Brasil Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Brasil

Declaração de Brasília – Cúpula do BRICS

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

16 de novembro de 2019

    Ao final da Décima Primeira Cúpula do BRICS, realizada sob o tema “BRICS: crescimento econômico para um futuro inovador”, os líderes das cinco nações assinaram a Declaração de Brasília, em 14 de novembro de 2019.

    O documento reafirma o compromisso fundamental com o princípio da soberania, respeito mútuo e igualdade e com o objetivo comum de construir um mundo pacífico, estável e próspero.

    Com relação ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, um dos trechos do documento afirma “continuamos comprometidos com o multilateralismo, cooperação de Estados soberanos para manter a paz e a segurança, promover o desenvolvimento sustentável e garantir a promoção e a proteção dos direitos humanos e liberdades fundamentais para todos e construir um futuro compartilhado mais brilhante para a comunidade internacional” (grifo nosso).

     Mais adiante o documento afirma o “compromisso com o desenvolvimento sustentável em suas três dimensões – econômica, social e ambiental – de maneira equilibrada e integrada. Todos os nossos cidadãos, em todas as partes de nossos respectivos territórios, incluindo áreas remotas, merecem desfrutar plenamente dos benefícios do desenvolvimento sustentável. A cooperação internacional neste campo, como em todos os outros, deve respeitar a soberania nacional e os regulamentos e disposições legais e institucionais nacionais, bem como práticas e procedimentos (grifo nosso).

      Acrescenta ainda a “importância da implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” e pedem “esforços redobrados para sua oportuna implementação”. Reiteram o “compromisso com a implementação do Acordo de Paris adotado sob os princípios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), incluindo o princípio das responsabilidades comuns”, o que vai ao encontro da Agenda de Desenvolvimento 2030.

     Também reforçam o empenho “em contribuir e apoiar o desenvolvimento do Marco Global sobre Biodiversidade Pós-2020”, bem como para “alcançar o ODS 15.3 até 2030, de combate à desertificação, recuperação de terras e solos degradados”.

    Na parte final do documento há o reconhecimento da “Nova Revolução Industrial (NIR) como uma oportunidade crítica de desenvolvimento, da qual todos os países devem se beneficiar igualmente, ao mesmo tempo em que notamos os desafios por ela trazidos. Tomamos nota, com satisfação, do progresso na implementação da decisão da Cúpula de Johanesburgo de iniciar a plena operacionalização da PartNIR (Parceria da Nova revolução Industrial)”.

    Outros resultados importantes, com ênfase no alcance do desenvolvimento sustentável foram assinados, a saber:

– Calendário de atividades do BRICS Ciência, Tecnologia e Inovação 2019-2020;

– Plano de Trabalho do BRICS em Ciência, Tecnologia e Inovação para 2019-2022;

– Termos de Referência da Plataforma de Cooperação em Pesquisa Energética do BRICS;

– Plano de Trabalho do BRICS na Parceria para a Nova Revolução Industrial (PartNIR)

     Para ter acesso ao documento na íntegra, cliquem aqui.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores, 2019.

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Brasil: proteção da biodiversidade em números

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente

10 de agosto de 2019

    Um dos últimos relatórios publicados pela Convenção da Diversidade Biológica (CDB) mostra que houve progresso limitado para a maioria das 20 Metas de Biodiversidade de Aichi e para algumas metas não houve progresso (CDB, 2018). Ademais um número limitado de países adotou estratégias nacionais de biodiversidade como instrumento de política governamental (CDB, 2018).

    O Brasil é um país rico em biodiversidade. Signatário da Convenção da Diversidade Biológica, cuja ratificação ocorreu em 29 de maio de 1994, o Brasil adotou estratégias nacionais de biodiversidade e é considerado um país com a maior diversidade biológica no mundo.

    Para proteger a biodiversidade, existem instrumentos de gestão que auxiliam nessa difícil tarefa de cuidar e zelar do meio ambiente sem que sejam desconsideradas as possibilidades de uso e ocupação do solo e da operação das atividades humanas. As áreas protegidas são um desses instrumentos de gestão, que tem por objetivo permitir a conservação ou preservação dos recursos ambientais em um dado território.

