mudanças climáticas Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

mudanças climáticas

A COP 25 acontecerá em Madrid, de 2 a 13/12/2019

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

03 de novembro de 2019

     A Secretaria da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, sigla em inglês) anunciou que a Conferência das Partes 25 (COP 25) ocorrerá de 2 a 13 de dezembro, em Madrid, na Espanha.

     A Conferência sobre Mudança Climática de 2019 contará com a 25ª sessão da Conferência das Partes (COP 25) na UNFCCC e de reuniões dos órgãos subsidiários da UNFCCC. Foi originalmente programada para se reunir de 2 a 13 de dezembro de 2019, em Santiago, Chile, como a “Conferência sobre Mudanças Climáticas de Santiago”, no entanto, o Governo do Chile anunciou seu cancelamento em 30 de outubro de 2019 tendo em vista a difícil situação que o país está passando.

     Dentre as temáticas a serem discutidas na COP 25 estão os oceanos e áreas costeiras. São muitas as atividades relacionadas à gestão sustentável do oceano, dos recursos marinhos e das áreas costeiras. Esses esforços reconhecem a contribuição do oceano para o desafio das mudanças climáticas como um importante sumidouro de carbono, bem como as interações que existem entre as mudanças climáticas e o oceano, a exemplo da acidificação causada por dióxido de carbono, dos impactos do aumento da temperatura do oceano, dentre outros.

       As discussões devem considerar, ainda, as atividades relacionadas à pesca, à aquicultura (considerando que os estoques de peixes estão cada vez menores) e à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada. As discussões vão envolver, portanto, a temática da economia azul.

Fonte: UNFCCC, 2019

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COP do Clima (COP25) no Chile cancelada

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

31 de outubro de 2019

Ontem, 30/10/2019, a Secretária Executiva da Conferência das Partes (COP 25), Patrícia Espinosa, comunicou que o Governo do Chile decidiu não sediar a COP 25 considerando a difícil situação em que o país está enfrentando.

Hoje, 31/10/2019, a Secretária Patrícia Espinosa anunciou que o Governo do Chile, como presidente da COP 25, informou que recebeu uma generosa oferta de suporte do Governo da Espanha em sediar a COP 25 em Madrid, nas mesmas datas que originalmente estava programada (02 a 13 de dezembro de 2019).

A COP 25 ocorre no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). Em seu discurso, a Secretária Patrícia Espinosa comentou que esperava que o Comitê da COP considerasse esta solução proposta o mais rápido possível, acrescentando que “é encorajador ver os países trabalhando juntos, no espírito do multilateralismo, para enfrentar as mudanças climáticas, o maior desafio que esta e as futuras gerações enfrentam”.

Fonte: UNFCCC, 2019.

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Cúpula de Ação do Clima – 2019

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

23 de setembro de 2019

Acontece de 21 a 23 de setembro de 2019, em Nova York, a Cúpula das Nações Unidas de Ação do Clima. O Secretário Geral da ONU, Antonio Guterres, convocou essa Cúpula de Ação do Clima no final de 2018, considerando os necessários esforços globais em direção ao combate às mudanças climáticas e, também, devido ao fato da grave advertência do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças climáticas (IPCC) em aumento de 1,5o C de temperatura global. Essa Cúpula das Nações Unidas de Ação do Clima não pode ser confundida com a Conferência das Partes (COP) que deve ocorrer, em sua 25ª edição (COP25), no Chile, de 2 a 13 de dezembro de 2019.

Antonio Guterres disse que queria uma Cúpula em que os líderes só pudessem falar se tivessem planos alinhados com 1,5° C. Hoje, o presidente da França, Emmanuel Macron, conclamou outros países a enfrentar o desafio climático, pressionando a Comunidade Europeia (CE) a se comprometer em reduzir as emissões em 55% até 2030 e alcançar a neutralidade do carbono em 2050. De acordo com as informações de Deborah Zabarenko, do Word Resources Institute (WRI), a França se comprometeu em enviar US$ 1,7 bilhão (1,5 bilhão de euros) ao Fundo Verde para o Clima, elevando as contribuições totais para US$ 7 bilhões.

Ainda segundo Deborah Zabarenko, da WRI, a Chanceler Angela Merkel, em seu discurso, observou que a Alemanha possui apenas 1% da população mundial, mas emite 2% dos gases de efeito estufa globais; reconheceu que “se todos fizessem as coisas da maneira que fazemos, as emissões globais dobrariam”. Comentou que a Alemanha planeja eliminar gradualmente as usinas nucleares até 2022, produzir dois terços de sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2030 e eliminar gradualmente as usinas a carvão até 2038.

