Nova Agenda Urbana Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Nova Agenda Urbana

Fórum Urbano Mundial e as cidades sustentáveis

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Urbanismo

09 de Fevereiro de 2020

     No período de 8 a 13 de fevereiro de 2020, dezoito mil participantes de 168 países estão reunidos em Abu Dhabi para a 10ª Sessão do Fórum Urbano Mundial (World Urban Forum – WUF), cuja temática “Cidades de Oportunidades: conectando cultura e inovação” permite a discussão e abordagem dos desafios da urbanização sustentável.

     Instituído em 2001 pelas Nações Unidas, convocado pela ONU-Habitat, o WUF tem por objetivos: sensibilizar tomadores de decisão para a urbanização sustentável; melhorar o conhecimento coletivo sobre desenvolvimento urbano sustentável por meio de debates abertos e inclusivos; e promover a colaboração e cooperação entre diferentes partes interessadas no intuito de implementação da urbanização sustentável.

    A figura mostra os eventos anteriores, seus locais de realização, temas abordados e número de participantes. No ano de 2016, a 8ª Sessão do Fórum Urbano Mundial ocorreu em paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento urbano Sustentável (Habitat III).

Fonte: WUF, 2020.

     Nessa 10ª Sessão do WUF os debates promoverão a oportunidade de comunidades multiculturais e multigeracionais em explorar o papel da cultura e inovação na implementação da Nova Agenda Urbana, no sentido de se alcançar as dimensões urbanas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Fonte: WUF, 2020.

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Combate à Desertificação: ações da Declaração de Delhi

Por Nájila Cabral em Governos Locais, Meio Ambiente, Semiárido, Urbanismo

26 de novembro de 2019

                   Em 13 de setembro de 2019, encerrou-se a 14ª Conferência das Partes (COP 14) no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (UNCCD). Foram tomadas 36 decisões para acelerar ações no sentido de garantir os objetivos previstos para o período 2018-2010.

            Dentre as decisões está a recepção da Década das Nações Unidas sobre a Restauração de Ecossistemas (2021-2030) com o compromisso de adotar uma abordagem integrada e de boas práticas para a restauração de terras, com base em evidências científicas e conhecimentos tradicionais que ofereçam esperança às comunidades vulneráveis. A Década das Nações Unidas sobre a Restauração de Ecossistemas (2021-2030) foi declarada em 1º de março de 2019 pela Assembleia Geral das Nações Unidas com o objetivo de ampliar massivamente a restauração de ecossistemas degradados e destruídos como uma medida comprovada para combater as mudanças climáticas e melhorar a segurança alimentar, o suprimento de água e a biodiversidade.

            Outra decisão da Declaração de Delhi diz respeito a incentivar os governos locais (municípios) a adotar o gerenciamento integrado do uso da terra e a governança fundiária aprimorada para reabilitar a base de recursos naturais que torna as cidades sustentáveis, levando em consideração a Nova Agenda Urbana.

            Mencionadas decisões encontram convergência com programas já desenvolvidos, a exemplo do programa europeu “No net land take”. O consumo líquido o qual se refere o programa significa que, para toda superfície de terra artificial, é necessário prever a naturalização de uma área de terra de tamanho igual. A estratégia europeia baseia-se, portanto, em três princípios:

– Evitar, isto é, desencorajar a conversão de espaços abertos, não construídos ou terras agrícolas em novos assentamentos urbanos.

– Reciclar, ou seja, transformar áreas urbanas abandonadas e não mais ativas, convertendo-as em novos usos ou favorecendo sua naturalização.

– Compensar, isto é, equilibrar a construção de áreas que não foram construídas anteriormente com projetos de (re) naturalização ou a não impermeabilização de áreas construídas.

            O Ministério do Meio Ambiente, no Brasil, prevê uma Agenda Nacional de Qualidade Urbana com  ações nas temáticas: áreas verdes, resíduos sólidos, qualidade do ar, áreas contaminadas e outras.

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Construção sustentável e abordagem da Nova Agenda Urbana

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Urbanismo

16 de setembro de 2018

     A Nova Agenda Urbana, resultado da Conferência das Nações Unidas para Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, denominada HABITAT III, que ocorreu de 17 a 20 de outubro de 2016, reforça a necessidade de melhoria no acesso a serviços, infraestrutura e habitação sustentáveis, economicamente acessíveis, adequados, resilientes e seguros.

    Na direção dessa orientação de habitação, ou construção, sustentável estão alguns projetos que reutilizam, por exemplo, contêineres em seu partido e soluções arquitetônicos.

