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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Doar e dar o melhor de si

Pitirim Sorokin, destacado sociólogo russo, foi preso e condenado ao fuzilamento por oposição à Revolução Russa de 1917. Depois de estar seis semanas na iminência de fuzilamento foi poupado, porém foi definitivamente expulso da Rússia em 1922. Defendia que historicamente “a cooperação é um fenômeno mais universal que o antagonismo”, porquanto os frutos da cooperação eram condizentes com a índole social humana. Este sociólogo define a solidariedade como sendo o fato ou qualidade de estar unido ou ligado ao outro em uma comunidade de interesses e responsabilidades ou obrigações. Seu pensamento formula a solidariedade como uma propriedade da pessoa humana e que os homens são sociáveis porque são solidários e não ao contrário. A solidariedade é nesta perspectiva uma tendência fundamental que resulta na soma de esforços para atingir metas valiosas e comuns a todos em um mesmo grupo.

Pitirim A. Sorokin


Conclui que o homem é um “ser-mediante–o-outro”, “um ser-com-o-outro” e um “ser-para-o-outro” e como decorrência o “doar-e-dar-o-melhor-de-si” é uma necessidade intrínseca do ser humano para sua realização e consequente felicidade.

O entorno próximo reclama o dar-o-melhor-de-si para atividades que contribuam: para a promoção da dignidade humana, para a participação nos bens da cultura, para o acesso à educação de qualidade e para os instrumentos sociais que estimulem a prática das virtudes.

Entre as iniciativas de caráter performativo, aquelas que não ficam apenas nos aspectos cognitivos, mas se preocupam com o desenvolvimento humano, encontra-se uma instituição que nasceu em Fortaleza, a ANECE- Associação Nordestina de Ensino Cultura e Esporte (www.anece.org.br). Visa “a formação ética e a excelência humana” como “pilares para o alcance de uma nova cultura e uma educação mais digna, que respeite e desenvolva as competências e aptidões do homem”.

Sugiro o conhecimento dos propósitos desta instituição e o apoio financeiro na aba “donativos”, pois estão empenhados na expansão das atividades em Fortaleza.

Consulte o site da ANECEwww.anece.org.br

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: https://goo.gl/DpKN4b
Email: psertek@gmail.com

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O decisivo para desenvolver os hábitos

Nos programas de desenvolvimento pessoal costumo trabalhar com uma apresentação sobre o processo dos desenvolvimentos dos hábitos, ou virtudes em que o ponto de partida da transformação requer o conhecimento próprio para a identificação das próprias insuficiências e limitações. Não é suficiente o simplesmente saber, pois hábitos se adquirem por meio das disposições. A que se refere esta disposição? Dispor dos meios necessários, da motivação adequada para por em prática determinado tipo de atos.

Digamos que você quer aprender uma nova língua, não basta tomar a decisão para isto, porém é preciso dispor de todos os elementos: tempo, dinheiro, material e o esforço para seguir um método de estudo.

Até este ponto está em jogo o conhecimento próprio, o saber como, ter as disposições adequadas e por em prática. De qualquer forma não basta saber, é necessário querer, porém o decisivo para desenvolver os hábitos, ou virtudes está no fazer. Saber reside na inteligência das pessoas, o querer na vontade, mas nada substitui o fazer. Saber, querer e fazer são as três dimensões de um continuum absolutamente necessário para ir mais longe que a média das pessoas. Corresponde à busca da excelência pessoal e profissional.

A finalidade da ação deve estar primeiro na mente para que depois se configure na realidade. Uma boa dica de Rojas: “a motivação e o entusiasmo constituem uma das duas margens da vontade, a outra é a ordem e a constância. A vontade melhor disposta é a mais motivada”.

Sugiro seguir algumas dicas de Enrique Rojas que distingue entre querer e desejar. Querer é um ato volitivo. Quem responde pela situação de mudança pessoal é a vontade determinada a um objetivo de crescimento. Desejar é simplesmente inclinar-se sensivelmente; algo como afeiçoar-se ao objetivo. Esta condição é o prelúdio da atuação da vontade, porém não existe almoço grátis é necessária uma dose de vencimento da tendência à zona de conforto e aos esquemas antigos de resposta que nos prendem ao passado.

