COP 20 Archives - Blog Verde 
Publicidade

Blog Verde

por Nájila Cabral

COP 20

Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação (parte 3 – final)

     Conforme o Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação, da UNEP, são poucas as sociedades, na atualidade, que são capazes, ou estão preparadas, para investir os recursos financeiros de adaptação requeridos para trazer os riscos e impactos das mudanças climáticas aos limites técnicos e físicos mais baixos associados à adaptação.

     Algumas sociedades podem considerar essas opções caras e podem preferir alocar os recursos para outras prioridades, tolerando, assim um nível maior de risco de impactos climáticos. Por exemplo, eles podem preferir melhorar seu bem-estar por meio do investimento em saúde ou educação, ou reduzir outros riscos, tais como terremotos ou ainda conflitos. Cidades que atualmente estejam fora da zona de tempestades tropicais podem decidir suportar os riscos de baixa probabilidade de ocorrência de grandes tempestades ao invés de enfrentar os custos de adaptação a estes eventos extremos, ou ainda podem acreditar que as perdas econômicas associadas com eventos de inundações ocasionais serão menores ao invés de terem de arcar com o custo de uma grande infraestrutura de solução para inundações ocasionais.

    Assim, e, para finalizar, as metas de adaptação dependem do nível de desenvolvimento econômico e como isso influenciará os recursos que podem ser alocados para a adaptação.

Fonte: UNEP

Publicidade

Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação (parte 2)

     O Relatório Preliminar: Lacunas de Adaptação, da UNEP, traz informações importantes sobre custos de investimentos que devem ser aplicados para as necessárias ações de adaptação às mudanças climáticas no mundo.

     A publicação menciona dados do 5º Relatório do IPCC que traz estimativas globais dos custos da adaptação, em países em desenvolvimento, variando entre US$ 70 bilhões e US$ 100 bilhões por ano, em todo o mundo em 2050. Os resultados desta avaliação sugerem que estes valores podem estar subestimados, em especial no período após 2030. Isso é, no mínimo, preocupante.

    A publicação alerta que os custos de adaptação serão, no mínimo, de duas a três vezes maiores do que as estimativas divulgadas até agora, e podem ser ainda maiores próximas a 2050.

     Com relação aos custos em nível nacional, os estudos apontam que podem ser até cinco vezes maiores do que as estimativas divulgadas no relatório do IPCC, considerando as estimativas de nível mundial. Esta conclusão permite revelar, então, que os estudos em nível global fornecem cobertura apenas parcial dos setores e dos impactos, não considerando, por exemplo, as incertezas ambientais ou os custos das políticas.

Fonte: UNEP

Publicidade

Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação (parte 1)

     O Blog Verde traz essa semana uma série sobre o Relatório Preliminar: Lacunas de Adaptação, uma publicação da UNEP (Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente) que serviu de base para as negociações que aconteceram na COP 20, em Lima, Peru, encerrada em 13/12/2014.

     Mencionado Relatório centra-se em lacunas nos países em desenvolvimento em três importantes áreas: finanças, tecnologia e conhecimento. Indica, ainda, o papel fundamental do Fundo Verde para o Clima no sentido de contribuir para o alcance de adaptação a partir de 2020, que representa uma importante lacuna a ser preenchida.

     Uma das mensagens mais fortes do relatório é que, o mais breve possível, haja ambiciosas ações de mitigação, sendo estas o melhor seguro contra as potenciais intransponíveis lacunas de adaptação no futuro. Modelos de simulação mostram que os custos de adaptação poderiam dobrar em 2050, caso o mundo não consiga reduzir as emissões para os níveis que são exigidos para limitar as temperaturas globais anuais a subirem menos que 2° Celsius. Caso não aconteçam as necessárias adaptações há fortes indícios de que as trajetórias de crescente emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera podem levar ao um aumento médio global da temperatura de cerca de 3,7° até 4° Celsius.

Fonte: UNEP

Publicidade

Resultados da Conferência do Clima – Lima 2014 – COP20

     Ontem, 12 de dezembro, deveria ser encerrada a Conferência do Clima. Após 11 dias de intensos debates e negociações, 144 países devem assinar até o final da noite de hoje o texto que será levado para a reunião, em 2015, em Paris para um Novo Acordo Global sobre as Mudanças Climáticas.

