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Clima extremo no Brasil – parte 3 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Clima extremo no Brasil – parte 3

     Pivetta (2013) informa que a divulgação do Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) marca a incorporação da ferramenta de projeções no país: o Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (cuja sigla, em inglês, é Besm), que permite simular a evolução dos parâmetros do clima em escala global.

     Destaca-se que o modelo brasileiro foi possível com o financiamento modalidade Projeto Temático da FAPESP (Brazilian Model f the Global Climate System n. 2009/50528-6), coordenado pelo pesquisador Carlos Nobre, que é secretário de Políticas e Programas de Pesquisas e Desenvolvimento do MCTI e presidente do PBMC (Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas).

     As projeções até o fim deste século não são tão animadoras, com relação aos níveis atuais, a temperatura pode subir em todos os Biomas Brasileiros. O regime de chuvas é diferenciado, para mais ou para menos, em relação aos Biomas.

    Quanto ao Bioma Caatinga, a projeção, para os meses de verão (dezembro, janeiro e fevereiro) para os próximos 30 anos (ano 2041) é que a temperatura se eleve em 1,5º C, com redução de 25% no regime de chuvas e pode se elevar em 3,5º C, com redução de 40% no regime de chuvas, nos próximos 60 anos (ano 2071).

     As projeções para os meses de verão para o Bioma Cerrado também não são otimistas. O Cerrado deve sofrer tanto com a elevação da temperatura que pode chegar a +3º C nos próximos 30 anos (ano 2041) e de +5º C nos próximos 60 anos (ano 2071); como na diminuição no regime de chuvas de 20% para 2041 e de 35% para 2071.

     Portanto, algo com que se preocuparem, governos locais e cidadãos, no sentido de aprender a lidar com as perspectivas que se avizinham e que podem, certamente, ter reflexos nas diversas atividades socioeconômicas.

     Os cenários gerados pelo Besm foram aceitos, ressalta Pivetta (2013), neste ano pela iniciativa internacional que reúne os dados produzidos pelos 20 modelos globais até agora desenvolvidos. Assim, as projeções geradas pelo modelo nacional foram utilizadas na elaboração do Quinto Relatório do IPCC, com mais de 830 autores, previsto para divulgação em setembro, de 23 a 26, em Estocolmo, na Suécia.

     No 5th Climate Report, do IPCC, está descrito como as mudanças climáticas continuam sem redução. Em particular, as temperaturas estão subindo, os oceanos estão se aquecendo, as águas dos oceanos estão se elevando, o gelo está a derreter, os oceanos estão acidificantes. Tão importante quanto isso, o Relatório vai mostrar que essas mudanças são em grande parte causada pelo Homem, o que, finalmente, foi acordado por consenso de 97% dos pesquisadores do IPCC.

Fonte: Pivetta, Marcos. Extremos do Clima. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.

Fonte: INPE/CCST

Fonte: IPCC

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Clima extremo no Brasil – parte 3

     Pivetta (2013) informa que a divulgação do Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) marca a incorporação da ferramenta de projeções no país: o Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (cuja sigla, em inglês, é Besm), que permite simular a evolução dos parâmetros do clima em escala global.

     Destaca-se que o modelo brasileiro foi possível com o financiamento modalidade Projeto Temático da FAPESP (Brazilian Model f the Global Climate System n. 2009/50528-6), coordenado pelo pesquisador Carlos Nobre, que é secretário de Políticas e Programas de Pesquisas e Desenvolvimento do MCTI e presidente do PBMC (Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas).

     As projeções até o fim deste século não são tão animadoras, com relação aos níveis atuais, a temperatura pode subir em todos os Biomas Brasileiros. O regime de chuvas é diferenciado, para mais ou para menos, em relação aos Biomas.

    Quanto ao Bioma Caatinga, a projeção, para os meses de verão (dezembro, janeiro e fevereiro) para os próximos 30 anos (ano 2041) é que a temperatura se eleve em 1,5º C, com redução de 25% no regime de chuvas e pode se elevar em 3,5º C, com redução de 40% no regime de chuvas, nos próximos 60 anos (ano 2071).

     As projeções para os meses de verão para o Bioma Cerrado também não são otimistas. O Cerrado deve sofrer tanto com a elevação da temperatura que pode chegar a +3º C nos próximos 30 anos (ano 2041) e de +5º C nos próximos 60 anos (ano 2071); como na diminuição no regime de chuvas de 20% para 2041 e de 35% para 2071.

     Portanto, algo com que se preocuparem, governos locais e cidadãos, no sentido de aprender a lidar com as perspectivas que se avizinham e que podem, certamente, ter reflexos nas diversas atividades socioeconômicas.

     Os cenários gerados pelo Besm foram aceitos, ressalta Pivetta (2013), neste ano pela iniciativa internacional que reúne os dados produzidos pelos 20 modelos globais até agora desenvolvidos. Assim, as projeções geradas pelo modelo nacional foram utilizadas na elaboração do Quinto Relatório do IPCC, com mais de 830 autores, previsto para divulgação em setembro, de 23 a 26, em Estocolmo, na Suécia.

     No 5th Climate Report, do IPCC, está descrito como as mudanças climáticas continuam sem redução. Em particular, as temperaturas estão subindo, os oceanos estão se aquecendo, as águas dos oceanos estão se elevando, o gelo está a derreter, os oceanos estão acidificantes. Tão importante quanto isso, o Relatório vai mostrar que essas mudanças são em grande parte causada pelo Homem, o que, finalmente, foi acordado por consenso de 97% dos pesquisadores do IPCC.

Fonte: Pivetta, Marcos. Extremos do Clima. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.

Fonte: INPE/CCST

Fonte: IPCC