Publicidade

Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

#Jorge Lacerda

Cultura das mudanças e da imagem

Por paulosertek em Comportamento, Cultura, Educação, virtude

19 de Janeiro de 2020

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

A cultura pode-se entender como o substrato das características de um grupo organizado, ou de um povo, que influencia o comportamento coletivo, e os traços característicos da sua mentalidade, em certa medida, podem influenciar as inclinações mais correntes no modo de apreciar o mundo.

A visão de mundo que têm pessoas do meio rural, ou do meio urbano transformado pela tecnologia afeta o modo de ser e de comportar-se. Na atualidade identificam-se uns traços comuns às diversas sociedades e podem-se descobrir tendências metaculturais comuns aos diversos povos que ultrapassam as fronteiras dos países mais diversos.

Duas condições da cultura atual, entre outras, que afetam radicalmente o ser-homem desde o nascimento são: a convivência radical com a mutabilidade do instrumental para se viver em sociedade e a cultura da imagem. Os meios para sociabilizar-se e inserir-se na vida social intensificam-se com a necessidade de adaptabilidade à mudança dos modos de aprender a lidar com bens extremamente mutáveis e tecnologias diversas.

Continua presente a necessidade de responder sobre o que é o permanente e o mutável na educação das novas gerações, pois esta é que prepara o ser humano para a vida. Esta questão era respondida com maior facilidade quando as mudanças ocorriam em intervalos mais longos e em certos casos séculos. A preocupação pela adaptabilidade à mudança não se fazia notar, porém hoje se necessitam respostas melhores para as condições atuais de intensidade e velocidade de mudanças.

A sociedade atual está imersa em uma cultura da imagem que repercute no modo fugaz de adquirir e usar as informações e conhecimentos, debilitando a aquisição dos bens da alma humana, dos valores éticos, pois têm vigência permanente devido à condição transcendente do ser humano.

Educadores têm o desafio para dar resposta à cultura da mutabilidade e da imagem que gera com mais frequência comportamentos superficiais e passageiros influenciando a diminuição da capacidade de pensar com profundidade.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

Publicidade

Educação na liberdade com responsabilidade

Por paulosertek em Cultura, Educação, Jorge Lacerda, virtude

19 de Janeiro de 2020

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Os valores humanos são a questão chave para a boa convivência humana e estimular a prática dos ideais elevados é o melhor legado que se pode oferecer aos que serão os protagonistas do desenvolvimento desta década. Esta aspiração implica na preparação de educadores para os desafios de uma sociedade digital, competitiva, e de apelos consumistas como a atual.

As constantes mudanças tecnológicas e culturais exigem resposta à questão sobre o que é o permanente e o mutável na educação. A educação na liberdade tornou-se o paradigma da educação atual em que pais e educadores usam e abusam desse conceito, achando que assim mantêm os jovens longe de problemas.

A educação, na verdade, é a arte de conduzir adolescentes e jovens a um padrão de excelência, e este é o conceito que precisa ser resgatado. O jovem não é mais livre quando faz o que quer dentro de determinadas fronteiras. O jovem exercita melhor a sua liberdade quando escolhe dar o melhor de si, quando aspira à excelência humana, o que requer responsabilidade.

Contando com educadores cada vez mais conscientes da sua missão não somente informativa, mas também da promoção dos valores humanos haverá estímulo para a educação das virtudes humanas como eixo da transformação deste século.

As virtudes põem o homem no centro do processo de desenvolvimento e protagonizam o progresso científico e tecnológico orientado por valores éticos. Conhecedores dos efeitos, por vezes negativos, de uma mídia pouco preocupada com a educação, os pais e educadores podem e devem atuar para uma tomada de posição para elevar o nível moral e cultural, redobrando esforços na conscientização de que, os saberes e as técnicas, não bastam para construir a coesão social. O sentido moral, a adesão aos valores compartilhados e as qualidades do coração são tão necessários como a razão para refazer, sem cessar, geração após geração, uma sociedade solidária e fraterna. O futuro da sociedade será o resultado do tipo de educação que se está implantando na atualidade.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

 

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

Publicidade

Anuncio da aurora de uma nova existência

Por paulosertek em Comportamento, Sentido da vida, Trabalho, virtude

22 de dezembro de 2019

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

A mitologia grega descreve o deus Cronos como sendo extremamente cruel, pois devorava seus filhos impiedosamente. O tribuno Cícero dizia que o Tempo (Cronos) não se saciava com os anos e os consumia como fez com os seus próprios filhos.

