COVID19 Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

COVID19

Isolamento e o suave reencontro com a natureza

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente

28 de junho de 2020

            Em tempos de pandemia, o distanciamento social tem sido um dos aliados importantes na prevenção do contágio e da contaminação pelo novo Coronavírus. Afastar-se dos demais, para algumas pessoas, não tem sido um exercício fácil.

            Para outras pessoas o isolamento se constituiu em uma profunda necessidade de cura, pelo acometimento da doença Covid-19, e representou um renascimento, por vencer, um dia de cada vez, a batalha contra o vírus SARS-CoV-2.

Foto: Arquivo pessoal, junho/2020.

            O isolamento permitiu, para alguns, no silêncio de sua solitude a redescoberta da natureza e o aprofundamento da necessária aproximação com aquele que é o Autor da vida: Deus.

Foto: Arquivo pessoal, junho/2020.

            Isolamento como tempo de se reconhecer pequeno diante da imensidão da natureza, de suas formas, suas cores, suas criaturas. Isolamento como tempo de se consentir dedicar um pouco de tempo para contemplar o céu e ver o que há no físico e no abstrato do seu significado. Isolamento como o tempo de se acreditar que, independente de nossa vontade, o sol vai surgir a cada dia, mesmo que escondido entre nuvens. Por mais espessas que sejam as nuvens, e que nossos olhos estejam tão molhados que se assemelham a elas, o isolamento admite o reconhecimento da perpetuidade do brilho do sol.

Foto: Arquivo pessoal, junho/2020.

            Gratidão ao Autor da Vida por conceder, de graça, a natureza com todas as suas matizes; por consentir passar pela solidão da doença na companhia de tantas doces e belas criaturas; por assentir nossa permanência nessa Terra em conjunto com todas as criaturas sem nos tirar a alegria e a esperança.

            Essa pandemia, um dia, vai passar. Que possamos ficar atentos e respeitarmos a natureza em todos os tempos. Assim como nos ensinou o próprio Cristo e em consonância com as palavras do Papa Francisco em sua Encíclica, de 2015, Laudato Si, que dizia “o Senhor podia convidar os outros a estar atentos à beleza que existe no mundo, porque Ele próprio vivia em contato permanente com a natureza e prestava-lhe uma atenção cheia de carinho e admiração” (p.76).

 

 

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A solidariedade continua nos tempos de pandemia

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Meio Ambiente

27 de junho de 2020

            A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, seção Ceará, continua com sua campanha de solidariedade e distribuição de cestas básicas para as associações de catadores de resíduos sólidos. Essa iniciativa conta com a parceria de um dos supermercados de Fortaleza, que tem auxiliado nesse processo.

Foto: Janete Cabral, junho/2020.

            Agora em junho foi feita entrega de 72 cestas básicas para as comunidades e associações Raio de Sol, Viva Vida, Ascabonja, Moura Brasil, Ucajir, Ascajan e Aceg da Guaíba.

            Grata a todos que colaboraram e continuam colaborando com essa corrente do bem.

Foto: Janete Cabral, junho/2020.

            A Coleta Solidária continua, não podemos acreditar que a pandemia terminou… Não acabou, infelizmente. O novo Coronavírus permanece presente e as medidas de prevenção e cautela são fundamentais para evitar a contaminação, o contágio e o adoecimento das pessoas.

            Sigamos firmes. Sei que a pandemia vai passar, mas enquanto não acontece, permaneçamos cumprindo uma das mais bonitas ações de ser humano: a solidariedade com todos.

      Essa ação da ABES/CE coaduna com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e com o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS), notadamente o ODS 2 e ODS 3, além de contar com a participação fundamental da sociedade civil e do setor privado, por meio de um dos supermercados de Fortaleza.

         Fotos gentilmente cedidas pela Janete Cabral. Gratidão.

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Dia Mundial do Meio Ambiente – Educação Ambiental e desafios na pandemia

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

04 de junho de 2020

    Amanhã, dia 05 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente. Anualmente, a Organização das Nações Unidas chama todos os cidadãos do mundo para debater sobre alguma temática que tem reflexo nas nossas vidas e no meio ambiente. Este ano o tema é Tempo para a Natureza.

