meio ambiente Archives - Blog Verde 
Publicidade

Blog Verde

por Nájila Cabral

meio ambiente

Grupo Energia e Meio Ambiente/IFCE/CNPq: 20 anos de história

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

08 de julho de 2020

            Onde você estava há 20 anos? O que você imaginava que aconteceria em 2020?

            O Grupo de Pesquisa Energia e Meio Ambiente foi um dos pioneiros no Instituto Federal do Ceará, na época Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará. Uma época em que a cultura da pesquisa naquela instituição estava dando seus primeiros passos.

            O primeiro passo é sempre difícil, pois as incertezas no caminho podem ser muitas e não sabemos se teremos força suficiente para enfrentarmos as adversidades. Mas é preciso crer que o cenário futuro vai ser o melhor possível e envidarmos todos os esforços necessários para se alcançar o êxito, pois somos o resultado das escolhas que fizemos e que fazemos, em todos os instantes.

            Ano de 2000… fechava-se o século XX e estávamos ansiosos para entrar no século XXI. A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento que acontecera no Rio de Janeiro em 1992 deixara um desafio importante para todos: operacionalizar o desenvolvimento sustentável. Na mesa de debate das discussões e um dos desafios apontados para o novo século que se avizinhava estava o desafio das energias renováveis. Era preciso se pensar em dar alternativas à matriz energética sem desconsiderar a necessária manutenção dos estoques dos recursos naturais e sua qualidade, para que atendesse a demanda de energia daquela geração e das futuras gerações.

            São 20 anos de história do Grupo Energia e Meio Ambiente/IFCE/CNPq e convido-os a participar desta celebração, considerando que hoje se comemora o Dia Nacional da Ciência. Assim, amanhã, dia 09 de julho de 2020, às 16 horas, haverá uma conversa com o professor Adeildo Cabral, coordenador do Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental (LERCA), líder do Grupo, sobre os 20 anos do Grupo de Pesquisa Energia e Meio Ambiente, do IFCE Fortaleza. A transmissão será realizada no perfil do @ifcefortalezaoficial
#energia #meioambiente #live

            Para entrar na live, cliquem aqui.    

           Encontramo-nos, virtualmente… afinal faço parte desta história, desde seu começo… e lá se vão 20 anos de bonita história junto aos professores colaboradores, pesquisadores, estudantes, bolsistas e voluntários.

Publicidade

Centro de Ciências Agrárias recebe o Prêmio Ambientalista Joaquim Feitosa – edição 2020

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Preservação

04 de julho de 2020

            Este ano de 2020, o Centro de Ciências Agrárias (CCA) recebe a Medalha Prêmio Ambientalista Joaquim Feitosa. O Centro de Ciências Agrárias é uma unidade acadêmica da Universidade Federal do Ceará (UFC). O CCA foi fundado com o nome Escola de Agronomia do Ceará como entidade particular de ensino superior, em 30 de março de 1918, portanto com mais de 100 anos.

Fonte: SEMA, 2019.

            O processo de escolha do agraciado é realizado no âmbito do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, que tem por base o Decreto Estadual no 27.781, de 26 de abril de 2005. O Prêmio é concedido, anualmente, a uma pessoa física ou jurídica (pública ou privada), alternadamente, considerando o desempenho de suas ações para a proteção do Bioma Caatinga e o desenvolvimento sustentável.

            As indicações ao Prêmio são feitas pela sociedade civil. Qualquer cidadão pode indicar pessoas (físicas em anos ímpares e jurídicas em anos pares) para concorrerem ao prêmio. Este ano foram quatro indicações: Centro de Ciências Agrárias; Instituto Brasil Solidário; Sindicato das Indústrias Refinadoras de Cera de Carnaúba no Estado do Ceará (Sindcarnaúba) e Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural (ADEC). Em votação dos membros do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga venceu o Centro de Ciências Agrárias.

Fonte: UFC, 2020.

            Dentre os motivos que consideraram a indicação e escolha ao prêmio Ambientalista Joaquim Feitosa para o Centro de Ciências Agrárias, estão sua forte atuação na proteção do Bioma Caatinga, considerando a formação de milhares de profissionais nos cursos de graduação e de pós-graduação, ao longo de 100 anos de história, dos seus 8 departamentos; sendo boa parte desses trabalhos com ênfase em atividades de proteção e convivência com o semiárido, no Bioma Caatinga.