     No rol das áreas protegidas estão as Unidades de Conservação, cujo arcabouço legal as dividiu em dois grupos: proteção integral (com cinco categorias) e uso sustentável (com sete categorias). Conforme o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, no Brasil, atualmente (2019), existem 2.309 Unidades de Conservação, em todas as suas 12 categorias.

     Das 2.309 Unidades de Conservação, 742 são do Grupo de Proteção Integral e 1.567 do Grupo de Uso Sustentável. São 2.546.796,89 km2 protegidos em todo o território nacional, englobando-se as 12 categorias, o que atinge os percentuais em área terrestre de 18,60% e em área marinha de 26,45%.

     Importante cada um de nós entender a relevância de se proteger recursos ambientais e compreendermos que estamos todos em um mesmo lugar, um lugar comum, nossa casa comum; portanto, é necessário cuidar, zelar e proteger para que não falte para nós e nem para os que ainda virão.

Fonte: CDB, 2018; CNUC, 2019.

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Guia de Avaliação de Impacto Ambiental para Sistemas de Transmissão de Energia

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente

06 de Março de 2019

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) está com consulta pública sobre o Guia de Avaliação de Impacto Ambiental para Sistemas de Transmissão de Energia, para auxiliar nos procedimentos de licenciamento ambiental em âmbito federal.

Conforme a Diretoria de Licenciamento do Ibama, os objetivos do Guia são: maior transparência dos procedimentos, redução da discricionariedade para empreendedores e técnicos de licenciamento ambiental, e aumento da previsibilidade do processo. A sistematização do conhecimento sobre Avaliação de Impacto Ambiental para Sistemas de Transmissão de Energia é realizada em três etapas. A atual consiste no levantamento das relações de causa e efeito entre macroatividades, atividades, aspectos e impactos potenciais relacionados à tipologia do empreendimento, além da listagem de medidas e programas para mitigar impactos socioambientais.

A Consulta Pública segue até 12 de abril de 2019. O objetivo é receber contribuições por meio de formulário eletrônico disponível aqui aprimorar a Avaliação de Impacto Ambiental.

Aos interessados em ler na íntegra o documento, cliquem aqui.

Fonte: Ibama, 2019.

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Luto: morre ambientalista Paulo Nogueira Neto

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente

25 de Fevereiro de 2019

Blog Verde em luto. Sem palavras… só lágrimas.

Há quatro anos, Dr. Paulo Nogueira Neto aceitou o convite para escrever o prefácio do livro de minha autoria “Prof. Renato Aragão: o Ceará sob o olhar ambiental”, cujo personagem central é um dos seus grandes amigos.

O sentimento de hoje é de pesar, de tristeza. Aos filhos, Paulo Nogueira, Luiz Antônio e Eduardo Manoel, noras, netos e bisnetos, meus mais sinceros sentimentos.

Abaixo, a transcrição do prefácio escrito por esse homem brilhante, a quem tenho uma profunda admiração pelo trabalho e por seu legado. Obrigada, Dr. Paulo, por seu exemplo de vida e de profissionalismo.

Na Estação Ecológica de Aiuaba, Ceará, em 29/03/1978.

Prefácio

O Professor Renato Aragão é um cidadão fora do comum. Trabalha há muitos anos em assuntos ligados ao meio ambiente, principalmente no Estado do Ceará. Em fins de 1973, fui procurado por Henrique Brandão Cavalcanti, que era então o secretário executivo do Ministério do Interior. Ele havia sido diretor da delegação brasileira que compareceu e atuou na Reunião Ambiental que reuniu delegações de 16 países apenas, em 1972. Foi a primeira reunião ambiental oficial desses países. Tratou-se da chamada Conferência de Estocolmo.