Dai deriva a máxima de que em “todo o dia se morre um pouco”, cada dia que passa é um dia a menos, pois o tempo corre contra a vida, porém se pode pensar como Drummond, de forma diferente: “Todo dia é menos um dia/ Todo dia é menos um dia; menos um dia para ser feliz;/ É menos um dia para dar e receber;/ É menos um dia para amar e ser amado;/ É menos um dia para ouvir e, principalmente, calar!”

Com a proximidade do término do ano que se faz velho e anuncia a chegada do novo, se experimenta possivelmente, na visão puramente cronológica, a diminuição do restante da vida de forma dramática. Outra visão, contudo, é a do carpe diem (aproveita o dia), isto é: cada dia encerra um valor possível de criação de bondade e beleza que é preciso saber utilizar e, sobretudo para deixar boas obras, ter bons sentimentos e edificar um mundo melhor.

O calendário é uma construção necessária da medida para avaliar os frutos que resultaram de uma vida que vai se desenvolvendo, e assim o crepúsculo de um ano pode significar o ocaso de uma vida, ou, pelo contrário, pode ser anuncio da aurora de uma nova existência.

A passagem cronológica do ano não resulta em como se diz que: ano novo implica em vida nova, mas sim parece melhor pensar que, a vida nova, somente se conquista à força de propósitos eficazes de mudança desde o intimo da alma. Vida nova implica necessariamente em luta nova.

A visão prudente da vida, no final de ano, leva a fazer o balanço do que foi bem, do que foi mal, e formular planos para melhorar no ano seguinte. O tempo que resta não se pode perder, na medida em que é para fazer o bem, para tratar melhor as pessoas que estão à volta e, tornar a própria vida em valor quase infinito, mesmo no ultimo suspiro, ao fazer um ato de amor verdadeiro.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

CLIQUE AQUI

Publicidade

Memórias de Jorge Lacerda – Uma época de ouro na política catarinense

Por paulosertek em Cidadania, Cultura, Jorge Lacerda, Política

16 de dezembro de 2019

Assinada por neto, biografia do ex-governador Jorge Lacerda ganha novos detalhes

Resultado de 22 anos de pesquisas, obra traz memórias e acervo da família sobre um dos governadores mais populares que Santa Catarina já teve

PAULO CLÓVIS SCHMITZ, FLORIANÓPOLIS14/12/2019 ÀS 11H37

Muito já se escreveu sobre Jorge Lacerda, um dos governadores mais populares e carismáticos que Santa Catarina já teve, mas a curiosidade aumenta quando a iniciativa de acrescentar novos elementos à trajetória pública e pessoal do político vem de alguém da família. É o que está acontecendo agora com a publicação do livro “Memórias de Jorge Lacerda – Uma época de ouro na política catarinense”, de Roberto Westrupp. O autor é neto do ex-governador e contou com as memórias e o acervo da família e muita obstinação (foram 22 anos de pesquisas!) para ir além do que já era conhecido, produzindo uma obra diferente, uma biografia póstuma eivada de referências afetivas, que foi lançada no dia 11, quarta-feira, no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis.

Última foto de Jorge Lacerda, um dos mais populares e carismáticos governadores que Santa Catarina já teve – Foto: Reprodução/ND

Roberto Westrupp é administrador, mas já havia produzido um documentário sobre o avô e viu que tinha material suficiente para levar a empreitada adiante. Parte do estímulo veio de Kyrana Lacerda, mulher do ex-governador, que em almoços com os filhos, genros e netos costumava falar dos discursos do marido, guardados em algum canto da casa. “Era material gravado pelas emissoras de rádio da época, convertido depois para CD, com pronunciamentos que traziam o tom poético do intelectual que ele foi”, diz o autor.