Fonte: WRI, 2019.

Alguns dos compromissos mais recentes de Angela Merkel, segundo WRI, foram anunciados na última sexta-feira (20/09), incluindo um pacote de US$ 55 bilhões em inovação e tecnologia, particularmente em eficiência de transporte e construção. A Alemanha aumentará seu financiamento de 2 bilhões para 4 bilhões de euros para medidas globais de proteção climática, sem detalhar de que maneira será feito.

Outra importante informação, resultado da Cúpula das Nações Unidas de Ação do Clima é a criação de um novo Fundo filantrópico (Clean Air Fund) para auxiliar na obtenção de ar limpo para todos. A diretora executiva do Fundo, Jane Burston, comentou que “a poluição do ar mata 7 milhões de pessoas por ano. Esta é uma emergência de saúde pública e está piorando”. O fundo tem US $ 50 milhões iniciais e visa arrecadar US $ 100 milhões.

Fonte: WRI, 2019.

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Monitoramento da Qualidade do Ar – Ceará

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

02 de julho de 2019

     Hoje, 02 de julho de 2019, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (SEMACE) inaugurou, nos jardins da Universidade Federal do Ceará (UFC), a estação móvel de monitoramento da qualidade do ar, que deve percorrer o Estado do Ceará, a partir deste mês.

     Conforme informações da Assessoria de Comunicação da SEMACE, o equipamento é capaz de identificar níveis de 16 elementos químicos encontrados na atmosfera, entre eles materiais particulados inaláveis (Partículas Totais em Suspensão (PTS), Material Particulado (MP10) e Material Particulado (MP 2,5), monóxido de carbono (CO), ozônio (O3), óxido de nitrogênio (NOX) e dióxido de enxofre (SO2). Ainda conforme a Assessoria de Comunicação, a estação colherá dados em 24 pontos diferentes do estado, durante os dois primeiros anos de funcionamento, de forma a mapear a qualidade do ar. Os locais serão escolhidos por três critérios técnicos: o número de denúncias de poluição atmosférica recebidas pelo órgão, vulnerabilidade da área à contaminação por efluentes gasosos, como zonas industriais; e representatividade no território cearense.

Prof. Adeildo Cabral e Carlos Alberto, Superintendente da SEMACE, julho, 2019.

     O Superintendente da SEMACE, Carlos Alberto Mendes Júnior, lembrou em seu discurso que os primeiros dados de qualidade do ar foram coletados pela estação de monitoramento do Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental (LERCA), do Instituto Federal do Ceará (IFCE), servindo, inclusive, de base de dados para o programa de monitoramento da qualidade do ar da SEMACE, inaugurado hoje.

     Importante mencionar que os trabalhos acadêmicos sobre qualidade do ar, de alunos de graduação e de pós-graduação do IFCE, foram os pioneiros, no Estado do Ceará, com dados coletados pela estação de monitoramento do LERCA/IFCE; estando disponíveis para consulta na biblioteca do IFCE. Esses trabalhos datam do ano de 2002, sob a supervisão e orientação do Prof. Titular Adeildo Cabral da Silva e colaboradores.

    O monitoramento da qualidade do ar se constitui em dever do Estado e tem um importante resultado na gestão ambiental pública por permitir mensurar se os gases monitorados encontram-se dentro dos padrões de qualidade ambiental estabelecidos por resolução. A manutenção dos padrões de qualidade do ar dentro dos limites estabelecidos por regulamentação tem consequência direta na saúde ambiental, inclusive na saúde humana.

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Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Combate à Desertificação – Ceará

    Penso ser importante entendermos o presente por intermédio dos fatos do passado que permitiram sua construção. Muitas vezes, a história se perde com o tempo e fatos importantes que foram os responsáveis pelo cenário presente não podem ser recordados.

     Hoje queria falar sobre o processo de criação do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Combate à Desertificação do Estado do Ceará. Fiz parte de todo o processo, desde seu início, e sou muito grata e honrada por ser testemunha e personagem dessa bonita história.

     É preciso, então, voltar no tempo, para o ano de 2000, quando o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas foi criado em 20 de junho, como órgão assessor da Presidência da República, para as questões de mudanças do clima.  O Ceará estava representado nesse fórum por meio da Fundação Cearense de Meteorologia e dos Recursos Hídricos (Funceme), à época vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (SECITECE). Todas as questões relacionadas à temática mudança do clima eram operacionalizadas junto à Funceme.