Confira os vídeos do autor:
a. Palestra sobre desenvolvimento de qualidades pessoais acadêmicas e profissionaishttps://www.youtube.com/watch?v=Xl_mhXLrgo4&t=139s
b. Janela de Johari: plano de desenvolvimento pessoalhttps://www.youtube.com/watch?v=BNblp7HgXCM&t=66s
c. Plano de desenvolvimento Pessoal: questionário e orientaçõeshttps://www.youtube.com/watch?v=uQrSheZNF5k&t=15s
Questionário de avaliação de competênciashttps://drive.google.com/file/d/1k6Y1jciI10RX2026htBej8iuDp_S-z8h/view?usp=sharing

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: https://goo.gl/DpKN4b
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Educação na mão de amadores: até quando?

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política

21 de Março de 2019

Em 2017 cerca de 2,5 milhões de pessoas começaram a fazer o curso superior no país e a esmagadora maioria buscou os cursos oferecidos pela rede particular, e neste mesmo ano, 1,2 milhões acabaram se formando. Sabe-se pelos dados do INEP que, depois de quatro anos de curso, aproximadamente 31% desistem e somente 11% chegam a se formar. A desistência de estudantes dos cursos das instituições privadas é ainda mais pronunciada e registra-se algo em torno de 37%.

 

As universidades federais oferecem 300 mil vagas. Você sabe quantos pleiteiam estas vagas? Da ordem de sete milhões de estudantes são os que fazem o exame do ENEM. O que chama a atenção é que há uma grande massa de pessoas que acredita no milagre de ser aprovado em Universidades Federais, porém é uma ínfima minoria que consegue.

Os gastos da educação pública federal estão crescendo desde 2008 a 2017: de R$32 bilhões para R$75 bilhões. Grande parte dos estudantes busca o financiamento da educação superior privada e o crédito educativo chegou a R$ 30 bilhões nos anos de 2016 e 2017. Em matemática simples 30% deste valor – R$ 9 bilhões- se perdem por ineficiência. Além da enorme desistência verifica-se a baixa qualidade de aprendizagem nos cursos superiores.

Não adianta tampar o sol com a peneira, os estudantes que chegam ao final do ensino médio têm lacunas abissais que impedem o acesso a qualquer curso superior. Verifica-se que o nosso ensino público, fundamental e médio é medíocre, porquanto, estamos na rabeira dos testes internacionais de avaliação PISA. Enviei um artigo de Simon Schartzman avaliando o nosso sistema educativo a um professor, também doutor em educação, e simplesmente me respondeu que o nosso problema não dá para ficar na mão de amadores.

Uma nação será no futuro aquilo que o seu projeto educativo conseguir atingir. Para isso deve promover os fatores possibilitadores de futuro graças ao emprego eficiente e eficaz do dinheiro público e a busca da excelência profissional dos diretores e professores.

Paulo Sertek é doutor em educação e professor universitário

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: 

https://goo.gl/DpKN4b

Email:   psertek@gmail.com

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Riqueza que gera estorvo

Por paulosertek em Comportamento, Educação, Responsabilidade Social, virtude

12 de Março de 2019

Uma porção da população brasileira vive na abundancia e descomprometida das condições de vida de grande parte dos brasileiros sujeitos a inúmeras privações. Aplica-se o que Jorge Lacerda ex-gov SC afirmava: “sobreviver é o único verbo que as massas exasperadas sabem conjugar, assoberbadas pelo presente e preocupadas com o futuro”.
O supérfluo consiste em algo que sobra e que não há justificativa para possuir, converte-se num fator prejudicial na medida em que é contrário à razão, portanto irracional.

Certa vez um autor considerava a necessidade de distinguir entre superfluidade e riqueza. A posse de bens desnecessários é negativa, já a riqueza é positiva. As riquezas tanto materiais como culturais têm valor significativo para sociedade, porquanto podem promover ações virtuosas.

