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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

#Responsabilidade Social

Nova sensibilidade religiosa

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política, Religião, Responsabilidade Social

05 de Março de 2019

Na atualidade observam-se dois fenômenos de certa magnitude: o primeiro é o da secularização, e outro, concomitante, o do ressurgimento de uma nova sensibilidade religiosa. A secularização equivale à privatização do sagrado, ao reduto particular de cada cidadão, com suas crenças, e reduz-se consequentemente o espaço público permitido ao ato religioso.

Ao mesmo tempo, dissemina-se o sentimento religioso subjetivo, de contornos pouco definidos, em geral de conteúdo moral débil, marcado pelo sentimento religioso cosmético, em que se ausentam os critérios morais vinculantes. O filósofo Zygmunt Bauman, pensa, em vez de chamar pós-modernidade, à situação atual em que “a incerteza é a única certeza”, prefere chamá-la de “modernidade líquida”, porquanto se abandonaram os pontos de referência e critérios orientadores da conduta.

Atualmente constata-se que o mais determinante da conduta é o sentimentalismo extremamente flexível e mutável.
A nova religiosidade assemelha-se à satisfação das necessidades de consciência de ocasião, como as de objetos descartáveis. Equipara-se à religiosidade de “supermercado”, cujo fim nada mais serve senão para aquietar as próprias culpas e faltas de sentido e de critério de vida, que povoam as mentes em nossa sociedade.

A religiosidade de “supermercado” valoriza a convivência do plural e da diversidade, o que é muito bom e é sinal de tolerância; não obstante, como não se acredita em nenhum tipo de identidade, tudo acaba valendo o mesmo, o que aniquila a diferenciação antropológica entre virtudes e vícios.

A fidelidade matrimonial e a dedicação para formar os filhos com sacrifício equiparam-se ao mesmo nível moral do amor fugaz e sem responsabilidade. É uma época de grandes sensibilidades e de grandes indiferenças. Dá-se valor muito positivo às diferenças individuais comportamentais, não obstante, nutre-se a indiferença às diferentes opções. Todas as coisas dão mais ou menos na mesma; já não há um melhor ou pior. Apenas há liberdades de escolha, e enquanto tais ganham por si próprias a categoria de ações valorosas, tornando-nos forçosamente indiferentes a todo tipo de diferenças. Tudo dá na mesma! O amor aos pais e o amor, por exemplo, às tartarugas, ao se equipararem, tornam-se clamorosas indiferenças e injustiças.

Jürgen Habermas, filósofo e sociólogo alemão, herdeiro da Escola de Frankfurt está redescobrindo a importância das religiões e especialmente a do cristianismo. O recente Habermas, que se considera como um pensador pós-metafísico, a princípio não crente, defende que a sociedade democrática e liberal deve possuir um fundamento não religioso, porém, tem a convicção de que a religião exerce um papel insubstituível, pois, segundo ele, toda sociedade se apoia em “uma solidariedade que não se pode impor com leis”, e salienta que é necessário fundamentar a sociedade “não só no próprio interesse legítimo, mas direcionando-se ao bem comum”. Não apenas baseando-se na vontade consensual, porquanto, – numa sociedade em que nada há de firme -, em termos de critérios vinculantes -, apenas resta a possibilidade vinculante externa por meio das leis positivas e não por nenhum tipo de valor em si das ações. Em outras palavras a bondade do comportamento do amor e respeito aos pais, nesta ótica, não tem valor em si, mas a partir apenas de uma vontade consensual. Habermas postula que a vida em sociedade não pode se limitar à promoção das obrigações meramente externas, mas deve abrir-se à dimensão ética – aos compromissos morais vinculantes de caráter universal -, contando com a religião. Destaca Habermas: “Contra um abstencionismo ético de um pensamento pós-metafísico que abre mão de qualquer conceito universalmente vinculante de vida boa e exemplar, nas escrituras sagradas e nas tradições religiosas que foram articuladas, transliteradas com sutileza e conservadas por milênios hermeneuticamente vivas as intuições de culpa, redenção e salvação graças ao abandono de uma vida percebida como iníqua. Por isso na vida das comunidades religiosas (…) pode permanecer intacta alguma coisa que, alhures, se tenha perdido e é relevante para o ser humano”.