PUBLICIDADE

A tragédia de 16 de junho de 1958, quando o avião em que estavam Lacerda, Nereu Ramos e Leoberto Leal caiu perto de Curitiba, interrompeu a trajetória política do governador, mas a reverência ao seu nome e ao legado que deixou ainda aparece nas hostes parlamentares, na imprensa e na academia. Jornalista, ele tinha a leitura como paixão e foi amigo dos artistas e escritores do Grupo Sul, que trouxe o Modernismo para Santa Catarina quase três décadas depois que o movimento eclodiu em São Paulo, em 1922. E também foi um homem público preocupado com as desigualdades sociais, a ponto de abrir o palácio do governo para o povo, uma vez por semana, recebendo gente simples, assalariados, trabalhadores braçais e pessoas analfabetas.

Tragédia interrompeu carreira de Lacerda, Nereu Ramos e Leoberto Leal – Foto: Reprodução/ND

“Quando ele morreu, no exercício do mandato de governador, a dívida pública de Santa Catarina comprometia apenas 15% do orçamento”, informa Roberto Westrupp. Hoje, o Estado tem precária capacidade de investimento porque gasta demais com a amortização da dívida, a folha de pessoal, as aposentadorias e a sustentação da pesada máquina administrativa.

Integralismo e antipatia por Getúlio Vargas

Jorge Lacerda nasceu em 1914 em Paranaguá (PR), mas seus pais eram da ilha grega de Kastelórizo, próxima à Turquia, na encruzilhada entre Ocidente e Oriente. A história impôs muitos desafios aos moradores da região, dominados durante séculos pelo império turco-otomano, mas que não perderam as principais referências de sua cultura. “Savas Lakerdis, bisavô paterno de Jorge Lacerda, por causa da opressão turca mudou o seu sobrenome Komninos para Lakerdis – um derivado do peixe grego lakerda, seu apelido”, diz Roberto Westrupp no primeiro capítulo do livro. Logo após se casarem, os pais de Lacerda migraram para o Brasil, permanecendo no Paraná até se mudarem para Florianópolis, onde, em 1883, havia sido fundada a primeira colônia grega no Brasil.

Bem relacionado, o ex-governador posa com o ex-presidente Jânio Quadros – Foto: Reprodução/ND

Estudante aplicado e inteligente, Lacerda frequentou o Gymnásio Catharinense, e seus professores, vendo abertura para isso, lhe recomendavam leituras dos filósofos Aristóteles, Platão e Cícero. Fez medicina em Curitiba num momento delicado para o país, após a Revolução de 1930, a revolta dos constitucionalistas em São Paulo, a instalação do movimento integralista e a ascensão do comunismo e do proletariado urbano. O futuro governador catarinense mais tarde aderiu ao integralismo e nunca escondeu sua antipatia por Getúlio Vargas, a quem dedicou um poema crítico publicado em novembro de 1932, sob o pseudônimo de Greguinho.

O integralismo foi reprimido por Vargas, com a prisão de Plínio Salgado, e Lacerda, para não ter o mesmo destino, isolou-se em São Paulo, de onde foi para o Rio de Janeiro, então capital da República. Foi lá que abraçou a carreira de jornalista, no periódico “A Manhã”. Roberto Westrupp entrevistou figuras destacadas como a escritora Laurita Mourão, o ex-ministro João Paulo dos Reis Veloso e o escritor Ledo Ivo, membro da ABL (Academia Brasileira de Letras), para dar a real dimensão da passagem de Lacerda pelo Rio. “A partir do que ouvi, posso dizer que meu avô teve inimigos políticos, mas jamais perseguiu algum deles”, diz o autor.