O supérfluo é um tipo de riqueza que gera estorvo e estreita o espírito humano na medida em que impede a paz da alma pela inquietação que produz. As riquezas genuínas ampliam o raio de ação da virtude, e o supérfluo, pelo contrário, afasta o ser humano da vida feliz.

A crise de valores da atualidade alimenta a avidez pelo supérfluo, o que gera o desassossego da alma. Tempos atrás escreveu Octavio Paz, e se aplica mais do que nunca ao nosso caso: “a tristeza e a angústia dos europeus e dos norte americanos não vem da falta de comida, mas sim da abundância de bens”.

Explica-se então que a avareza seja a fonte de angústia por causa do afã de uso das riquezas além do que seria conveniente para praticar as virtudes. As “boas riquezas” são as que permitem potenciar as ações boas, promover as virtudes e contribuir para o bem comum.

A excitação do consumo e do descarte prejudica o uso adequado dos bens, pois em vez de serem meios para o crescimento pessoal e social, tornam as pessoas cada vez mais ávidas pelo “ter” e o seu espirito fervilha irrequieto. Portanto, na medida em que os bens se convertem em fonte de inquietação pela acumulação progressiva tornam-se nocivos, e desviam da prática das virtudes.

Paulo Sertek é doutor em educação
formado em Program for Management Development pelo ISE-IESE Business Scool
Autor do livro:
Responsabilidade social e Competência Interpessoal

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O que fazer com o tempo de ócio?

Por paulosertek em Comportamento, Religião, Saúde

09 de Março de 2019

O antropólogo Javier Aranguren concluía seu ensaio sobre tendências sociais para o século 21 com uma observação muito aguda: “Talvez, vendo o panorama cultural desolador, como por exemplo, o televisivo ou o político, não investimos em conhecimento, mas em diversão e, em consequência, não tratamos de entender-nos a nós mesmos e vivemos mais anos para ficarmos paralisados no banal. Porém, a culpa será nossa: a evolução tecnológica nos deu as ferramentas e o tempo para que, tendo superado o patamar da necessidade e sobrevivência, nos atrevamos levantar a inteligência ao mais alto. Tempo nós temos: saberemos aproveitá-lo?”

Com o crescimento da expectativa de vida da população intensificou-se a atenção à qualidade de vida, que não se reduz a ter saúde física, mas, sobretudo à necessidade do cultivo da saúde espiritual. Chamou-me a atenção o que dizia Robert Fogel, economista da Escola de Chicago e prêmio Nobel de Economia, que: “Temos de dar passagem a novas formas educativas que não satisfaçam somente a nossa curiosidade, mas que também nos ajudem a melhorar a nossa faceta espiritual, a compreender melhor o sentido da vida para que possamos aprender entretendo-nos e socializando-nos. Uma vez satisfeitas nossas necessidades básicas, o desejo de entender-nos a nós mesmos e ao nosso entorno é uma das grandes forças impulsionadoras da humanidade. Além disso, à medida que se elevem os ingressos per capita e siga abaixando o custo das necessidades básicas e dos bens duradouros, os indivíduos e os lares investirão porcentagens cada vez maiores de seus ingressos no pagamento de serviços que melhorem sua saúde, fomentem o conhecimento e elevem a sua consciência espiritual.”

Viktor Frankl
Fundador da Logoterapia

O que fazer com o tempo de ócio? Viktor Frankl, fundador da logoterapia, nos propõe a busca do sentido da existência por meio de valores criadores a fim de enriquecer a realidade com o trabalho bem feito; de valores vivenciais visando entregar-se nas tarefas em bem da comunidade; e de valores de atitude para descobrir o sentido da dor e da doença. Sem isso o mais provável é que fiquemos paralisados no banal.

