saúde ambiental Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

saúde ambiental

E depois da pandemia, como fica o meio ambiente?

     Uma pergunta intrigante: depois da pandemia, como fica o meio ambiente? Precisamos nos preparar para os tempos vindouros. O pós pandemia pode indicar um contexto diferente do que o que usualmente estamos vivenciando.

    No dia 15 de maio, por uma iniciativa da Câmara de Vereadores do município de Fortaleza, às 19 horas, haverá a live “Sustentabilidade em Tempos de pandemia. E depois, como fica o meio ambiente?”.

     A professora Suellen Galvão, convidada do vereador Iraguassu Teixeira, abordará os fatores que nos trouxeram até aqui (contexto urbanos, desigualdades sociais, pressões ambientais) correlacionando doenças zoonóticas com a saúde dos ecossistemas. A discussão também abordará a necessária universalização do Saneamento Básico.

   

A pandemia do novo Coronavírus trouxe uma realidade de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Essa redução será duradoura ou passageira? E as empresas, como protagonistas nesse cenário, de que maneira farão a transição da economia de baixo carbono? Cidades, empresas e países terão resiliência para a retomada da economia levando em consideração às emissões de GEE?

    Suellen Galvão é professora da UNIFOR, aluna do Programa de Pós-graduação em Tecnologia e Gestão Ambiental, do IFCE, e faz parte da Diretoria da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), seção Ceará.

    Aos que puderem participar, sintam-se convidados. Encontramo-nos virtualmente.  

     Cliquem aqui para assistir. Quem tiver uma conta ou perfil no Instagram, basta buscar por @suellengm ou @iraguassufilho e pedir para seguir o perfil que conseguirá assistir a Live.

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Educação Ambiental e Covid-19: necessidade de mudança de hábitos

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

09 de Maio de 2020

     Nesse tempo de pandemia da doença Covid-19 é preciso rever hábitos e costumes. A atual realidade nos faz refletir sobre o nosso comportamento diário e nossas relações interpessoais e com o meio ambiente.

     É a partir da Educação Ambiental que os “indivíduos têm a possibilidade de compreender a realidade e refletir criticamente sobre ela na perspectiva da superação dos problemas ambientais e tornam-se cientes dos direito e deveres de cada ser humano crítico e cidadão” (Teixeira et al., 2017).

    Assim, a Educação Ambiental se apresenta como um mecanismo importante de transformação de atitudes em tempos de pandemia da Covid-19, na medida em que para a proteção dos seres humanos e para a minimização da disseminação da doença são impostas uma série de medidas de segurança e de higiene.

     A vida é um direito. A proteção da vida é um dever de cada cidadão e, também, do poder público. O cenário que nos foi introduzido com o novo Coronavírus (SARS-CoV-2) induz a que tenhamos diferentes comportamentos do que, habitualmente, estávamos acostumados.

     Dentre esses novos hábitos que precisamos ter, não apenas neste momento crucial da pandemia em que o Brasil atravessa, talvez, o pior momento de pico da doença Covid-19, mas que devemos continuar para a diminuição do risco de contaminação, estão:

– maior distanciamento entre as pessoas (pelo menos 2 metros de distância);

– higienizar, frequentemente, as mãos com água e sabão ou com álcool em gel (70%);

– manter ambientes limpos e ventilados;

– adotar comportamento amigável, sem contato físico;

– usar máscaras faciais, individuais, sempre que sair de sua residência;

– evitar tocar o rosto, a boca, os olhos e o nariz com as mãos não lavadas.

     O desafio diário neste tempo de pandemia é tentar mantermos a saúde, a nossa e a dos nossos semelhantes: saúde física, mental, emocional e espiritual. Estabelecer o equilíbrio entre essas 4 dimensões não é uma tarefa fácil, pois exige reestruturação dos nossos arranjos pessoais, para encontrarmos forças suficientes para desempenhar esse papel, consciente e cidadão, nessa jornada atual e futura.