Na volta desta Delegação à Federação Brasileira, o Secretário Henrique Brandão Cavalcanti conseguiu a aprovação de uma Secretaria Especial do Meio Ambiente Federal, a SEMA. Ele me convidou a falar sobre o assunto com ele, em Brasília. Atendi ao pedido. Fui à Brasília, li o projeto aprovado e fiz várias críticas a ele. Achei o teor do projeto muito fraco, mas não sabia que tinha sido o máximo que o Henrique tinha conseguido. Quando terminei de fazer as minhas críticas, ele me convidou para ser o Secretário Especial do Meio Ambiente. Eu deveria ser o responsável pelas atividades ambientais federais oficiais no Brasil. Para isso me deram 6 (seis) funcionários, mas, evidentemente, os problemas ambientais brasileiros eram imensamente maiores que as suas possíveis atividades. Achei, de saída, que a SEMA só poderia ser eficiente se tivesse amplo apoio nos Estados e Municípios da Federação Brasileira. Portanto aceitei o convite e saí logo em atividade, viajando pelos Estados, para ajudar a organizar a defesa conjunta do meio ambiente na nossa Federação.

Numa dessas viagens ao Ceará, fiquei conhecendo uma pessoa ambientalista, que foi logo incorporada à SEMA. Essa pessoa chama-se Professor Renato Aragão. Ele tem o mesmo nome que um artista famoso, o que proporcionou situações curiosas. Certa vez, ele mandou dizer que a tantas horas chegaria de avião a uma certa cidade. Quando ele chegou foi recebido por um grande número de pessoas, que pensavam ser ele o artista.

O Professor Renato Aragão sabe como conversar com todas as pessoas, sejam elas os governantes, sejam os humildes trabalhadores braçais. Certa vez, quando estudávamos as possibilidades de adquirir uma nova unidade de conservação com uma vegetação de caatinga típica, fomos eu e ele, almoçar com o Prefeito de Aiuaba, bem no interior do Ceará. O Prefeito local nos convidou para um almoço em sua casa. Aceitamos o convite. Fiquei conhecendo como vivem as pessoas do interior cearense. À mesa estavam os convidados. Todos masculinos. O almoço foi realizado no andar térreo da casa. As mulheres não participaram. Contudo estavam de pé olhando do lado de fora para dentro das janelas abertas da casa. Assim todas assistiram o que se passava na mesa de almoço. A comida estava excelente e abundante. Havia porem um prato com carne de animal, que, prudentemente, não comemos. A conversa foi cordial e o Prefeito ficou satisfeito porque iria ter em seu território uma Estação Ecológica e também nos apoiou. Foi um fruto da atividade intensa de Renato Aragão. Aiuaba tem agora uma joia ambiental, ou seja, uma Estação Ecológica. Não foi fácil, porém, obter as verbas para sua aquisição e levou algum tempo para ser implantada, sob a sábia supervisão do Professor Renato Aragão.

Na viagem de volta, num avião bimotor pequeno, fomos pilotados por um piloto que ainda estava aprendendo a voar. O seu instrutor dava instruções a ele em voz alta. Cito esse caso para mostrar os riscos que, às vezes, precisamos correr nas nossas atividades.

O Professor Renato Aragão fez amizades com diversos governadores. Isso facilitou muito nossas atividades ambientais. Devemos a ele, entre outras atividades, a criação pelo Estado do Parque Botânico do Ceará, próximo a Fortaleza e de grande valor ambiental. Eram terras que pertenciam à Marinha Brasileira, que generosamente também concordou com a transferência.

A história da escolha de Jericoacoara, hoje praia famosa e área protegida, teve a influência e decisão do Professor Renato Aragão. A mim sempre me despertou a necessidade de preservar uma área com palmeiras de uma espécie produtora de uma cera muito valiosa nas suas folhas, antes que estes bosques fossem destruídos. Renato Aragão encontrou um desses bosques em um lugar onde ainda estavam guardados e produzindo cera, no Ceará. Contudo, ele e eu achávamos que esse bosque não podia ser escolhido sem prejudicar a fonte de renda de uma comunidade que já era bem protegida por um Padre. Em vista disto, resolvemos escolher outra área mais ao Norte, para ser preservada, pois esta já era bem cuidada. Indicou-me o nome da outra área: Jericoacoara. Obteve, também, o uso de um helicóptero para irmos até lá. Descemos junto a uma pequena escola, cujos alunos saíram alegres para ver de perto o helicóptero. Logo vimos também que Jericoacoara era um local maravilhoso. Não tardamos em declarar a região como área protegida oficial. Logo ela se tornou uma das melhores áreas costeiras protegidas do Estado do Ceará e da nossa República Federativa, por sua grande beleza natural e sua preciosa natureza, o que deu margem a um intenso turismo.