Paulo Sertek
Engenheiro Mecânico Engenharia Maua (SP)
Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento (UTFPR)
Doutor em Educação pela UFPR
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza

Autor do Livro Administração e Planejamento Estratégico

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Nova sensibilidade religiosa

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política, Religião, Responsabilidade Social

05 de Março de 2019

Na atualidade observam-se dois fenômenos de certa magnitude: o primeiro é o da secularização, e outro, concomitante, o do ressurgimento de uma nova sensibilidade religiosa. A secularização equivale à privatização do sagrado, ao reduto particular de cada cidadão, com suas crenças, e reduz-se consequentemente o espaço público permitido ao ato religioso.

Ao mesmo tempo, dissemina-se o sentimento religioso subjetivo, de contornos pouco definidos, em geral de conteúdo moral débil, marcado pelo sentimento religioso cosmético, em que se ausentam os critérios morais vinculantes. O filósofo Zygmunt Bauman, pensa, em vez de chamar pós-modernidade, à situação atual em que “a incerteza é a única certeza”, prefere chamá-la de “modernidade líquida”, porquanto se abandonaram os pontos de referência e critérios orientadores da conduta.

Atualmente constata-se que o mais determinante da conduta é o sentimentalismo extremamente flexível e mutável.
A nova religiosidade assemelha-se à satisfação das necessidades de consciência de ocasião, como as de objetos descartáveis. Equipara-se à religiosidade de “supermercado”, cujo fim nada mais serve senão para aquietar as próprias culpas e faltas de sentido e de critério de vida, que povoam as mentes em nossa sociedade.

A religiosidade de “supermercado” valoriza a convivência do plural e da diversidade, o que é muito bom e é sinal de tolerância; não obstante, como não se acredita em nenhum tipo de identidade, tudo acaba valendo o mesmo, o que aniquila a diferenciação antropológica entre virtudes e vícios.

A fidelidade matrimonial e a dedicação para formar os filhos com sacrifício equiparam-se ao mesmo nível moral do amor fugaz e sem responsabilidade. É uma época de grandes sensibilidades e de grandes indiferenças. Dá-se valor muito positivo às diferenças individuais comportamentais, não obstante, nutre-se a indiferença às diferentes opções. Todas as coisas dão mais ou menos na mesma; já não há um melhor ou pior. Apenas há liberdades de escolha, e enquanto tais ganham por si próprias a categoria de ações valorosas, tornando-nos forçosamente indiferentes a todo tipo de diferenças. Tudo dá na mesma! O amor aos pais e o amor, por exemplo, às tartarugas, ao se equipararem, tornam-se clamorosas indiferenças e injustiças.

Jürgen Habermas, filósofo e sociólogo alemão, herdeiro da Escola de Frankfurt está redescobrindo a importância das religiões e especialmente a do cristianismo. O recente Habermas, que se considera como um pensador pós-metafísico, a princípio não crente, defende que a sociedade democrática e liberal deve possuir um fundamento não religioso, porém, tem a convicção de que a religião exerce um papel insubstituível, pois, segundo ele, toda sociedade se apoia em “uma solidariedade que não se pode impor com leis”, e salienta que é necessário fundamentar a sociedade “não só no próprio interesse legítimo, mas direcionando-se ao bem comum”. Não apenas baseando-se na vontade consensual, porquanto, – numa sociedade em que nada há de firme -, em termos de critérios vinculantes -, apenas resta a possibilidade vinculante externa por meio das leis positivas e não por nenhum tipo de valor em si das ações. Em outras palavras a bondade do comportamento do amor e respeito aos pais, nesta ótica, não tem valor em si, mas a partir apenas de uma vontade consensual. Habermas postula que a vida em sociedade não pode se limitar à promoção das obrigações meramente externas, mas deve abrir-se à dimensão ética – aos compromissos morais vinculantes de caráter universal -, contando com a religião. Destaca Habermas: “Contra um abstencionismo ético de um pensamento pós-metafísico que abre mão de qualquer conceito universalmente vinculante de vida boa e exemplar, nas escrituras sagradas e nas tradições religiosas que foram articuladas, transliteradas com sutileza e conservadas por milênios hermeneuticamente vivas as intuições de culpa, redenção e salvação graças ao abandono de uma vida percebida como iníqua. Por isso na vida das comunidades religiosas (…) pode permanecer intacta alguma coisa que, alhures, se tenha perdido e é relevante para o ser humano”.