            Alguns exemplos de atuação do corpo docente do CCA/UFC são:

– “Áreas prioritárias para a conservação, uso sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade brasileira”, de 2007;

– o documento “A Caatinga na Rio+20”, que culminou com o documento Declaração da Caatinga, em 2012, com 56 compromissos para a promoção do desenvolvimento sustentável da Caatinga;

– coordenação e realização da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) do Projeto Mata Branca, com resultados altamente satisfatórios, conforme os Relatórios Finais do GEF Caatinga/Banco Mundial.

            A Professora Dra. Sônia Oliveira, Diretora do Centro de Ciências Agrárias, recebeu a notícia do prêmio, expressando as seguintes palavras: “o Centro de Ciências Agrárias da UFC ter sido agraciado com o Prêmio Ambientalista Joaquim Feitosa, concedido pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, é uma honra para todos que fizeram e fazem esta unidade acadêmica e isto se deve ao reconhecimento da grandeza da sua história e da sua relevância para o desenvolvimento sustentável do Estado do Ceará”.

            A outorga do Prêmio Ambientalista Joaquim Feitosa ao CCA/UFC coroa o desempenho do corpo docente que atua com responsabilidade e compromisso, há mais de 100 anos, em ensino, pesquisa e extensão; produzindo e disseminando conhecimento e tecnologia na necessária proteção dos recursos naturais do Bioma Caatinga e no desenvolvimento sustentável da região semiárida.

            A professora Sônia Oliveira recorda ainda que: “assim, das lições do consagrado mestre José de Guimarães Duque que preconizava o cultivo de plantas xerófilas, a criação de animais adaptados ao semiárido e a irrigação de áreas adequadas, o Centro de Ciências Agrárias avançou e hoje oferta seis Cursos de Graduação (Agronomia, Engenharia de Pesca, Engenharia de Alimentos, Zootecnia, Gestão de Políticas Públicas e Economia Ecológica) e nove Programas de Pós-Graduação (Mestrado Acadêmico e Mestrado Profissional em Avaliação de Políticas Públicas; Mestrado e Doutorado em Economia Rural; Mestrado e Doutorado em Biotecnologia de Recursos Naturais; Mestrado e Doutorado em Ciência do Solo; Mestrado e Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos; Mestrado e Doutorado em Engenharia Agrícola; Mestrado e Doutorado em Engenharia de Pesca; Mestrado e Doutorado em Fitotecnia e Mestrado e Doutorado em Zootecnia)”.

            A data de entrega do Prêmio ainda não está marcada em virtude da pandemia do novo Coronavírus que, ainda, é uma realidade em nosso tempo e em nosso território. Mas quando essa pandemia passar, estaremos juntos celebrando a vida e a memória daqueles que foram protagonistas dessa bonita história do CCA/UFC.

            Merecida e justa homenagem a esse centro de excelência. Nossos parabéns a todos os professores que fizeram e que fazem parte do Centro de Ciências Agrárias, da Universidade Federal do Ceará. Gratidão a todos vocês por serem parte da construção de um Ceará mais justo, mais inclusivo e que se preocupa com o desenvolvimento sustentável e com a proteção do Bioma Caatinga, único e singular no mundo.

Publicidade

Isolamento e o suave reencontro com a natureza

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente

28 de junho de 2020

            Em tempos de pandemia, o distanciamento social tem sido um dos aliados importantes na prevenção do contágio e da contaminação pelo novo Coronavírus. Afastar-se dos demais, para algumas pessoas, não tem sido um exercício fácil.

            Para outras pessoas o isolamento se constituiu em uma profunda necessidade de cura, pelo acometimento da doença Covid-19, e representou um renascimento, por vencer, um dia de cada vez, a batalha contra o vírus SARS-CoV-2.

Foto: Arquivo pessoal, junho/2020.

            O isolamento permitiu, para alguns, no silêncio de sua solitude a redescoberta da natureza e o aprofundamento da necessária aproximação com aquele que é o Autor da vida: Deus.

Foto: Arquivo pessoal, junho/2020.

