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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Cultura é o decisivo

Por paulosertek em Cultura, Narrativa

29 de agosto de 2019

As narrativas representam na vida de um povo a sua memória compartilhada. Tornam-se conhecimentos que perpassam as gerações e dão sentido às suas realizações, sofrimentos e conquistas. Por outro lado, o povo cujo compartilhamento de histórias é débil, por não haver uma transmissão significativa de geração em geração, terá um comportamento como o das crianças que ficam encantadas pelo que é simplesmente lúdico.

As influências das narrativas ditadas pelo poder dominante, pela ideologia, pela fugacidade emotiva das mídias sociais, serão fatores de manipulação utilizados estrategicamente por oportunistas.

Há poucos dias me deparei com um texto sábio, que dá pistas para um trabalho cultural importante: “um povo que não perde suas narrativas tem alguma esperança de salvação”.

Certa vez encontrei num discurso de Jorge Lacerda (ex gov. SC) a ideia de que “um rio somente é fiel a sua nascente ao correr para o mar”. As narrativas como os rios que vem de longe permitem dar sentido a todo encadeamento de fatos históricos, fatos estes, que tornaram possíveis as realidades atuais e continuam fecundando e estimulando as realidades futuras.

É evidente que o cultivo, por exemplo, das virtudes da responsabilidade e do respeito, introduzidas dentro da cultura por meio dos exemplos, das histórias, do teatro e do cinema tornam-se fatores influenciadores de resultados sociais favoráveis ao bem comum, à paz e ao ambiente necessário para o progresso social.

Na perspectiva lacerdiana a cultura é o decisivo, pois, representa todo um modo de pensar e de viver que repercute como fonte de motivações benéficas. Ensinava que: “Os nossos compromissos com a nação não se insulam apenas nos aspectos eventuais de seus interesses imediatos. Transcendem, é natural, dessa órbita limitada, pois se fundem com as finalidades superiores da cultura. As nações sobrevivem na história, não pelos seus efêmeros empreendimentos materiais, mas, sobretudo, pela marca inapagável que sua cultura deixa na face do tempo”.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

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O que a escola não faz

Por paulosertek em Família, Violência, virtude

24 de agosto de 2019

O escritor Alessandro D’Avenia consegue colocar o leitor na cena do que é o inferno na vida de muitas pessoas em situações de ausência, do que, e de quem amar. Cruamente mostra o impacto nefasto da realidade brutal da violência, especialmente entre as crianças e adolescentes, pois “o inferno atua com muito mais eficácia na carne tenra”. No seu romance, “O que o inferno não é” descreve o comportamento de um menino malvado, órfão de pai e de mãe, que na escola tem um comportamento habitual violento, chegando ao limite de quase matar outro estudante a pancadas. Foi expulso por isso, e neste dia, o autor reproduz, de forma dramática, que o pelotão de professores se enfileira em ordem de execução e o fuzilam com olhares acusatórios. O diretor hierático escolta o criminoso, seguindo-o por trás como um algoz. O moleque, de olhar vidrado, com amargura e ódio, caminha com a sua sina, e de repente, ouve-se um soluço contido e ele se vira para trás: é sua professora que se parte de dor. O infeliz corre e se desvia do diretor que o tenta agarrar. Grita e esperneia em prantos, vou mudar, vou mudar, vou mudar!

Este menino, diz o autor, viverá desse momento em diante agarrado a esta professora. Começa o seu processo de transformação inexplicável, porém a razão, quase sem razão, é eloquente: “ninguém nunca tinha chorado por mim”.

O que aprendera na rua? A lutar, a brigar, a se defender, a roubar, a bater, a chutar, porém nunca tinha aprendido a amar e a ser amado. No seu meio somente aprendeu a destruir, foi o seu jeito de sinalizar a todos de que precisava de ajuda. A sua sobrevivência na selva da cidade violenta se deu ao desamparo completo de qualquer atenção ou afeto.

