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Arquivos #virtude - Blog Paulo Sertek

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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

#virtude

Cultura das mudanças e da imagem

Por paulosertek em Comportamento, Cultura, Educação, virtude

19 de Janeiro de 2020

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

A cultura pode-se entender como o substrato das características de um grupo organizado, ou de um povo, que influencia o comportamento coletivo, e os traços característicos da sua mentalidade, em certa medida, podem influenciar as inclinações mais correntes no modo de apreciar o mundo.

A visão de mundo que têm pessoas do meio rural, ou do meio urbano transformado pela tecnologia afeta o modo de ser e de comportar-se. Na atualidade identificam-se uns traços comuns às diversas sociedades e podem-se descobrir tendências metaculturais comuns aos diversos povos que ultrapassam as fronteiras dos países mais diversos.

Duas condições da cultura atual, entre outras, que afetam radicalmente o ser-homem desde o nascimento são: a convivência radical com a mutabilidade do instrumental para se viver em sociedade e a cultura da imagem. Os meios para sociabilizar-se e inserir-se na vida social intensificam-se com a necessidade de adaptabilidade à mudança dos modos de aprender a lidar com bens extremamente mutáveis e tecnologias diversas.

Continua presente a necessidade de responder sobre o que é o permanente e o mutável na educação das novas gerações, pois esta é que prepara o ser humano para a vida. Esta questão era respondida com maior facilidade quando as mudanças ocorriam em intervalos mais longos e em certos casos séculos. A preocupação pela adaptabilidade à mudança não se fazia notar, porém hoje se necessitam respostas melhores para as condições atuais de intensidade e velocidade de mudanças.

A sociedade atual está imersa em uma cultura da imagem que repercute no modo fugaz de adquirir e usar as informações e conhecimentos, debilitando a aquisição dos bens da alma humana, dos valores éticos, pois têm vigência permanente devido à condição transcendente do ser humano.

Educadores têm o desafio para dar resposta à cultura da mutabilidade e da imagem que gera com mais frequência comportamentos superficiais e passageiros influenciando a diminuição da capacidade de pensar com profundidade.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

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Anuncio da aurora de uma nova existência

Por paulosertek em Comportamento, Sentido da vida, Trabalho, virtude

22 de dezembro de 2019

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

A mitologia grega descreve o deus Cronos como sendo extremamente cruel, pois devorava seus filhos impiedosamente. O tribuno Cícero dizia que o Tempo (Cronos) não se saciava com os anos e os consumia como fez com os seus próprios filhos.

Dai deriva a máxima de que em “todo o dia se morre um pouco”, cada dia que passa é um dia a menos, pois o tempo corre contra a vida, porém se pode pensar como Drummond, de forma diferente: “Todo dia é menos um dia/ Todo dia é menos um dia; menos um dia para ser feliz;/ É menos um dia para dar e receber;/ É menos um dia para amar e ser amado;/ É menos um dia para ouvir e, principalmente, calar!”

Com a proximidade do término do ano que se faz velho e anuncia a chegada do novo, se experimenta possivelmente, na visão puramente cronológica, a diminuição do restante da vida de forma dramática. Outra visão, contudo, é a do carpe diem (aproveita o dia), isto é: cada dia encerra um valor possível de criação de bondade e beleza que é preciso saber utilizar e, sobretudo para deixar boas obras, ter bons sentimentos e edificar um mundo melhor.

O calendário é uma construção necessária da medida para avaliar os frutos que resultaram de uma vida que vai se desenvolvendo, e assim o crepúsculo de um ano pode significar o ocaso de uma vida, ou, pelo contrário, pode ser anuncio da aurora de uma nova existência.

A passagem cronológica do ano não resulta em como se diz que: ano novo implica em vida nova, mas sim parece melhor pensar que, a vida nova, somente se conquista à força de propósitos eficazes de mudança desde o intimo da alma. Vida nova implica necessariamente em luta nova.