Os vínculos com o sagrado, requeridos pela religião, municiam a vida com as orientações e critérios que ajudam a tomar decisões orientadas para o bem-viver – a vida virtuosa- fundamental para sustentar, alimentar e fazer crescer qualquer forma de convivência humana. A nova sensibilidade religiosa necessita urgentemente de fundamentação em bases morais seguras.

Paulo Sertek Doutor em educação

Autor do livro Responsabilidade Social e Competência Interpessoal Ed. Intersaberes.

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Artimanhas e falsidades: até quando?

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política

03 de Março de 2019

O discurso político pode se transformar numa técnica cheia de falsidade quando a palavra é semeada mais para confundir do que para esclarecer. Por isso, Platão no diálogo de Sócrates com Fedro sobre a verdade se refere ao mito de Adônis (amante de Afrodite) morto num acidente de caça, e Zeus, a pedido dela, permite que Adônis ressurja do reino dos mortos durante a metade do ano. Os gregos comemoravam o ressurgimento de Adônis, semeando nos conhecidos “Jardins de Adônis”. Eram jardins falsos, porquanto durante os festejos colocavam-se sementes de fácil crescimento em vasos dispostos nos lugares semelhantes a estufas, e as plantas cresciam rapidamente. Com a mesma brevidade que se desenvolviam, também morriam. Esta é a figura que representa bem os políticos atuais que tem lábia apenas para obter os votos nas eleições.

Também conta-se na mitologia que Prometeu foi ao Olimpo, à morada dos deuses, entrou astuciosamente e furtou o fogo de Vulcano (deus das técnicas) e a inteligência de Atena. A posse da inteligência e o domínio do fogo pelas técnicas tornariam o homem capaz de se defender dos outros animais que possuíam garras, mandíbulas fortes, pele grossa, e não passariam fome seriam capazes de prover suas necessidades através do trabalho.

No mito de Prometeu, verifica-se a insuficiência destas técnicas, pois são capacidades cegas e requerem as qualidades do coração humano como são a sabedoria e a justiça. As virtudes políticas não se desenvolvem como as sementes dos jardins de Adônis, somente chegam aos frutos através de honestidade e um trabalho perseverante. A educação política se faz através de exemplos de sacrifício e esforço continuados. A mentira dos jardins de Adônis desenvolve-se rapidamente na camuflagem das barbaridades realizadas nos recantos do poder com a manipulação da verdade fingindo-se defender os princípios de justiça e de liberdade.

Tesouro perene está no cultivo esforçado das virtudes políticas por todos os cidadãos e as artimanhas não transformam um grupo de pessoas em um povo com visão de futuro. Lembro-me de ter ficado impressionado com umas palavras de Jorge Lacerda (ex-gov SC), pois destacava que: “As nações sobrevivem na história, não pelos seus efêmeros empreendimentos materiais, mas, sobretudo, pela marca inapagável que sua cultura deixa na face do tempo”.

Temos de repudiar os poderosos que se nutrem da astúcia e das artimanhas de Prometeu e semeiam a falsidade dos jardins de Adônis, porquanto os frutos da verdadeira democracia crescem sob o cultivo da Justiça e da Liberdade. Quanto deve fascinar a excelência da Justiça, como desejava Rui Barbosa: “mais alta que a coroa dos reis e tão pura quanto as coroas dos santos.”

Download gratuito do livro do autor:
JORGE LACERDA: UMA LUMINOSA MENSAGEM DE CULTURA,

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Como desenvolver inovadores sociais

Veja o vídeo de introdução:

A economia solidária nasce da tendência natural do ser humano à ajuda mútua, do compartilhamento de serviços, de bens e de atividades. Os grupos de interesse aumentam o grau de solidariedade comunitária, e projetos sociais emergem entre novos atores situados fora do sistema de produção para o consumo, pois passam a viabilizar ações cooperativas.