A transformação radical teve como gatilho a pedagogia que não se aprende na escola, pois “faltam lágrimas pela vida desses adolescentes, pela vida dessas crianças”.

O propósito do personagem principal do romance serve de princípio orientador de pais e mestres: “É preciso defender sua alma antes que alguém a despeje delas”.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Consulte o livro do autor:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

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Viver para quê?

Por paulosertek em Comportamento, Sentido da vida

24 de agosto de 2019

Artigo publicado em um dos jornais de grande circulação do país fala sobre uma adolescente de 16 anos, que estava se drogando com outros jovens em um apartamento dos últimos andares e se lançou lá de cima para o chão. Morreu na hora!

Entre as suas coisas deixou as seguintes linhas: “Vou ver se aqui eu consigo dizer tudo o que sempre quis dizer. Em primeiro lugar, eu queria viver. Mas eu vivo, o problema não é esse. O problema é ter que viver para quê? Ou para quem? Eu quero encontrar algo que me faça querer viver eternamente”. Na carta explicava que se sentia muito vazia e escreveu: “Por que será que eu fico com raiva dos meninos que eu fico?”

Em poucas linhas encontra-se o retrato duma situação que poderia ocorrer em qualquer lugar, família, colégio ou faculdade. Entre outros fatores influenciadores de uma tragédia deste tipo encontra-se o vácuo existencial, que consiste na falta de algo de valor para se alcançar no futuro. Segundo os estudos de Victor Frankl a falta de sentido é amplificada pela violência, pela dependência de drogas e pela erotização.

Outro fator de risco é o desejo intenso por uma “liberdade”, como sendo o teste de todos os limites e de todas as possibilidades. Jacques Philippe acerta no ponto: “Quantos jovens mortos pelos excessos de velocidade ou overdose de heroína por causa de uma aspiração à liberdade que não soube encontrar os caminhos para realizar-se”!

Uma das ajudas para estas situações está no entendimento de que o ser humano necessita de um sentido existencial, ainda melhor, por ser dotado da inclinação para o sentido, se não cultivar uma finalidade transcendente ao seu viver, como é o serviço aos outros, perde a razão do existir. O ser humano necessita usar da liberdade para vincular-se a projetos de valor transcendente. A felicidade é fruto da doação de si mesmo.

Aplica-se ao caso o pensamento de Kierkegaard, pois: “A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais”.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Autor: Paulo Sertek Dr
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Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

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Violência na base da pirâmide

A violência, antes de aparecer nas primeiras páginas dos jornais, nos noticiários e nas redes sociais é o sinal externo de que a sociedade está há muito tempo doente, e acostumou-se com os comportamentos injustos, que ocorrem na vida familiar, na vida do trabalho, no transito, isto é, nas situações mais comuns do dia a dia. O descuido da qualidade moral nas pequenas ações acaba tendo efeitos cada vez maiores no ambiente coletivo.

O experimento das “janelas quebradas” comprovou que: para passar do descuido em pequenas coisas para o colapso social, basta a incúria prolongada e a falta de diligência em tomar as ações que visam manter as coisas bem arrumadas e limpas.

Frank Bird pesquisador da área de saúde e segurança no trabalho já havia observado a correlação entre, o volume de pequenos descuidos em hábitos de disciplina, de atenção, de limpeza, de organização e do uso de protetores, e a ocorrência de acidentes de trabalho com dano grave.

A pirâmide de Frank Bird, como ficou conhecida, indica que para 600 incidentes corriqueiros, que poderiam ser qualificados como “sem maior importância”, levam a 30 ocorrências de danos materiais, a 10 danos físicos leves, e acabam chegando a pelo menos um evento de dano físico sério ou acidente fatal.

Mesmo com as limitações das analogias: a do experimento “Broken Windows” e a da constatação de Frank Bird, a ideia de fundo é que, a fatalidade, é a ponta do iceberg e origina-se no descuido da educação familiar.

