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eventos extremos Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

eventos extremos

Clima extremo no Brasil – parte 2

     Em setembro será divulgado o Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do Brasil, que é dividido em três partes. Conforme Pivetta (2013), a primeira parte traz as conclusões de estudos feitos entre 2007 e início de 2013, que demonstram a ocorrência de mudanças climáticas no País.

     A segunda parte, informa Pivetta (2013), detalha os impactos das alterações climáticas no País, considerando vulnerabilidades e medidas de adaptação. E a terceira etapa mostra formas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em território nacional.

     Fioravanti (2013) menciona que, segundo o RAN1, a agricultura será o setor mais afetado no Brasil, por causa da alteração do regime de chuvas. No caso do Nordeste Brasileiro, as culturas de milho, arroz, feijão, algodão e mandioca devem sofrer perda significativa de produtividade devido à forte redução de área de baixo risco (Fioravanti, 2013). O relatório ainda indica como consequências da perda de produtividade do Nordeste, a provável intensificação a pobreza e o aumento de migração da área rural para urbana.

Fontes: Pivetta, Marcos. Extremos do Clima. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.

           Fioravanti, Carlos. Desafios no campo e nas cidades. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.

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Clima extremo no Brasil – parte 1

     Em texto escrito por Marcos Pivetta, publicado na Revista FAPESP de agosto de 2013, o pesquisador informa que o clima no Brasil do final deste século será, provavelmente, bem diferente do atual.

     Conforme Pivetta (2013), nos biomas Amazônia e Caatinga, a quantidade estimada de chuvas pode ser 40% menor. Os brasileiros deverão conviver com extremos do clima, como períodos de seca prolongada e de chuva forte. Ainda, os brasileiros devem conviver com aparecimento de fenômenos antes raros no país, a exemplo do furacão Catarina, em março de 2004, que atingiu a costa de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

     Estas informações são parte do diagnóstico produzido pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que estão no Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1), que deve ser divulgado na 1ª. Conferência Nacional de Mudanças Climáticas, no período de 9 a 13 de setembro, evento organizado pela FAPESP.

    O Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) reuniu 345 pesquisadores de várias áreas no intuito de formular síntese inédita do estado da arte em relação à produção científica nacional sobre o tema: Mudanças Climáticas. O PBMC é concebido aos moldes do IPCC (Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas).

    Importante mencionar a informação, já divulgada no Blog Verde, que em maio de 2012 houve a constatação do maior nível de emissões de CO2, no valor de 400ppm. A quantidade de emissões de gases de efeito estufa, dentre os quais está o dióxido de carbono, é uma das responsáveis pelas alterações climáticas. Estratégias de redução das emissões são importantes mecanismos para enfrentamento das Mudanças Climáticas, mas isso é assunto para outros momentos.

Fonte: Pivetta, Marcos. Extremos do Clima. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.

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Uma década de eventos climáticos extremos (parte 4 – final)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

09 de agosto de 2013

     A década de 2001-2010 registrou em muitos países ondas de calor. Algumas das mais dramáticas ondas de calor ocorreram na Índia, em 2002 e 2003, que tiveram como consequências, em cada uma delas, a morte de mais de 1000 pessoas. A onda de calor do verão de 2003 sobre grande parte da Europa causou mais de 66.000 mortes, e a onda de calor extremamente intensa e de longa duração que atingiu a Rússia em julho/agosto de 2010 causou mais de 55.000 mortes.

Fonte:WMO

Fonte:WMO

     O Relatório da OMM (2013) identifica muitas outras condições anormais de alta temperatura, ondas de calor e de registros de temperatura alta em todo o mundo.

     No Brasil, ondas de calor foram registradas de janeiro a março de 2006 e uma das mais altas temperaturas (44,6 °C) foi registrada em Bom Jesus, no Piauí, no dia 31 de janeiro de 2006.

     Compreender o clima e as tendências da temperatura da Terra, das precipitações e dos eventos extremos é de importância vital para o bem-estar humano e para o desenvolvimento sustentável. Como o relatório do Clima Global 2001-2010 confirma, cientistas podem agora relacionar algumas oscilações naturais com as tendências climáticas sazonais. Podem ainda compreender os mecanismos pelos quais as emissões de gases de efeito estufa da humanidade estão elevando as temperaturas médias globais.