            Isolamento como tempo de se reconhecer pequeno diante da imensidão da natureza, de suas formas, suas cores, suas criaturas. Isolamento como tempo de se consentir dedicar um pouco de tempo para contemplar o céu e ver o que há no físico e no abstrato do seu significado. Isolamento como o tempo de se acreditar que, independente de nossa vontade, o sol vai surgir a cada dia, mesmo que escondido entre nuvens. Por mais espessas que sejam as nuvens, e que nossos olhos estejam tão molhados que se assemelham a elas, o isolamento admite o reconhecimento da perpetuidade do brilho do sol.

Foto: Arquivo pessoal, junho/2020.

            Gratidão ao Autor da Vida por conceder, de graça, a natureza com todas as suas matizes; por consentir passar pela solidão da doença na companhia de tantas doces e belas criaturas; por assentir nossa permanência nessa Terra em conjunto com todas as criaturas sem nos tirar a alegria e a esperança.

            Essa pandemia, um dia, vai passar. Que possamos ficar atentos e respeitarmos a natureza em todos os tempos. Assim como nos ensinou o próprio Cristo e em consonância com as palavras do Papa Francisco em sua Encíclica, de 2015, Laudato Si, que dizia “o Senhor podia convidar os outros a estar atentos à beleza que existe no mundo, porque Ele próprio vivia em contato permanente com a natureza e prestava-lhe uma atenção cheia de carinho e admiração” (p.76).

 

 

Publicidade

A solidariedade continua nos tempos de pandemia

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Meio Ambiente

27 de junho de 2020

            A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, seção Ceará, continua com sua campanha de solidariedade e distribuição de cestas básicas para as associações de catadores de resíduos sólidos. Essa iniciativa conta com a parceria de um dos supermercados de Fortaleza, que tem auxiliado nesse processo.

Foto: Janete Cabral, junho/2020.

            Agora em junho foi feita entrega de 72 cestas básicas para as comunidades e associações Raio de Sol, Viva Vida, Ascabonja, Moura Brasil, Ucajir, Ascajan e Aceg da Guaíba.

            Grata a todos que colaboraram e continuam colaborando com essa corrente do bem.

Foto: Janete Cabral, junho/2020.

            A Coleta Solidária continua, não podemos acreditar que a pandemia terminou… Não acabou, infelizmente. O novo Coronavírus permanece presente e as medidas de prevenção e cautela são fundamentais para evitar a contaminação, o contágio e o adoecimento das pessoas.

            Sigamos firmes. Sei que a pandemia vai passar, mas enquanto não acontece, permaneçamos cumprindo uma das mais bonitas ações de ser humano: a solidariedade com todos.

      Essa ação da ABES/CE coaduna com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e com o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS), notadamente o ODS 2 e ODS 3, além de contar com a participação fundamental da sociedade civil e do setor privado, por meio de um dos supermercados de Fortaleza.

         Fotos gentilmente cedidas pela Janete Cabral. Gratidão.

Publicidade

Vida após a pandemia

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Impacto Ambiental, Saúde Ambiental

31 de Maio de 2020

     É preciso nos prepararmos para o depois. Quando tudo isso passar, o medo e a dor provocados pela doença do novo Coronavírus vão se dissipar como plumas ao vento.

     Eu sei… a saudade dos que partiram cedo demais ficará presente em nossa lembrança. Estarão vivos em nossa memória todos os momentos felizes que compartilhamos com aqueles que partiram cedo demais.

     Usando as palavras do Papa Francisco, no dia 27 de março de 2020, “o Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar”.

     Quando tudo isso passar e pudermos abrir as portas físicas de nossas casas, que seja para espalharmos solidariedade para com aqueles que precisam, não apenas do calor humano, mas de alimento e água.

     Em uma carta escrita pelo Papa Francisco à revista Vida Nueva, em 17 de abril de 2020, ele comenta “se pudemos aprender algo em todo este tempo, é que ninguém se salva sozinho. As fronteiras caem, as paredes desabam e todos os discursos fundamentalistas se dissolvem perante uma presença quase imperceptível, que manifesta a fragilidade de que somos feitos”.

     Que nosso coração seja manso e humilde, na vida após a pandemia, para entendermos que somos todos iguais independentemente de cor, credo, condições sociais e econômicas, pois a linha que, equivocadamente, imaginamos nos separar é tão tênue e pequenina quanto a de um vírus cruel e invisível.