    Em fevereiro de 2007, foi publicado o Quarto Relatório de Avaliação (AR4) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e em março de 2007, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas propôs a elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento de Mudança do Clima. Nesse período, na SECITECE, dois grupos temáticos (o de Meio Ambiente, coordenado por mim, e o de Energia, coordenado pelo Prof. Fernando Neiva), juntamente com o Prof. Eduardo Sávio Rodrigues, presidente da Funceme, iniciaram o processo de criação do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade, tendo, ainda, como parceiro o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente, que era o órgão estadual de meio ambiente, nessa época.

   Em fevereiro/2008, o então Secretário da SECITECE, Prof. René Barreira, convidou toda a comunidade para o Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação, que se propôs realizar discussão ampla com o poder público e com a sociedade, no sentido de fomentar em âmbito regional a perspectiva da criação do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade (FCMCB). Assim, o Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade surgiu da necessidade de o Estado do Ceará atender às demandas emergentes concernentes à discussão mundial e nacional sobre mudanças climáticas, bem como se preparar para as possíveis alterações no meio ambiente, provenientes das modificações do clima, bem como apresentar políticas públicas relativas à questão.

    Em março de 2018, SECITECE, Funceme e CONPAM, em conjunto, elaboraram a minuta de Decreto de Criação do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade, encaminhando aos devidos trâmites legais. Assim, em 24/04/2008, durante a Reunião Ordinária do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), em Fortaleza (Vila Galé), o Ceará instituiu seu Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade, com a presidência do CONPAM, a Vice-Presidência da SECITECE e a Secretaria Executiva da FUNCEME, vinculada da SECITECE.

    O Decreto Estadual n. 29.272, de 25 de abril de 2008, instituiu o Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade, composto por 32 instituições do poder público e da sociedade civil, com o objetivo de formular as diretrizes da Política Estadual sobre as Mudanças do Clima no Estado do Ceará; elaborar e divulgar o Relatório Estadual de Mudanças Climáticas e da Biodiversidade, dentre outras atribuições. 

    Em maio/2008, houve a 1a. Reunião do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade (FCMCB), com a pauta Regimento Interno e criação de câmaras técnicas setoriais, a exemplo da câmara de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. O representante do FCMCB junto ao Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas era sua Secretaria Executiva: FUNCEME. Em junho/2008, o FCMCB discutiu seu regimento interno. Em dezembro/2009, houve alteração no Decreto de criação do FCMCB, passando-se a se chamar Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Combate à Desertificação (FEMCBCD).

    Desde junho/2009 até a realização da Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em regiões Semiáridas (ICID+18), em maio/2010, o FEMCBCD participou ativamente de todo o processo preparatório deste evento internacional, com relação à questão das mudanças climáticas e de conservação da biodiversidade. A ICID+18 teve a coordenação geral do Prof. Antônio Rocha Magalhães.

     A partir de 2010, o FEMCBCD, atendendo ao convite da Organização das Nações Unidas (ONU) e do governo do estado do Ceará, iniciou a elaboração do Relatório do Ceará (Ceará Report 2012) com os avanços obtidos no Estado com relação aos objetivos acordados na Rio 92, trazendo ainda quais lacunas e desafios para os próximos 20 anos, para serem apresentados na Rio+20 e, ainda, para comporem o Relatório do Brasil para Rio +20.

     Em maio/2012, o FEMCBCD auxiliou na realização do evento, promovido pelo Banco do Nordeste (BNB) e pela Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), intitulado “O Bioma Caatinga na Rio+20”, tendo sido um dos protagonistas na elaboração do documento “Declaração da Caatinga”, assinada por todos os governadores dos estados que compõem o Bioma Caatinga. O documento possui metas e prazos até 2020.

     Parte da Delegação do Ceará na Rio+20, ocorrida em junho de 2012, integrante também da Delegação do Brasil na Rio+20, era composta por membros do FEMCBCD, a exemplo do representante do IFCE no FEMCBCD, Prof. Adeildo Cabral. Os outros membros foram: Profa. Nájila Cabral, Profa. Irles Mayorga, Iranildo Ferreira (Embaixador Climático do Brasil na ONU), Sra. Tereza Parias, Secretário Executivo do CONPAM, Iraguassu Teixeira, Presidente do CONPAM, Paulo Henrique Lustosa, e Presidente da FUNCEME, Eduardo Sávio.

