança acaba por cegar a inteligência e desintegrar o poder de decisão”. A deterioração do exercício da liderança por autoridade se agrava pela avidez em galgar posição de destaque, por afã excessivo de lucro, pelo obscurecimento do sentido de missão e de serviço, provocando fatalmente, a erosão da confiança e comprometimento dos liderados.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Sobre liderança por virtudes consulte o livro do autor:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Também recomendamos: Virtudes & Liderança

Alexandre Havard

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Fortaleza no laboratório dos deveres

Por paulosertek em Liderança, Trabalho, virtude

21 de julho de 2019

Hoje se recomendam para a seleção de profissionais qualidades tais como: resiliência, autocontrole, pro-atividade, cabeça aberta, entre outras. Tais características são atingidas por meio da prática constante de atos específicos. Todo crescimento passa pela reiteração de condutas escolhidas, entre tantas, para afinal aperfeiçoar o comportamento que se julga mais importante num determinado momento.

As virtudes foram sistematicamente estudadas pelos filósofos gregos, entre eles Platão e Aristóteles que destacavam a importância da prática de quatro virtudes morais como são a prudência, a justiça, a fortaleza e o autodomínio, ou temperança. Aristóteles foi o que desenvolveu a Ética das Virtudes num dos seus livros a Ética a Nicômaco e nela define a virtude como sendo o hábito operativo bom.

Estes hábitos somente são verdadeiras virtudes ao serem dirigidos à consecução do bem ou de uma obra de caráter moral bom. Nestas circunstâncias as virtudes aperfeiçoam o sujeito, não simplesmente para adquirir uma competência técnica, mas em algo que vai além: torna boa a pessoa que a adquire.

Destaca-se a virtude da fortaleza, pois é a que possibilita a agilidade, a ação quase instintiva na busca dos bens difíceis de atingir, ou ainda resistir de bom animo às dificuldades e obstáculos que se interpõem ao acabamento das boas obras.

Tomás de Aquino, seguindo a tradição grega, diz que a fortaleza como virtude se manifesta em dois campos principais como o sair de uma situação cômoda e empreender ações valiosas e o outro campo, como é o de resistir de bom animo, e sem tristeza, às dificuldades prolongadas que exigem dos nervos.

Ponto importante destacar é que a virtude da fortaleza não corresponde a simplesmente fazer atos arrojados, ou atos que exijam grande resistência da vontade, pois na sua essência ela se adquire, sobretudo pelo valor moral do motivo que leva a agir.

A fortaleza é acessível a todos e pode ser desenvolvida no laboratório do cumprimento amoroso dos deveres diários.

Livro do autor que desenvolve sobre a ética das virtudes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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Trabalho bem feito gerador de capital humano-social

A excelência profissional é atraente para as pessoas dotadas de sensibilidade e honradez. Pode ser que não seja compartilhada por todos, ou por muitos, porém o que se verifica é a qualidade da pessoa em função do cuidado das obras que executa. Enfim, do amor que se põe naquilo que se faz. O poeta Fernando Pessoa conta em um de seus poemas a sua experiência de que: “o meu dever me fêz”!

Emprestando as palavras do poeta Antonio Machado encontra-se o matiz da questão: Despacito y buena letra, que el hacer las cosas bien, importa más que el hacerlas”. Esta reflexão leva à necessidade de buscar o êxito da ação, porém sem descuidar do amor com que se faz. Este amor pode ter variações consideráveis. Ainda que se pudesse descrever que o motor de muitíssimas obras se dá em função do benefício financeiro, há inumeráveis comportamentos que ultrapassam a condição de benefício econômico, ganho de prestígio, autossatisfação, entre outros.

Há um tipo de conduta que estimula e aprimora a vida familiar e comunitária, que é o amor de amizade, que se diferencia do amor de concupiscência. O amor de doação, desinteressado representa o diferencial-chave do ser humano. O que o torna humano é o amor e não a violência, o ódio, a esperteza em levar a melhor.

O trabalho realizado por motivos de serviço, bem feito, bem acabado, feito por amor provoca transformações tangíveis e intangíveis. Tangíveis na medida em que a atividade realizada atinge graus de identificação com as necessidades humanas que encantam todo aquele que recebe um serviço que excede as suas expectativas. Nos aspectos intangíveis, ou não imediatos, melhoram o caráter daqueles que se esforçam por ver a oportunidade de servir mais e melhor os outros. Sim aqui Fernando Pessoa nos diz que “o meu dever me fêz”! Aparece neste pensamento a aquisição da arete grega, ou virtus no latim. Trata-se da aquisição dos bons hábitos através do aprendizado com a obra bem feita e elemento aglutinador de pessoas e gerador de capital humano-social.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

 

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Trabalho bem feito gerador de capital humano-social

A excelência profissional é atraente para as pessoas dotadas de sensibilidade e honradez. Pode ser que não seja compartilhada por todos, ou por muitos, porém o que se verifica é a qualidade da pessoa em função do cuidado das obras que executa. Enfim, do amor que se põe naquilo que se faz. O poeta Fernando Pessoa conta em um de seus poemas a sua experiência de que: “o meu dever me fêz”!

Emprestando as palavras do poeta Antonio Machado encontra-se o matiz da questão: Despacito y buena letra, que el hacer las cosas bien, importa más que el hacerlas”. Esta reflexão leva à necessidade de buscar o êxito da ação, porém sem descuidar do amor com que se faz. Este amor pode ter variações consideráveis. Ainda que se pudesse descrever que o motor de muitíssimas obras se dá em função do benefício financeiro, há inumeráveis comportamentos que ultrapassam a condição de benefício econômico, ganho de prestígio, autossatisfação, entre outros.

Há um tipo de conduta que estimula e aprimora a vida familiar e comunitária, que é o amor de amizade, que se diferencia do amor de concupiscência. O amor de doação, desinteressado representa o diferencial-chave do ser humano. O que o torna humano é o amor e não a violência, o ódio, a esperteza em levar a melhor.

O trabalho realizado por motivos de serviço, bem feito, bem acabado, feito por amor provoca transformações tangíveis e intangíveis. Tangíveis na medida em que a atividade realizada atinge graus de identificação com as necessidades humanas que encantam todo aquele que recebe um serviço que excede as suas expectativas. Nos aspectos intangíveis, ou não imediatos, melhoram o caráter daqueles que se esforçam por ver a oportunidade de servir mais e melhor os outros. Sim aqui Fernando Pessoa nos diz que “o meu dever me fêz”! Aparece neste pensamento a aquisição da arete grega, ou virtus no latim. Trata-se da aquisição dos bons hábitos através do aprendizado com a obra bem feita e elemento aglutinador de pessoas e gerador de capital humano-social.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

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