Declaração de Nova York sobre Florestas Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Declaração de Nova York sobre Florestas

Cúpula do Clima 2014 – Declaração de Nova York sobre Florestas

     Prezados leitores do Blog Verde, a Cúpula do Clima que aconteceu ontem em Nova York trouxe resultados positivos para as florestas no mundo.

    Mas é importante informar a sociedade civil do que se trata mencionado evento, seu objetivo e o seu resultado final, considerando o impacto em todo o mundo. O objetivo do evento era mobilizar a vontade política para um acordo legal ambicioso através do processo da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Combate as Mudanças Climáticas), acordo este que deverá ser “fechado” em 2015. A Cúpula do Clima 2014, portanto, tinha como meta o diálogo.

     Divulgamos, aqui no Blog Verde, a Cúpula do Clima 2014, seus objetivos e suas intenções, que transcrevo a seguir.

    “Mesmo a Cúpula do Clima 2014 não sendo parte do processo de negociação, os países têm reconhecido o valor desta Cúpula, inclusive acolhendo os esforços do Secretário-Geral, em Doha em 2012. A ideia é construir uma base sólida sobre a qual se deve ancorar o sucesso das negociações e do progresso sustentado, em direção: (1) à redução das emissões e (2) ao fortalecimento das estratégias de adaptação às mudanças climáticas.”

     “A Cúpula deve, então, servir como uma plataforma pública para que os líderes do mais alto nível (todos os Estados-Membros da ONU, bem como os representantes dos setores: finanças, negócios, sociedade civil e líderes locais, em âmbitos público e privado) para:

Catalisar ação ambiciosa no sentido reduzir as emissões;

– Mobilizar a vontade política para um acordo legal global ambicioso em 2015, que limite o mundo a um aumento menor que 2º C na temperatura global”.

       Portanto, o evento cumpriu sua missão: serviu de plataforma de diálogo para mobilizar representantes de diversos setores. Do evento, temos como resultado principal a Declaração de Nova York sobre Florestas, em que no seu primeiro parágrafo está claro: “A Declaração de Nova Iorque sobre Florestas é uma declaração política não juridicamente vinculativa que nasceu a partir de um diálogo entre governos, empresas e sociedade civil, Primeiramente, os líderes mundiais endossam o horizonte temporal global para diminuir a perda das florestas pela metade em 2020 e se esforçam para acabar em 2030”.

     Foi determinada, ainda, a Agenda de Ação voluntária que serve como um guia para governos, companhias e sociedade civil em relação ao conjunto de ações para o alcance das metas. A Agenda de Ação não tem intenção de ser exaustiva.

    O texto da Declaração de Nova York sobre Florestas traz importantes compromissos voluntários. Endossam mencionado documento:

New_York_Declaration_on_Forests

– vinte e sete países, dentre estes os Estados Unidos, o Reino Unido, o Japão (reconhecidamente países que tem uma “dívida” ambiental significativa com relação às emissões de gases de efeito estufa);

– oito governos estaduais, dentre estes os estados brasileiros do Acre e Amazonas e outros estados do Peru;

– trinta e quatro empresas, dentre as quais: McDonalds, Procter and Gamble, Danone, L’Oreal, Nestle, Johnson & Johnson;

– dezesseis povos indígenas, dentre os quais: Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica; e

– quarenta e cinco organizações não governamentais, como a The Nature Conservancy, IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, International Union for Conservation of Nature (IUCN) e WWF.

    Aos que tiverem interesse em ler o documento na íntegra e saber o que realmente foi discutido, decidido e acordado, cliquem aqui.

Fonte: Climate Change Summit, 2014.

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Cúpula do Clima 2014 – Declaração de Nova York sobre Florestas

     Prezados leitores do Blog Verde, a Cúpula do Clima que aconteceu ontem em Nova York trouxe resultados positivos para as florestas no mundo.

    Mas é importante informar a sociedade civil do que se trata mencionado evento, seu objetivo e o seu resultado final, considerando o impacto em todo o mundo. O objetivo do evento era mobilizar a vontade política para um acordo legal ambicioso através do processo da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Combate as Mudanças Climáticas), acordo este que deverá ser “fechado” em 2015. A Cúpula do Clima 2014, portanto, tinha como meta o diálogo.

     Divulgamos, aqui no Blog Verde, a Cúpula do Clima 2014, seus objetivos e suas intenções, que transcrevo a seguir.

    “Mesmo a Cúpula do Clima 2014 não sendo parte do processo de negociação, os países têm reconhecido o valor desta Cúpula, inclusive acolhendo os esforços do Secretário-Geral, em Doha em 2012. A ideia é construir uma base sólida sobre a qual se deve ancorar o sucesso das negociações e do progresso sustentado, em direção: (1) à redução das emissões e (2) ao fortalecimento das estratégias de adaptação às mudanças climáticas.”

     “A Cúpula deve, então, servir como uma plataforma pública para que os líderes do mais alto nível (todos os Estados-Membros da ONU, bem como os representantes dos setores: finanças, negócios, sociedade civil e líderes locais, em âmbitos público e privado) para:

Catalisar ação ambiciosa no sentido reduzir as emissões;

– Mobilizar a vontade política para um acordo legal global ambicioso em 2015, que limite o mundo a um aumento menor que 2º C na temperatura global”.

       Portanto, o evento cumpriu sua missão: serviu de plataforma de diálogo para mobilizar representantes de diversos setores. Do evento, temos como resultado principal a Declaração de Nova York sobre Florestas, em que no seu primeiro parágrafo está claro: “A Declaração de Nova Iorque sobre Florestas é uma declaração política não juridicamente vinculativa que nasceu a partir de um diálogo entre governos, empresas e sociedade civil, Primeiramente, os líderes mundiais endossam o horizonte temporal global para diminuir a perda das florestas pela metade em 2020 e se esforçam para acabar em 2030”.

     Foi determinada, ainda, a Agenda de Ação voluntária que serve como um guia para governos, companhias e sociedade civil em relação ao conjunto de ações para o alcance das metas. A Agenda de Ação não tem intenção de ser exaustiva.

    O texto da Declaração de Nova York sobre Florestas traz importantes compromissos voluntários. Endossam mencionado documento:

New_York_Declaration_on_Forests

– vinte e sete países, dentre estes os Estados Unidos, o Reino Unido, o Japão (reconhecidamente países que tem uma “dívida” ambiental significativa com relação às emissões de gases de efeito estufa);

– oito governos estaduais, dentre estes os estados brasileiros do Acre e Amazonas e outros estados do Peru;

– trinta e quatro empresas, dentre as quais: McDonalds, Procter and Gamble, Danone, L’Oreal, Nestle, Johnson & Johnson;

– dezesseis povos indígenas, dentre os quais: Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica; e

– quarenta e cinco organizações não governamentais, como a The Nature Conservancy, IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, International Union for Conservation of Nature (IUCN) e WWF.

    Aos que tiverem interesse em ler o documento na íntegra e saber o que realmente foi discutido, decidido e acordado, cliquem aqui.

Fonte: Climate Change Summit, 2014.