       O Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Combate à Desertificação auxiliou na elaboração de importantes documentos afetos à questão de emissões de gases de efeito estufa, a exemplo do “Inventário de Gases de Efeito Estufa da Copa das Confederações 2013” e do “Inventário de Gases de Efeito Estufa da Copa do Mundo FIFA 2014”, em parceria com CONPAM, UFC/Labomar e IFCE. Foi responsável, também, pelo documento “Subsídios à elaboração do Plano Estadual de Mudanças Climáticas”, com contribuição efetiva de todos os seus membros e fruto de muitas reuniões e discussões no âmbito do fórum e de suas câmaras temáticas.

 

     Parte da história está aqui de forma resumida, pois o desafio é permanente, diário e contínuo. Somos responsáveis por fazermos deste mundo um lugar adequado e saudável para todos os cidadãos terem uma vida digna. A ideia de divulgar as informações é uma forma de garantir que as lições não sejam esquecidas, para que outras pessoas as utilizem como exemplo e que tenham o compromisso de seguir adiante.

 

 

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2021-2030: Década para a Restauração dos Ecossistemas

    A Assembleia Geral da ONU estabeleceu, em 1º de março de 2019, a Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas 2021-2030, com o intuito de promover o plantio de árvores, de maneira a mitigar as mudanças climáticas e ampliar os esforços de proteção da biodiversidade.

    Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), a Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas visa intensificar a restauração de ecossistemas degradados ou destruídos como uma medida comprovada para combater a crise climática e aumentar a segurança alimentar, o abastecimento de água e a biodiversidade.

    Ainda segundo a ONU, existe perda de cerca de 10% do produto bruto global considerando as perdas dos serviços ecossistêmicos, a exemplo do fornecimento de água doce, da provisão de alimento e de habitats para espécies como peixes e polinizadores.

     Intenciona-se, também, acelerar as metas globais de restauração já existentes, como o Desafio de Bonn, que trata-se de um esforço global, lançado em 2011, para prover a recuperação de 150 milhões de hectares de áreas degradadas, em 2020; e para 2030, a meta é de recuperação de 350 milhões de hectares. O Desafio de Bonn foi endossado e ampliado pela Declaração de Nova York sobre Florestas na Cúpula do Clima da ONU em 2014.

     As políticas ambientais brasileiras de proteção à florestas e à biodiversidade devem estar atentas ao cumprimento desses acordos multilaterais ambientais, bem como da necessária promoção do desenvolvimento econômico sustentável para o País. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) está com previsão para este mês de maio/2019 de lançamento de sua Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana, priorizando-se as áreas verdes urbanas.

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Relatório de lacunas de emissões – 2018

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

12 de Janeiro de 2019

     O Relatório Anual das Lacunas de Emissões Ambientais da Organização das Nações Unidas (ONU) apresenta uma avaliação dos atuais esforços nacionais de mitigação e as ambições que os países apresentaram em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas, que formam a base do Acordo de Paris. O objetivo do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, conforme acordado na Conferência das Partes em 2015, é manter a elevação da temperatura global neste século abaixo dos 2 graus Celsius, considerando os níveis pré-industriais. 

   O Relatório de 2018 traz a atualização sobre as emissões globais e uma avaliação das emissões associadas às Contribuições Nacionalmente Determinadas e às políticas atuais de cada um dos membros do G20, incluindo a União Européia. O Relatório apresenta novas informações sobre a “lacuna de emissões”, que é a lacuna entre onde provavelmente estaremos e onde precisamos estar. Leva em consideração as informações científicas mais recentes, incluindo o Relatório Especial do IPCC, em 1.5 ° C.

     O relatório foi preparado por uma equipe internacional de cientistas líderes, avaliando todas as informações disponíveis. Aos interessados em ler o sumário executivo, cliquem aqui.

Fonte: ONU, 2018.

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Resultados da COP 24 – Conferência do Clima

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

17 de dezembro de 2018

    A Conferência das Partes (COP24), em Katowice, na Polônia, finalizou dia 14/12/2018, com importantes resultados que terão reflexo nas ações globais de mitigação e adaptação de mudanças climáticas. Os governos adotaram um conjunto robusto de diretrizes para implementar o marco realizado em 2015, o Acordo de Mudança Climática de Paris. A implementação desse acordo beneficiará pessoas de todas as esferas da vida, especialmente as mais vulneráveis.