     Em tempos de pandemia, essa temática é bem interessante, pois nos coloca como expectador de um cenário nunca antes vivenciado no mundo, em que as pessoas, por instinto de sobrevivência e por amor ao próximo, precisaram se isolar e se distanciar. Parece que demos um tempo para a Natureza… E quando esse tempo terminar e retornarmos nossas atividades, será tudo como antes? Ou seremos um pouco mais cuidadosos com nossa Casa comum?

    Amanhã tem seminário virtual para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) do Estado do Ceará com a temática “Educação Ambiental: desafios na pandemia e pós-pandemia”. O coordenador de Educação Ambiental e Articulação Social, Ulisses Rolim, comentou que o objetivo é “buscar alternativas para as questões ambientais no período de pós-isolamento social provocado pela quarentena, desenhando cenários e perspectivas futuras para o meio ambiente através da educação Ambiental”.

     Estarão no debate excelentes profissionais da área, a exemplo dos professores Marcos Sorrentino e Genebaldo Freire, convidados do Secretário Artur Bruno, da SEMA. Aos que participarem, receberão certificado digital.

    Então, convite feito: amanhã, dia 05 de junho, às 10 horas, Seminário Virtual “Educação Ambiental: desafios na pandemia e pós-pandemia”. Aos interessados em se inscrever e participar, cliquem aqui.

    O Seminário tem o apoio da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA-CE), do qual o Instituto Federal do Ceará (IFCE) é membro, e do Grupo de Interesse Ambiental (GIA).

Fonte: SEMA, 2020.

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Semana do meio ambiente em tempos de pandemia

         Junho chegou! Estamos na semana do meio ambiente. Dia 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Este ano, 2020, o tema escolhido pela Organização é das Nações Unidas é “Tempo para a Natureza”.

 

    No dia dedicado ao meio ambiente importante refletirmos sobre nossas ações e seu reflexo no meio. Tudo o que consumimos vem da natureza, tudo o que descartamos vai para a natureza. É dela que tiramos nosso sustento, portanto nada mais justo do que termos uma relação harmoniosa com os recursos naturais que nos dão suporte à vida.

 

     No Ceará, teremos muitos eventos virtuais nesta semana de meio ambiente; virtuais pois ainda estamos em tempos de pandemia que exige distanciamento social, cuidados redobrados com higiene pessoal e de ambientes, atenção com o próximo, zelo pelo meio ambiente, prudência com os resíduos sólidos e líquidos.

 

 

    Aos interessados em participar da semana de meio ambiente, alguns eventos estão nos cards, dispostos neste post. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) também está com uma programação muito boa na semana de meio ambiente. Aos interessados, cliquem aqui. 

 

   No dia 05 de junho, haverá um Seminário Virtual com o tema “Educação Ambiental – desafios na pandemia e pós-pandemia”, com a participação do Prof. Marcos Sorrentino, do Educador Ambiental Genibaldo Freire, do Secretário de Meio Ambiente do Ceará, Prof. Artur Bruno e do Deputado Estadual Acrísio Sena.  A Secretaria de Meio Ambiente emitirá certificado digital para quem se inscrever e participar pelo site. Aos interessados, cliquem aqui. 

 

Recordando as palavras do Papa Francisco, no dia 22 de abril, em que celebramos o 50º Dia Mundial da Terra, ele nos aponta que este momento  “é uma oportunidade para renovar o nosso compromisso de amar a nossa casa comum e de cuidar dela e dos membros mais fracos da nossa família. Como a trágica pandemia do coronavírus nos demonstra, só unidos e cuidando dos mais frágeis podemos vencer os desafios globais”.

    Caros leitores do Blog Verde, estão todos convidados a participar dessa rica semana de debates, discussão, seminários e eventos virtuais, que podem nos proporcionar um direcionamento adequado para os tempos de pandemia e de pós-pandemia.