      Ainda parafraseando o Papa Francisco em sua carta do dia 17 de abril de 2020 ele comenta “compreendemos a importância de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral. Cada ação individual não é um ato isolado, para o bem ou para o mal. Tem consequências para os outros, pois na nossa Casa Comum tudo está interligado”.

     Que a força que há dentro de cada um de nós seja estimulada a promover o bem, sem olhar a quem, pois devemos ter um compromisso saudável e harmonioso com todos os seres vivos do Planeta, na vida após a pandemia.

Publicidade

Em tempos de pandemia, coleta solidária

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

20 de Maio de 2020

    A fome não escolhe tempo… Em todos os tempos, há pessoas que têm fome. O alimento é algo necessário para a manutenção da vida, portanto mais que um direito de todos os seres humanos, o alimento é sagrado e deve ser diário, para viabilizar a dignidade da vida humana.

     O combate à fome se constitui em um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), especificamente o ODS 2 – Fome zero e agricultura sustentável, cuja meta é acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.

    Em tempos de pandemia do novo Coronavírus em que, por medida de prevenção para proteção de nossas vidas somos, fortemente, chamados a nos recolhermos em nossas casas e a fecharmos as portas de muitos comércios para evitar aglomerações, o cenário da fome permanece e parece aumentar.

     São muitas as iniciativas individuais e coletivas para doar alimentos àqueles que têm fome. Uma dessas iniciativas com promoção da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), seção Ceará, em parceria com um supermercado de Fortaleza, é a Coleta Solidária.

     A Coleta Solidária conseguiu arrecadar doações em dinheiro de muitas pessoas físicas e jurídicas, a quem somos imensamente gratos, que foram transformadas em cestas básicas doadas à Associação de Catadores. As fotos abaixo, gentilmente cedidas pelo prof. Gemmelle Santos e pela Janete Cabral, são dos dias da entrega das cestas básicas às associações ASCAJAN (Associação dos Catadores do Jangurussu) e SOCRELP (Sociedade Comunitária de Reciclagem de Lixo do bairro do Pirambu).

Foto: Gemmelle Santos, em 15/05/2020

Foto: Janete Cabral, em 18/05/2020.

    

 

 

 

 

    Toda prestação de contas está sendo feita pelos representantes das Associações à ABES-CE. Cada família recebe uma cesta básica. Não é muito… Mas permite atender à necessidade mais urgente, neste momento de tanta dor, que é matar a fome dos que mais precisam.

     A Coleta Solidária permanecerá. Se você se sentir tocado, por gentileza, faça sua doação. Que seu coração se encha de alegria neste ato de amor ao próximo, que sua generosidade seja multiplicada em cem vezes retornando à você em forma de saúde e longa vida para que você seja testemunha, no cenário futuro, de que juntos vencemos essa pandemia, mantendo a dignidade da vida humana.

     Caro leitor do Blog Verde, muito obrigada, por fazer parte dessa corrente do bem.

Publicidade

E depois da pandemia, como fica o meio ambiente?

     Uma pergunta intrigante: depois da pandemia, como fica o meio ambiente? Precisamos nos preparar para os tempos vindouros. O pós pandemia pode indicar um contexto diferente do que o que usualmente estamos vivenciando.

    No dia 15 de maio, por uma iniciativa da Câmara de Vereadores do município de Fortaleza, às 19 horas, haverá a live “Sustentabilidade em Tempos de pandemia. E depois, como fica o meio ambiente?”.

     A professora Suellen Galvão, convidada do vereador Iraguassu Teixeira, abordará os fatores que nos trouxeram até aqui (contexto urbanos, desigualdades sociais, pressões ambientais) correlacionando doenças zoonóticas com a saúde dos ecossistemas. A discussão também abordará a necessária universalização do Saneamento Básico.

   

A pandemia do novo Coronavírus trouxe uma realidade de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Essa redução será duradoura ou passageira? E as empresas, como protagonistas nesse cenário, de que maneira farão a transição da economia de baixo carbono? Cidades, empresas e países terão resiliência para a retomada da economia levando em consideração às emissões de GEE?

    Suellen Galvão é professora da UNIFOR, aluna do Programa de Pós-graduação em Tecnologia e Gestão Ambiental, do IFCE, e faz parte da Diretoria da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), seção Ceará.