    Conforme as informações para a imprensa, o “Pacote Climático de Katowice” foi elaborado para operacionalizar o regime de mudança climática contido no Acordo de Paris. Sob os auspícios do Secretariado das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, mencionado pacote promoverá a cooperação internacional e incentivará uma maior ambição. Suas diretrizes promoverão a confiança entre as nações de que todos os países estão desempenhando seu papel no enfrentamento do desafio da mudança climática.

    O Presidente da COP24, o Sr. Michal Kurtyka da Polônia, disse: “todas as nações trabalharam incansavelmente. Todas as nações mostraram seu compromisso. Todas as nações podem deixar Katowice com um sentimento de orgulho, sabendo que seus esforços valeram a pena. As diretrizes contidas no Katowice Climate Package  (Pacote Climático de Katowice) fornecem a base para a implementação do acordo a partir de 2020 ”.

O pacote Katowice inclui diretrizes que operacionalizarão a estrutura de transparência; define como os países fornecerão informações sobre suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) que descrevem suas ações climáticas domésticas. Essas informações incluem medidas de mitigação e adaptação, bem como detalhes do apoio financeiro para a ação climática nos países em desenvolvimento. O pacote também inclui diretrizes relacionadas ao processo de estabelecimento de novas metas de financiamento a partir de 2025, a partir do objetivo atual de mobilizar US $ 100 bilhões por ano a partir de 2020 para apoiar os países em desenvolvimento; bem como traz de que maneira avaliar o progresso no desenvolvimento e transferência de tecnologia.

     A Chefe do Clima da ONU, Patricia Espinosa, disse: “Esta é uma excelente conquista! O sistema multilateral apresentou um resultado sólido. Este é um roteiro para a comunidade internacional abordar de forma decisiva as mudanças climáticas ”. As principais questões ainda a serem solucionadas dizem respeito ao uso de abordagens cooperativas, bem como ao mecanismo de desenvolvimento sustentável, como consta do artigo 6 do Acordo de Paris. Isso permitiria aos países cumprir uma parte de suas metas nacionais de mitigação através do uso de chamados “mecanismos de mercado”.  Esse mecanismos de mercado fornecem instrumentos flexíveis para reduzir os custos do corte de emissões, como os mercados de carbono.

 

     Continuou Patrícia Espinosa: “Depois de muitos intercâmbios ricos e discussões construtivas, a grande maioria dos países estava disposta a concordar e incluir as diretrizes para operacionalizar os mecanismos de mercado no pacote global”, disse ela. “Infelizmente, no final, as diferenças não puderam ser superadas”. Por isso, os países concordaram em finalizar os detalhes dos mecanismos de mercado no próximo ano, a fim de adotá-los na próxima Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP25). A COP 25 ocorrerá no Chile, marcada para o período de 11 a 22 de novembro de 2019.

   O documento resultado da COP24 destaca, então,  a importância de reforçar a apropriação por parte dos países nos programas de impacto de reposição do Fundo Mundial para o Ambiente; Solicita que o Fundo Mundial para o Meio Ambiente, conforme apropriado, assegure que suas políticas e procedimentos relacionados à consideração e revisão das propostas de financiamento sejam devidamente seguidos de maneira eficiente; bem como aguarda, com expectativa, a entrega prevista de reduções das emissões de gases de efeito de estufa no sétimo período de reposição, o que representa o dobro do previsto para a sexta rodada. Aos interessados em ler na íntegra, cliquem aqui.

Fonte: Press Release (15/12/2018- COP24, UNFCCC). Fotos: UNFCCC, 2018.

 

 

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Conferência de Mudanças Climáticas – Katowice 2018 (COP24)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

11 de dezembro de 2018

     No período de 2 a 14 de dezembro, está acontecendo a 24ª Conferência das Partes (COP24) no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), em Katowice na Polônia.

     Decisões importantes devem ser resultados dessa COP 24, na qual estão reunidos 22771 participantes de 189 países. Desses participantes 6046 são oriundos de organizações não-governamentais; 13898 representantes de países, 791 de organizações internacionais e 1541 profissionais de mídia/jornalismo (clique aqui para ver lista completa ).

            No dia 8 de dezembro, ocorreu o Dia de Ação dos Oceanos (Oceans Action Day), evento organizado pelo: Global Ocean Forum; Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (IOC / UNESCO); Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO); União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN); dentre outras instituições. Com mais de 400 participantes, incluindo enviados especiais da ONU, ministros, embaixadores e representantes da academia, governos, sociedade civil e setor privado, as discussões e debates destacaram questões que ligam o oceano e seus recursos a saber: adaptação e mitigação das alterações climáticas; segurança alimentar; redução do risco de desastres; comércio; pesquisa científica; financiamento; e deslocamento e migração.