Empreendedores sociais desenvolvem estratégias de interação entre pessoas e conectam portadores de necessidades, ou virtualidades complementares em projetos comuns. Inovadores sociais têm algo em comum: descobrem as fontes agregadoras da confiança mútua e criam instrumentos interativos que viabilizam a conectividade interpessoal.

O Airbnb nasceu da iniciativa de três jovens que criaram um serviço comunitário com ajuda da plataforma web para reservas de hospedagens de forma simples e direta. Na pratica resgata algo dos costumes anteriores ao desenvolvimento da rede hoteleira: simplesmente se negociava diretamente com algum parente, ou amigo que poderia facilitar um local para residir uma temporada.

O engenho consiste em tornar a troca válida e atrativa gerando um novo mercado para pessoas que aspiram viver de uma forma mais simples e gastando menos. Trata-se de um projeto alternativo ao da lógica do trabalhar mais, para ganhar mais, poder consumir mais e assim descansar melhor para ser feliz.

A inovação em design social exige alguns conhecimentos especiais, pois não são suficientes os do design de produtos e serviços. O inovador social deve ter competências interpessoais para captar a necessidade de grupos de interesse e descobrir qual é o gatilho, ou o fator multiplicador da interação humana. Capta o potencial de interesse em comunidades de prática, como, por exemplo: as das pessoas aficionadas em gastronomia que trocam espontaneamente experiências sobre receitas e pratos.

O design social começa a se destacar como disciplina emergente visando o desenvolvimento de inovadores sociais como catalizadores do compartilhamento social.

Currículo Lattes Paulo Sertek Dr

Paulo Sertek é formado pelo ISE -IESE Business School Program for Management Development
Engenheiro pela Escola de Engenharia Mauá
Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR
Doutor em Educação pela UFPR
Vice Presidente da ANECE Associação Nordestina de Ensino Cultura e Esporte
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza UNIGRANDE em Fortaleza-CE

Livros do autor, veja aqui
RESPONSABILIDADE SOCIAL E COMPETÊNCIA INTERPESSOAL
https://www.livrariaintersaberes.com.br/produtos/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal

Também pode ser boa sugestão o livro Empreendedorísmo.
Empreendedorismo
https://www.livrariaintersaberes.com.br/produtos/empreendedorismo-514005a0-3549-4cce-99fa-0ac5dfcc817e

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Democracia e nação

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política, Responsabilidade Social

25 de Fevereiro de 2019

“Os governos são como as montanhas: temos de guardar certa distância para vê-las em toda a sua majestade. As proximidades e paixões do momento cegam as vistas desarmadas de lentes de alcance. Só a perspectiva é que nos pode dar a nítida e exata visão da obra de um administrador.”

Passados 60 anos do desaparecimento de Jorge Lacerda, governador de Santa Catarina, em virtude de um acidente de avião em São José dos Pinhais. Também foram companheiros deste infortúnio o ex-presidente da República Nereu Ramos e Leoberto Leal, deputado federal. Com a perspectiva do tempo, vale ressaltar o que já se disse do governador catarinense: seu governo foi uma legítima escola de democracia. Jamais permitiu o menor arranhão às liberdades públicas e à livre manifestação do pensamento, mesmo quando este extravasava os limites do bom senso. As obras de arte genuínas se diferenciam das demais, na medida em que, com o passar do tempo, dão mais de si, não se esgotam, tornam-se perenes. Continuam atraindo as sucessivas gerações porque dão respostas novas. As outras obras, se esgotam, morrem, caem no esquecimento.

O mesmo, penso, se aplica à boa arte de governo. O bom governo de Lacerda continua influenciando a inteligência criadora nos tempos atuais. No entanto, para que haja o seu influxo no momento presente é necessária a difusão da memória histórica. Ao conhecer as experiências de outros, já que não podemos viver várias vidas, ampliam-se os horizontes próprios de sabedoria. Ao ler ou reler os discursos e as narrativas de vida, como as de Lacerda, dá-se o efeito análogo às obras de arte revisitadas, que produzem novas inspirações. O contato com as palavras referendadas por narrativas de vida evocam modelos de comportamento e oferecem conhecimentos novos, capazes de suscitar novas realidades.