     O texto inclui várias opções de mitigação, adaptação, financiamento e transferência de tecnologia que foram acordados durante as rodadas de negociações e que devem se tornar ações em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

     O Acordo possui dois objetivos, a saber:

– alcançar a participação universal (de todos) e melhorar ainda mais a implementação plena, efetiva e sustentada dos princípios e disposições da Convenção (UNFCCC), dos compromissos da mencionada Convenção e das decisões existentes, bem como reforçar o regime multilateral baseado em regras no âmbito da Convenção, a fim de alcançar o objetivo da Convenção, tal como estabelecido no seu artigo 2º.

– Todas as Partes (países) devem se esforçar para reduzir as emissões de gases de efeito estufa para alcançar economias e sociedades resistentes, com base em equidade e de acordo com suas responsabilidades históricas; responsabilidades estas comuns, mas diferenciadas considerando as respectivas capacidades, a fim de alcançar o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a prosperidade para o benefício das gerações presentes e futuras da humanidade, tendo prioritariamente em consideração a responsabilidade histórica dos países desenvolvidos e sua liderança no combate às alterações climáticas e de seus efeitos adversos, e tendo em consideração que desenvolvimento socioeconômico e a erradicação da pobreza são as prioridades primordiais e absolutas dos países em desenvolvimento.

    Outro resultado importante foi a Declaração de Aliança do Pacífico, em que os Presidentes do Peru, Ollanta Huma, do Chile, Michelle Bachelet, da Colombia, Juan Manuel Santos, e do México, Enrique Peña Nieto chegaram a um acordo se comprometendo a adotar políticas públicas compatíveis com níveis de mitigação e adaptação que contribuam para o esforço global contra as mudanças climáticas.

     Na mesma Declaração está expresso o compromisso em favor do manejo sustentável dos recursos naturais, incluindo florestas, água e agricultura.

Fonte: UNFCCC

Publicidade

Mais um pouco sobre a Conferência do Clima – Lima

     Enquanto nas ruas de Lima acontecia a Marcha Popular do Clima, os negociadores dentro do perímetro das Nações Unidas estavam diante de outro desafio que era o texto (draft) de negociação, notadamente com relação às INDCs (Intended Nationally Determined Contribuitions). As INDCs se constituem nos compromissos dos países com relação a um caminho em direção a um baixo teor de carbono no sistema produtivo. Sua forma e rigor irá determinar se o mundo alcançará um acordo ambicioso para 2015.

     Há um clima de falta de confiança no ar, por razão das diferenças sobre a questão das INDCs. Ontem, 10/12, um negociador sugeriu que  as discussões sobre o financiamento do clima fossem postergadas para uma data posterior, de modo que se pudesse se concentrar nas discussões sobre mitigação”. Outro delegado de alto nível viu uma solução surgindo no horizonte. “Em Lima, nós temos a tarefa de separar as questões que precisam ser resolvidas aqui, daquelas que podem ser discutidas em 2015”.

     O documento final do evento já aumentou em 58 páginas. Amanhã é o último dia, e o desejo de todos é que tenhamos, sim, tempo suficiente para que o acordo e os compromissos sejam propostos, negociados e firmados.

Fonte: Earth Negotiations Bulletin, 2014.

Publicidade

Conferência do Clima – Segmento de Alto Nível

     Ontem, dia 09/12, pela manhã, o ministro do Meio Ambiente do Peru e presidente da COP 20 /CMP 10 abriu o segmento de alto nível, destacando a geração do que ele chamou de “espírito de Lima” positivo e sublinhando a necessidade de “trazer esse espírito para alcançar o resultado que o mundo está esperando de todos os presentes na Reunião”.

    A Secretária executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, destacou que “o calendário Inca diz que esta é a época de plantio e o calendário da ciência nos adverte que estamos correndo contra o tempo”, destacando que “devemos plantar aqui em Lima as sementes de um mundo mais seguro, justo e próspero para todos”.