Referências

TEIXEIRA, N. F. F.; MOURA, P. E. F.; MEIRELES, A. J. A.; SILVA, E. V. Educação Ambiental na perspectiva da reutilização de resíduos sólidos: práticas do Projeto Sala Verde Água Viva. In: MATOS, F. O.; VASCONCELOS, F. H. L.; RIBEIRO, G. O.; SILVA, T.E. V. (orgs.). Educação Ambiental: da teoria à prática. Recife: Editora Imprima, 2017, pp. 208-219.

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Água para abastecimento e COVID-19

     Um dos importantes aspectos do saneamento é a água potável para abastecimento humano. Água é vida. A Agenda 2030 traz como Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, assegurar a disponibilidade e gestão sustentável de água e saneamento para todos. A meta nacional 6.1 é “até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo à água para consumo humano, segura e acessível para todos”.

     Em tempos de pandemia do novo Coronavírus (SARS-Cov-2) em que, reconhecidamente, a transmissão é alta e pode acontecer, segundo o Ministério da Saúde (2020) “por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, semelhante à maneira como a influenza e outros patógenos respiratórios”, é preciso, também, atentar para a possibilidade de transmissão por via feco-oral (BOTTO, 2020, KWR, 2020).

     Conforme BOTTO (2020), “acredita-se que o risco de contaminação através de água de abastecimento público seja baixo. Até o momento o SARS-Cov-2 não foi detectado em sistemas de abastecimento”. Assim, a água para abastecimento humano deve ser disponibilizada com a qualidade compatível aos padrões de potabilidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, e também em consonância com Botto (2020), os sistemas de abastecimento público com processos de tratamento, incluindo a etapa de desinfecção, e bem operados inativam o vírus da Covid-19 (WHO, 2020; SOARES et al, 2020).

      Soares et al (2020) alertam para a obrigatoriedade de que as águas de abastecimento público recebam o tratamento com a etapa de desinfecção. Acrescentam os autores que as “águas provenientes de mananciais superficiais devem incluir os processos de filtração e desinfecção, cumprindo o que determina a Portaria de Consolidação MS no 5/2017” (SOARES et al, 2020).

     No entanto, o Brasil tem mais de 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada por rede geral, conforme o Instituto Trata Brasil (2020), o que deve preocupar autoridades locais (municípios), que são os responsáveis pelos serviços de saneamento. Para essas pessoas, os municípios devem ter olhar mais atencioso, em virtude da sugestão do contínuo risco de contaminação de pessoas sem acesso a água segura e de sistemas apropriados de disposição de excretas (BOTTO, 2020; SOARES et al, 2020).

     Naqueles locais que não tenham rede geral de abastecimento de água potável, Soares et al (2020) recomendam que se pode evitar a disseminação do novo Coronavírus nas próprias residências, adotando-se a adição de hipoclorito de sódio (2,5%), conforme dosagem especificada, a seguir, deixando a água em repouso por 30 (trinta) minutos, após a adição do hipoclorito:

– Para um volume de água de 1 litro, correspondente a 5 xícaras de chá, adicionar 0,08 mL de hipoclorito de sódio (2,5%). O volume de hipoclorito a ser adicionado corresponde a duas gotas.

     Os serviços de saneamento (água potável para abastecimento, coleta de resíduos sólidos, coleta e tratamento de esgoto) são essenciais e imprescindíveis, portanto não podem parar. Cabe aos gestores municipais a responsabilidade de manter esses serviços essenciais, bem como dar as condições para que as pessoas que não tem acesso a água potável por rede geral possam adotar, em suas casas, a solução de desinfecção da água de beber por hipoclorito de sódio, após filtração e fervura.

     Aos que queiram saber mais sobre as recomendações para prevenção da Covid-19 realizadas pela sala técnica do saneamento, acessem aqui.