 

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Vida após a pandemia

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Impacto Ambiental, Saúde Ambiental

31 de Maio de 2020

     É preciso nos prepararmos para o depois. Quando tudo isso passar, o medo e a dor provocados pela doença do novo Coronavírus vão se dissipar como plumas ao vento.

     Eu sei… a saudade dos que partiram cedo demais ficará presente em nossa lembrança. Estarão vivos em nossa memória todos os momentos felizes que compartilhamos com aqueles que partiram cedo demais.

     Usando as palavras do Papa Francisco, no dia 27 de março de 2020, “o Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar”.

     Quando tudo isso passar e pudermos abrir as portas físicas de nossas casas, que seja para espalharmos solidariedade para com aqueles que precisam, não apenas do calor humano, mas de alimento e água.

     Em uma carta escrita pelo Papa Francisco à revista Vida Nueva, em 17 de abril de 2020, ele comenta “se pudemos aprender algo em todo este tempo, é que ninguém se salva sozinho. As fronteiras caem, as paredes desabam e todos os discursos fundamentalistas se dissolvem perante uma presença quase imperceptível, que manifesta a fragilidade de que somos feitos”.

     Que nosso coração seja manso e humilde, na vida após a pandemia, para entendermos que somos todos iguais independentemente de cor, credo, condições sociais e econômicas, pois a linha que, equivocadamente, imaginamos nos separar é tão tênue e pequenina quanto a de um vírus cruel e invisível.

      Ainda parafraseando o Papa Francisco em sua carta do dia 17 de abril de 2020 ele comenta “compreendemos a importância de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral. Cada ação individual não é um ato isolado, para o bem ou para o mal. Tem consequências para os outros, pois na nossa Casa Comum tudo está interligado”.

     Que a força que há dentro de cada um de nós seja estimulada a promover o bem, sem olhar a quem, pois devemos ter um compromisso saudável e harmonioso com todos os seres vivos do Planeta, na vida após a pandemia.

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E depois da pandemia, como fica o meio ambiente?

     Uma pergunta intrigante: depois da pandemia, como fica o meio ambiente? Precisamos nos preparar para os tempos vindouros. O pós pandemia pode indicar um contexto diferente do que o que usualmente estamos vivenciando.

    No dia 15 de maio, por uma iniciativa da Câmara de Vereadores do município de Fortaleza, às 19 horas, haverá a live “Sustentabilidade em Tempos de pandemia. E depois, como fica o meio ambiente?”.

     A professora Suellen Galvão, convidada do vereador Iraguassu Teixeira, abordará os fatores que nos trouxeram até aqui (contexto urbanos, desigualdades sociais, pressões ambientais) correlacionando doenças zoonóticas com a saúde dos ecossistemas. A discussão também abordará a necessária universalização do Saneamento Básico.

   

A pandemia do novo Coronavírus trouxe uma realidade de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Essa redução será duradoura ou passageira? E as empresas, como protagonistas nesse cenário, de que maneira farão a transição da economia de baixo carbono? Cidades, empresas e países terão resiliência para a retomada da economia levando em consideração às emissões de GEE?

    Suellen Galvão é professora da UNIFOR, aluna do Programa de Pós-graduação em Tecnologia e Gestão Ambiental, do IFCE, e faz parte da Diretoria da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), seção Ceará.

    Aos que puderem participar, sintam-se convidados. Encontramo-nos virtualmente.  

     Cliquem aqui para assistir. Quem tiver uma conta ou perfil no Instagram, basta buscar por @suellengm ou @iraguassufilho e pedir para seguir o perfil que conseguirá assistir a Live.

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Educação Ambiental e Covid-19: necessidade de mudança de hábitos

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

09 de Maio de 2020

     Nesse tempo de pandemia da doença Covid-19 é preciso rever hábitos e costumes. A atual realidade nos faz refletir sobre o nosso comportamento diário e nossas relações interpessoais e com o meio ambiente.

     É a partir da Educação Ambiental que os “indivíduos têm a possibilidade de compreender a realidade e refletir criticamente sobre ela na perspectiva da superação dos problemas ambientais e tornam-se cientes dos direito e deveres de cada ser humano crítico e cidadão” (Teixeira et al., 2017).