A visão prudente da vida, no final de ano, leva a fazer o balanço do que foi bem, do que foi mal, e formular planos para melhorar no ano seguinte. O tempo que resta não se pode perder, na medida em que é para fazer o bem, para tratar melhor as pessoas que estão à volta e, tornar a própria vida em valor quase infinito, mesmo no ultimo suspiro, ao fazer um ato de amor verdadeiro.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

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Violência na base da pirâmide

A violência, antes de aparecer nas primeiras páginas dos jornais, nos noticiários e nas redes sociais é o sinal externo de que a sociedade está há muito tempo doente, e acostumou-se com os comportamentos injustos, que ocorrem na vida familiar, na vida do trabalho, no transito, isto é, nas situações mais comuns do dia a dia. O descuido da qualidade moral nas pequenas ações acaba tendo efeitos cada vez maiores no ambiente coletivo.

O experimento das “janelas quebradas” comprovou que: para passar do descuido em pequenas coisas para o colapso social, basta a incúria prolongada e a falta de diligência em tomar as ações que visam manter as coisas bem arrumadas e limpas.

Frank Bird pesquisador da área de saúde e segurança no trabalho já havia observado a correlação entre, o volume de pequenos descuidos em hábitos de disciplina, de atenção, de limpeza, de organização e do uso de protetores, e a ocorrência de acidentes de trabalho com dano grave.

A pirâmide de Frank Bird, como ficou conhecida, indica que para 600 incidentes corriqueiros, que poderiam ser qualificados como “sem maior importância”, levam a 30 ocorrências de danos materiais, a 10 danos físicos leves, e acabam chegando a pelo menos um evento de dano físico sério ou acidente fatal.

Mesmo com as limitações das analogias: a do experimento “Broken Windows” e a da constatação de Frank Bird, a ideia de fundo é que, a fatalidade, é a ponta do iceberg e origina-se no descuido da educação familiar.

Apontando apenas para os meios preventivos, sabe-se que a violência miúda começa bem cedo e no âmbito da família. Um bom ponto de partida está no cuidado de políticas públicas voltadas ao bem estar familiar, à moradia digna e a eliminação da miséria.  Porém, ainda que estas ações preventivas exijam mudanças estruturais na economia, na educação, nos serviços públicos há ações que são decisivas, pois, mesmo com poucos recursos, atuar na base da pirâmide, no seio das famílias, por meio da educação das virtudes assegura a paz social.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Consulte o livro do autor:

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

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Prudência e o bom governante

Por paulosertek em Comportamento, Ética na política, Liderança, Política, virtude

09 de agosto de 2019

Com a inteligência esclarecida, o conselho oportuno, e sendo pessoa de juízo, poupa-se muita dor de cabeça. Vale como referência a máxima do carpinteiro: “é necessário medir duas vezes e serrar somente uma”. É decisiva a ponderação para tomar a boa decisão, pois, a experiência circunstanciada na aprendizagem vivencial favorece a qualidade que os antigos gregos denominavam de sofrosine que se traduz por prudência, ou sabedoria.

Tomás de Aquino ensina na Suma Teológica que a prudentia se compõe fundamentalmente de três atos-chave: conhecer a realidade, julgar sobre a forma mais conveniente de agir e realizar efetivamente o que se decide.

A fase do conhecimento é a deliberação amadurecida: uma avaliação das situações da forma o mais objetiva possível. Para o juízo sobre a conveniência de uma determinada atuação é imprescindível ter critérios de referência, que dão apoio a juízos mais seguros sobre as possíveis decisões, como por exemplo: o critério-chave da defesa da vida, ou o que rege a segurança das construções, de que: o critério econômico não pode colocar em risco a idoneidade de uma construção prejudicando a segurança humana.

Os médicos seguem o critério do “primum non nocere”, primeiro não prejudicar, que se deve aplicar com mais força nas decisões de governo.

Para um determinado tipo de problema e suas circunstâncias, a pessoa prudente é a que ganha experiência nas pequenas ações diárias, aplicando os critérios mais adequados, e aprendendo no pequeno, obterá uma melhor capacidade de governo em situações conflitivas.

A prudência é uma virtude que se adquire por meio da serenidade e se distancia do governo guiado pela irreflexão.

Não haveria boa decisão se, depois de deliberar e julgar com critério adequado, a pessoa atuasse por influência do medo, da preguiça, da ira, e de outros vícios. Decidir-se bem requer a prática das quatro virtudes morais: prudência, justiça, fortaleza e temperança ou autodomínio. Não basta que alguém tenha boas intenções para ser um bom governante. 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela

Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Sobre a virtude da prudência consulte o livro do autor:

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

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Liderança e autodomínio

Por paulosertek em Liderança, Trabalho, virtude

22 de julho de 2019

O autodomínio capacita para a liderança virtuosa e confirma esta ideia Peter Drucker, renomado autor e precursor da gestão moderna, pois aconselhava: “Já não ensino a dirigir as pessoas no trabalho (…). Ensino, sobretudo, o domínio próprio!” Faz todo sentido que antes de poder dirigir pessoas seja necessário dirigir-se. Nada mais desmoralizador para um líder, que não tendo como apresentar-se como modelo, dissesse: “façam o que eu digo, mas não o que eu faço”. A liderança é fruto da autoridade pessoal e resulta do caráter virtuoso.

Tal qualidade de caráter requer a virtude da temperança, que se compara à tempera dos metais. As espadas toledanas, famosas na idade média, eram feitas de ligas de aço forjadas em um processo de aquecimento, conformação por martelo e resfriamento sucessivos, e adquiriam deste modo duas propriedades aparentemente contrapostas: a alta resistência e a altíssima flexibilidade.

Verifica-se nas pesquisas sobre as características do líder a necessidade do autodomínio, porém, faz falta a tomada de consciência da dificuldade em educar novos lideres, pois, num ambiente social que promove comportamentos hedonistas e consumistas, a tendência é a de potenciar a busca do sucesso a qualquer preço.

Contrariamente ao modo como as espadas toledanas adquirem resistência e flexibilidade, a falta do autodomínio fragiliza o papel da inteligência na tomada de decisão e ganha força o domínio dos estados emotivos impulsivos. Alexandre Havard tem razão ao dizer que: “quem se lança à busca do poder, do dinheiro, ou do prazer sem medida, perde o contato com a realidade”. (recomendo a leitura de Virtudes e Liderança de Alexandre Havard)

Josef Pieper afirma que “a intemperança acaba por cegar a inteligência e desintegrar o poder de decisão”. A deterioração do exercício da liderança por autoridade se agrava pela avidez em galgar posição de destaque, por afã excessivo de lucro, pelo obscurecimento do sentido de missão e de serviço, provocando fatalmente, a erosão da confiança e comprometimento dos liderados.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Sobre liderança por virtudes consulte o livro do autor:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Também recomendamos: Virtudes & Liderança

Alexandre Havard

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Fortaleza no laboratório dos deveres

Por paulosertek em Liderança, Trabalho, virtude

21 de julho de 2019

Hoje se recomendam para a seleção de profissionais qualidades tais como: resiliência, autocontrole, pro-atividade, cabeça aberta, entre outras. Tais características são atingidas por meio da prática constante de atos específicos. Todo crescimento passa pela reiteração de condutas escolhidas, entre tantas, para afinal aperfeiçoar o comportamento que se julga mais importante num determinado momento.

As virtudes foram sistematicamente estudadas pelos filósofos gregos, entre eles Platão e Aristóteles que destacavam a importância da prática de quatro virtudes morais como são a prudência, a justiça, a fortaleza e o autodomínio, ou temperança. Aristóteles foi o que desenvolveu a Ética das Virtudes num dos seus livros a Ética a Nicômaco e nela define a virtude como sendo o hábito operativo bom.

Estes hábitos somente são verdadeiras virtudes ao serem dirigidos à consecução do bem ou de uma obra de caráter moral bom. Nestas circunstâncias as virtudes aperfeiçoam o sujeito, não simplesmente para adquirir uma competência técnica, mas em algo que vai além: torna boa a pessoa que a adquire.

Destaca-se a virtude da fortaleza, pois é a que possibilita a agilidade, a ação quase instintiva na busca dos bens difíceis de atingir, ou ainda resistir de bom animo às dificuldades e obstáculos que se interpõem ao acabamento das boas obras.

Tomás de Aquino, seguindo a tradição grega, diz que a fortaleza como virtude se manifesta em dois campos principais como o sair de uma situação cômoda e empreender ações valiosas e o outro campo, como é o de resistir de bom animo, e sem tristeza, às dificuldades prolongadas que exigem dos nervos.

Ponto importante destacar é que a virtude da fortaleza não corresponde a simplesmente fazer atos arrojados, ou atos que exijam grande resistência da vontade, pois na sua essência ela se adquire, sobretudo pelo valor moral do motivo que leva a agir.

A fortaleza é acessível a todos e pode ser desenvolvida no laboratório do cumprimento amoroso dos deveres diários.

Livro do autor que desenvolve sobre a ética das virtudes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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A beleza salvará o mundo

Por paulosertek em Arte, Beleza, Comportamento, Cultura, Liderança, virtude

14 de julho de 2019

As narrativas produzem grandes transformações, impactos e ativam os gatilhos espirituais despertando modos novos de viver. A cena tocante, ou uma palavra de afeto desperta nos outros forças escondidas. Alexandre Havard, na introdução do seu best-seller Virtudes & Liderança, conta que ainda estava em Vyborg na Rússia a caminho da Finlândia e “deparei com um velhinha que remexia numa pilha de trastes, procurando qualquer coisa que pudesse utilizar ou vender por umas moedinhas.” Foi impulsionado a tirar algum dinheiro do bolso e entregou a ela, que o olhou de forma expressiva e radiante. Como tinha que pegar o ônibus que estava quase saindo, entrou e mal se colocou a porta para subir, uma voz o chamou, e virou-se para ver o que era. Era a velhinha, que esticava a mão com um sorriso enorme no rosto e lhe entregou um ramalhete de flores. Havard ficou sem palavras, simplesmente: “Aceitei-o e ela desapareceu sem dizer uma palavra!”.

Deste exemplo se abstrai que existe algo mais dentro do ser humano. Uma velhinha comprando flores, com o pouco dinheiro que lhe foi dado, e que necessitava para subsistência, retribui com um ato de bondade e de amor sem limites. O autor conclui que: “Não é estranho que um encontro com a bondade, como este, faça a nossa alma voar”.

O contato com a obra de arte também produz efeito similar, Dostoiévski no seu romance “O idiota” conclui que “a beleza salvará o mundo”. Um gesto nobre é uma ação bela responsável por resultados insuspeitáveis. O mesmo sentia Jorge Lacerda em sua juventude algo que cultivou como os grandes artistas: o dom da palavra escrita e falada. Considerava que: “A palavra sofre o mesmo desespero do escopro e do pincel… O orador experimenta sempre a mesma, angústia do estatuário, cujas mãos nervosas desejam interpretar, no mármore bruto, a expressão imortal da beleza; e a mesma aflição do pintor cuja alma torturada de artista procura surpreender, na alquimia das tintas de sua paleta, a magia arrebatadora das cores da natureza…”

Confira aqui o perfil de Jorge Lacerda.

 

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

 

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Educação e o reino das sensações

Por paulosertek em Cultura, Desenvolvimento Pessoal, Educação, virtude

01 de junho de 2019

A cultura genuína provê o ser humano dos conhecimentos e dos valores existenciais que permitem uma forma de viver que ultrapasse o reino das sensações. Ortega y Gasset compara a cultura a um instrumento de sobrevivência no meio da correnteza que são as sensações e solicitações das realidades mutáveis. Associa a uma prancha que permite flutuar e navegar sobre a fugacidade do reino das sensações e dá a possibilidade de viver humanamente.

Verifica-se quase sempre que a pressão do consumismo impele a uma vida humana imersa no reino das sensações imediatas, porém, o característico do homem é o definir-se como ser racional, portanto dotado de liberdade. Seria sinal de liberdade deixar-se levar pela correnteza das sensações, mas isto não significa que seja verdadeira liberdade, pois, se a correnteza levasse para a morte, esta escolha não seria verdadeiramente livre.

Os mecanismos da sociedade de consumo adestram contingentes enormes de indivíduos ao comportamento de atração-impulso-consumo, mais ou menos consciente e a produção de pessoas que se transformam em máquinas-de-desejo.

A habituação a ter ao alcance da mão absolutamente tudo o que se deseja gera pessoas descontentes de tudo e insaciáveis, especialmente, entre o segmento da população mais desafogado financeiramente, e de forma mais envolvente as crianças, adolescentes e jovens. As privações e contrariedades desestruturam o seu estado de animo.

Fenômeno muito atual são: a crescente imaturidade, a fragilidade diante das dificuldades e as variações de humor por não se saber lidar com as renuncias.

Para os educadores vale a pena a formulação do diagnóstico preventivo desta doença da vontade que evolui progressivamente, com as doses de condescendência, facilidade, moleza de caráter, consumo fácil, entre outros.

Oportuno considerar a abordagem da educação da liberdade de forma permanente, na medida em que, a liberdade é conquistada por meio de escolhas virtuosas e por vezes requerem a renuncia do mais agradável.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor

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Autor: Paulo Sertek Dr
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Trabalho bem feito gerador de capital humano-social

A excelência profissional é atraente para as pessoas dotadas de sensibilidade e honradez. Pode ser que não seja compartilhada por todos, ou por muitos, porém o que se verifica é a qualidade da pessoa em função do cuidado das obras que executa. Enfim, do amor que se põe naquilo que se faz. O poeta Fernando Pessoa conta em um de seus poemas a sua experiência de que: “o meu dever me fêz”!

Emprestando as palavras do poeta Antonio Machado encontra-se o matiz da questão: Despacito y buena letra, que el hacer las cosas bien, importa más que el hacerlas”. Esta reflexão leva à necessidade de buscar o êxito da ação, porém sem descuidar do amor com que se faz. Este amor pode ter variações consideráveis. Ainda que se pudesse descrever que o motor de muitíssimas obras se dá em função do benefício financeiro, há inumeráveis comportamentos que ultrapassam a condição de benefício econômico, ganho de prestígio, autossatisfação, entre outros.

Há um tipo de conduta que estimula e aprimora a vida familiar e comunitária, que é o amor de amizade, que se diferencia do amor de concupiscência. O amor de doação, desinteressado representa o diferencial-chave do ser humano. O que o torna humano é o amor e não a violência, o ódio, a esperteza em levar a melhor.

O trabalho realizado por motivos de serviço, bem feito, bem acabado, feito por amor provoca transformações tangíveis e intangíveis. Tangíveis na medida em que a atividade realizada atinge graus de identificação com as necessidades humanas que encantam todo aquele que recebe um serviço que excede as suas expectativas. Nos aspectos intangíveis, ou não imediatos, melhoram o caráter daqueles que se esforçam por ver a oportunidade de servir mais e melhor os outros. Sim aqui Fernando Pessoa nos diz que “o meu dever me fêz”! Aparece neste pensamento a aquisição da arete grega, ou virtus no latim. Trata-se da aquisição dos bons hábitos através do aprendizado com a obra bem feita e elemento aglutinador de pessoas e gerador de capital humano-social.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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Autor: Paulo Sertek Dr
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Estratégia na empresa virtuosa

O bem do indivíduo não se contrapõe ao bem coletivo, para isto deve-se construir uma relação harmônica entre capital, trabalho e homem no âmbito produtivo, pois, de acordo com Jorge Lacerda ex-gov SC: “capital e trabalho não são valores que se combatem, ou se entredevorem, porque embasam e estruturam a harmonia indispensável à paz social”.

Jorge Lacerda, Carlos Lacerda e Magalhães Pinto abril de 1953.

Alguns estudos apontam convergências sobre esta possível harmonia na gestão de empresas e negócios que resulta do esforço das partes interessadas em atuar com sentido de solidariedade humana.
O ponto de partida é agir de acordo com as virtudes, especialmente a da justiça, que corresponde à vontade constante de dar a cada um o devido, e, a virtude é o hábito operativo bom, que aperfeiçoa o ser humano, e o torna mais possuidor dos valores morais.

Um empreendimento virtuoso exige que no planejamento estratégico seja configurada a missão institucional como contribuição a todos os envolvidos e que os valores éticos criem uma cultura que gere a confiança e o comprometimento nas relações internas e externas.

Esta orientação permite combater a tendência centrifuga de afastar-se da prática da virtude, que se traduz em fazer o bem e evitar o mal. Procedendo deste modo impede-se que os resultados econômicos em curto prazo corrompam a cultura da empresa.

Desenvolver profissionais com a mentalidade de serviço à sociedade exige a capacitação para criar ambientes virtuosos. Bem conhecidas são as virtudes fundamentais como a prudência, que permite a tomada de decisão por meio de critérios éticos; a justiça, a qual leva a dar a cada um aquilo que lhe é devido; a fortaleza, atributo propiciador de energia de caráter necessário para se empreender o que é justo e bom em cada momento; e a temperança que é a reitora dos “altos” e “baixos” das emoções.

A abordagem harmonizando a busca de resultados financeiros por meio da gestão virtuosa pode ser encontrada no livro de nossa autoria: Administração e Planejamento Estratégico referenciado no link a seguir.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor
Editora IntersaberesAdministração e Planejamento Estratégico

Administração e planejamento estratégico

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Estratégia na empresa virtuosa

O bem do indivíduo não se contrapõe ao bem coletivo, para isto deve-se construir uma relação harmônica entre capital, trabalho e homem no âmbito produtivo, pois, de acordo com Jorge Lacerda ex-gov SC: “capital e trabalho não são valores que se combatem, ou se entredevorem, porque embasam e estruturam a harmonia indispensável à paz social”.

Jorge Lacerda, Carlos Lacerda e Magalhães Pinto abril de 1953.

Alguns estudos apontam convergências sobre esta possível harmonia na gestão de empresas e negócios que resulta do esforço das partes interessadas em atuar com sentido de solidariedade humana.
O ponto de partida é agir de acordo com as virtudes, especialmente a da justiça, que corresponde à vontade constante de dar a cada um o devido, e, a virtude é o hábito operativo bom, que aperfeiçoa o ser humano, e o torna mais possuidor dos valores morais.

Um empreendimento virtuoso exige que no planejamento estratégico seja configurada a missão institucional como contribuição a todos os envolvidos e que os valores éticos criem uma cultura que gere a confiança e o comprometimento nas relações internas e externas.

Esta orientação permite combater a tendência centrifuga de afastar-se da prática da virtude, que se traduz em fazer o bem e evitar o mal. Procedendo deste modo impede-se que os resultados econômicos em curto prazo corrompam a cultura da empresa.

Desenvolver profissionais com a mentalidade de serviço à sociedade exige a capacitação para criar ambientes virtuosos. Bem conhecidas são as virtudes fundamentais como a prudência, que permite a tomada de decisão por meio de critérios éticos; a justiça, a qual leva a dar a cada um aquilo que lhe é devido; a fortaleza, atributo propiciador de energia de caráter necessário para se empreender o que é justo e bom em cada momento; e a temperança que é a reitora dos “altos” e “baixos” das emoções.

A abordagem harmonizando a busca de resultados financeiros por meio da gestão virtuosa pode ser encontrada no livro de nossa autoria: Administração e Planejamento Estratégico referenciado no link a seguir.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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