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Blog Verde

por Nájila Cabral

4 de Abril de 2020

Resíduos sólidos e COVID-19: risco de contaminação

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

04 de Abril de 2020

            O Saneamento Básico se constitui no conjunto de serviços e infraestruturas nas seguintes áreas: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem das águas pluviais e manejo de resíduos sólidos. A Lei Federal no 11.455, de 05 de janeiro de 2007, estabeleceu a Política Federal de Saneamento Básico, determinando que os municípios são os responsáveis pela prestação dos serviços de saneamento. A população é partícipe nesse processo fazendo sua parte, a exemplo do descarte adequado de resíduos sólidos domiciliares para posterior coleta pública.

            Nos locais onde não há coleta regular de resíduos sólidos, neste momento de emergência sanitária e de calamidade pública advinda da pandemia do novo Coronavírus, é necessário que o poder público municipal tenha um olhar mais atento e demande esforços emergenciais para viabilizar a adequada gestão de resíduos sólidos.

            Há de se observar que, no quadro atual, o cuidado com higiene e limpeza precisa ser redobrado. Reconhecidamente, a COVID-19 ocasiona infecções respiratórias e intestinais, podendo ocasionar sintomas como fadiga, náusea, diarreia, vômito, desidratação, gânglios linfáticos aumentados e outros (MS, 2020). Existe, com efeito, a possibilidade de transmissão feco-oral (BOTTO, 2020; KWR, 2020). Então, ocorre potencial possibilidade de contaminação caso não haja adequado manejo, controle e precauções no trato dos resíduos sólidos e de outros materiais (toalhas, lençóis, roupas, entre outros) que foram expostos a fluidos nasais ou orais de pessoas contaminadas.

            Como recomendação para minimizar a transmissão do novo Coronavírus, a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam, dentre outras medidas: o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), preferencialmente descartáveis, para doentes e profissionais da saúde; uso de toalhas descartáveis; ampliação da frequência de limpeza de piso, corrimão, maçaneta e banheiros com álcool 70% ou solução de água sanitária (MS, 2020). Existe aqui um aumento na produção de resíduos, que exige gerenciamento adequado, de maneira a minimizar o risco de contaminação.

            A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) publicou, recentemente, Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por coronavírus (COVID-19), em que adverte que o novo Coronavírus pode persistir em determinados materiais por até 5 dias, como é o caso do plástico e papel (ABES, 2020). No caso da madeira e do vidro, o novo Coronavírus pode permanecer por 4 dias; em luvas cirúrgicas por até 8 horas (ABES, 2020).

            Dessa maneira, cabe, então, a cada pessoa a consciência de descartar adequadamente seus resíduos (domiciliares), por meio da separação de resíduos. Uma observação importante para os casos de pessoas contaminadas, em isolamento, seria o acondicionamento dos papéis sanitários em sacola separada e, se possível, com indicação de cuidado no manuseio. Isso se deve ao fato de que a sobrevida de vírus semelhantes ao do novo Coronavírus é de “14 dias em esgotos a 4 graus Celsius e de até 2 dias a 20 graus Celsius” (BOTTO, 2020).

            Os serviços de limpeza urbana municipal não podem parar, pois se constituem em serviço fundamental no controle e minimização da disseminação do novo Coronavírus, cabendo aos gestores municipais e suas empresas contratadas a responsabilidade de fornecer as medidas protetivas imprescindíveis aos trabalhadores da limpeza urbana.

            Aos interessados em ler o documento da ABES, na íntegra, cliquem aqui

Referências

ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por coronavírus (COVID-19). Rio de Janeiro, 2020.

BOTTO, Márcio. COVID-19 e o risco de transmissão por água e esgoto. Disponível em <https://www.linkedin.com/pulse/covid-19-e-o-risco-de-transmiss%25C3%25A3o-por-agua-esgoto-marcio-botto/?trackingId=8IAH1POzQs2w03bTzNQfcw%3D%3D>. Acesso em 31 mar 2020

KWR (2020). What we learn about Coronavirus through wastewater research. Disponível em <https://www.kwrwater.nl/en/actueel/what-can-we-learn-about-the-corona-virus-through-waste-water-research/> Acesso em 02 abr 2020

MS – Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico COE- COVID-19. N. 5. COE. Brasília: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância da Saúde, 2020.

