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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Liderança e autodomínio

Por paulosertek em Liderança, Trabalho, virtude

22 de julho de 2019

O autodomínio capacita para a liderança virtuosa e confirma esta ideia Peter Drucker, renomado autor e precursor da gestão moderna, pois aconselhava: “Já não ensino a dirigir as pessoas no trabalho (…). Ensino, sobretudo, o domínio próprio!” Faz todo sentido que antes de poder dirigir pessoas seja necessário dirigir-se. Nada mais desmoralizador para um líder, que não tendo como apresentar-se como modelo, dissesse: “façam o que eu digo, mas não o que eu faço”. A liderança é fruto da autoridade pessoal e resulta do caráter virtuoso.

Tal qualidade de caráter requer a virtude da temperança, que se compara à tempera dos metais. As espadas toledanas, famosas na idade média, eram feitas de ligas de aço forjadas em um processo de aquecimento, conformação por martelo e resfriamento sucessivos, e adquiriam deste modo duas propriedades aparentemente contrapostas: a alta resistência e a altíssima flexibilidade.

Verifica-se nas pesquisas sobre as características do líder a necessidade do autodomínio, porém, faz falta a tomada de consciência da dificuldade em educar novos lideres, pois, num ambiente social que promove comportamentos hedonistas e consumistas, a tendência é a de potenciar a busca do sucesso a qualquer preço.

Contrariamente ao modo como as espadas toledanas adquirem resistência e flexibilidade, a falta do autodomínio fragiliza o papel da inteligência na tomada de decisão e ganha força o domínio dos estados emotivos impulsivos. Alexandre Havard tem razão ao dizer que: “quem se lança à busca do poder, do dinheiro, ou do prazer sem medida, perde o contato com a realidade”. (recomendo a leitura de Virtudes e Liderança de Alexandre Havard)

Josef Pieper afirma que “a intemperança acaba por cegar a inteligência e desintegrar o poder de decisão”. A deterioração do exercício da liderança por autoridade se agrava pela avidez em galgar posição de destaque, por afã excessivo de lucro, pelo obscurecimento do sentido de missão e de serviço, provocando fatalmente, a erosão da confiança e comprometimento dos liderados.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Sobre liderança por virtudes consulte o livro do autor:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Também recomendamos: Virtudes & Liderança

Alexandre Havard

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Liderança e autodomínio

Por paulosertek em Liderança, Trabalho, virtude

22 de julho de 2019

O autodomínio capacita para a liderança virtuosa e confirma esta ideia Peter Drucker, renomado autor e precursor da gestão moderna, pois aconselhava: “Já não ensino a dirigir as pessoas no trabalho (…). Ensino, sobretudo, o domínio próprio!” Faz todo sentido que antes de poder dirigir pessoas seja necessário dirigir-se. Nada mais desmoralizador para um líder, que não tendo como apresentar-se como modelo, dissesse: “façam o que eu digo, mas não o que eu faço”. A liderança é fruto da autoridade pessoal e resulta do caráter virtuoso.

Tal qualidade de caráter requer a virtude da temperança, que se compara à tempera dos metais. As espadas toledanas, famosas na idade média, eram feitas de ligas de aço forjadas em um processo de aquecimento, conformação por martelo e resfriamento sucessivos, e adquiriam deste modo duas propriedades aparentemente contrapostas: a alta resistência e a altíssima flexibilidade.

Verifica-se nas pesquisas sobre as características do líder a necessidade do autodomínio, porém, faz falta a tomada de consciência da dificuldade em educar novos lideres, pois, num ambiente social que promove comportamentos hedonistas e consumistas, a tendência é a de potenciar a busca do sucesso a qualquer preço.

Contrariamente ao modo como as espadas toledanas adquirem resistência e flexibilidade, a falta do autodomínio fragiliza o papel da inteligência na tomada de decisão e ganha força o domínio dos estados emotivos impulsivos. Alexandre Havard tem razão ao dizer que: “quem se lança à busca do poder, do dinheiro, ou do prazer sem medida, perde o contato com a realidade”. (recomendo a leitura de Virtudes e Liderança de Alexandre Havard)

Josef Pieper afirma que “a intemperança acaba por cegar a inteligência e desintegrar o poder de decisão”. A deterioração do exercício da liderança por autoridade se agrava pela avidez em galgar posição de destaque, por afã excessivo de lucro, pelo obscurecimento do sentido de missão e de serviço, provocando fatalmente, a erosão da confiança e comprometimento dos liderados.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Sobre liderança por virtudes consulte o livro do autor:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

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Alexandre Havard