Referências

BOTTO, Márcio. COVID-19 e o risco de transmissão por água e esgoto. Disponível em <https://www.linkedin.com/pulse/covid-19-e-o-risco-de-transmiss%25C3%25A3o-por-agua-esgoto-marcio-botto/?trackingId=8IAH1POzQs2w03bTzNQfcw%3D%3D>. Acesso em 31 mar 2020

Instituto Trata Brasil (2019) O que acontece quando não temos saneamento básico. Disponível em http://www.tratabrasil.org.br/blog/2019/07/05/o-que-acontece-quando-nao-temos-saneamentobasico/ Acesso em 02 abr 2020

KWR (2020). What we learn about Coronavirus through wastewater research. Disponível em <https://www.kwrwater.nl/en/actueel/what-can-we-learn-about-the-corona-virus-through-waste-water-research/> Acesso em 02 abr 2020

MS – Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico n. 2. Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública. Brasília: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância da Saúde, fev. 2020

SOARES, Alexandra Fátima Saraiva; NUNES, Bárbara Caroline Ricci; SANTOS Caludoaldo Viana dos; COSTA, Flávia Cristina Rodrigues; SANTOS, Hélio Rodrigues dos; SILVA, Luís Fernando de Morais; SOUZA, Roseane Maria Garcia Lopes (organizadores). Recomendações para prevenção do contágio da Covid-19 (Novo Coronavírus – SARS-CoV-2) pela água e por esgoto doméstico. Disponível em http://www.mpc.sc.gov.br/download/recomendacoes-para-prevencao-do-contagio-da-covid-19-novo-coronavirus-sars-cov-2-pela-agua-e-por-esgoto-domestico/ Acesso em 04 abr 2020.

WHO (2020). Water, sanitation, hygiene, and waste management for the COVID-19 virus. Interim guidance 19 March 2020

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Estação de tratamento de esgoto e COVID-19

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

03 de Abril de 2020

            Existem estudos que correlacionam a possibilidade de presença do novo Coronavírus em esgoto e fezes, conforme KWR (2020) e XIAO et al (2020). O pesquisador Márcio Botto, Consultor de Pesquisa e Conhecimento da CAWST, em resposta ao questionamento se as estações de tratamento e reúso de esgoto são capazes de destruir o novo Coronavírus, considera que “estações convencionais de tratamento de esgoto quando projetadas para atender os padrões de tratamento e de lançamento de esgotos em corpos d’água são, de forma geral, suficientes para controlar a transmissão do vírus por essa rota”.

            Vale lembrar que o novo Coronavírus é altamente patogênico e pode causar infecções intestinais, além das infecções respiratórias e outras. Segundo MS (2020) a transmissão se dá por intermédio de gotículas respiratórias, com contato próximo entre pessoas. Em virtude de o novo Coronavírus estar presente em fezes e esgoto, há uma potencial transmissão sugerida pela rota feco-oral, o que demanda cuidado e práticas de precaução e controle de disseminação.

            Dessa maneira, em consonância com as informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), prossegue Márcio Botto, “tecnologias simples como as lagoas de estabilização com tempo de detenção acima de 20 dias, elevada atividade biológica e alta incidência da luz solar são geralmente eficientes na inativação e remoção de patógenos”. No entanto adverte que “para as tecnologias de tratamento de esgoto que não são projetadas para remoção de vírus, uma etapa de desinfecção se faz necessária”.

            Com relação à possibilidade de transmissão para os operadores de sistemas de tratamento de esgoto, o pesquisador Márcio Botto, afirma que no surto do Coronavírus (SARS-Cov 2003) não houve nenhuma evidência de transmissão. Em consonância com Chin et al (2020), admite Márcio Botto que o novo Coronavírus “(SARS-Cov-2) é apenas mais um de vários outros patógenos existentes (como norovírus, adenovírus, hepatite A, Cryptosporidium e Giárdia) presentes em efluentes domésticos”.

            Fundamental, então, que os municípios cumpram seu dever de prestar adequadamente os serviços de saneamento para todos os cidadãos, de maneira a minimizar ambientes insalubres, que são, reconhecidamente, meios de transmissão de doenças, não apenas da COVID-19. Importante que sejam observados e seguidos os preceitos, metas e prazos do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) e da Política Nacional de Saneamento Básico.

            Para ter acesso na íntegra do documento do pesquisador, cliquem aqui.