     Um dos esforços dessa Conferência é viabilizar financiamento dos países envolvidos na UNFCC, em longo prazo, para as necessárias ações de mitigação e adaptação, reconhecendo a importância da adaptação, do financiamento e da necessidade de recursos públicos e de subsídios para adaptação.

      Aos interessados em acessar os documentos oficiais da COP 24, cliquem aqui.

Fonte: UNFCCC/COP24, 2018.

 

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Fórum da Paz de Paris

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

11 de novembro de 2018

    O Fórum da Paz de Paris, o primeiro deste tipo, é uma iniciativa do governo francês. Realizado no período de 11 a 13 de novembro na capital francesa, tem o objetivo de se constituir em um fórum global para projetos de governança. A intenção é reunir dezenas de líderes mundiais e representantes de organizações internacionais, para uma série de mesas redondas para discutir e reafirmar o compromisso comum de enfrentar os grandes desafios do mundo hoje.

     No dia em que se comemora cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial, o Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres disse aos líderes mundiais no Fórum da Paz de Paris que os problemas globais exigem “mais do que nunca” o fortalecimento da cooperação internacional.

    No seu discurso, Antonio Guterres chamou atenção para três grandes desafios: o primeiro sobre as mudanças climáticas, pedindo especial atenção e compromissos dos países para a 24a. Conferência das Partes (COP24), que acontecerá em dezembro próximo, na Polônia.  Citando a demografia e a migração como o segundo grande desafio do nosso tempo, Guterres conclamou os líderes mundiais para a preocupação com o fenômeno da migração, dentro do “contexto de mudanças climáticas, desigualdades e conflitos”. Afirmou: “Sem a cooperação internacional, e se nos refugiarmos atrás de nossas fronteiras nacionais, vamos sacrificar nossos valores coletivos, e vamos perpetuar a tragédia dos migrantes sendo explorados pelos piores traficantes”.

     O Secretário Geral da ONU identificou a tecnologia como o terceiro grande desafio mundial pela frente. Ele citou a inteligência artificial redefinindo o mercado de trabalho e a natureza do trabalho em si, a disseminação do cibercrime e a lacuna entre a inovação e nossos marcos legais.

    Dentre os participantes  no primeiro dia do Fórum da Paz de Paris estavam a chanceler alemã, Angela Merkel; o vice-presidente da Índia, Venkaiah Naidu; o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven; Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional e o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki.

    Fonte: ONU, 2018.

 

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Fórum da Paz de Paris

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

11 de novembro de 2018

    O Fórum da Paz de Paris, o primeiro deste tipo, é uma iniciativa do governo francês. Realizado no período de 11 a 13 de novembro na capital francesa, tem o objetivo de se constituir em um fórum global para projetos de governança. A intenção é reunir dezenas de líderes mundiais e representantes de organizações internacionais, para uma série de mesas redondas para discutir e reafirmar o compromisso comum de enfrentar os grandes desafios do mundo hoje.

     No dia em que se comemora cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial, o Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres disse aos líderes mundiais no Fórum da Paz de Paris que os problemas globais exigem “mais do que nunca” o fortalecimento da cooperação internacional.

    No seu discurso, Antonio Guterres chamou atenção para três grandes desafios: o primeiro sobre as mudanças climáticas, pedindo especial atenção e compromissos dos países para a 24a. Conferência das Partes (COP24), que acontecerá em dezembro próximo, na Polônia.  Citando a demografia e a migração como o segundo grande desafio do nosso tempo, Guterres conclamou os líderes mundiais para a preocupação com o fenômeno da migração, dentro do “contexto de mudanças climáticas, desigualdades e conflitos”. Afirmou: “Sem a cooperação internacional, e se nos refugiarmos atrás de nossas fronteiras nacionais, vamos sacrificar nossos valores coletivos, e vamos perpetuar a tragédia dos migrantes sendo explorados pelos piores traficantes”.

     O Secretário Geral da ONU identificou a tecnologia como o terceiro grande desafio mundial pela frente. Ele citou a inteligência artificial redefinindo o mercado de trabalho e a natureza do trabalho em si, a disseminação do cibercrime e a lacuna entre a inovação e nossos marcos legais.

    Dentre os participantes  no primeiro dia do Fórum da Paz de Paris estavam a chanceler alemã, Angela Merkel; o vice-presidente da Índia, Venkaiah Naidu; o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven; Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional e o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki.

    Fonte: ONU, 2018.