      Comentando que “este não é o momento para mexer, mas para transformar”, o Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou que, a fim de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2° C, “todas as Partes devem ser parte da solução, e todas as sociedades devem estar engajadas”. Ele convidou as Partes para entregar um de texto (draft) equilibrado e bem estruturado como uma base sólida para as negociações em 2015; para se chegar a um entendimento comum.

     Em seguida, no segmento de alto nível, deu-se continuidade aos depoimentos de outros chefes e vice-chefes de Estado e de governo, ministros, e outros chefes de delegações. Aos interessados em saber mais, cliquem aqui. http://unfccc6.meta-fusion.com/cop20/events

Fonte: Earth Negotiations Bulletin, 2014.

Publicidade

Relatório brasileiro é bem recebido na Conferência do Clima

     Na última terça-feira, dia 02/12, o Brasil apresentou à comunidade internacional, durante a COP20, em Lima, Peru, o Nível de Referência de Emissões Florestais do Brasil (FREL, sigla em inglês), sendo avaliado positivamente.

     Segundo o relatório elaborado pela UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), “os dados e as informações usadas pelo Brasil são transparentes e completos. Estão, de forma geral, de acordo com os parâmetros contidos no anexo da Decisão da Convenção sobre os limites de referência sobre emissões florestais”.

      A Assessoria de Comunicação (Ascom) do MMA (Ministério do Meio Ambiente) informou que a avaliação técnica ressaltou que o Brasil incluiu no Nível de Referência a atividade mais significativa, o bioma mais importante e os reservatórios de carbono mais relevantes em termos  de emissões florestais.

     Ainda conforme a Ascom/MMA, até o fim do ano, o Brasil deve encaminhar a UNFCCC o anexo REDD+ junto ao Relatório Bienal de Atualização, com os resultados atingidos entre 2006 e 2010, que também serão avaliados pela UNFCCC. Após esse procedimento, os resultados brasileiros de redução das emissões provenientes do desmatamento da Amazônia terão sido mensurados, reportados e verificados e tornarão o País apto a receber pagamentos por resultados REDD+.

     A Ascom/MMA explica que REDD+ representa um mecanismo de redução compensada da liberação de carbono na atmosfera, sendo que o conceito engloba a diminuição das emissões por desmatamento e degradação e inclui a tarefa de conservação florestal, do manejo sustentável, do aumento dos estoques de carbono e do incentivo ao desenvolvimento sustentável. Portanto, se constitui em uma importante ferramenta de mitigação aos efeitos das mudanças climáticas.

Fonte: MMA

Publicidade

A Conferência do Clima 2014 começa hoje

    A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a Conferência do Clima 2014, começa hoje em Lima, no Peru e deve continuar até 12/12. Mencionada Conferência abriga, também, a Conferência das Partes (COP) 20 da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, sigla em inglês) e o Encontro das Partes sobre o Protocolo de Kyoto.

     A Conferência do Clima deve considerar, em suas discussões, a agenda com itens relacionados a financiamento, mitigação, adaptação e tecnologia. Um dos resultados esperados é o desenvolvimento de um Protocolo, outro instrumento legal de acordo entre as Partes, para que estes possam cumprir, a partir de 2015, com início das ações ali acordados com prazo não posterior a 2020.

     Vamos aguardar! Estamos na torcida para que os países possam, realmente, assumir os compromissos necessários a este novo desafio do século: mudanças climáticas.

     Ao longo desta semana, o Blog Verde trará, dentro da medida do possível, as notícias da Conferência do Clima 2014.

Publicidade

Clima para Vida: os oceanos são muito importantes para serem ignorados

      Na recente publicação do UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA), intitulada Nosso Planeta: Clima para Vida, há uma seção escrita pelo Presidente do Kiribati (país insular no Oceano Pacífico), Sr. Anote Tong, sobre a importância dos oceanos, notadamente nesta época de mudanças climáticas.

     O Kiribati cobre 3,5 milhões de km2, mas, embora seja duas vezes o tamanho do Alasca, apenas 800 km2 são de terras.

