Publicidade

Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

#Educação

Cultura das mudanças e da imagem

Por paulosertek em Comportamento, Cultura, Educação, virtude

19 de Janeiro de 2020

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

A cultura pode-se entender como o substrato das características de um grupo organizado, ou de um povo, que influencia o comportamento coletivo, e os traços característicos da sua mentalidade, em certa medida, podem influenciar as inclinações mais correntes no modo de apreciar o mundo.

A visão de mundo que têm pessoas do meio rural, ou do meio urbano transformado pela tecnologia afeta o modo de ser e de comportar-se. Na atualidade identificam-se uns traços comuns às diversas sociedades e podem-se descobrir tendências metaculturais comuns aos diversos povos que ultrapassam as fronteiras dos países mais diversos.

Duas condições da cultura atual, entre outras, que afetam radicalmente o ser-homem desde o nascimento são: a convivência radical com a mutabilidade do instrumental para se viver em sociedade e a cultura da imagem. Os meios para sociabilizar-se e inserir-se na vida social intensificam-se com a necessidade de adaptabilidade à mudança dos modos de aprender a lidar com bens extremamente mutáveis e tecnologias diversas.

Continua presente a necessidade de responder sobre o que é o permanente e o mutável na educação das novas gerações, pois esta é que prepara o ser humano para a vida. Esta questão era respondida com maior facilidade quando as mudanças ocorriam em intervalos mais longos e em certos casos séculos. A preocupação pela adaptabilidade à mudança não se fazia notar, porém hoje se necessitam respostas melhores para as condições atuais de intensidade e velocidade de mudanças.

A sociedade atual está imersa em uma cultura da imagem que repercute no modo fugaz de adquirir e usar as informações e conhecimentos, debilitando a aquisição dos bens da alma humana, dos valores éticos, pois têm vigência permanente devido à condição transcendente do ser humano.

Educadores têm o desafio para dar resposta à cultura da mutabilidade e da imagem que gera com mais frequência comportamentos superficiais e passageiros influenciando a diminuição da capacidade de pensar com profundidade.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

Publicidade

Educação na liberdade com responsabilidade

Por paulosertek em Cultura, Educação, Jorge Lacerda, virtude

19 de Janeiro de 2020

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Os valores humanos são a questão chave para a boa convivência humana e estimular a prática dos ideais elevados é o melhor legado que se pode oferecer aos que serão os protagonistas do desenvolvimento desta década. Esta aspiração implica na preparação de educadores para os desafios de uma sociedade digital, competitiva, e de apelos consumistas como a atual.

As constantes mudanças tecnológicas e culturais exigem resposta à questão sobre o que é o permanente e o mutável na educação. A educação na liberdade tornou-se o paradigma da educação atual em que pais e educadores usam e abusam desse conceito, achando que assim mantêm os jovens longe de problemas.

A educação, na verdade, é a arte de conduzir adolescentes e jovens a um padrão de excelência, e este é o conceito que precisa ser resgatado. O jovem não é mais livre quando faz o que quer dentro de determinadas fronteiras. O jovem exercita melhor a sua liberdade quando escolhe dar o melhor de si, quando aspira à excelência humana, o que requer responsabilidade.

Contando com educadores cada vez mais conscientes da sua missão não somente informativa, mas também da promoção dos valores humanos haverá estímulo para a educação das virtudes humanas como eixo da transformação deste século.

As virtudes põem o homem no centro do processo de desenvolvimento e protagonizam o progresso científico e tecnológico orientado por valores éticos. Conhecedores dos efeitos, por vezes negativos, de uma mídia pouco preocupada com a educação, os pais e educadores podem e devem atuar para uma tomada de posição para elevar o nível moral e cultural, redobrando esforços na conscientização de que, os saberes e as técnicas, não bastam para construir a coesão social. O sentido moral, a adesão aos valores compartilhados e as qualidades do coração são tão necessários como a razão para refazer, sem cessar, geração após geração, uma sociedade solidária e fraterna. O futuro da sociedade será o resultado do tipo de educação que se está implantando na atualidade.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

 

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

Publicidade

Órfãos digitais

FAMÍLIAS DIGITAIS

Na atualidade identificam-se três tipos de mentalidades em relação às novas tecnologias: a dos “nativos digitais”, nascidos depois de 1995, outra a dos nascidos antes de 1995: considerados “imigrantes digitais”, que vivem no mundo da tecnologia e procuram se adaptar às mudanças frequentes. Diferenciam-se dos nativos digitais, pela dificuldade de adaptação às novas tecnologias. Situação diferente é daqueles de 65 anos para cima considerados como “analfabetos digitais”, que se resistem ao emprego das tecnologias.

Não importa a categoria em que são classificados, porquanto, pode haver pais, ou educadores desnaturados, em todas estas classes, que, por ficarem alheios aos efeitos das mídias digitais no comportamento de crianças, adolescentes e jovens deixam os seus filhos na condição de “órfãos digitais”. Crianças ficam sem pai e nem mãe para sobreviverem imersos no mar da cultura digital e ficam privados das ajudas sobre como enfrentar os perigos da manipulação. Padecem certos adultos da falta de consciência e da responsabilidade pelos efeitos negativos do uso intemperante das mídias digitais entre crianças e jovens.