    Assim, a Educação Ambiental se apresenta como um mecanismo importante de transformação de atitudes em tempos de pandemia da Covid-19, na medida em que para a proteção dos seres humanos e para a minimização da disseminação da doença são impostas uma série de medidas de segurança e de higiene.

     A vida é um direito. A proteção da vida é um dever de cada cidadão e, também, do poder público. O cenário que nos foi introduzido com o novo Coronavírus (SARS-CoV-2) induz a que tenhamos diferentes comportamentos do que, habitualmente, estávamos acostumados.

     Dentre esses novos hábitos que precisamos ter, não apenas neste momento crucial da pandemia em que o Brasil atravessa, talvez, o pior momento de pico da doença Covid-19, mas que devemos continuar para a diminuição do risco de contaminação, estão:

– maior distanciamento entre as pessoas (pelo menos 2 metros de distância);

– higienizar, frequentemente, as mãos com água e sabão ou com álcool em gel (70%);

– manter ambientes limpos e ventilados;

– adotar comportamento amigável, sem contato físico;

– usar máscaras faciais, individuais, sempre que sair de sua residência;

– evitar tocar o rosto, a boca, os olhos e o nariz com as mãos não lavadas.

     O desafio diário neste tempo de pandemia é tentar mantermos a saúde, a nossa e a dos nossos semelhantes: saúde física, mental, emocional e espiritual. Estabelecer o equilíbrio entre essas 4 dimensões não é uma tarefa fácil, pois exige reestruturação dos nossos arranjos pessoais, para encontrarmos forças suficientes para desempenhar esse papel, consciente e cidadão, nessa jornada atual e futura.

Referências

TEIXEIRA, N. F. F.; MOURA, P. E. F.; MEIRELES, A. J. A.; SILVA, E. V. Educação Ambiental na perspectiva da reutilização de resíduos sólidos: práticas do Projeto Sala Verde Água Viva. In: MATOS, F. O.; VASCONCELOS, F. H. L.; RIBEIRO, G. O.; SILVA, T.E. V. (orgs.). Educação Ambiental: da teoria à prática. Recife: Editora Imprima, 2017, pp. 208-219.

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Descarte de máscaras pela sociedade e a Covid-19

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

29 de Abril de 2020

      Nem nos meus piores pesadelos, imaginei passarmos por uma situação de pandemia como a que estamos vivenciando, atualmente, no mundo inteiro. Os dados da Johns Hopkins University (2020) para hoje, 29 de abril de 2020, são estes: 3.187.030 casos confirmados da doença e 227.177 mortes por Covid-19, em 185 países (ver figura abaixo).

Fonte: Johns Hopkins University, 2020.

    O Brasil aparece nesse quadro com 78.162 casos confirmados e 5.466 mortos. O Ceará, hoje, tem 7.409 casos confirmados e 450 mortes, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (ver figura abaixo); o que nos leva a refletir sobre os caminhos que precisamos seguir para evitarmos mais contaminação e disseminação do novo Coronavírus (SARS-CoV-2).

Fonte: Secretaria da Saúde do Ceará, 2020.

     Em outras oportunidades, falamos um pouco sobre ausência ou a ineficiência do saneamento e a potencial contaminação do novo Coronavírus em esgotoem estação de tratamento de esgoto; nos resíduos sólidose na água para abastecimento.

     Importante frisar as medidas preventivas e que, segundo as autoridades sanitárias, são as ações que podem minimizar o risco de contaminação, a exemplo do distanciamento entre pessoas de, no mínimo, 2 metros; evitar contato direto, dentre outras (MS,2020).