Os vínculos com o sagrado, requeridos pela religião, municiam a vida com as orientações e critérios que ajudam a tomar decisões orientadas para o bem-viver – a vida virtuosa- fundamental para sustentar, alimentar e fazer crescer qualquer forma de convivência humana. A nova sensibilidade religiosa necessita urgentemente de fundamentação em bases morais seguras.

Paulo Sertek Doutor em educação

Autor do livro Responsabilidade Social e Competência Interpessoal Ed. Intersaberes.

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Como desenvolver inovadores sociais

Veja o vídeo de introdução:

A economia solidária nasce da tendência natural do ser humano à ajuda mútua, do compartilhamento de serviços, de bens e de atividades. Os grupos de interesse aumentam o grau de solidariedade comunitária, e projetos sociais emergem entre novos atores situados fora do sistema de produção para o consumo, pois passam a viabilizar ações cooperativas.


Empreendedores sociais desenvolvem estratégias de interação entre pessoas e conectam portadores de necessidades, ou virtualidades complementares em projetos comuns. Inovadores sociais têm algo em comum: descobrem as fontes agregadoras da confiança mútua e criam instrumentos interativos que viabilizam a conectividade interpessoal.

O Airbnb nasceu da iniciativa de três jovens que criaram um serviço comunitário com ajuda da plataforma web para reservas de hospedagens de forma simples e direta. Na pratica resgata algo dos costumes anteriores ao desenvolvimento da rede hoteleira: simplesmente se negociava diretamente com algum parente, ou amigo que poderia facilitar um local para residir uma temporada.

O engenho consiste em tornar a troca válida e atrativa gerando um novo mercado para pessoas que aspiram viver de uma forma mais simples e gastando menos. Trata-se de um projeto alternativo ao da lógica do trabalhar mais, para ganhar mais, poder consumir mais e assim descansar melhor para ser feliz.

A inovação em design social exige alguns conhecimentos especiais, pois não são suficientes os do design de produtos e serviços. O inovador social deve ter competências interpessoais para captar a necessidade de grupos de interesse e descobrir qual é o gatilho, ou o fator multiplicador da interação humana. Capta o potencial de interesse em comunidades de prática, como, por exemplo: as das pessoas aficionadas em gastronomia que trocam espontaneamente experiências sobre receitas e pratos.

O design social começa a se destacar como disciplina emergente visando o desenvolvimento de inovadores sociais como catalizadores do compartilhamento social.

Currículo Lattes Paulo Sertek Dr

Paulo Sertek é formado pelo ISE -IESE Business School Program for Management Development
Engenheiro pela Escola de Engenharia Mauá
Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR
Doutor em Educação pela UFPR
Vice Presidente da ANECE Associação Nordestina de Ensino Cultura e Esporte
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza UNIGRANDE em Fortaleza-CE

Livros do autor, veja aqui
RESPONSABILIDADE SOCIAL E COMPETÊNCIA INTERPESSOAL
https://www.livrariaintersaberes.com.br/produtos/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal

Também pode ser boa sugestão o livro Empreendedorísmo.
Empreendedorismo
https://www.livrariaintersaberes.com.br/produtos/empreendedorismo-514005a0-3549-4cce-99fa-0ac5dfcc817e

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Empreendedores sociais desenvolvem estratégias de interação entre pessoas e conectam portadores de necessidades, ou virtualidades complementares em projetos comuns. Inovadores sociais têm algo em comum: descobrem as fontes agregadoras da confiança mútua e criam instrumentos interativos que viabilizam a conectividade interpessoal.

O Airbnb nasceu da iniciativa de três jovens que criaram um serviço comunitário com ajuda da plataforma web para reservas de hospedagens de forma simples e direta. Na pratica resgata algo dos costumes anteriores ao desenvolvimento da rede hoteleira: simplesmente se negociava diretamente com algum parente, ou amigo que poderia facilitar um local para residir uma temporada.

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Currículo Lattes Paulo Sertek Dr

Paulo Sertek é formado pelo ISE -IESE Business School Program for Management Development
Engenheiro pela Escola de Engenharia Mauá
Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR
Doutor em Educação pela UFPR
Vice Presidente da ANECE Associação Nordestina de Ensino Cultura e Esporte
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza UNIGRANDE em Fortaleza-CE

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