EXPOSIÇÃO LACERDA DEZEMBRO 2019

https://ndmais.com.br/entretenimento/assinada-por-neto-biografia-do-ex-governador-jorge-lacerda-ganha-novos-detalhes/

Publicidade

EXPOSIÇÃO LACERDA 11 DE DEZEMBRO DE 2019 Florianópolis SC

Por paulosertek em Cultura, Política

04 de dezembro de 2019

EXPOSIÇÃO OCORRERA EM 11 DE DEZEMBRO DE 2019

Lançamento do livro Memórias de Jorge Lacerda: uma época de ouro na política catarinense

 

EXPOSIÇÃO LACERDA DEZEMBRO 2019

Assista o vídeo

Publicidade

Jorge Lacerda: o itinerário de um líder

Visa conhecer trajetória de desenvolvimento de liderança do médico, advogado, jornalista e político como deputado federal em duas legislaturas e governador de Santa Catarina.

Tema destaca o papel educativo das narrativas de vida no desenvolvimento das qualidades humanas.

DOWNLOAD GRATUITO
ESTUDO SOBRE JORGE LACERDA EX-GOVERNADOR DE SC
JORGE LACERDA: UMA LUMINOSA MENSAGEM DE CULTURA
https://goo.gl/DpKN4b

 

Publicidade

Cultura é o decisivo

Por paulosertek em Cultura, Narrativa

29 de agosto de 2019

As narrativas representam na vida de um povo a sua memória compartilhada. Tornam-se conhecimentos que perpassam as gerações e dão sentido às suas realizações, sofrimentos e conquistas. Por outro lado, o povo cujo compartilhamento de histórias é débil, por não haver uma transmissão significativa de geração em geração, terá um comportamento como o das crianças que ficam encantadas pelo que é simplesmente lúdico.

As influências das narrativas ditadas pelo poder dominante, pela ideologia, pela fugacidade emotiva das mídias sociais, serão fatores de manipulação utilizados estrategicamente por oportunistas.

Há poucos dias me deparei com um texto sábio, que dá pistas para um trabalho cultural importante: “um povo que não perde suas narrativas tem alguma esperança de salvação”.

Certa vez encontrei num discurso de Jorge Lacerda (ex gov. SC) a ideia de que “um rio somente é fiel a sua nascente ao correr para o mar”. As narrativas como os rios que vem de longe permitem dar sentido a todo encadeamento de fatos históricos, fatos estes, que tornaram possíveis as realidades atuais e continuam fecundando e estimulando as realidades futuras.

É evidente que o cultivo, por exemplo, das virtudes da responsabilidade e do respeito, introduzidas dentro da cultura por meio dos exemplos, das histórias, do teatro e do cinema tornam-se fatores influenciadores de resultados sociais favoráveis ao bem comum, à paz e ao ambiente necessário para o progresso social.

Na perspectiva lacerdiana a cultura é o decisivo, pois, representa todo um modo de pensar e de viver que repercute como fonte de motivações benéficas. Ensinava que: “Os nossos compromissos com a nação não se insulam apenas nos aspectos eventuais de seus interesses imediatos. Transcendem, é natural, dessa órbita limitada, pois se fundem com as finalidades superiores da cultura. As nações sobrevivem na história, não pelos seus efêmeros empreendimentos materiais, mas, sobretudo, pela marca inapagável que sua cultura deixa na face do tempo”.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

Publicidade

A beleza salvará o mundo

Por paulosertek em Arte, Beleza, Comportamento, Cultura, Liderança, virtude

14 de julho de 2019

As narrativas produzem grandes transformações, impactos e ativam os gatilhos espirituais despertando modos novos de viver. A cena tocante, ou uma palavra de afeto desperta nos outros forças escondidas. Alexandre Havard, na introdução do seu best-seller Virtudes & Liderança, conta que ainda estava em Vyborg na Rússia a caminho da Finlândia e “deparei com um velhinha que remexia numa pilha de trastes, procurando qualquer coisa que pudesse utilizar ou vender por umas moedinhas.” Foi impulsionado a tirar algum dinheiro do bolso e entregou a ela, que o olhou de forma expressiva e radiante. Como tinha que pegar o ônibus que estava quase saindo, entrou e mal se colocou a porta para subir, uma voz o chamou, e virou-se para ver o que era. Era a velhinha, que esticava a mão com um sorriso enorme no rosto e lhe entregou um ramalhete de flores. Havard ficou sem palavras, simplesmente: “Aceitei-o e ela desapareceu sem dizer uma palavra!”.