     No Estado do Ceará, o Decreto Estadual no 33.544, de 19 de abril de 2020, prorrogou as medidas necessárias ao enfrentamento da pandemia da Covid-19 em âmbito estadual (CEARÁ, 2020). Dentro do escopo das medidas estão: prorrogação das vedações e demais disposições do Decreto Estadual no 33.519, de 19 de março de 2020, e alterações posteriores; evitar a aglomeração de pessoas e manter o distanciamento mínimo do público; uso obrigatório por todos os trabalhadores de máscaras de proteção, individuais ou caseiras. Além disso, o Decreto Estadual recomenda, fortemente, o uso de máscaras de proteção, industriais ou caseiras, por quem, durante a pandemia, precisar sair de suas residências, principalmente quando estiverem em espaço e locais públicos (Ar. 2o, CEARÁ, 2020).

     Vem, então, uma preocupação com o descarte dessas máscaras, pois representam alto risco potencial de contaminação, notadamente para os catadores de materiais recicláveis e para os trabalhadores da limpeza urbana, considerando que um dos veículos de contaminação são as gotículas de saliva (MS, 2020).

     A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), em seu documento “Recomendações para a gestão de resíduos em situação de pandemia por Coronavírus (Covid-19)”, informa que é de responsabilidade dos cidadãos acondicionar esse tipo de material, potencialmente contaminado, em sacos duplos: colocar as máscaras e outros materiais contaminados (como luvas, papéis sanitários, etc) em sacos de lixo resistentes e descartáveis, fechados com nó quando o saco tiver 2/3 de sua capacidade e colocá-lo dentro de outro saco, para, então, dispor no coletor, no horário da coleta regular (ABES, 2020).

     Nunca descartar diretamente em via pública ou em lixeiras. Não dispor entre os materiais recicláveis, pois ambas as situações incorrem em potencial risco de contaminação aos trabalhadores da limpeza urbana e aos catadores de materiais recicláveis.

     A Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Ceará faz, também, esse apelo pelo Facebook: “Preserve a vida dos catadores de recicláveis! Não descarte luvas e máscaras e outros EPIs diretamente nas vias públicas ou lixeiras sem proteção. Coloque num saco plástico bem fechado, no lixo comum. Nunca no lixo reciclável!” Aos interessados em acessar a mensagem da Secretaria de Meio Ambiente, cliquem aqui

     Se cada um fizer a sua parte, respeitando as condições e recomendações de higiene e segurança, diminuiremos o risco de disseminação e contaminação da Covid-19, bem como estaremos contribuindo para o respeito à vida e ao meio ambiente.

Referências:

ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por Coronavírus (COVID-19). Rio de Janeiro, 2020.

CEARÁ. Decreto Estadual no 33.544, de 19 de abril de 2020. Prorroga, em âmbito estadual, as medidas necessárias ao enfrentamento da pandemia da Covid-19, e dá outras providências. Fortaleza: DOE, 19 abr 2020.

MS – Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico COE- COVID-19. N. 5. COE. Brasília: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância da Saúde, 2020b.

 

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Água para abastecimento e COVID-19

     Um dos importantes aspectos do saneamento é a água potável para abastecimento humano. Água é vida. A Agenda 2030 traz como Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, assegurar a disponibilidade e gestão sustentável de água e saneamento para todos. A meta nacional 6.1 é “até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo à água para consumo humano, segura e acessível para todos”.

     Em tempos de pandemia do novo Coronavírus (SARS-Cov-2) em que, reconhecidamente, a transmissão é alta e pode acontecer, segundo o Ministério da Saúde (2020) “por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, semelhante à maneira como a influenza e outros patógenos respiratórios”, é preciso, também, atentar para a possibilidade de transmissão por via feco-oral (BOTTO, 2020, KWR, 2020).

     Conforme BOTTO (2020), “acredita-se que o risco de contaminação através de água de abastecimento público seja baixo. Até o momento o SARS-Cov-2 não foi detectado em sistemas de abastecimento”. Assim, a água para abastecimento humano deve ser disponibilizada com a qualidade compatível aos padrões de potabilidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, e também em consonância com Botto (2020), os sistemas de abastecimento público com processos de tratamento, incluindo a etapa de desinfecção, e bem operados inativam o vírus da Covid-19 (WHO, 2020; SOARES et al, 2020).