Fonte: The Global Climate 2001-2010

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Uma década de eventos climáticos extremos (parte 3)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

08 de agosto de 2013

      A respeito de eventos extremos, o relatório Global Climate 2013 relata a importância em acompanhar e compreender esses eventos extremos, pois podem, muitas vezes, destruir vidas e propriedades. Eventos extremos podem, contudo, serem impedidos de se tornarem grandes catástrofes, reduzindo a vulnerabilidade das pessoas e de sua exposição.

Fonte:WMO

Fonte:WMO

      Informações e base de dados sobre catástrofes são úteis para mapear o comportamento e a magnitude do impacto de eventos extremos. O Relatório 2013 informa que os dados não demonstram que o aumento das perdas observadas é causado por um aumento da frequência e da intensidade de eventos extremos. Outros fatores entram em jogo, por exemplo, o aumento da exposição de pessoas e de seus bens aos eventos climáticos extremos.

    No entanto, é importante notar o aumento elevado (mais de 2000 por cento) de eventos extremos no período 2001-2010, a perda de vidas a partir de ondas de calor, especialmente durante os eventos extremos de calor sem precedentes que afetaram a Europa no verão de 2003 e a Federação Russa, no verão de 2010.

     Enquanto o risco de morte e ferimentos causados pelas tempestades e inundações diminuiu, segundo o relatório Global Climate 2013, a vulnerabilidade da propriedade (usos do solo) aumentou. Isso ocorre porque a expansão dos ativos socioeconômicos e de infraestrutura levou a um aumento na quantidade e no valor dos bens expostos aos eventos climáticos extremos.

Fonte: The Global Climate 2001-2010

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Uma década de eventos climáticos extremos (parte 1)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

03 de agosto de 2013

    A Organização Mundial de Meteorologia (OMM ou World Meteorological Organization – WMO) publicou esta semana o Relatório sobre Uma década de eventos climáticos extremos, em que traz importantes informações do período 2001-2010.

Fonte:WMO

Fonte:WMO

     Conforme o Relatório, a primeira década do século 21 foi a década mais quente registrada desde que foram iniciadas as medições, por volta de 1850. Neste período houve precipitação acima da média, sendo o ano de 2010, o que quebrou todos os recordes anteriores.

      Esta década também foi marcada por eventos climáticos extremos, como a onda de calor europeia de 2003, as inundações de 2010 no Paquistão, o furacão Katrina nos Estados Unidos da América (EUA), o ciclone Nargis em Mianmar e secas de longa duração na Bacia Amazônica, Austrália e África Oriental.

     A perspectiva da década analisada torna possível avaliar as tendências e antecipar o futuro. Pode ainda informar os esforços para desenvolver previsões para tomada de decisão na agricultura, saúde, risco de desastres, recursos hídricos entre outros setores.

Fonte: The Global Climate 2001-2010

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Uma década de eventos climáticos extremos (parte 1)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

03 de agosto de 2013

    A Organização Mundial de Meteorologia (OMM ou World Meteorological Organization – WMO) publicou esta semana o Relatório sobre Uma década de eventos climáticos extremos, em que traz importantes informações do período 2001-2010.

Fonte:WMO

Fonte:WMO

     Conforme o Relatório, a primeira década do século 21 foi a década mais quente registrada desde que foram iniciadas as medições, por volta de 1850. Neste período houve precipitação acima da média, sendo o ano de 2010, o que quebrou todos os recordes anteriores.

      Esta década também foi marcada por eventos climáticos extremos, como a onda de calor europeia de 2003, as inundações de 2010 no Paquistão, o furacão Katrina nos Estados Unidos da América (EUA), o ciclone Nargis em Mianmar e secas de longa duração na Bacia Amazônica, Austrália e África Oriental.

     A perspectiva da década analisada torna possível avaliar as tendências e antecipar o futuro. Pode ainda informar os esforços para desenvolver previsões para tomada de decisão na agricultura, saúde, risco de desastres, recursos hídricos entre outros setores.

Fonte: The Global Climate 2001-2010