Apontando apenas para os meios preventivos, sabe-se que a violência miúda começa bem cedo e no âmbito da família. Um bom ponto de partida está no cuidado de políticas públicas voltadas ao bem estar familiar, à moradia digna e a eliminação da miséria.  Porém, ainda que estas ações preventivas exijam mudanças estruturais na economia, na educação, nos serviços públicos há ações que são decisivas, pois, mesmo com poucos recursos, atuar na base da pirâmide, no seio das famílias, por meio da educação das virtudes assegura a paz social.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Consulte o livro do autor:

Autor: Paulo Sertek Dr
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Prudência e o bom governante

Por paulosertek em Comportamento, Ética na política, Liderança, Política, virtude

09 de agosto de 2019

Com a inteligência esclarecida, o conselho oportuno, e sendo pessoa de juízo, poupa-se muita dor de cabeça. Vale como referência a máxima do carpinteiro: “é necessário medir duas vezes e serrar somente uma”. É decisiva a ponderação para tomar a boa decisão, pois, a experiência circunstanciada na aprendizagem vivencial favorece a qualidade que os antigos gregos denominavam de sofrosine que se traduz por prudência, ou sabedoria.

Tomás de Aquino ensina na Suma Teológica que a prudentia se compõe fundamentalmente de três atos-chave: conhecer a realidade, julgar sobre a forma mais conveniente de agir e realizar efetivamente o que se decide.

A fase do conhecimento é a deliberação amadurecida: uma avaliação das situações da forma o mais objetiva possível. Para o juízo sobre a conveniência de uma determinada atuação é imprescindível ter critérios de referência, que dão apoio a juízos mais seguros sobre as possíveis decisões, como por exemplo: o critério-chave da defesa da vida, ou o que rege a segurança das construções, de que: o critério econômico não pode colocar em risco a idoneidade de uma construção prejudicando a segurança humana.

Os médicos seguem o critério do “primum non nocere”, primeiro não prejudicar, que se deve aplicar com mais força nas decisões de governo.

Para um determinado tipo de problema e suas circunstâncias, a pessoa prudente é a que ganha experiência nas pequenas ações diárias, aplicando os critérios mais adequados, e aprendendo no pequeno, obterá uma melhor capacidade de governo em situações conflitivas.

A prudência é uma virtude que se adquire por meio da serenidade e se distancia do governo guiado pela irreflexão.

Não haveria boa decisão se, depois de deliberar e julgar com critério adequado, a pessoa atuasse por influência do medo, da preguiça, da ira, e de outros vícios. Decidir-se bem requer a prática das quatro virtudes morais: prudência, justiça, fortaleza e temperança ou autodomínio. Não basta que alguém tenha boas intenções para ser um bom governante. 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela

Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Sobre a virtude da prudência consulte o livro do autor:

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

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Liderança e autodomínio

Por paulosertek em Liderança, Trabalho, virtude

22 de julho de 2019

O autodomínio capacita para a liderança virtuosa e confirma esta ideia Peter Drucker, renomado autor e precursor da gestão moderna, pois aconselhava: “Já não ensino a dirigir as pessoas no trabalho (…). Ensino, sobretudo, o domínio próprio!” Faz todo sentido que antes de poder dirigir pessoas seja necessário dirigir-se. Nada mais desmoralizador para um líder, que não tendo como apresentar-se como modelo, dissesse: “façam o que eu digo, mas não o que eu faço”. A liderança é fruto da autoridade pessoal e resulta do caráter virtuoso.

Tal qualidade de caráter requer a virtude da temperança, que se compara à tempera dos metais. As espadas toledanas, famosas na idade média, eram feitas de ligas de aço forjadas em um processo de aquecimento, conformação por martelo e resfriamento sucessivos, e adquiriam deste modo duas propriedades aparentemente contrapostas: a alta resistência e a altíssima flexibilidade.

Verifica-se nas pesquisas sobre as características do líder a necessidade do autodomínio, porém, faz falta a tomada de consciência da dificuldade em educar novos lideres, pois, num ambiente social que promove comportamentos hedonistas e consumistas, a tendência é a de potenciar a busca do sucesso a qualquer preço.

Contrariamente ao modo como as espadas toledanas adquirem resistência e flexibilidade, a falta do autodomínio fragiliza o papel da inteligência na tomada de decisão e ganha força o domínio dos estados emotivos impulsivos. Alexandre Havard tem razão ao dizer que: “quem se lança à busca do poder, do dinheiro, ou do prazer sem medida, perde o contato com a realidade”. (recomendo a leitura de Virtudes e Liderança de Alexandre Havard)

Josef Pieper afirma que “a intemperança acaba por cegar a inteligência e desintegrar o poder de decisão”. A deterioração do exercício da liderança por autoridade se agrava pela avidez em galgar posição de destaque, por afã excessivo de lucro, pelo obscurecimento do sentido de missão e de serviço, provocando fatalmente, a erosão da confiança e comprometimento dos liderados.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Sobre liderança por virtudes consulte o livro do autor:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Também recomendamos: Virtudes & Liderança

Alexandre Havard

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Fortaleza no laboratório dos deveres

Por paulosertek em Liderança, Trabalho, virtude

21 de julho de 2019

Hoje se recomendam para a seleção de profissionais qualidades tais como: resiliência, autocontrole, pro-atividade, cabeça aberta, entre outras. Tais características são atingidas por meio da prática constante de atos específicos. Todo crescimento passa pela reiteração de condutas escolhidas, entre tantas, para afinal aperfeiçoar o comportamento que se julga mais importante num determinado momento.

As virtudes foram sistematicamente estudadas pelos filósofos gregos, entre eles Platão e Aristóteles que destacavam a importância da prática de quatro virtudes morais como são a prudência, a justiça, a fortaleza e o autodomínio, ou temperança. Aristóteles foi o que desenvolveu a Ética das Virtudes num dos seus livros a Ética a Nicômaco e nela define a virtude como sendo o hábito operativo bom.

Estes hábitos somente são verdadeiras virtudes ao serem dirigidos à consecução do bem ou de uma obra de caráter moral bom. Nestas circunstâncias as virtudes aperfeiçoam o sujeito, não simplesmente para adquirir uma competência técnica, mas em algo que vai além: torna boa a pessoa que a adquire.

Destaca-se a virtude da fortaleza, pois é a que possibilita a agilidade, a ação quase instintiva na busca dos bens difíceis de atingir, ou ainda resistir de bom animo às dificuldades e obstáculos que se interpõem ao acabamento das boas obras.

Tomás de Aquino, seguindo a tradição grega, diz que a fortaleza como virtude se manifesta em dois campos principais como o sair de uma situação cômoda e empreender ações valiosas e o outro campo, como é o de resistir de bom animo, e sem tristeza, às dificuldades prolongadas que exigem dos nervos.

Ponto importante destacar é que a virtude da fortaleza não corresponde a simplesmente fazer atos arrojados, ou atos que exijam grande resistência da vontade, pois na sua essência ela se adquire, sobretudo pelo valor moral do motivo que leva a agir.

A fortaleza é acessível a todos e pode ser desenvolvida no laboratório do cumprimento amoroso dos deveres diários.

Livro do autor que desenvolve sobre a ética das virtudes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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Escravidão da mentira

Por paulosertek em Ética na política, fake news, Política, virtude

14 de julho de 2019

Toda vez que se afirma algo dentro de um contexto de seriedade, o que se espera do conteúdo da informação, é que esteja de acordo com a verdade e não subordinada a fins utilitários.

Neste sentido há necessidade da coerência entre o que se comunica e os fatos. Qualidade informativa requer o esclarecimento dos assuntos para não se enganar e não ser causa do engano dos outros por imprudência, negligência, superficialidade e dolo.