      Soares et al (2020) alertam para a obrigatoriedade de que as águas de abastecimento público recebam o tratamento com a etapa de desinfecção. Acrescentam os autores que as “águas provenientes de mananciais superficiais devem incluir os processos de filtração e desinfecção, cumprindo o que determina a Portaria de Consolidação MS no 5/2017” (SOARES et al, 2020).

     No entanto, o Brasil tem mais de 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada por rede geral, conforme o Instituto Trata Brasil (2020), o que deve preocupar autoridades locais (municípios), que são os responsáveis pelos serviços de saneamento. Para essas pessoas, os municípios devem ter olhar mais atencioso, em virtude da sugestão do contínuo risco de contaminação de pessoas sem acesso a água segura e de sistemas apropriados de disposição de excretas (BOTTO, 2020; SOARES et al, 2020).

     Naqueles locais que não tenham rede geral de abastecimento de água potável, Soares et al (2020) recomendam que se pode evitar a disseminação do novo Coronavírus nas próprias residências, adotando-se a adição de hipoclorito de sódio (2,5%), conforme dosagem especificada, a seguir, deixando a água em repouso por 30 (trinta) minutos, após a adição do hipoclorito:

– Para um volume de água de 1 litro, correspondente a 5 xícaras de chá, adicionar 0,08 mL de hipoclorito de sódio (2,5%). O volume de hipoclorito a ser adicionado corresponde a duas gotas.

     Os serviços de saneamento (água potável para abastecimento, coleta de resíduos sólidos, coleta e tratamento de esgoto) são essenciais e imprescindíveis, portanto não podem parar. Cabe aos gestores municipais a responsabilidade de manter esses serviços essenciais, bem como dar as condições para que as pessoas que não tem acesso a água potável por rede geral possam adotar, em suas casas, a solução de desinfecção da água de beber por hipoclorito de sódio, após filtração e fervura.

     Aos que queiram saber mais sobre as recomendações para prevenção da Covid-19 realizadas pela sala técnica do saneamento, acessem aqui.

Referências

BOTTO, Márcio. COVID-19 e o risco de transmissão por água e esgoto. Disponível em <https://www.linkedin.com/pulse/covid-19-e-o-risco-de-transmiss%25C3%25A3o-por-agua-esgoto-marcio-botto/?trackingId=8IAH1POzQs2w03bTzNQfcw%3D%3D>. Acesso em 31 mar 2020

Instituto Trata Brasil (2019) O que acontece quando não temos saneamento básico. Disponível em http://www.tratabrasil.org.br/blog/2019/07/05/o-que-acontece-quando-nao-temos-saneamentobasico/ Acesso em 02 abr 2020

KWR (2020). What we learn about Coronavirus through wastewater research. Disponível em <https://www.kwrwater.nl/en/actueel/what-can-we-learn-about-the-corona-virus-through-waste-water-research/> Acesso em 02 abr 2020

MS – Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico n. 2. Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública. Brasília: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância da Saúde, fev. 2020

SOARES, Alexandra Fátima Saraiva; NUNES, Bárbara Caroline Ricci; SANTOS Caludoaldo Viana dos; COSTA, Flávia Cristina Rodrigues; SANTOS, Hélio Rodrigues dos; SILVA, Luís Fernando de Morais; SOUZA, Roseane Maria Garcia Lopes (organizadores). Recomendações para prevenção do contágio da Covid-19 (Novo Coronavírus – SARS-CoV-2) pela água e por esgoto doméstico. Disponível em http://www.mpc.sc.gov.br/download/recomendacoes-para-prevencao-do-contagio-da-covid-19-novo-coronavirus-sars-cov-2-pela-agua-e-por-esgoto-domestico/ Acesso em 04 abr 2020.

WHO (2020). Water, sanitation, hygiene, and waste management for the COVID-19 virus. Interim guidance 19 March 2020

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Resíduos sólidos e COVID-19: risco de contaminação

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

04 de Abril de 2020

            O Saneamento Básico se constitui no conjunto de serviços e infraestruturas nas seguintes áreas: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem das águas pluviais e manejo de resíduos sólidos. A Lei Federal no 11.455, de 05 de janeiro de 2007, estabeleceu a Política Federal de Saneamento Básico, determinando que os municípios são os responsáveis pela prestação dos serviços de saneamento. A população é partícipe nesse processo fazendo sua parte, a exemplo do descarte adequado de resíduos sólidos domiciliares para posterior coleta pública.

