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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Escravidão da mentira

Por paulosertek em Ética na política, fake news, Política, virtude

14 de julho de 2019

Toda vez que se afirma algo dentro de um contexto de seriedade, o que se espera do conteúdo da informação, é que esteja de acordo com a verdade e não subordinada a fins utilitários.

Neste sentido há necessidade da coerência entre o que se comunica e os fatos. Qualidade informativa requer o esclarecimento dos assuntos para não se enganar e não ser causa do engano dos outros por imprudência, negligência, superficialidade e dolo.

O relativismo moral quase generalizado acaba influenciando, na falta de critérios objetivos para a veracidade informativa, recorrer como critério de valoração definitivo, entre outros, o politicamente correto, o levar vantagem, o não causar desgosto, e, por vezes, passar para outro nível de justificativas, tais como: é que todo mundo faz, se eu não tirar vantagem outro vai tirar, e assim se podem levar estes comportamentos a extremos insuspeitáveis de injustiça e de improbidade.

Verifica-se que a mentira nada mais é que produzir o engano do outro com a intenção de ludibriar. O autor da mentira pretende passar um conteúdo para frente por meio de uma verdade aparente, ou de verdades que encobrem as mentiras. O mentiroso, precisa do disfarce da verdade para enganar os de boa fé.

A reiteração de condutas falsas gera o caráter vicioso. Aparentemente com este tipo de comportamento as coisas andam bem, porém não se consegue manter uma trajetória digna. Boa parte do tempo tenta-se o equilíbrio entre as meias verdades e as verdades aparentes. Esta atuação, leva à ruptura da personalidade que se pode manifestar na dupla vida. Confirma-se o adágio que diz: “quem não age como pensa acaba pensando como age”, pois somente a submissão à verdade é o que se contrapõe à escravidão da mentira.

A verdade é o fundamento de toda sociedade justa e no momento em que as mentiras, as fake-news, tomam conta das fontes de informação já não se pode dizer que haja liberdade, porquanto esta se apoia na investigação responsável e criteriosa dos fatos e na informação fidedigna.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

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Escravidão da mentira

Por paulosertek em Ética na política, fake news, Política, virtude

14 de julho de 2019

Toda vez que se afirma algo dentro de um contexto de seriedade, o que se espera do conteúdo da informação, é que esteja de acordo com a verdade e não subordinada a fins utilitários.

Neste sentido há necessidade da coerência entre o que se comunica e os fatos. Qualidade informativa requer o esclarecimento dos assuntos para não se enganar e não ser causa do engano dos outros por imprudência, negligência, superficialidade e dolo.

O relativismo moral quase generalizado acaba influenciando, na falta de critérios objetivos para a veracidade informativa, recorrer como critério de valoração definitivo, entre outros, o politicamente correto, o levar vantagem, o não causar desgosto, e, por vezes, passar para outro nível de justificativas, tais como: é que todo mundo faz, se eu não tirar vantagem outro vai tirar, e assim se podem levar estes comportamentos a extremos insuspeitáveis de injustiça e de improbidade.

Verifica-se que a mentira nada mais é que produzir o engano do outro com a intenção de ludibriar. O autor da mentira pretende passar um conteúdo para frente por meio de uma verdade aparente, ou de verdades que encobrem as mentiras. O mentiroso, precisa do disfarce da verdade para enganar os de boa fé.

A reiteração de condutas falsas gera o caráter vicioso. Aparentemente com este tipo de comportamento as coisas andam bem, porém não se consegue manter uma trajetória digna. Boa parte do tempo tenta-se o equilíbrio entre as meias verdades e as verdades aparentes. Esta atuação, leva à ruptura da personalidade que se pode manifestar na dupla vida. Confirma-se o adágio que diz: “quem não age como pensa acaba pensando como age”, pois somente a submissão à verdade é o que se contrapõe à escravidão da mentira.

A verdade é o fundamento de toda sociedade justa e no momento em que as mentiras, as fake-news, tomam conta das fontes de informação já não se pode dizer que haja liberdade, porquanto esta se apoia na investigação responsável e criteriosa dos fatos e na informação fidedigna.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros