Arquivos outubro 2019 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

outubro 2019

COP do Clima (COP25) no Chile cancelada

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

31 de outubro de 2019

Ontem, 30/10/2019, a Secretária Executiva da Conferência das Partes (COP 25), Patrícia Espinosa, comunicou que o Governo do Chile decidiu não sediar a COP 25 considerando a difícil situação em que o país está enfrentando.

Hoje, 31/10/2019, a Secretária Patrícia Espinosa anunciou que o Governo do Chile, como presidente da COP 25, informou que recebeu uma generosa oferta de suporte do Governo da Espanha em sediar a COP 25 em Madrid, nas mesmas datas que originalmente estava programada (02 a 13 de dezembro de 2019).

A COP 25 ocorre no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). Em seu discurso, a Secretária Patrícia Espinosa comentou que esperava que o Comitê da COP considerasse esta solução proposta o mais rápido possível, acrescentando que “é encorajador ver os países trabalhando juntos, no espírito do multilateralismo, para enfrentar as mudanças climáticas, o maior desafio que esta e as futuras gerações enfrentam”.

Fonte: UNFCCC, 2019.

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Certificação ambiental de municípios cearenses e cidades sustentáveis

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

29 de outubro de 2019

O Programa Selo Município Verde (PSMV) se constitui em uma importante ferramenta de implementação efetiva de gestão ambiental com vistas à sustentabilidade. O PSMV permite o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) por meio do fortalecimento de sua esfera local, o Sistema Municipal de Meio Ambiente.

Na edição de 2019 são avaliados 16 indicadores ambientais, que possuem um escore específico com relação à sua significância dentro da necessária manutenção da qualidade ambiental no território do município, aliado, também, ao alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, a denominada Agenda 2030.

Os 16 indicadores analisados possuem, ainda, variáveis ambientais que os compõem. Os indicadores estão correlacionados, a seguir, bem como sua pontuação máxima (escores):

  1. Estrutura Ambiental (escore máximo 15);
  2. Efetividade dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (escore máximo 4);
  3. Implementação da Política de Educação Ambiental (escore máximo 12);
  4. Implementação de tecnologias sustentáveis (escore máximo 1);
  5. Gestão integrada de resíduos sólidos (escore máximo 10);
  6. Disposição final de resíduos sólidos (escore máximo 4);
  7. inclusão social de catadores de materiais recicláveis (escore máximo 6);
  8. Infestação por Aedes aegypti (escore máximo 5);
  9. Sistemas de Qualidade de Água e de Esgotamento sanitário (escore máximo 11);
  10. melhoria da qualidade da água (escore máximo 7)
  11. Manejo sustentável de produção agrícola (escore máximo 3);
  12. Capacitação em agricultura sustentável (escore máximo 2)
  13. Unidades de Conservação Municipais (escore máximo 5);
  14. Áreas verdes urbanas (escore máximo 5);
  15. Preservação e conservação da biodiversidade (escore máximo 5); e
  16. Controle do desmatamento e queimadas (escore máximo 5)

            Os indicadores do PSMV estão baseados nas dimensões de sustentabilidade (social, ecológica, econômica e institucional), conforme Cabral et al. (2019), que analisaram os indicadores do PSMV com relação à promoção da sustentabilidade e a proteção dos recursos ambientais.

            Os citados autores afirmam que o Programa Selo Município Verde possui indicadores que incorporam a prudência ecológica, a viabilidade econômica e a equidade social, constituindo-se em uma importante estratégia para o alcance de cidades sustentáveis.

            Aos interessados em ler, na íntegra, o artigo completo está aqui. 

Fonte: Cabral et al. Environmental certification in Ceará (Brazil) for protection of environmental resources and promotion of sustainability. Journal of Global Resources. Vol. 5. N. 2. p. 35-40, 2019.

 

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Tecnologias e inovações para o desenvolvimento sustentável

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

20 de outubro de 2019

     No período de 21 a 24 de outubro de 2019, acontece o IV Encontro do Programa de Pós-graduação em Tecnologia e. Gestão Ambiental, no Instituto Federal do Ceará, Campus Fortaleza.

     Nesta 4ª edição o tema é Tecnologias e inovações para o desenvolvimento sustentável. Serão oferecidos minicursos na temática do evento, bem como haverá palestras e apresentação de trabalhos de pesquisa e inovação.

   

A programação completa está nos quadros, a seguir.

Para saber mais, cliquem aqui. Convite feito! Encontramo-nos no evento.

Fonte: PGTGA, 2019.

 

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Projeto Casamar: ação de extensão no Dia das Crianças

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

10 de outubro de 2019

O Projeto Casa Maranguape (Projeto Casamar) é parte da extensão no âmbito do Departamento da Construção Civil, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Campus Fortaleza, há mais de 15 anos. Desde 2004, diferentes ações de extensão foram praticadas, correlacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Foto: Adeildo Cabral, outubro/2019

Coordenado pelo Prof. Adeildo Cabral, as ações de extensão do Projeto Casamar permitem auxiliar a demanda social existente na Comunidade Villares da Serra, local de execução de mencionado projeto, por meio de práticas e medidas que melhorem a qualidade de vida e permitam a inclusão socioambiental. As ações e projetos de extensão, no âmbito do Projeto Casamar, priorizam as demandas com a interface da Agenda 2030 (Silva e Cabral, 2019).

Hoje, o Projeto Casamar desenvolveu mais uma ação de extensão. Quarenta e cinco (45) crianças do projeto, de idade entre 8 a 15 anos, foram ao cinema São Luiz, em Fortaleza/CE, sob a supervisão dos professores Adeildo e Rebeca Moreira, do IFCE. Algumas dessas crianças tiveram a primeira oportunidade de conhecer a magia da sétima arte.

Foto: Adeildo Cabral, outubro/2019.

As ações dentro do Projeto Casamar, afirmam Silva e Cabral (2019), concorrem com os compromissos firmados pelo Brasil junto à Organização das Nações Unidas, no sentido de que todas as pessoas devem ter acesso a oportunidades de aprendizagem ao longo da vida que os ajudem a adquirir os conhecimentos e habilidades necessários para explorar as oportunidades e participar plenamente da sociedade.

Fonte: Silva, A. C; Cabral, N. R. A. J. Análise das ações de extensão do Projeto Casamar correlacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Revista Compartilhar. Vol. 3. São Paulo, 2019, pp. 53-57.

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Rompimento de Barragem em Mato Grosso

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Legislação Ambiental, Meio Ambiente

03 de outubro de 2019

Terça-feira, 01/10/2019, houve rompimento parcial da Barragem de Rejeitos de Mineração, empreendimento TB01, de uma empresa mineradora de ouro, em Nossa Senhora do Livramento, em Mato Grosso. Conforme a Agência Nacional de Mineração (ANM), sua classificação era de risco baixo e dano potencial associado baixo, com base de informações de janeiro/2019.

De acordo com a ANM, citada barragem foi construída utilizando-se o método de alteamento a jusante (o mesmo da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho). A barragem tinha 582.000 m3 e 15 metros de altura, de rejeitos de mineração de ouro, e cedeu por volta das 9 horas da manhã, ferindo dois funcionários.

Em nota de esclarecimento, a empresa mineradora informou que “adotou todas as medidas necessárias e de urgência (construção de diques) para contenção do rejeito, que não atingiu nenhuma área de preservação permanente ou curso d’água. Ademais, informa também que não houve o isolamento de qualquer comunidade da região, ficando prejudicado apenas, de forma restrita, o acesso principal interno da empresa. A empresa comunica que possui todas as autorizações e licenças necessárias junto aos órgãos responsáveis para desenvolvimento das suas atividades, operando sempre dentro da legalidade”. Aos interessados em ler na íntegra a nota de esclarecimento, cliquem aqui.

A história de rompimento de barragens se repete. Se entram em colapso os esforços para garantir a segurança dessas barragens devem ser melhorados. Os custos sociais e ambientais de rompimento de barragem são extremamente elevados e devem ser internalizados no processo produtivo das empresas que exploram os recursos naturais.

O caminho terá que ocorrer mediante políticas públicas que exerçam maior controle junto aos empreendimentos, mesmo que tenham dano potencial baixo, e sanções mais severas a pessoas físicas e jurídicas, resguardado o direito à ampla defesa.

Fonte: ANM, 2019.

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Escolas sustentáveis: uma utopia?

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Meio Ambiente

02 de outubro de 2019

Escolas são espaços interessantes onde se tem um ambiente propício para o aprendizado, para a formação humana e para a vida em sociedade e no trabalho. Somos seres em constante evolução e aprender faz parte da natureza humana.