            Nos locais onde não há coleta regular de resíduos sólidos, neste momento de emergência sanitária e de calamidade pública advinda da pandemia do novo Coronavírus, é necessário que o poder público municipal tenha um olhar mais atento e demande esforços emergenciais para viabilizar a adequada gestão de resíduos sólidos.

            Há de se observar que, no quadro atual, o cuidado com higiene e limpeza precisa ser redobrado. Reconhecidamente, a COVID-19 ocasiona infecções respiratórias e intestinais, podendo ocasionar sintomas como fadiga, náusea, diarreia, vômito, desidratação, gânglios linfáticos aumentados e outros (MS, 2020). Existe, com efeito, a possibilidade de transmissão feco-oral (BOTTO, 2020; KWR, 2020). Então, ocorre potencial possibilidade de contaminação caso não haja adequado manejo, controle e precauções no trato dos resíduos sólidos e de outros materiais (toalhas, lençóis, roupas, entre outros) que foram expostos a fluidos nasais ou orais de pessoas contaminadas.

            Como recomendação para minimizar a transmissão do novo Coronavírus, a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam, dentre outras medidas: o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), preferencialmente descartáveis, para doentes e profissionais da saúde; uso de toalhas descartáveis; ampliação da frequência de limpeza de piso, corrimão, maçaneta e banheiros com álcool 70% ou solução de água sanitária (MS, 2020). Existe aqui um aumento na produção de resíduos, que exige gerenciamento adequado, de maneira a minimizar o risco de contaminação.

            A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) publicou, recentemente, Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por coronavírus (COVID-19), em que adverte que o novo Coronavírus pode persistir em determinados materiais por até 5 dias, como é o caso do plástico e papel (ABES, 2020). No caso da madeira e do vidro, o novo Coronavírus pode permanecer por 4 dias; em luvas cirúrgicas por até 8 horas (ABES, 2020).

            Dessa maneira, cabe, então, a cada pessoa a consciência de descartar adequadamente seus resíduos (domiciliares), por meio da separação de resíduos. Uma observação importante para os casos de pessoas contaminadas, em isolamento, seria o acondicionamento dos papéis sanitários em sacola separada e, se possível, com indicação de cuidado no manuseio. Isso se deve ao fato de que a sobrevida de vírus semelhantes ao do novo Coronavírus é de “14 dias em esgotos a 4 graus Celsius e de até 2 dias a 20 graus Celsius” (BOTTO, 2020).

            Os serviços de limpeza urbana municipal não podem parar, pois se constituem em serviço fundamental no controle e minimização da disseminação do novo Coronavírus, cabendo aos gestores municipais e suas empresas contratadas a responsabilidade de fornecer as medidas protetivas imprescindíveis aos trabalhadores da limpeza urbana.

            Aos interessados em ler o documento da ABES, na íntegra, cliquem aqui

Referências

ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por coronavírus (COVID-19). Rio de Janeiro, 2020.

BOTTO, Márcio. COVID-19 e o risco de transmissão por água e esgoto. Disponível em <https://www.linkedin.com/pulse/covid-19-e-o-risco-de-transmiss%25C3%25A3o-por-agua-esgoto-marcio-botto/?trackingId=8IAH1POzQs2w03bTzNQfcw%3D%3D>. Acesso em 31 mar 2020

KWR (2020). What we learn about Coronavirus through wastewater research. Disponível em <https://www.kwrwater.nl/en/actueel/what-can-we-learn-about-the-corona-virus-through-waste-water-research/> Acesso em 02 abr 2020

MS – Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico COE- COVID-19. N. 5. COE. Brasília: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância da Saúde, 2020.