O relativismo moral quase generalizado acaba influenciando, na falta de critérios objetivos para a veracidade informativa, recorrer como critério de valoração definitivo, entre outros, o politicamente correto, o levar vantagem, o não causar desgosto, e, por vezes, passar para outro nível de justificativas, tais como: é que todo mundo faz, se eu não tirar vantagem outro vai tirar, e assim se podem levar estes comportamentos a extremos insuspeitáveis de injustiça e de improbidade.

Verifica-se que a mentira nada mais é que produzir o engano do outro com a intenção de ludibriar. O autor da mentira pretende passar um conteúdo para frente por meio de uma verdade aparente, ou de verdades que encobrem as mentiras. O mentiroso, precisa do disfarce da verdade para enganar os de boa fé.

A reiteração de condutas falsas gera o caráter vicioso. Aparentemente com este tipo de comportamento as coisas andam bem, porém não se consegue manter uma trajetória digna. Boa parte do tempo tenta-se o equilíbrio entre as meias verdades e as verdades aparentes. Esta atuação, leva à ruptura da personalidade que se pode manifestar na dupla vida. Confirma-se o adágio que diz: “quem não age como pensa acaba pensando como age”, pois somente a submissão à verdade é o que se contrapõe à escravidão da mentira.

A verdade é o fundamento de toda sociedade justa e no momento em que as mentiras, as fake-news, tomam conta das fontes de informação já não se pode dizer que haja liberdade, porquanto esta se apoia na investigação responsável e criteriosa dos fatos e na informação fidedigna.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

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A beleza salvará o mundo

Por paulosertek em Arte, Beleza, Comportamento, Cultura, Liderança, virtude

14 de julho de 2019

As narrativas produzem grandes transformações, impactos e ativam os gatilhos espirituais despertando modos novos de viver. A cena tocante, ou uma palavra de afeto desperta nos outros forças escondidas. Alexandre Havard, na introdução do seu best-seller Virtudes & Liderança, conta que ainda estava em Vyborg na Rússia a caminho da Finlândia e “deparei com um velhinha que remexia numa pilha de trastes, procurando qualquer coisa que pudesse utilizar ou vender por umas moedinhas.” Foi impulsionado a tirar algum dinheiro do bolso e entregou a ela, que o olhou de forma expressiva e radiante. Como tinha que pegar o ônibus que estava quase saindo, entrou e mal se colocou a porta para subir, uma voz o chamou, e virou-se para ver o que era. Era a velhinha, que esticava a mão com um sorriso enorme no rosto e lhe entregou um ramalhete de flores. Havard ficou sem palavras, simplesmente: “Aceitei-o e ela desapareceu sem dizer uma palavra!”.

Deste exemplo se abstrai que existe algo mais dentro do ser humano. Uma velhinha comprando flores, com o pouco dinheiro que lhe foi dado, e que necessitava para subsistência, retribui com um ato de bondade e de amor sem limites. O autor conclui que: “Não é estranho que um encontro com a bondade, como este, faça a nossa alma voar”.

O contato com a obra de arte também produz efeito similar, Dostoiévski no seu romance “O idiota” conclui que “a beleza salvará o mundo”. Um gesto nobre é uma ação bela responsável por resultados insuspeitáveis. O mesmo sentia Jorge Lacerda em sua juventude algo que cultivou como os grandes artistas: o dom da palavra escrita e falada. Considerava que: “A palavra sofre o mesmo desespero do escopro e do pincel… O orador experimenta sempre a mesma, angústia do estatuário, cujas mãos nervosas desejam interpretar, no mármore bruto, a expressão imortal da beleza; e a mesma aflição do pintor cuja alma torturada de artista procura surpreender, na alquimia das tintas de sua paleta, a magia arrebatadora das cores da natureza…”

Confira aqui o perfil de Jorge Lacerda.

 

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

 

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Sem negociar a ética

O empreendedor-servidor é o que se entrega a iniciativas de valor social e se afasta da busca de um resultado da virtude que morre em si próprio. Líder-magnânimo pauta o seu comportamento pela excelência e excede-se no cumprimento dos deveres.