Aqui tratei apenas de algumas das áreas que percorri e examinei junto com o Prof. Renato Aragão. Quero prestar homenagem a esse grande brasileiro conservacionista, defensor do Meio Ambiente e meu amigo pessoal. É um exemplo para todos nós.

Prof. Dr. Paulo Nogueira-Neto
27/04/2015

Na inauguração do meliponário do Parque Botânico de Caucaia, no Ceará, em maio/2005.

Fotos: Arquivos do Prof. Renato Aragão e FIEC
Fonte: CABRAL, Nájila Rejanne. A. J. Prof. Renato Aragão: o Ceará sob o olhar ambiental. Fortaleza: Federação das Indústrias do Estado do Ceará -FIEC, 2015, pp 17-21.

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História do ambientalista Suetônio Mota contada em livro, por Nájila Cabral

A obra é para além de uma biografia: registra fatos e acontecimentos da trajetória do professor Suetônio Mota. O lançamento acontece dia 3 de outubro, às 18h, no Ideal Clube

“Professor Suetônio Mota: pioneirismo e legado ambiental para o Brasil” é o título do novo livro de Nájila Rejanne Alencar Julião Cabral, que será lançado no próximo dia 3 de outubro, às 18h, no Ideal Clube. Com prefácio do reitor Henry Campos, da UFC, a obra é um relato da trajetória e vanguarda do mestre Suetônio, desde a década de 1970, quando as discussões em torno da temática ambiental estavam começando.

Segundo a autora, para além de uma biografia, o trabalho “é um registro de fatos e acontecimentos de um profissional único e que soube ousar em uma época quando poucos conheciam a variável ambiental e a importância da mesma para as tomadas de decisões, especialmente nas questões de reúso de água, de planejamento ambiental, de gestão de resíduos sólidos e de avaliação de impactos ambientais”.

De acordo com Nájila, o professor Suetônio “idealizou e implementou” diferentes ações que alteraram a rota do desenvolvimento no município de Fortaleza, no Estado do Ceará e no Brasil. “Ele é um poeta do saber ambiental, fez do magistério sua razão de vida e do seu pioneirismo, fez surgir novas oportunidades para uma realidade melhor de mundo de modo que transformou seu legado ambiental em dádiva para esta e para as futuras gerações”, completa.

A autora também já escreveu a biografia de outro destacado ambientalista do cearense, Antônio Renato Aragão. “Registrar a história de vida e a interface da trajetória de ambientalistas como Suetônio Mota e Renato Aragão, é uma honra. Os brasileiros precisam conhecer bons exemplos de profissionais, compromissados com o bem comum”, encerra a arquiteta urbanista, doutora em Ciências da Engenharia Ambiental e com pós-doutorado em Engenharia Civil, professora titular do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Campus Fortaleza.

Sobre Suetônio Mota

Engenheiro Civil pela UFC, doutor em Saúde Pública pela USP, o professor Suetônio Mota é tem experiência na área de Engenharia Ambiental, atuando, principalmente, nos seguintes segmentos: resíduos sólidos; controle da poluição; reúso de águas; gestão ambiental; planejamento urbano e ambiental, avaliação de impactos ambientais. Membro da Academia Cearense de Ciências, da Academia Cearense de Engenharia e autor de diversos livros.

SERVIÇO

Lançamento: Livro “Professor Suetônio Mota: pioneirismo e legado ambiental para o Brasil”

Data: 3 de outubro de 2018 (Quarta – feira).

Hora: 18h

Local: Ideal Clube 

Por Tarcilia Rego
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Desafio de Bonn – Compromisso Brasileiro

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

11 de Março de 2018

     O Desafio de Bonn é um esforço global que tem como objetivo restaurar 150 milhões de hectares no mundo inteiro até 2020 e 350 milhões de hectares até 2030. O desafio foi lançado em 2011 pelo Governo da Alemanha e pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês).