Deste exemplo se abstrai que existe algo mais dentro do ser humano. Uma velhinha comprando flores, com o pouco dinheiro que lhe foi dado, e que necessitava para subsistência, retribui com um ato de bondade e de amor sem limites. O autor conclui que: “Não é estranho que um encontro com a bondade, como este, faça a nossa alma voar”.

O contato com a obra de arte também produz efeito similar, Dostoiévski no seu romance “O idiota” conclui que “a beleza salvará o mundo”. Um gesto nobre é uma ação bela responsável por resultados insuspeitáveis. O mesmo sentia Jorge Lacerda em sua juventude algo que cultivou como os grandes artistas: o dom da palavra escrita e falada. Considerava que: “A palavra sofre o mesmo desespero do escopro e do pincel… O orador experimenta sempre a mesma, angústia do estatuário, cujas mãos nervosas desejam interpretar, no mármore bruto, a expressão imortal da beleza; e a mesma aflição do pintor cuja alma torturada de artista procura surpreender, na alquimia das tintas de sua paleta, a magia arrebatadora das cores da natureza…”

Confira aqui o perfil de Jorge Lacerda.

 

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

 

Publicidade

Sem negociar a ética

O empreendedor-servidor é o que se entrega a iniciativas de valor social e se afasta da busca de um resultado da virtude que morre em si próprio. Líder-magnânimo pauta o seu comportamento pela excelência e excede-se no cumprimento dos deveres.

Magnanimidade, como ensina Aristóteles, é o ornamento das virtudes, e reluz como a qualidade dos que têm alma grande e desejo de fazer o bem a serviço de causas nobres e que repelem instintivamente o simplesmente fazer, rejeitam a pequenez de coração e não cedem ao rebaixamento negligente dos seus compromissos.

Os estudos biográficos de personalidades dos mais diferentes estilos permitem descobrir como esta qualidade aumenta significativamente o poder de incutir a visão de futuro.

Convêm ressaltar, entre outros, o empreendedor modelar que foi Jorge Lacerda-ex-gov SC, inspirador de várias gerações por meio dos seus conselhos, obras e ações, e que, ainda hoje estimula os que pretendem dar um pouco mais de si às causas nobres.

Adonias Filho, na sua nota sobre Jorge Lacerda, na introdução do livro póstumo de Jorge Lacerda, Democracia e Nação, organizado por Nereu Corrêa diz que: Jorge Lacerda era um católico, e no seu discurso sobre os soldados de Cristo – que se completa ao reivindicar a reconstrução do homem no sentido do espírito-, confirmando a consciência em sua fé, transmitia com valor ortodoxo o respeito à pessoa humana.

Jorge Lacerda sobressai como um grande temperamento, forjador de líderes, líder transformador e multiplicador das energias criadoras de cada pessoa. Nos deixa o legado: nas decisões que tomava enquanto político, tanto no legislativo como no executivo, observava-se um talento raro para harmonizar os resultados imediatos à visão de conjunto, de modo a não condicionar os frutos de longo prazo aos dividendos políticos mais vistosos. O seu perfil de estadista revela-se, sobretudo pela constância em agir, além das condições puramente efêmeras ao visar os frutos duradouros, sem transigir nas questões de valor ético.

Confira aqui o perfil de Jorge Lacerda.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Publicidade

A LINGUAGEM DAS FORMAS E DAS CORES

Por paulosertek em Cultura, Discurso, Política, virtude

23 de Maio de 2019

JORGE LACERDA GOVERNADOR DE SANTA CATARINA 1958

Discurso proferido na inauguração da exposição de parte do acervo do Museu de Arte de São Paulo, em 29 de março de 1958.

Nota jornalística

Convidado especialmente pelo deputado Horácio Lafer, Diretor Presidente da Associação Museu de Arte de São Paulo, o Governador Jorge Lacerda pronunciou uma brilhante oração na abertura da grande exposição do acervo daquela entidade realizada quarta feira última na Escola Nacional de Belas Artes. Foi um discurso que teve a melhor repercussão. Foram oradores, na cerimônia, o Presidente Juscelino Kubitschek, o ex-ministro Alexandre Marcondes Filho, o Deputado Horácio Lafer, Embaixador Assis Chateaubriand, Dr. Armando Simone Pereira e Sr. Osvaldo Teixeira. O acervo do Museu reúne telas da mais alta importância dos pintores mais famosos
desde a Renascença aos dias de hoje.

Discurso

Esta exposição só poderia, sem dúvida, ter nascido de um ato de loucura — dessa benemérita desordem criadora que capitaneia o espírito e os gestos de Assis Chateaubriand.

Foi ele, por certo, o Quixote árdego desta empreitada heroica no território da cultura.

Mas não sonhou só, pois os Sanchos prudentes tocados pela sua flama converteram-se em novos e arrebatados Quixotes. E a vida que imitando, por vezes, imita a arte, fez renovar entre nós o processo de quixotização do Sancho.

Efetivamente, os acautelados que, tímidos e perplexos, acompanharam os atrevimentos do “engenhoso fidalgo”, desbordaram das lições do cavaleiro andante, recolhendo-lhe das mãos ousadas a lança audaz para jornadas ainda mais temerárias. E eis que, tangidos pela visão ardente do pioneiro, industriais, comerciantes, banqueiros, se transfiguraram para as sortidas intrépidas pelo mundo da arte.

Foram eles que nos convocaram para este desfile mágico de seis séculos de glórias da arte e em que resplandece uma visão instantânea de seus gênios criadores.

Os homens práticos do Brasil transmitem-nos, assim, a lição recolhida dos tempos, segundo a qual as nações estruturam a sua perpetuidade menos nos alicerces de seus empreendimentos materiais do que nessas luminosas e eternas criações do espírito.

A arte ocidental aqui está presente nesta síntese magnífica, através de suas mensagens imperecíveis, desde os primórdios da Renascença aos dias de hoje. É uma visão do nosso próprio mundo, da nossa cultura, desde que emergiu da Idade Média.

Essas telas são, pois, intérpretes do espírito do homem, a partir dos albores renascentistas, quando já se delineiam as tentativas de sua integração no mundo em trânsito, aos dias agônicos que estamos vivendo, quando ele tenta fugir da realidade dramática e cruel da época, nessa obstinação em não retratá-la em suas exterioridades, para antes exprimir, através da pura linguagem das formas e das cores, os seus sentimentos mais íntimos e as suas aspirações mais secretas!

Senhores:

Esta exposição que, com extraordinário êxito, já percorreu vários dos mais importantes centros de cultura da América e da Europa, constituiu uma demonstração da pujança do Brasil em criar um acervo dos mais ricos, justamente quando quase todas as obras-primas da pintura se converteram em patrimônio inalienável dos grandes museus do universo.

O Museu de Arte de São Paulo não é, entretanto, apenas um mero repositório de belas obras, uma entidade estática, mas, sobretudo um organismo dinâmico que procura a participação efetiva e constante das novas gerações brasileiras em todos os ramos do conhecimento estético.

O Brasil deve orgulhar-se deste empreendimento para cujo êxito concorreu decisivamente, além do seu fundador, o Prof. Pietro Maria Bardi, responsável pela seleção desta imponente galeria da pintura universal. Agora, porém, um novo e poderoso impulso estamos testemunhando com a presidência do eminente homem público, Ministro Horácio Lafer e dessa plêiade de preclaros compatriotas que compõem a sua atual diretoria.

A esse valioso contingente de energias esclarecidas, postas a serviço da expansão de obra de tal magnitude, veio juntar-se há pouco a Fundação Armando Alvares Penteado, que terminou assegurando ao Museu de Arte aquelas condições imprescindíveis para a sua sobrevivência.

A obra sonhada pelo idealismo do inolvidável paulista aqui revive na grandeza deste acontecimento. Revive, sobretudo na figura sob todos os títulos venerável da Sra. Annie Alvares Penteado, fiel executora da generosa mensagem de benemerência que Armando Alvares Penteado legou à inteligência artística do país.

Meus senhores:

Em face de tão renomeadas personalidades, de tantas presenças ilustres, não se explicaria a palavra de orador, não fora talvez o reconhecimento da obscura contribuição por ele oferecida a empreendimentos culturais do país, em decorrência de sua atividade na imprensa literária e de seu labor na vida parlamentar.

Diante desta mensagem de sua capacidade criadora, que o Ocidente oferece ao Brasil, através do Museu de Arte de São Paulo, renova-se em todos nós a confiança no poder de sobrevivência de nossa Cultura. Ortega y Gasset, falando à consciência do mundo do alto das ruínas fumegantes de Berlim, proclamava, numa réplica aos profetas da decadência de nossa civilização, que o crepúsculo que se estava prenunciando não era vespertino, mas sim matutino.

Com efeito, meus senhores, os artistas dos nossos tempos, confirmando o pensador, parecem oferecer, nas cores vibrantes de suas telas, a sugestão magnífica dessa madrugada, que se vai rasgando diante de nós como ardente e luminosa esperança.

Fonte Democracia e Nação

Livro: Democracia e Nação contem os discursos de Jorge Lacerda. Prefácio de Adonias Filho e organizado por Nereu Corrêa

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura,

disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

Publicidade

A LINGUAGEM DAS FORMAS E DAS CORES

Por paulosertek em Cultura, Discurso, Política, virtude

23 de Maio de 2019

JORGE LACERDA GOVERNADOR DE SANTA CATARINA 1958

Discurso proferido na inauguração da exposição de parte do acervo do Museu de Arte de São Paulo, em 29 de março de 1958.

Nota jornalística

Convidado especialmente pelo deputado Horácio Lafer, Diretor Presidente da Associação Museu de Arte de São Paulo, o Governador Jorge Lacerda pronunciou uma brilhante oração na abertura da grande exposição do acervo daquela entidade realizada quarta feira última na Escola Nacional de Belas Artes. Foi um discurso que teve a melhor repercussão. Foram oradores, na cerimônia, o Presidente Juscelino Kubitschek, o ex-ministro Alexandre Marcondes Filho, o Deputado Horácio Lafer, Embaixador Assis Chateaubriand, Dr. Armando Simone Pereira e Sr. Osvaldo Teixeira. O acervo do Museu reúne telas da mais alta importância dos pintores mais famosos
desde a Renascença aos dias de hoje.

Discurso

Esta exposição só poderia, sem dúvida, ter nascido de um ato de loucura — dessa benemérita desordem criadora que capitaneia o espírito e os gestos de Assis Chateaubriand.

Foi ele, por certo, o Quixote árdego desta empreitada heroica no território da cultura.

Mas não sonhou só, pois os Sanchos prudentes tocados pela sua flama converteram-se em novos e arrebatados Quixotes. E a vida que imitando, por vezes, imita a arte, fez renovar entre nós o processo de quixotização do Sancho.

Efetivamente, os acautelados que, tímidos e perplexos, acompanharam os atrevimentos do “engenhoso fidalgo”, desbordaram das lições do cavaleiro andante, recolhendo-lhe das mãos ousadas a lança audaz para jornadas ainda mais temerárias. E eis que, tangidos pela visão ardente do pioneiro, industriais, comerciantes, banqueiros, se transfiguraram para as sortidas intrépidas pelo mundo da arte.