Magnanimidade, como ensina Aristóteles, é o ornamento das virtudes, e reluz como a qualidade dos que têm alma grande e desejo de fazer o bem a serviço de causas nobres e que repelem instintivamente o simplesmente fazer, rejeitam a pequenez de coração e não cedem ao rebaixamento negligente dos seus compromissos.

Os estudos biográficos de personalidades dos mais diferentes estilos permitem descobrir como esta qualidade aumenta significativamente o poder de incutir a visão de futuro.

Convêm ressaltar, entre outros, o empreendedor modelar que foi Jorge Lacerda-ex-gov SC, inspirador de várias gerações por meio dos seus conselhos, obras e ações, e que, ainda hoje estimula os que pretendem dar um pouco mais de si às causas nobres.

Adonias Filho, na sua nota sobre Jorge Lacerda, na introdução do livro póstumo de Jorge Lacerda, Democracia e Nação, organizado por Nereu Corrêa diz que: Jorge Lacerda era um católico, e no seu discurso sobre os soldados de Cristo – que se completa ao reivindicar a reconstrução do homem no sentido do espírito-, confirmando a consciência em sua fé, transmitia com valor ortodoxo o respeito à pessoa humana.

Jorge Lacerda sobressai como um grande temperamento, forjador de líderes, líder transformador e multiplicador das energias criadoras de cada pessoa. Nos deixa o legado: nas decisões que tomava enquanto político, tanto no legislativo como no executivo, observava-se um talento raro para harmonizar os resultados imediatos à visão de conjunto, de modo a não condicionar os frutos de longo prazo aos dividendos políticos mais vistosos. O seu perfil de estadista revela-se, sobretudo pela constância em agir, além das condições puramente efêmeras ao visar os frutos duradouros, sem transigir nas questões de valor ético.

Confira aqui o perfil de Jorge Lacerda.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

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Sem negociar a ética

O empreendedor-servidor é o que se entrega a iniciativas de valor social e se afasta da busca de um resultado da virtude que morre em si próprio. Líder-magnânimo pauta o seu comportamento pela excelência e excede-se no cumprimento dos deveres.

Magnanimidade, como ensina Aristóteles, é o ornamento das virtudes, e reluz como a qualidade dos que têm alma grande e desejo de fazer o bem a serviço de causas nobres e que repelem instintivamente o simplesmente fazer, rejeitam a pequenez de coração e não cedem ao rebaixamento negligente dos seus compromissos.

Os estudos biográficos de personalidades dos mais diferentes estilos permitem descobrir como esta qualidade aumenta significativamente o poder de incutir a visão de futuro.

Convêm ressaltar, entre outros, o empreendedor modelar que foi Jorge Lacerda-ex-gov SC, inspirador de várias gerações por meio dos seus conselhos, obras e ações, e que, ainda hoje estimula os que pretendem dar um pouco mais de si às causas nobres.

Adonias Filho, na sua nota sobre Jorge Lacerda, na introdução do livro póstumo de Jorge Lacerda, Democracia e Nação, organizado por Nereu Corrêa diz que: Jorge Lacerda era um católico, e no seu discurso sobre os soldados de Cristo – que se completa ao reivindicar a reconstrução do homem no sentido do espírito-, confirmando a consciência em sua fé, transmitia com valor ortodoxo o respeito à pessoa humana.

Jorge Lacerda sobressai como um grande temperamento, forjador de líderes, líder transformador e multiplicador das energias criadoras de cada pessoa. Nos deixa o legado: nas decisões que tomava enquanto político, tanto no legislativo como no executivo, observava-se um talento raro para harmonizar os resultados imediatos à visão de conjunto, de modo a não condicionar os frutos de longo prazo aos dividendos políticos mais vistosos. O seu perfil de estadista revela-se, sobretudo pela constância em agir, além das condições puramente efêmeras ao visar os frutos duradouros, sem transigir nas questões de valor ético.

Confira aqui o perfil de Jorge Lacerda.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

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Confira o livro do autor aqui:

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