    Aos que puderem participar, sintam-se convidados. Encontramo-nos virtualmente.  

     Cliquem aqui para assistir. Quem tiver uma conta ou perfil no Instagram, basta buscar por @suellengm ou @iraguassufilho e pedir para seguir o perfil que conseguirá assistir a Live.

Publicidade

Dia das mães: amor incondicional

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Meio Ambiente

10 de Maio de 2020

     Mãe é amor, é cuidado, é carinho. Mãe é doação. Mãe se transforma a cada dia para atender ao chamado do filho, que pede por colo.

    A você, que é mãe, tia, irmã, filha, que cuida dos seus entes queridos, com carinho. Feliz Dias das Mães.

     Nesses tempos de pandemia do novo Coronavírus em que estar em casa parece ser a medida mais confiável para não haver transmissão e contágio, em que tantas pessoas estão sem ter o seu pão de cada dia na mesa, se seu coração for tocado e você quiser doar, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), seção Ceará, está em parceria com um supermercado de Fortaleza, arrecadando doações.

Fonte: ABES-CE

    Parabéns a todas as mães!

Publicidade

Educação Ambiental e Covid-19: necessidade de mudança de hábitos

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

09 de Maio de 2020

     Nesse tempo de pandemia da doença Covid-19 é preciso rever hábitos e costumes. A atual realidade nos faz refletir sobre o nosso comportamento diário e nossas relações interpessoais e com o meio ambiente.

     É a partir da Educação Ambiental que os “indivíduos têm a possibilidade de compreender a realidade e refletir criticamente sobre ela na perspectiva da superação dos problemas ambientais e tornam-se cientes dos direito e deveres de cada ser humano crítico e cidadão” (Teixeira et al., 2017).

    Assim, a Educação Ambiental se apresenta como um mecanismo importante de transformação de atitudes em tempos de pandemia da Covid-19, na medida em que para a proteção dos seres humanos e para a minimização da disseminação da doença são impostas uma série de medidas de segurança e de higiene.

     A vida é um direito. A proteção da vida é um dever de cada cidadão e, também, do poder público. O cenário que nos foi introduzido com o novo Coronavírus (SARS-CoV-2) induz a que tenhamos diferentes comportamentos do que, habitualmente, estávamos acostumados.

     Dentre esses novos hábitos que precisamos ter, não apenas neste momento crucial da pandemia em que o Brasil atravessa, talvez, o pior momento de pico da doença Covid-19, mas que devemos continuar para a diminuição do risco de contaminação, estão:

– maior distanciamento entre as pessoas (pelo menos 2 metros de distância);

– higienizar, frequentemente, as mãos com água e sabão ou com álcool em gel (70%);

– manter ambientes limpos e ventilados;

– adotar comportamento amigável, sem contato físico;

– usar máscaras faciais, individuais, sempre que sair de sua residência;

– evitar tocar o rosto, a boca, os olhos e o nariz com as mãos não lavadas.

     O desafio diário neste tempo de pandemia é tentar mantermos a saúde, a nossa e a dos nossos semelhantes: saúde física, mental, emocional e espiritual. Estabelecer o equilíbrio entre essas 4 dimensões não é uma tarefa fácil, pois exige reestruturação dos nossos arranjos pessoais, para encontrarmos forças suficientes para desempenhar esse papel, consciente e cidadão, nessa jornada atual e futura.

Referências

TEIXEIRA, N. F. F.; MOURA, P. E. F.; MEIRELES, A. J. A.; SILVA, E. V. Educação Ambiental na perspectiva da reutilização de resíduos sólidos: práticas do Projeto Sala Verde Água Viva. In: MATOS, F. O.; VASCONCELOS, F. H. L.; RIBEIRO, G. O.; SILVA, T.E. V. (orgs.). Educação Ambiental: da teoria à prática. Recife: Editora Imprima, 2017, pp. 208-219.

Publicidade

Descarte de máscaras pela sociedade e a Covid-19

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

29 de Abril de 2020

      Nem nos meus piores pesadelos, imaginei passarmos por uma situação de pandemia como a que estamos vivenciando, atualmente, no mundo inteiro. Os dados da Johns Hopkins University (2020) para hoje, 29 de abril de 2020, são estes: 3.187.030 casos confirmados da doença e 227.177 mortes por Covid-19, em 185 países (ver figura abaixo).