Pesa sobre a consciência dos responsáveis pela educação das crianças algumas omissões culposas que, resultam em: 1-distúrbios do sono: pela invasão dos celulares nos quartos das crianças e jovens prejudicando o necessário descanso; 2- obesidade: pois está comprovado o excesso de peso adquirido por crianças e jovens que ficam mais que 2 horas diárias na frente da TV; 3- acomodamento mental: devido à alta exposição à TV; 4-transtorno do jogo: causado pela adição aos jogos e 5- insociabilidade: pelo emprego precoce de vídeos e softwares como meios educativos prejudicando a sociabilidade das crianças e o experimento do real.

É necessário atuar positivamente para buscar o potencial educativo das mídias digitais, porém não se podem deixar as crianças como “órfãs digitais”, por causa do desconhecimento dos limites e dos cuidados requeridos para o uso das tecnologias.

Paulo Sertek  

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Assista ao vídeo sobre as Famílias Digitais do autor no seguinte endereço:

https://www.youtube.com/watch?v=uY6KLeB3oRI

 

Publicidade

Educação e o reino das sensações

Por paulosertek em Cultura, Desenvolvimento Pessoal, Educação, virtude

01 de junho de 2019

A cultura genuína provê o ser humano dos conhecimentos e dos valores existenciais que permitem uma forma de viver que ultrapasse o reino das sensações. Ortega y Gasset compara a cultura a um instrumento de sobrevivência no meio da correnteza que são as sensações e solicitações das realidades mutáveis. Associa a uma prancha que permite flutuar e navegar sobre a fugacidade do reino das sensações e dá a possibilidade de viver humanamente.

Verifica-se quase sempre que a pressão do consumismo impele a uma vida humana imersa no reino das sensações imediatas, porém, o característico do homem é o definir-se como ser racional, portanto dotado de liberdade. Seria sinal de liberdade deixar-se levar pela correnteza das sensações, mas isto não significa que seja verdadeira liberdade, pois, se a correnteza levasse para a morte, esta escolha não seria verdadeiramente livre.

Os mecanismos da sociedade de consumo adestram contingentes enormes de indivíduos ao comportamento de atração-impulso-consumo, mais ou menos consciente e a produção de pessoas que se transformam em máquinas-de-desejo.

A habituação a ter ao alcance da mão absolutamente tudo o que se deseja gera pessoas descontentes de tudo e insaciáveis, especialmente, entre o segmento da população mais desafogado financeiramente, e de forma mais envolvente as crianças, adolescentes e jovens. As privações e contrariedades desestruturam o seu estado de animo.

Fenômeno muito atual são: a crescente imaturidade, a fragilidade diante das dificuldades e as variações de humor por não se saber lidar com as renuncias.

Para os educadores vale a pena a formulação do diagnóstico preventivo desta doença da vontade que evolui progressivamente, com as doses de condescendência, facilidade, moleza de caráter, consumo fácil, entre outros.

Oportuno considerar a abordagem da educação da liberdade de forma permanente, na medida em que, a liberdade é conquistada por meio de escolhas virtuosas e por vezes requerem a renuncia do mais agradável.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor

Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

 

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Publicidade

Por que cortar as pesquisas em ciências humanas?

Por paulosertek em Educação, pesquisa, Política, universidade

30 de Abril de 2019

Um pequeno leme tem a propriedade de, sendo habilidosamente manejado, dar o rumo certo a um navio de grande calado. Esta propriedade é a da capacidade de direção. Um político, um educador, um empresário etc. somente adquire excelência humana e profissional ao tomar decisões e assumir compromissos de acordo com os valores morais. A ética é a ciência da moral, uma das disciplinas-chave da orientação da vida individual e dos relacionamentos interpessoais.

Quando nos referimos às ciências humanas englobamos as ciências da educação, as ciências sociais, a literatura, a história, a filosofia, entre outras. Chama à atenção a mentalidade primária de determinados comandantes que avaliam a pesquisa em ciências humanas como sendo puramente acessória e passível de cortes de verbas porque, talvez nestas mentes limitadas, somente a tecnologia traz rendimentos sociais e aumente a produtividade.

Padecem tais autoridades de um reducionismo sobre o tipo de bens que valem mais e sobre as suas prioridades na vida social. Alinho radicalmente ao pensamento de Jorge Lacerda ex-gov SC quando nos ensina que: “Os nossos compromissos com a nação não se insulam apenas nos aspectos eventuais de seus interesses imediatos. Transcendem, é natural, dessa órbita limitada, pois se fundem com as finalidades superiores da cultura. As nações sobrevivem na história, não pelos seus efêmeros empreendimentos materiais, mas, sobretudo pela marca inapagável que sua cultura deixa na face do tempo”.

