Meio ambiente em tempos de pandemia - Blog Verde 
Publicidade

Blog Verde

por Nájila Cabral

Meio ambiente em tempos de pandemia

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente

27 de Março de 2020

     O momento atual nos faz refletir sobre quem somos e onde estamos. Permite que compreendamos que nossas ações têm efeitos que alcançam tudo que nos cerca. Para toda consequência, houve uma causa.

    A natureza, nossa casa comum, hoje sofre em virtude de um vírus que avança, impiedosamente, sobre todos os espaços geográficos do Planeta. Um ser vivo que não conhece limites nem barreiras nacionais ou internacionais, que, sem nos pedir licença, está nos tirando, muitas vezes, até a paz de espírito.

Quadro Atual de Contaminação, em 27 de março de 2020.
Fonte: Johns Hopkins University, 2020.

     Ambientes insalubres são locais bem propícios à propagação e à disseminação de muitas doenças causadas por vírus e bactérias. A ausência, ou a ineficiência, do saneamento é um fator que amplia o risco. A qualidade de vida da população está intrinsicamente correlacionada à qualidade ambiental.

     Recordo que em 2015, o Papa Francisco publicou a Carta Encíclica Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum, que não se trata de uma encíclica feita para católicos, apenas, mas para toda a humanidade, todas as religiões e todas as pessoas, mesmo as não-crentes.

     Nesta Encíclica, de maneira muito lúcida as palavras são: “contemplando o mundo, damo-nos conta de que este nível de intervenção humana, muitas vezes ao serviço da finança e do consumismo, faz com que esta terra onde vivemos se torne realmente menos rica e bela, cada vez mais limitada e cinzenta, enquanto ao mesmo tempo o desenvolvimento da tecnologia e das ofertas de consumo continua a avançar sem limites. Assim, parece que nos iludimos de poder substituir uma beleza insuprível e irrecuperável por outra criada por nós” (p. 29). “Nunca maltratamos e ferimos a nossa casa comum como nos últimos dois séculos” (p.43). “Não estamos a falar duma atitude opcional, mas duma questão essencial de justiça, pois a terra que recebemos pertence também àqueles que hão de vir” (p.122). “Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer?” (p.123)

    Nestes tempos de pandemia em que, cumprindo nosso sentimento humano de preservação de nossas vidas contra o inimigo invisível e poderoso, estamos reclusos em casa, que possamos parar e pensar sobre nossas ações sobre o meio ambiente, no passado, e o que esperarmos para o cenário futuro, quando essa situação se acalmar e passar.

Publicidade aqui

Meio ambiente em tempos de pandemia

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente

27 de Março de 2020

     O momento atual nos faz refletir sobre quem somos e onde estamos. Permite que compreendamos que nossas ações têm efeitos que alcançam tudo que nos cerca. Para toda consequência, houve uma causa.

    A natureza, nossa casa comum, hoje sofre em virtude de um vírus que avança, impiedosamente, sobre todos os espaços geográficos do Planeta. Um ser vivo que não conhece limites nem barreiras nacionais ou internacionais, que, sem nos pedir licença, está nos tirando, muitas vezes, até a paz de espírito.

Quadro Atual de Contaminação, em 27 de março de 2020.
Fonte: Johns Hopkins University, 2020.

     Ambientes insalubres são locais bem propícios à propagação e à disseminação de muitas doenças causadas por vírus e bactérias. A ausência, ou a ineficiência, do saneamento é um fator que amplia o risco. A qualidade de vida da população está intrinsicamente correlacionada à qualidade ambiental.

     Recordo que em 2015, o Papa Francisco publicou a Carta Encíclica Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum, que não se trata de uma encíclica feita para católicos, apenas, mas para toda a humanidade, todas as religiões e todas as pessoas, mesmo as não-crentes.

     Nesta Encíclica, de maneira muito lúcida as palavras são: “contemplando o mundo, damo-nos conta de que este nível de intervenção humana, muitas vezes ao serviço da finança e do consumismo, faz com que esta terra onde vivemos se torne realmente menos rica e bela, cada vez mais limitada e cinzenta, enquanto ao mesmo tempo o desenvolvimento da tecnologia e das ofertas de consumo continua a avançar sem limites. Assim, parece que nos iludimos de poder substituir uma beleza insuprível e irrecuperável por outra criada por nós” (p. 29). “Nunca maltratamos e ferimos a nossa casa comum como nos últimos dois séculos” (p.43). “Não estamos a falar duma atitude opcional, mas duma questão essencial de justiça, pois a terra que recebemos pertence também àqueles que hão de vir” (p.122). “Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer?” (p.123)

    Nestes tempos de pandemia em que, cumprindo nosso sentimento humano de preservação de nossas vidas contra o inimigo invisível e poderoso, estamos reclusos em casa, que possamos parar e pensar sobre nossas ações sobre o meio ambiente, no passado, e o que esperarmos para o cenário futuro, quando essa situação se acalmar e passar.