Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 3 - Blog Verde 
Publicidade

Blog Verde

por Nájila Cabral

Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 3

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

21 de agosto de 2012

   Interessante investir em energias renováveis, pois reconhecidamente apresentam importantes oportunidades econômicas. Conforme um dos documentos do UNEP – United Nations Environment Programme, ou PNUMA, na Rio+20, as tecnologias renováveis “são ainda mais competitivas quando o custo social de tecnologias de combustíveis fósseis é levado em consideração”. Acrescenta ainda que a economia verde deve substituir combustíveis fósseis por tecnologias de baixa emissão de carbono, que podem reduzir a dependência de importações.

Foto: Arquivo pessoal

A energia que vem da força dos ventos

   O uso da força dos ventos tem longas datas. Moinhos de vento, na Holanda, historicamente estiveram relacionados com a drenagem de terras cobertas pelas águas.

    Nada mais adequado do que juntar as vocações (suscetibilidades) de um local com a disponibilidade e técnica do aproveitamento dos recursos ambientais.

   O Ceará iniciou os estudos de mapeamento eólico do Estado em 1992, implementando seu primeiro Parque Eólico em 1999. Hoje são 17 Parques Eólicos no Estado com capacidade instalada de 518.934kW, conforme ADECE (2010), a saber: Usina de Energia Eólica (UEE) Praia Formosa, no município de Camocim; UEE Canoa Quebrada, UEE Bons Ventos, UEE Enacel, UEE Eólica Canoa Quebrada e UEE Lagoa do Mato, no município de Aracati; UEE Icaraizinho, no município de Amontada; UEE Volta do Rio e UEE Praia do Morgado, no município de Acaraú; UEE Praias de Parajuru, UEE Beberibe e UEE Foz do rio Choró, no município de Beberibe; UEE Paracuru, no município de Paracuru; UEE Taíba-Albatroz e UEE Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante; UEE Prainha, no município de Aquiraz e UEE Mucuripe, no município de Fortaleza.

   Reforço o que disse (na parte 1) em relação ao desafio posto ao mundo (sociedade civil e tomadores de decisão) há 40 anos no sentido de redirecionar o olhar sobre o setor energético: suas etapas de exploração, transformação, distribuição e uso; sem se esquecer que são, reconhecidamente, potenciais causadores de impactos ambientais (positivos e negativos).

Parque Eólico, Prainha/CE
Foto: Arquivo pessoal

   A decisão de permitir, ou não; a instalação de quaisquer atividades e/ou empreendimentos necessita do auxílio de diversos instrumentos de gestão ambiental, preconizados pela Lei n. 6938/81, a exemplo da Avaliação de Impacto Ambiental (e suas muitas modalidades: Avaliação Ambiental Estratégica, Estudo de Impacto Ambiental/Rima, Avaliação de Risco) e do licenciamento ambiental; e de instrumentos de gestão urbana (legislação de uso e ocupação do solo e Plano Diretor do Município, por exemplo).

   Dentre as visitas técnicas, a campo, efetuadas pelo Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental – LERCA, do IFCE Campus Fortaleza, coordenado pelo Prof. Adeildo Silva, estava a UEE Prainha, em Aquiraz/CE. Presentes estavam alunos de graduação e mestrado do IFCE – Campus Fortaleza, professores de outros campi do Instituto Federal do Ceará e alunos da UFC.

 Fonte: ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Atração de Investimentos no Estado do Ceará – Mapa Territorial de Parques Eólicos. Fortaleza: ADECE, 2010.74pp.

Publicidade aqui

Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 3

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

21 de agosto de 2012

   Interessante investir em energias renováveis, pois reconhecidamente apresentam importantes oportunidades econômicas. Conforme um dos documentos do UNEP – United Nations Environment Programme, ou PNUMA, na Rio+20, as tecnologias renováveis “são ainda mais competitivas quando o custo social de tecnologias de combustíveis fósseis é levado em consideração”. Acrescenta ainda que a economia verde deve substituir combustíveis fósseis por tecnologias de baixa emissão de carbono, que podem reduzir a dependência de importações.

Foto: Arquivo pessoal

A energia que vem da força dos ventos

   O uso da força dos ventos tem longas datas. Moinhos de vento, na Holanda, historicamente estiveram relacionados com a drenagem de terras cobertas pelas águas.

    Nada mais adequado do que juntar as vocações (suscetibilidades) de um local com a disponibilidade e técnica do aproveitamento dos recursos ambientais.

   O Ceará iniciou os estudos de mapeamento eólico do Estado em 1992, implementando seu primeiro Parque Eólico em 1999. Hoje são 17 Parques Eólicos no Estado com capacidade instalada de 518.934kW, conforme ADECE (2010), a saber: Usina de Energia Eólica (UEE) Praia Formosa, no município de Camocim; UEE Canoa Quebrada, UEE Bons Ventos, UEE Enacel, UEE Eólica Canoa Quebrada e UEE Lagoa do Mato, no município de Aracati; UEE Icaraizinho, no município de Amontada; UEE Volta do Rio e UEE Praia do Morgado, no município de Acaraú; UEE Praias de Parajuru, UEE Beberibe e UEE Foz do rio Choró, no município de Beberibe; UEE Paracuru, no município de Paracuru; UEE Taíba-Albatroz e UEE Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante; UEE Prainha, no município de Aquiraz e UEE Mucuripe, no município de Fortaleza.

   Reforço o que disse (na parte 1) em relação ao desafio posto ao mundo (sociedade civil e tomadores de decisão) há 40 anos no sentido de redirecionar o olhar sobre o setor energético: suas etapas de exploração, transformação, distribuição e uso; sem se esquecer que são, reconhecidamente, potenciais causadores de impactos ambientais (positivos e negativos).

Parque Eólico, Prainha/CE
Foto: Arquivo pessoal

   A decisão de permitir, ou não; a instalação de quaisquer atividades e/ou empreendimentos necessita do auxílio de diversos instrumentos de gestão ambiental, preconizados pela Lei n. 6938/81, a exemplo da Avaliação de Impacto Ambiental (e suas muitas modalidades: Avaliação Ambiental Estratégica, Estudo de Impacto Ambiental/Rima, Avaliação de Risco) e do licenciamento ambiental; e de instrumentos de gestão urbana (legislação de uso e ocupação do solo e Plano Diretor do Município, por exemplo).

   Dentre as visitas técnicas, a campo, efetuadas pelo Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental – LERCA, do IFCE Campus Fortaleza, coordenado pelo Prof. Adeildo Silva, estava a UEE Prainha, em Aquiraz/CE. Presentes estavam alunos de graduação e mestrado do IFCE – Campus Fortaleza, professores de outros campi do Instituto Federal do Ceará e alunos da UFC.

 Fonte: ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Atração de Investimentos no Estado do Ceará – Mapa Territorial de Parques Eólicos. Fortaleza: ADECE, 2010.74pp.