Fonte: Johns Hopkins University, 2020.

    O Brasil aparece nesse quadro com 78.162 casos confirmados e 5.466 mortos. O Ceará, hoje, tem 7.409 casos confirmados e 450 mortes, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (ver figura abaixo); o que nos leva a refletir sobre os caminhos que precisamos seguir para evitarmos mais contaminação e disseminação do novo Coronavírus (SARS-CoV-2).

Fonte: Secretaria da Saúde do Ceará, 2020.

     Em outras oportunidades, falamos um pouco sobre ausência ou a ineficiência do saneamento e a potencial contaminação do novo Coronavírus em esgotoem estação de tratamento de esgoto; nos resíduos sólidose na água para abastecimento.

     Importante frisar as medidas preventivas e que, segundo as autoridades sanitárias, são as ações que podem minimizar o risco de contaminação, a exemplo do distanciamento entre pessoas de, no mínimo, 2 metros; evitar contato direto, dentre outras (MS,2020).

     No Estado do Ceará, o Decreto Estadual no 33.544, de 19 de abril de 2020, prorrogou as medidas necessárias ao enfrentamento da pandemia da Covid-19 em âmbito estadual (CEARÁ, 2020). Dentro do escopo das medidas estão: prorrogação das vedações e demais disposições do Decreto Estadual no 33.519, de 19 de março de 2020, e alterações posteriores; evitar a aglomeração de pessoas e manter o distanciamento mínimo do público; uso obrigatório por todos os trabalhadores de máscaras de proteção, individuais ou caseiras. Além disso, o Decreto Estadual recomenda, fortemente, o uso de máscaras de proteção, industriais ou caseiras, por quem, durante a pandemia, precisar sair de suas residências, principalmente quando estiverem em espaço e locais públicos (Ar. 2o, CEARÁ, 2020).

     Vem, então, uma preocupação com o descarte dessas máscaras, pois representam alto risco potencial de contaminação, notadamente para os catadores de materiais recicláveis e para os trabalhadores da limpeza urbana, considerando que um dos veículos de contaminação são as gotículas de saliva (MS, 2020).

     A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), em seu documento “Recomendações para a gestão de resíduos em situação de pandemia por Coronavírus (Covid-19)”, informa que é de responsabilidade dos cidadãos acondicionar esse tipo de material, potencialmente contaminado, em sacos duplos: colocar as máscaras e outros materiais contaminados (como luvas, papéis sanitários, etc) em sacos de lixo resistentes e descartáveis, fechados com nó quando o saco tiver 2/3 de sua capacidade e colocá-lo dentro de outro saco, para, então, dispor no coletor, no horário da coleta regular (ABES, 2020).

     Nunca descartar diretamente em via pública ou em lixeiras. Não dispor entre os materiais recicláveis, pois ambas as situações incorrem em potencial risco de contaminação aos trabalhadores da limpeza urbana e aos catadores de materiais recicláveis.

     A Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Ceará faz, também, esse apelo pelo Facebook: “Preserve a vida dos catadores de recicláveis! Não descarte luvas e máscaras e outros EPIs diretamente nas vias públicas ou lixeiras sem proteção. Coloque num saco plástico bem fechado, no lixo comum. Nunca no lixo reciclável!” Aos interessados em acessar a mensagem da Secretaria de Meio Ambiente, cliquem aqui

     Se cada um fizer a sua parte, respeitando as condições e recomendações de higiene e segurança, diminuiremos o risco de disseminação e contaminação da Covid-19, bem como estaremos contribuindo para o respeito à vida e ao meio ambiente.

Referências:

ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por Coronavírus (COVID-19). Rio de Janeiro, 2020.

CEARÁ. Decreto Estadual no 33.544, de 19 de abril de 2020. Prorroga, em âmbito estadual, as medidas necessárias ao enfrentamento da pandemia da Covid-19, e dá outras providências. Fortaleza: DOE, 19 abr 2020.

MS – Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico COE- COVID-19. N. 5. COE. Brasília: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância da Saúde, 2020b.

 

Publicidade

Descarte de máscaras pela sociedade e a Covid-19

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

29 de Abril de 2020

      Nem nos meus piores pesadelos, imaginei passarmos por uma situação de pandemia como a que estamos vivenciando, atualmente, no mundo inteiro. Os dados da Johns Hopkins University (2020) para hoje, 29 de abril de 2020, são estes: 3.187.030 casos confirmados da doença e 227.177 mortes por Covid-19, em 185 países (ver figura abaixo).