    O Brasil, em dezembro de 2016, anunciou a contribuição voluntária brasileira ao Desafio de Bonn: até 2030, o país irá restaurar, reflorestar e promover a regeneração natural de 12 milhões de hectares de áreas florestais, segundo a Assessoria de Comunicação do Ministério do Meio Ambiente. Para alcançar essas metas, o Brasil estabeleceu uma Política Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa

     Ademais, nos dias 16 e 17 de março, o Brasil deverá sediar a 3ª Reunião Internacional do Desafio de Bonn, maior iniciativa de restauração florestal do mundo. Durante o evento, que será realizado no município de Foz do Iguaçu, Paraná, serão apresentados e debatidos exemplos concretos de implementação de políticas públicas sobre restauração de paisagens florestais em níveis local, regional, nacional e internacional.

Fonte: MMA, 2018

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Programa Água Doce – VII Encontro Nacional de Formação

Por Nájila Cabral em Água, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Semiárido

05 de dezembro de 2017

     Começou hoje, 05/12/2017, em João Pessoa, o VII Encontro Nacional de Formação do Programa Água Doce. Com o tema “O papel dos Estados, municípios e comunidades na gestão compartilhada dos sistemas de dessalinização”, mencionado evento permite aos participantes um espaço de troca de experiências e a formação de multiplicadores, bem como a capacitação dos técnicos dos Núcleos Gestores Estaduais e representantes dos municípios e comunidades atendidas pelo Programa Água Doce, do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

     O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do governo federal, coordenada pelo MMA em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil e tem por objetivo estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização de águas salobras e salinas.

    Para ter acesso a programação completa do VII Encontro Nacional de Formação do Programa Água Doce, cliquem aqui. 

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Reservas da Biosfera no Brasil

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

03 de outubro de 2017

      Reserva da Biosfera (Man and Biosphere) é um programa sob os auspícios da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Conforme a UNESCO, são objetivos do Programa Reserva da Biosfera:

– identificar e avaliar as mudanças na biosfera resultantes de atividades humanas e naturais, bem como os efeitos dessas mudanças nos seres humanos e no meio ambiente, em particular no contexto das mudanças climáticas;

– estudar e comparar as inter-relações dinâmicas entre os ecossistemas naturais e as consequências inesperadas que afetam a capacidade dos ecossistemas para continuar a prestar serviços para o bem-estar humano;

– garantir o bem-estar humano básico e um ambiente habitável no contexto da rápida urbanização; e

– promover o intercâmbio e a transferência de conhecimento sobre problemas e soluções ambientais, bem como promover a educação ambiental para o desenvolvimento sustentável.

    No Brasil, as Reservas da Biosfera foram recepcionadas pela Lei Federal no 9985, de 18/07/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Atualmente, são seis as Reservas da Biosfera no Brasil, conforme disponível na UNESCO:

Reserva da Biosfera da Mata Atlântica: cobre porções territoriais de vegetação de Mata Atlântica, totalizando 784.654km². Tem como objetivo principal a conservação e a recuperação de corredores ecológicos e de parcelas significativas de Mata Atlântica, bem como promover seu uso sustentável.

Reserva da Biosfera Cinturão Verde da Cidade de São Paulo:  reconhecida em 1994, é composta por 78 municípios do Estado de São Paulo e abrange 18.262 km².

Reserva da Biosfera do Cerrado: reconhecida em 1993 e expandida em 2000 e 2001, totaliza, aproximadamente, 300.000 km².

Reserva da Biosfera do Pantanal:  com área de 251.570 km², abrange os Estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, tendo sido reconhecida no ano 2000.

Reserva da Biosfera da Amazônia Central: reconhecida em 2001, é formada por Unidades de Conservação federais, estaduais e municipais, com o objetivo de conservação das porções estratégicas de cobertura florestal, nesta extensão territorial.

Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço: reconhecida em 2005, situada na Cordilheira do Espinhaço, com um total de 30.700 km².

Reserva da Biosfera da Caatinga: abrange parte dos nove estados do Nordeste, além do Norte de Minas Gerais, com área de quase 200 mil km², que abrangem o Bioma Caatinga, considerando ser este um bioma que é exclusivamente brasileiro, localizado em uma região semiárida.