Referências

CHIN et al (2020) Stability of SARS-CoV-2 in different environmental conditions. medRxiv. doi: https://doi.org/10.1101/2020.03.15.20036673

KWR (2020). What we learn about Coronavirus through wastewater research. https://www.kwrwater.nl/en/actueel/what-can-we-learn-about-the-corona-virus-through-wastewater-research/

MS – Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico n. 2. Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública. Brasília: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância da Saúde, fev. 2020

XIAO et al (2020). Evidence for gastrointestinal infection of SARS-CoV-2. Gastroenterology. DOI: https://doi.org/10.1053/j.gastro.2020.02.055

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Saúde e meio ambiente: coronavírus no ar

Por Nájila Cabral em Saúde Ambiental

31 de Janeiro de 2020

     A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto do novo coronavírus (2019-nCoV) uma “emergência de saúde pública de interesse nacional”. Provisoriamente, a OMS nomeia a doença do novo coronavírus como “doença respiratória aguda 2019-nCoV”.

     Novos casos surgem a cada dia em diferentes locais no mundo. Até o dia de ontem (30 de janeiro de 2020) a OMS registrava, oficialmente, 7.818 casos confirmados, no mundo. Destes casos, a China registra 7.736 casos confirmados, 170 mortes e mais 12.167 casos suspeitos.  Em 31 de janeiro de 2020, a OMS registrou 11.953 casos confirmados atingindo 24 países, dos quais 11.821 casos confirmados são na China.

    Fora da China, os casos confirmados englobam 24 países: 19 casos na Tailândia, 17 no Japão, 16 em Singapura, 12 na Austrália, 12 na Coréia, 8 na Malásia, 7 na Alemanha, 6 no Vietnã, 6 na França, 4 no Canadá, 4 nos Emirados Árabes, 2 na Itália, 2 na Rússia, 2 no Reino Unido e 1 caso confirmado em cada um desses países: Espanha, Suécia, Sri Lanka, Nepal, Filipinas, Índia, Cambodja e Finlândia. Essas informações são do dia 31 de janeiro de 2020, da OMS.

   Segundo a OMS, a China está classificada como de alto risco. A figura, da OMS, mostra os casos confirmados da doença respiratória aguda 2019-nCoV, no mundo, no dia 30 de janeiro de 2020.

     Para se proteger, a OMS recomenda:

– Limpe as mãos com frequência, sabão e água, ou esfregue as mãos com álcool;

– Ao tossir e espirrar, cubra a boca e o nariz com tecido (jogue o tecido fora imediatamente e lave as mãos);

– Evite contato próximo com quem tem febre e tosse;

– Se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico com antecedência e compartilhe o histórico de viagens anteriores com seu médico;

– Ao visitar mercados em áreas com casos de novos coronavírus, evite o contato direto desprotegido com animais vivos e superfícies em contato com animais;

– O consumo de produtos de origem animal crua ou mal cozida deve ser evitado (carne crua, leite ou órgãos de animais devem ser manuseados com cuidado, para evitar a contaminação cruzada com alimentos não cozidos, conforme boas práticas de segurança alimentar).

Fonte: OMS, 2020.

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E o mar… não está para peixe!

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

08 de novembro de 2019

     Desde agosto de 2019, a costa do Nordeste do Brasil apresentou manchas de óleo de petróleo no mar e nas praias.

     Em 27 de outubro de 2019, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou uma nota pública sobre a gravidade da situação e como alerta a toda a população no sentido de não fazer uso recreativo das praias afetadas nem consumir mariscos e pescados, inclusive das regiões próximas.

     A nota pública recomenda fortemente que os municípios decretem situação de emergência, conforme preconiza a Portaria MS no 2.952, de 14 de dezembro de 2011, para casos de perigo à saúde.

    A seguir, a íntegra da carta aberta assinada pelo Laboratório de Saúde, Ambiente e Trabalho (LASAT), da Fiocruz Pernambuco.

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Poluição atmosférica e risco de incidência de diabetes

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

09 de julho de 2018

    Esta semana, pesquisadores (Bowe et al, 2018) publicaram artigo científico correlacionando a poluição atmosférica (carga global de 2016) e a incidência de risco de diabetes.

      Os autores analisaram o poluição do ar e sua associação com a saúde humana, mais especificamente o  risco de diabetes atribuível à poluição por  Material Particulado (MP) 2,5µ.