    O Diretor da GSol, o arquiteto Gildomar Lima, nos conta que esse tipo de construção pode sair cerca de 90% com menos geração de resíduos na obra  se comparada a construção tradicional em alvenaria. Afirma ainda que em relação ao uso de água, esta pode ter uma redução de 90% em comparação à construção em alvenaria.

    Essas inovações vão ao encontro do que se preconiza a Nova Agenda Urbana que tem compromissos importantes a serem cumpridos, à exemplo  da promoção ao acesso equitativo e viável a infraestrutura física e social básica e sustentável para todos.

    As fotos são de um projeto do arquiteto Gildomar Lima, que reutilizou contêineres para sua execução. Estes passam por um tratamento de isolamento térmico e de preparação para receber as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, de maneira a permitir o uso comercial ou residencial da edificação. O isolamento térmico entre a chapa de aço externa e a parede interna em gesso acartonado (dry wall) permite que a edificação fique confortável.

    Conforme as informações do arquiteto, a construção sai cerca de 30% mais barata e 50% mais rápida, se comparada à construção convencional em alvenaria. O arquiteto também afirma que estruturalmente a construção é segura, considerando ser uma estrutura rígida que não deforma com o peso. 

    Um fator importante é que a reutilização dos contêineres obedecem rigorosamente todas as normas de controle, não sendo possível reutilizar aqueles que transportaram cargas com material bacteriológico, químico ou radioativo. Gildomar Lima acrescenta que deve-se “sempre comprar unidades originais diretamente dos representantes oficiais das companhias de navegação e com pintura original e pedir um laudo técnico particular para análise de possíveis contaminações (bacteriológica, química e radioativa) na unida comprada”.

    É importante lembar que o direito à moradia adequada é um componente do direito à dignidade da vida humana, estabelecido como um dos princípios basilares das conferências mundiais sobre meio ambiente e das conferências das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos, inclusive preconizada na Nova Agenda Urbana.

Fotos: Gentilmente cedidas por GSol, 2018.

 

 

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Construção sustentável e abordagem da Nova Agenda Urbana

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Urbanismo

16 de setembro de 2018

     A Nova Agenda Urbana, resultado da Conferência das Nações Unidas para Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, denominada HABITAT III, que ocorreu de 17 a 20 de outubro de 2016, reforça a necessidade de melhoria no acesso a serviços, infraestrutura e habitação sustentáveis, economicamente acessíveis, adequados, resilientes e seguros.

    Na direção dessa orientação de habitação, ou construção, sustentável estão alguns projetos que reutilizam, por exemplo, contêineres em seu partido e soluções arquitetônicos.

    O Diretor da GSol, o arquiteto Gildomar Lima, nos conta que esse tipo de construção pode sair cerca de 90% com menos geração de resíduos na obra  se comparada a construção tradicional em alvenaria. Afirma ainda que em relação ao uso de água, esta pode ter uma redução de 90% em comparação à construção em alvenaria.

    Essas inovações vão ao encontro do que se preconiza a Nova Agenda Urbana que tem compromissos importantes a serem cumpridos, à exemplo  da promoção ao acesso equitativo e viável a infraestrutura física e social básica e sustentável para todos.

    As fotos são de um projeto do arquiteto Gildomar Lima, que reutilizou contêineres para sua execução. Estes passam por um tratamento de isolamento térmico e de preparação para receber as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, de maneira a permitir o uso comercial ou residencial da edificação. O isolamento térmico entre a chapa de aço externa e a parede interna em gesso acartonado (dry wall) permite que a edificação fique confortável.

    Conforme as informações do arquiteto, a construção sai cerca de 30% mais barata e 50% mais rápida, se comparada à construção convencional em alvenaria. O arquiteto também afirma que estruturalmente a construção é segura, considerando ser uma estrutura rígida que não deforma com o peso. 

    Um fator importante é que a reutilização dos contêineres obedecem rigorosamente todas as normas de controle, não sendo possível reutilizar aqueles que transportaram cargas com material bacteriológico, químico ou radioativo. Gildomar Lima acrescenta que deve-se “sempre comprar unidades originais diretamente dos representantes oficiais das companhias de navegação e com pintura original e pedir um laudo técnico particular para análise de possíveis contaminações (bacteriológica, química e radioativa) na unida comprada”.

    É importante lembar que o direito à moradia adequada é um componente do direito à dignidade da vida humana, estabelecido como um dos princípios basilares das conferências mundiais sobre meio ambiente e das conferências das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos, inclusive preconizada na Nova Agenda Urbana.

Fotos: Gentilmente cedidas por GSol, 2018.