Fonte: UNESCO, 2017

 

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Brasil assina a campanha Clean Seas

Por Nájila Cabral em Água, Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Preservação

24 de setembro de 2017

    Na semana passada, em 22/09/2017, durante as reuniões paralelas que ocorreram à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o Brasil assinou a campanha Clean Seas, da Organização das Nações Unidas (ONU).

     Conforme o Diretor de Meio Ambiente da ONU, Erik Solheim, “o apoio do Brasil a esta campanha é crucial. Isso ressalta o tamanho do problema e a escala da resposta que precisamos ter”. E continuou: “não podemos dar ao luxo de continuar transformando nossos oceanos em um lixo”.

     Segundo a ONU, o anúncio feito pelo Ministro do Meio Ambiente fortalece o compromisso do governo brasileiro em desenvolver um Plano Nacional de Combate à Linha Marinha e apoiar a criação do Santuário de Baleia do Atlântico Sul e outras Áreas Marinhas Protegidas.

      “O plástico tem sido identificado como uma das principais causas de danos ambientais e problemas de saúde. Polui o meio ambiente; mata pássaros, peixes e outros animais que enganam plástico por comida; danos aos destinos turísticos; prejudica as pescarias marítimas e fornece um terreno fértil para os mosquitos da Dengue, Zika e Chikungunya”, afirmou o Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Fonte: UNEP, 2017.

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Fórum Político de Alto Nível em Meio Ambiente

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

12 de julho de 2017

   No período de 10 a 19 de julho/2017, acontece em Nova York, o Fórum Político de Alto Nível em Meio Ambiente as Nações Unidas acompanha e  faz a revisão da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O evento conta com a participação efetiva de todos os Estados Membros das Nações Unidas.

  O tema do evento é “Erradicar a pobreza e promover a prosperidade em um mundo em mudança”. O conjunto de metas a serem revisadas  será o seguinte:  Objetivo 17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável. Também serão considerados a cada ano:

 

Objetivo 1. Fim da pobreza em todas as suas formas em todos os lugares
Objetivo 2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover uma agricultura sustentável
Objetivo 3. Garantir vidas saudáveis ​​e promover o bem-estar para todos em todas as idades
Objetivo 5. Alcançar igualdade de gênero e capacitar todas as mulheres e meninas
Objetivo 9. Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação

Conforme o parágrafo 84, da Agenda de 2030, os Estados membros decidiram que esse evento seria o local para realizar revisões voluntárias regulares da Agenda 2030, que incluiria países desenvolvidos e em desenvolvimento. Em 2017, 44 países se ofereceram para apresentar suas revisões voluntárias nacionais, inclusive o Brasil.

Aos interessados em ler na íntegra o Relatório Nacional Voluntário sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, cliquem aqui.

Fonte: UNEP, 2017.

 

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Fórum Político de Alto Nível em Meio Ambiente

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

12 de julho de 2017

   No período de 10 a 19 de julho/2017, acontece em Nova York, o Fórum Político de Alto Nível em Meio Ambiente as Nações Unidas acompanha e  faz a revisão da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O evento conta com a participação efetiva de todos os Estados Membros das Nações Unidas.

  O tema do evento é “Erradicar a pobreza e promover a prosperidade em um mundo em mudança”. O conjunto de metas a serem revisadas  será o seguinte:  Objetivo 17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável. Também serão considerados a cada ano:

 

Objetivo 1. Fim da pobreza em todas as suas formas em todos os lugares
Objetivo 2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover uma agricultura sustentável
Objetivo 3. Garantir vidas saudáveis ​​e promover o bem-estar para todos em todas as idades
Objetivo 5. Alcançar igualdade de gênero e capacitar todas as mulheres e meninas
Objetivo 9. Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação

Conforme o parágrafo 84, da Agenda de 2030, os Estados membros decidiram que esse evento seria o local para realizar revisões voluntárias regulares da Agenda 2030, que incluiria países desenvolvidos e em desenvolvimento. Em 2017, 44 países se ofereceram para apresentar suas revisões voluntárias nacionais, inclusive o Brasil.

Aos interessados em ler na íntegra o Relatório Nacional Voluntário sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, cliquem aqui.

Fonte: UNEP, 2017.