No programa de doutorado em educação da UFPR, pesquisaram-se as contribuições de Jorge Lacerda para a educação tendo como objeto de estudo os seus discursos, encontrados no livro póstumo: Democracia e Nação, da editora José Olympio (1960), e as narrativas de vida, que em parte, encontram-se na biografia escrita por Cesar Pasold (1998): Jorge Lacerda – Uma vida muito especial, da editora da OAB catarinense.

Empregaram-se duas técnicas para identificar estas contribuições: a análise de conteúdo e a pesquisa narrativa, servindo-se da narratologia. Identificaram-se os conceitos subjacentes aos discursos e interpretaram-se os significados em função dos contextos narrativos. Verifica-se a atualidade dos ensinamentos através de conceitos e diretrizes replicáveis. Neste sentido, a obra lacerdiana, apresenta características plenamente válidas para a atualidade, no âmbito propriamente educativo, e em outros campos como o da cultura, da arte e da ciência política-administrativa.

Os discursos foram estudados por eixos temáticos, tais como: arte e cultura; educação, valores e interculturalidade; meios de comunicação; missão da universidade; visão de governo, nacionalidade e pátria e unidade econômico-sentimental. As análises permitiram encontrar alguns conceitos norteadores que perpassam as diversas falas e narrativas, podendo comprovar a realidade da analogia com as obras de arte perenes.
Tais conceitos norteadores foram identificados, como a subordinação da técnica aos valores do espírito, a cooperação social e cidadã, a missão da universidade, a visão de futuro e as raízes históricas, a defesa dos valores democráticos, a promoção da inteligência criadora, o diálogo intercultural, o desenvolvimento econômico e as relações entre capital e trabalho.

Os princípios nucleares que tornam perenes seus ensinamentos consistem na valorização do ser humano em sua liberdade e no compromisso com a prática da justiça social.

Adonias Filho, no prefácio do livro Democracia e Nação, refere-se ao ilustre catarinense: “(…) fixava a liberdade que sempre inunda como uma referência quase todos os discursos. Associando a liberdade à vocação criadora, situando-a como indispensável à inteligência, concluía por sua validade na área social como a mais ponderável na mecânica dos governos. Raros os estadistas que, fiéis a uma concepção ideológica, puderam afirmar como Jorge Lacerda: ‘meu governo presa a justiça e defende a liberdade.’ Não será preciso dizer, já agora, que foi um democrata.”

Revisitar os discursos e narrativas de vida de Jorge Lacerda e de outros brasileiros permite resgatar os conhecimentos provenientes da experiência e dar-lhes vida através da inteligência criadora.

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: https://goo.gl/DpKN4b
Email: psertek@gmail.com


Documentário sobre a vida de Jorge Lacerda
Memórias de Jorge Lacerda

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A PIRAMIDE DO APRENDIZADO

Por paulosertek em Educação

21 de Fevereiro de 2019

Oi pessoal, apenas um comentário sobre a piramide do aprendizado que postaram no grupo de professores da UNIGRANDE onde leciono. Veja a figura:

Interessante que desde que postei no Face já fizeram 1000 compartilhamentos. Creio que deve ter sido um bom efeito para rever os conceitos de aprendizagem.

Vou fazer alguma matéria explicando a necessidade das aprendizagens ativas e interativas

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A PIRAMIDE DO APRENDIZADO

Por paulosertek em Educação

21 de Fevereiro de 2019

Oi pessoal, apenas um comentário sobre a piramide do aprendizado que postaram no grupo de professores da UNIGRANDE onde leciono. Veja a figura:

Interessante que desde que postei no Face já fizeram 1000 compartilhamentos. Creio que deve ter sido um bom efeito para rever os conceitos de aprendizagem.

Vou fazer alguma matéria explicando a necessidade das aprendizagens ativas e interativas