Escolas sustentáveis são espaços educadores sustentáveis, conforme preconiza o Decreto Federal no 7.083/2010, com contínua e permanente busca da readequação da gestão (cidadã e compartilhada), dos espaços físicos (sustentáveis) e dos currículos (considerando as especificidades dos diferentes níveis e modalidades de ensino) oferecidos nas escolas.

Transformar um espaço educador em um espaço sustentável demanda decisão por parte da comunidade escolar (alunos, mestres e pais) e do grupo gestor.

Estar numa escola sustentável é poder vivenciar e pôr em prática os princípios da sustentabilidade, a exemplo de estudar em edificações de baixo impacto, acessíveis a todos, que respeitem a as condições ambientais e o patrimônio cultural. Em uma escola sustentável o currículo incorpora saberes tradicionais e científico, de abordagem inter e transdisciplinar e que atenda a todas as regulamentações. A escola sustentável tem gestão compartilhada com a participação efetiva da comunidade escolar, uma gestão em que há o respeito à diversidade, às diferenças; uma gestão que aplique as técnicas necessárias a minimizar o desperdício de insumos e a geração de resíduos, dentre outros aspectos.

As escolas sustentáveis são uma utopia? Não, creio que não, pois depende de cada um de nós. Cada um fazendo a sua parte, dentro do seu espaço, contribuindo para as discussões e soluções aos problemas que aparecem, auxiliando na construção de um projeto político pedagógico que atenda aos princípios de sustentabilidade…. Estaremos no rumo do alcance de escolas e universidades sustentáveis.

O poder público deve, também, fazer a sua parte. O Estado do Ceará lançou em 2017, de forma pioneira e inovadora, uma certificação denominada Selo Escola Sustentável, por meio do trabalho conjunto da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA). A Lei Estadual no 16. 290, de 21 de julho de 2017, dispõe sobre a criação do Selo Escola Sustentável e concede o Prêmio Escola Sustentável.

Aos interessados em ler na íntegra a legislação estadual do Selo Escola Sustentável, cliquem aqui. 

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Escolas sustentáveis: uma utopia?

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Meio Ambiente

02 de outubro de 2019

Escolas são espaços interessantes onde se tem um ambiente propício para o aprendizado, para a formação humana e para a vida em sociedade e no trabalho. Somos seres em constante evolução e aprender faz parte da natureza humana.

Escolas sustentáveis são espaços educadores sustentáveis, conforme preconiza o Decreto Federal no 7.083/2010, com contínua e permanente busca da readequação da gestão (cidadã e compartilhada), dos espaços físicos (sustentáveis) e dos currículos (considerando as especificidades dos diferentes níveis e modalidades de ensino) oferecidos nas escolas.

Transformar um espaço educador em um espaço sustentável demanda decisão por parte da comunidade escolar (alunos, mestres e pais) e do grupo gestor.

Estar numa escola sustentável é poder vivenciar e pôr em prática os princípios da sustentabilidade, a exemplo de estudar em edificações de baixo impacto, acessíveis a todos, que respeitem a as condições ambientais e o patrimônio cultural. Em uma escola sustentável o currículo incorpora saberes tradicionais e científico, de abordagem inter e transdisciplinar e que atenda a todas as regulamentações. A escola sustentável tem gestão compartilhada com a participação efetiva da comunidade escolar, uma gestão em que há o respeito à diversidade, às diferenças; uma gestão que aplique as técnicas necessárias a minimizar o desperdício de insumos e a geração de resíduos, dentre outros aspectos.

As escolas sustentáveis são uma utopia? Não, creio que não, pois depende de cada um de nós. Cada um fazendo a sua parte, dentro do seu espaço, contribuindo para as discussões e soluções aos problemas que aparecem, auxiliando na construção de um projeto político pedagógico que atenda aos princípios de sustentabilidade…. Estaremos no rumo do alcance de escolas e universidades sustentáveis.

O poder público deve, também, fazer a sua parte. O Estado do Ceará lançou em 2017, de forma pioneira e inovadora, uma certificação denominada Selo Escola Sustentável, por meio do trabalho conjunto da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA). A Lei Estadual no 16. 290, de 21 de julho de 2017, dispõe sobre a criação do Selo Escola Sustentável e concede o Prêmio Escola Sustentável.

Aos interessados em ler na íntegra a legislação estadual do Selo Escola Sustentável, cliquem aqui.