Foram eles que nos convocaram para este desfile mágico de seis séculos de glórias da arte e em que resplandece uma visão instantânea de seus gênios criadores.

Os homens práticos do Brasil transmitem-nos, assim, a lição recolhida dos tempos, segundo a qual as nações estruturam a sua perpetuidade menos nos alicerces de seus empreendimentos materiais do que nessas luminosas e eternas criações do espírito.

A arte ocidental aqui está presente nesta síntese magnífica, através de suas mensagens imperecíveis, desde os primórdios da Renascença aos dias de hoje. É uma visão do nosso próprio mundo, da nossa cultura, desde que emergiu da Idade Média.

Essas telas são, pois, intérpretes do espírito do homem, a partir dos albores renascentistas, quando já se delineiam as tentativas de sua integração no mundo em trânsito, aos dias agônicos que estamos vivendo, quando ele tenta fugir da realidade dramática e cruel da época, nessa obstinação em não retratá-la em suas exterioridades, para antes exprimir, através da pura linguagem das formas e das cores, os seus sentimentos mais íntimos e as suas aspirações mais secretas!

Senhores:

Esta exposição que, com extraordinário êxito, já percorreu vários dos mais importantes centros de cultura da América e da Europa, constituiu uma demonstração da pujança do Brasil em criar um acervo dos mais ricos, justamente quando quase todas as obras-primas da pintura se converteram em patrimônio inalienável dos grandes museus do universo.

O Museu de Arte de São Paulo não é, entretanto, apenas um mero repositório de belas obras, uma entidade estática, mas, sobretudo um organismo dinâmico que procura a participação efetiva e constante das novas gerações brasileiras em todos os ramos do conhecimento estético.

O Brasil deve orgulhar-se deste empreendimento para cujo êxito concorreu decisivamente, além do seu fundador, o Prof. Pietro Maria Bardi, responsável pela seleção desta imponente galeria da pintura universal. Agora, porém, um novo e poderoso impulso estamos testemunhando com a presidência do eminente homem público, Ministro Horácio Lafer e dessa plêiade de preclaros compatriotas que compõem a sua atual diretoria.

A esse valioso contingente de energias esclarecidas, postas a serviço da expansão de obra de tal magnitude, veio juntar-se há pouco a Fundação Armando Alvares Penteado, que terminou assegurando ao Museu de Arte aquelas condições imprescindíveis para a sua sobrevivência.

A obra sonhada pelo idealismo do inolvidável paulista aqui revive na grandeza deste acontecimento. Revive, sobretudo na figura sob todos os títulos venerável da Sra. Annie Alvares Penteado, fiel executora da generosa mensagem de benemerência que Armando Alvares Penteado legou à inteligência artística do país.

Meus senhores:

Em face de tão renomeadas personalidades, de tantas presenças ilustres, não se explicaria a palavra de orador, não fora talvez o reconhecimento da obscura contribuição por ele oferecida a empreendimentos culturais do país, em decorrência de sua atividade na imprensa literária e de seu labor na vida parlamentar.

Diante desta mensagem de sua capacidade criadora, que o Ocidente oferece ao Brasil, através do Museu de Arte de São Paulo, renova-se em todos nós a confiança no poder de sobrevivência de nossa Cultura. Ortega y Gasset, falando à consciência do mundo do alto das ruínas fumegantes de Berlim, proclamava, numa réplica aos profetas da decadência de nossa civilização, que o crepúsculo que se estava prenunciando não era vespertino, mas sim matutino.

Com efeito, meus senhores, os artistas dos nossos tempos, confirmando o pensador, parecem oferecer, nas cores vibrantes de suas telas, a sugestão magnífica dessa madrugada, que se vai rasgando diante de nós como ardente e luminosa esperança.

Fonte Democracia e Nação

Livro: Democracia e Nação contem os discursos de Jorge Lacerda. Prefácio de Adonias Filho e organizado por Nereu Corrêa

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura,

disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015