Fonte: Johns Hopkins University, 2020.

    O Brasil aparece nesse quadro com 78.162 casos confirmados e 5.466 mortos. O Ceará, hoje, tem 7.409 casos confirmados e 450 mortes, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (ver figura abaixo); o que nos leva a refletir sobre os caminhos que precisamos seguir para evitarmos mais contaminação e disseminação do novo Coronavírus (SARS-CoV-2).

Fonte: Secretaria da Saúde do Ceará, 2020.

     Em outras oportunidades, falamos um pouco sobre ausência ou a ineficiência do saneamento e a potencial contaminação do novo Coronavírus em esgotoem estação de tratamento de esgoto; nos resíduos sólidose na água para abastecimento.

     Importante frisar as medidas preventivas e que, segundo as autoridades sanitárias, são as ações que podem minimizar o risco de contaminação, a exemplo do distanciamento entre pessoas de, no mínimo, 2 metros; evitar contato direto, dentre outras (MS,2020).

     No Estado do Ceará, o Decreto Estadual no 33.544, de 19 de abril de 2020, prorrogou as medidas necessárias ao enfrentamento da pandemia da Covid-19 em âmbito estadual (CEARÁ, 2020). Dentro do escopo das medidas estão: prorrogação das vedações e demais disposições do Decreto Estadual no 33.519, de 19 de março de 2020, e alterações posteriores; evitar a aglomeração de pessoas e manter o distanciamento mínimo do público; uso obrigatório por todos os trabalhadores de máscaras de proteção, individuais ou caseiras. Além disso, o Decreto Estadual recomenda, fortemente, o uso de máscaras de proteção, industriais ou caseiras, por quem, durante a pandemia, precisar sair de suas residências, principalmente quando estiverem em espaço e locais públicos (Ar. 2o, CEARÁ, 2020).

     Vem, então, uma preocupação com o descarte dessas máscaras, pois representam alto risco potencial de contaminação, notadamente para os catadores de materiais recicláveis e para os trabalhadores da limpeza urbana, considerando que um dos veículos de contaminação são as gotículas de saliva (MS, 2020).

     A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), em seu documento “Recomendações para a gestão de resíduos em situação de pandemia por Coronavírus (Covid-19)”, informa que é de responsabilidade dos cidadãos acondicionar esse tipo de material, potencialmente contaminado, em sacos duplos: colocar as máscaras e outros materiais contaminados (como luvas, papéis sanitários, etc) em sacos de lixo resistentes e descartáveis, fechados com nó quando o saco tiver 2/3 de sua capacidade e colocá-lo dentro de outro saco, para, então, dispor no coletor, no horário da coleta regular (ABES, 2020).

     Nunca descartar diretamente em via pública ou em lixeiras. Não dispor entre os materiais recicláveis, pois ambas as situações incorrem em potencial risco de contaminação aos trabalhadores da limpeza urbana e aos catadores de materiais recicláveis.

     A Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Ceará faz, também, esse apelo pelo Facebook: “Preserve a vida dos catadores de recicláveis! Não descarte luvas e máscaras e outros EPIs diretamente nas vias públicas ou lixeiras sem proteção. Coloque num saco plástico bem fechado, no lixo comum. Nunca no lixo reciclável!” Aos interessados em acessar a mensagem da Secretaria de Meio Ambiente, cliquem aqui

     Se cada um fizer a sua parte, respeitando as condições e recomendações de higiene e segurança, diminuiremos o risco de disseminação e contaminação da Covid-19, bem como estaremos contribuindo para o respeito à vida e ao meio ambiente.

Referências:

ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Recomendações para Gestão de Resíduos em situação de pandemia por Coronavírus (COVID-19). Rio de Janeiro, 2020.

CEARÁ. Decreto Estadual no 33.544, de 19 de abril de 2020. Prorroga, em âmbito estadual, as medidas necessárias ao enfrentamento da pandemia da Covid-19, e dá outras providências. Fortaleza: DOE, 19 abr 2020.

MS – Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico COE- COVID-19. N. 5. COE. Brasília: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância da Saúde, 2020b.