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Resíduos sólidos e COVID-19: risco de contaminação

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

04 de Abril de 2020

            O Saneamento Básico se constitui no conjunto de serviços e infraestruturas nas seguintes áreas: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem das águas pluviais e manejo de resíduos sólidos. A Lei Federal no 11.455, de 05 de janeiro de 2007, estabeleceu a Política Federal de Saneamento Básico, determinando que os municípios são os responsáveis pela prestação dos serviços de saneamento. A população é partícipe nesse processo fazendo sua parte, a exemplo do descarte adequado de resíduos sólidos domiciliares para posterior coleta pública.

            Nos locais onde não há coleta regular de resíduos sólidos, neste momento de emergência sanitária e de calamidade pública advinda da pandemia do novo Coronavírus, é necessário que o poder público municipal tenha um olhar mais atento e demande esforços emergenciais para viabilizar a adequada gestão de resíduos sólidos.

            Há de se observar que, no quadro atual, o cuidado com higiene e limpeza precisa ser redobrado. Reconhecidamente, a COVID-19 ocasiona infecções respiratórias e intestinais, podendo ocasionar sintomas como fadiga, náusea, diarreia, vômito, desidratação, gânglios linfáticos aumentados e outros (MS, 2020). Existe, com efeito, a possibilidade de transmissão feco-oral (BOTTO, 2020; KWR, 2020). Então, ocorre potencial possibilidade de contaminação caso não haja adequado manejo, controle e precauções no trato dos resíduos sólidos e de outros materiais (toalhas, lençóis, roupas, entre outros) que foram expostos a fluidos nasais ou orais de pessoas contaminadas.

            Como recomendação para minimizar a transmissão do novo Coronavírus, a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam, dentre outras medidas: o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), preferencialmente descartáveis, para doentes e profissionais da saúde; uso de toalhas descartáveis; ampliação da frequência de limpeza de piso, corrimão, maçaneta e banheiros com álcool 70% ou solução de água sanitária (MS, 2020). Existe aqui um aumento na produção de resíduos, que exige gerenciamento adequado, de maneira a minimizar o risco de contaminação.

            A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) publicou, recentemente, Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por coronavírus (COVID-19), em que adverte que o novo Coronavírus pode persistir em determinados materiais por até 5 dias, como é o caso do plástico e papel (ABES, 2020). No caso da madeira e do vidro, o novo Coronavírus pode permanecer por 4 dias; em luvas cirúrgicas por até 8 horas (ABES, 2020).

            Dessa maneira, cabe, então, a cada pessoa a consciência de descartar adequadamente seus resíduos (domiciliares), por meio da separação de resíduos. Uma observação importante para os casos de pessoas contaminadas, em isolamento, seria o acondicionamento dos papéis sanitários em sacola separada e, se possível, com indicação de cuidado no manuseio. Isso se deve ao fato de que a sobrevida de vírus semelhantes ao do novo Coronavírus é de “14 dias em esgotos a 4 graus Celsius e de até 2 dias a 20 graus Celsius” (BOTTO, 2020).

            Os serviços de limpeza urbana municipal não podem parar, pois se constituem em serviço fundamental no controle e minimização da disseminação do novo Coronavírus, cabendo aos gestores municipais e suas empresas contratadas a responsabilidade de fornecer as medidas protetivas imprescindíveis aos trabalhadores da limpeza urbana.

            Aos interessados em ler o documento da ABES, na íntegra, cliquem aqui

Referências

ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por coronavírus (COVID-19). Rio de Janeiro, 2020.

BOTTO, Márcio. COVID-19 e o risco de transmissão por água e esgoto. Disponível em <https://www.linkedin.com/pulse/covid-19-e-o-risco-de-transmiss%25C3%25A3o-por-agua-esgoto-marcio-botto/?trackingId=8IAH1POzQs2w03bTzNQfcw%3D%3D>. Acesso em 31 mar 2020

KWR (2020). What we learn about Coronavirus through wastewater research. Disponível em <https://www.kwrwater.nl/en/actueel/what-can-we-learn-about-the-corona-virus-through-waste-water-research/> Acesso em 02 abr 2020

MS – Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico COE- COVID-19. N. 5. COE. Brasília: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância da Saúde, 2020.