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Resíduos sólidos e COVID-19: risco de contaminação

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

04 de Abril de 2020

            O Saneamento Básico se constitui no conjunto de serviços e infraestruturas nas seguintes áreas: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem das águas pluviais e manejo de resíduos sólidos. A Lei Federal no 11.455, de 05 de janeiro de 2007, estabeleceu a Política Federal de Saneamento Básico, determinando que os municípios são os responsáveis pela prestação dos serviços de saneamento. A população é partícipe nesse processo fazendo sua parte, a exemplo do descarte adequado de resíduos sólidos domiciliares para posterior coleta pública.

            Nos locais onde não há coleta regular de resíduos sólidos, neste momento de emergência sanitária e de calamidade pública advinda da pandemia do novo Coronavírus, é necessário que o poder público municipal tenha um olhar mais atento e demande esforços emergenciais para viabilizar a adequada gestão de resíduos sólidos.

            Há de se observar que, no quadro atual, o cuidado com higiene e limpeza precisa ser redobrado. Reconhecidamente, a COVID-19 ocasiona infecções respiratórias e intestinais, podendo ocasionar sintomas como fadiga, náusea, diarreia, vômito, desidratação, gânglios linfáticos aumentados e outros (MS, 2020). Existe, com efeito, a possibilidade de transmissão feco-oral (BOTTO, 2020; KWR, 2020). Então, ocorre potencial possibilidade de contaminação caso não haja adequado manejo, controle e precauções no trato dos resíduos sólidos e de outros materiais (toalhas, lençóis, roupas, entre outros) que foram expostos a fluidos nasais ou orais de pessoas contaminadas.

            Como recomendação para minimizar a transmissão do novo Coronavírus, a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam, dentre outras medidas: o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), preferencialmente descartáveis, para doentes e profissionais da saúde; uso de toalhas descartáveis; ampliação da frequência de limpeza de piso, corrimão, maçaneta e banheiros com álcool 70% ou solução de água sanitária (MS, 2020). Existe aqui um aumento na produção de resíduos, que exige gerenciamento adequado, de maneira a minimizar o risco de contaminação.

            A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) publicou, recentemente, Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por coronavírus (COVID-19), em que adverte que o novo Coronavírus pode persistir em determinados materiais por até 5 dias, como é o caso do plástico e papel (ABES, 2020). No caso da madeira e do vidro, o novo Coronavírus pode permanecer por 4 dias; em luvas cirúrgicas por até 8 horas (ABES, 2020).

            Dessa maneira, cabe, então, a cada pessoa a consciência de descartar adequadamente seus resíduos (domiciliares), por meio da separação de resíduos. Uma observação importante para os casos de pessoas contaminadas, em isolamento, seria o acondicionamento dos papéis sanitários em sacola separada e, se possível, com indicação de cuidado no manuseio. Isso se deve ao fato de que a sobrevida de vírus semelhantes ao do novo Coronavírus é de “14 dias em esgotos a 4 graus Celsius e de até 2 dias a 20 graus Celsius” (BOTTO, 2020).

            Os serviços de limpeza urbana municipal não podem parar, pois se constituem em serviço fundamental no controle e minimização da disseminação do novo Coronavírus, cabendo aos gestores municipais e suas empresas contratadas a responsabilidade de fornecer as medidas protetivas imprescindíveis aos trabalhadores da limpeza urbana.

            Aos interessados em ler o documento da ABES, na íntegra, cliquem aqui

Referências

ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por coronavírus (COVID-19). Rio de Janeiro, 2020.

BOTTO, Márcio. COVID-19 e o risco de transmissão por água e esgoto. Disponível em <https://www.linkedin.com/pulse/covid-19-e-o-risco-de-transmiss%25C3%25A3o-por-agua-esgoto-marcio-botto/?trackingId=8IAH1POzQs2w03bTzNQfcw%3D%3D>. Acesso em 31 mar 2020

KWR (2020). What we learn about Coronavirus through wastewater research. Disponível em <https://www.kwrwater.nl/en/actueel/what-can-we-learn-about-the-corona-virus-through-waste-water-research/> Acesso em 02 abr 2020

MS – Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico COE- COVID-19. N. 5. COE. Brasília: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância da Saúde, 2020.