      Anote Tong salienta que o mesmo oceano que tem fornecido alimento para o seu povo por séculos, já levantou um grande desafio novo, para sobrevivência das pessoas da ilha. Essas pessoas vivem em ilhas baixas, em altitudes não superiores a três metros acima do nível do mar, e agora estão enfrentando os desafios da elevação do nível do mar sem precedentes na História.

      O presidente do Kiribati lembra que não estão sozinhos neste cenário. Outras nações insulares como Tuvalu, Ilhas Marshall, Tokelau e as Maldivas, estão também na linha de frente deste grande calamidade.

       Outro dado importante, significativo e que merece atenção por parte de todos os cidadãos no mundo é que 75% das maiores cidades do mundo estão situadas em áreas costeiras, em áreas baixas. Os milhões de pessoas que vivem nessas cidades serão, portanto, os próximos na linha de frente.

      Então, a comunidade mundial não pode continuar a ignorar as histórias atuais dos países insulares, sobretudo de seu sofrimento. Alerta Anote Tong: “O nosso destino pertence a nós. Mas, somos o aviso prévio do que vai acontecer em maior escala, a nível mundial”.

     O Quinto relatório de Avaliação do IPCC, somadas as experiências dos países insulares, já evidenciam a previsão de que algo está terrivelmente errado. “No entanto, nós continuamos a procrastinar”, afirma Anote Tong, conclamando que as lideranças façam o que devem fazer; que não esperem mais; que as ações devem ser decisivas e globais.

     Finaliza o Presidente do Kiribati, o que reitero e assino, pois é o que desejo e também creio: “Eu acredito que um acordo legal vai ser concluído em Paris, em 2015, não importa o quão imperfeito ele possa ser, e independentemente de quantos Países vão fazer parte, ou não. Esta é a única opção de fato sobre uma questão tão importante para a sobrevivência futura dos povos”.

     Aos protagonistas dessa Terra, escutem os apelos e façam a diferença, para que possamos, num futuro muito próximo, assegurar a sobrevivência da espécie humana em nosso Planeta.

Fonte: Our Planet: Climate for Life, 2014.

Publicidade

Conferência do Clima – Lima

Aproxima-se o período da realização da Conferência do Clima, em Lima, no Peru. A COP 20, ou seja, a Conferência das Partes deve acontecer no período de 01 a 14/12/2014. As expectativas são grandes.

É nesse evento que os países devem promover o debate importante para viabilizar os acordos multilaterais de redução de gases de efeito estufa e de necessárias ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

   Dentre as discussões do dia 09/12 está a redução dos poluentes climáticos de curta duração (SLCPs) com foco no setor de produção de tijolos e sobre as emissões de veículos a diesel. O setor da construção civil, na produção de tijolos, tem sido um dos mais impactantes setores, considerando as emissões de gases poluentes para a atmosfera, notadamente nos países da América Latina e da Ásia; e que tem afetado, sobremaneira, a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde pública.

   Ao longo das próximas semanas, o Blog Verde trará notícias desse importante evento mundial, com consequências significativas para políticas públicas, em âmbito regional e local.

Fonte: ONU.

 

Publicidade

Conferência do Clima – Lima

Aproxima-se o período da realização da Conferência do Clima, em Lima, no Peru. A COP 20, ou seja, a Conferência das Partes deve acontecer no período de 01 a 14/12/2014. As expectativas são grandes.

É nesse evento que os países devem promover o debate importante para viabilizar os acordos multilaterais de redução de gases de efeito estufa e de necessárias ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

   Dentre as discussões do dia 09/12 está a redução dos poluentes climáticos de curta duração (SLCPs) com foco no setor de produção de tijolos e sobre as emissões de veículos a diesel. O setor da construção civil, na produção de tijolos, tem sido um dos mais impactantes setores, considerando as emissões de gases poluentes para a atmosfera, notadamente nos países da América Latina e da Ásia; e que tem afetado, sobremaneira, a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde pública.

   Ao longo das próximas semanas, o Blog Verde trará notícias desse importante evento mundial, com consequências significativas para políticas públicas, em âmbito regional e local.

Fonte: ONU.