Juscelino Kubitschek e Jorge Lacerda em Brasília 1958

Ainda que a ideologia marxista embase os pressupostos antropológicos de um numero razoável de pesquisadores, mais necessário é o avanço científico mostrando os resultados negativos de tais doutrinas no seio da sociedade. Não se justifica a tomada de decisão de cortar verbas para a pesquisa em ciências humanas, pois o raciocínio coerente é o de se estimular a boa pesquisa, aquela que tem compromisso com a ciência e a verdade.

A pesquisa sobre o existir humano é decisiva para a formação de uma sociedade sábia.

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

 

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

Email: psertek@gmail.com

Publicidade

Educação na mão de amadores: até quando?

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política

21 de Março de 2019

Em 2017 cerca de 2,5 milhões de pessoas começaram a fazer o curso superior no país e a esmagadora maioria buscou os cursos oferecidos pela rede particular, e neste mesmo ano, 1,2 milhões acabaram se formando. Sabe-se pelos dados do INEP que, depois de quatro anos de curso, aproximadamente 31% desistem e somente 11% chegam a se formar. A desistência de estudantes dos cursos das instituições privadas é ainda mais pronunciada e registra-se algo em torno de 37%.

 

As universidades federais oferecem 300 mil vagas. Você sabe quantos pleiteiam estas vagas? Da ordem de sete milhões de estudantes são os que fazem o exame do ENEM. O que chama a atenção é que há uma grande massa de pessoas que acredita no milagre de ser aprovado em Universidades Federais, porém é uma ínfima minoria que consegue.

Os gastos da educação pública federal estão crescendo desde 2008 a 2017: de R$32 bilhões para R$75 bilhões. Grande parte dos estudantes busca o financiamento da educação superior privada e o crédito educativo chegou a R$ 30 bilhões nos anos de 2016 e 2017. Em matemática simples 30% deste valor – R$ 9 bilhões- se perdem por ineficiência. Além da enorme desistência verifica-se a baixa qualidade de aprendizagem nos cursos superiores.

Não adianta tampar o sol com a peneira, os estudantes que chegam ao final do ensino médio têm lacunas abissais que impedem o acesso a qualquer curso superior. Verifica-se que o nosso ensino público, fundamental e médio é medíocre, porquanto, estamos na rabeira dos testes internacionais de avaliação PISA. Enviei um artigo de Simon Schartzman avaliando o nosso sistema educativo a um professor, também doutor em educação, e simplesmente me respondeu que o nosso problema não dá para ficar na mão de amadores.

Uma nação será no futuro aquilo que o seu projeto educativo conseguir atingir. Para isso deve promover os fatores possibilitadores de futuro graças ao emprego eficiente e eficaz do dinheiro público e a busca da excelência profissional dos diretores e professores.

Paulo Sertek é doutor em educação e professor universitário

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: 

https://goo.gl/DpKN4b

Email:   psertek@gmail.com

Publicidade

Educação na mão de amadores: até quando?

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política

21 de Março de 2019

Em 2017 cerca de 2,5 milhões de pessoas começaram a fazer o curso superior no país e a esmagadora maioria buscou os cursos oferecidos pela rede particular, e neste mesmo ano, 1,2 milhões acabaram se formando. Sabe-se pelos dados do INEP que, depois de quatro anos de curso, aproximadamente 31% desistem e somente 11% chegam a se formar. A desistência de estudantes dos cursos das instituições privadas é ainda mais pronunciada e registra-se algo em torno de 37%.

 

As universidades federais oferecem 300 mil vagas. Você sabe quantos pleiteiam estas vagas? Da ordem de sete milhões de estudantes são os que fazem o exame do ENEM. O que chama a atenção é que há uma grande massa de pessoas que acredita no milagre de ser aprovado em Universidades Federais, porém é uma ínfima minoria que consegue.

Os gastos da educação pública federal estão crescendo desde 2008 a 2017: de R$32 bilhões para R$75 bilhões. Grande parte dos estudantes busca o financiamento da educação superior privada e o crédito educativo chegou a R$ 30 bilhões nos anos de 2016 e 2017. Em matemática simples 30% deste valor – R$ 9 bilhões- se perdem por ineficiência. Além da enorme desistência verifica-se a baixa qualidade de aprendizagem nos cursos superiores.

Não adianta tampar o sol com a peneira, os estudantes que chegam ao final do ensino médio têm lacunas abissais que impedem o acesso a qualquer curso superior. Verifica-se que o nosso ensino público, fundamental e médio é medíocre, porquanto, estamos na rabeira dos testes internacionais de avaliação PISA. Enviei um artigo de Simon Schartzman avaliando o nosso sistema educativo a um professor, também doutor em educação, e simplesmente me respondeu que o nosso problema não dá para ficar na mão de amadores.

Uma nação será no futuro aquilo que o seu projeto educativo conseguir atingir. Para isso deve promover os fatores possibilitadores de futuro graças ao emprego eficiente e eficaz do dinheiro público e a busca da excelência profissional dos diretores e professores.

Paulo Sertek é doutor em educação e professor universitário

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: 

https://goo.gl/DpKN4b

Email:   psertek@gmail.com