      Foram 1.729.108 participantes acompanhados na pesquisa, por uma média de 5 a 8 anos. Foi usada a metodologia Global Burden of Disease para estimar a carga atribuível à doença (ABD) e os anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs) de diabetes atribuíveis à poluição atmosférica (concernente ao MP2,5), em todo o mundo (194 países).

        Os resultados apontam que a exposição ao MP2,5 aumentou substancialmente o risco de diabetes, acima de 2,4 g/m3 e, em seguida, exibiu um aumento mais moderado em concentrações acima de 10 mg/m3.

    Os pesquisadores advertem que, no ano de 2016, a contaminação atmosférica contribuiu para cerca de 3,2 milhões dos casos de diabetes; cerca de 8,2 milhões para DALYs causados ​​por diabetes e 206 mortes por diabetes; todos atribuíveis à exposição ao MP2,5.

    Advertem que o número global de diabetes atribuível à poluição atmosférica por MP2,5 é significativo e que, portanto, a redução à exposição traz benefícios substanciais para a saúde.

    Os interessados em ler o artigo, na íntegra, cliquem aqui.

Fonte: BOWE, Benjamim; XIE, Yan; LI, Tingting; YAN, Yan; XIAN, Hong; AL-ALY, Ziyad, 2018.

 

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Fronteiras do PNUMA – saúde ambiental

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

10 de setembro de 2017

    Recentemente, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (sigla em inglês, UNEP) publicou o Relatório Fronteiras do PNUMA – 2016, em que enfatiza a relação crítica entre um ambiente saudável e pessoas saudáveis. Alerta, ainda, sobre como as atividades humanas, muitas vezes, prejudicam a saúde e a capacidade dos ecossistemas, em longo prazo, de suportarem o bem-estar humano.

    Mencionado Relatório fornece exemplos sobre como certas questões podem ser abordadas pela inovação, no sentido de repensar as intervenções políticas ou a adaptação das práticas existentes.

     O Relatório de 2016 aborda as seguintes temáticas: zoonoses (doenças emergentes e ambientes saudáveis), microplásticos (problemas na cadeia alimentar), impactos da mudança climática nos ecossistemas, acumulação de toxinas nas culturas e comércio ilícito de animais vivos.

     Com relação aos microplásticos, nos últimos anos tem-se visto uma crescente presença desses no meio aquático. A comunidade científica está tentando entender o nível de exposição e os impactos fisiológicos de contaminantes microplásticos em vários organismos, bem como seu risco para a saúde humana, por meio do consumo de comida contaminada.

    Aos interessados em ler o Relatório Fronteiras do PNUMA-2016, na íntegra, cliquem aqui. 

Fonte: UNEP

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Poluição e Saúde

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Saúde Ambiental

04 de agosto de 2017

     As ações antrópicas podem causar poluição, o que significa dizer que determinadas substâncias estão acima de um padrão de qualidade preestabelecido por normas. E as diferentes formas de poluição afetam diretamente a qualidade ambiental e, consequentemente, a qualidade de vida dos cidadãos.

    É necessário um esforço conjunto entre a sociedade e os governos, em seus diferentes níveis, para que o meio ambiente esteja continuamente dentro dos padrões de qualidade ambiental requerido para o território, padrões estes que garantem que a exposição das potenciais substâncias tóxicas às pessoas não terão efeitos adversos ou maléficos à saúde.

    As Nações Unidas convidam todos os cidadãos a exercerem seu papel proativo nesse esforço, na tentativa de superarmos a poluição, considerando desde a minimização dos desperdícios, passando pela racionalização do uso dos recursos naturais e, também, no necessário tratamento de resíduos e recuperação dos recursos ambientais.

    A Figura tem algumas informações interessantes sobre os custos sociais, econômicos e ambientais dos diferentes tipos de poluição (do ar, da água e do solo).

Fonte: UN, 2017

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Zika: relação entre saúde e meio ambiente

     Existem várias doenças que podem estar relacionadas à poluição e à degradação ambiental, como o câncer de pele, o câncer de pulmão, o envenenamento por chumbo e mercúrio, a Malária, o Ebola e o Zika.

    Este alerta foi pronunciado na manhã de ontem (dia 09/03), pelo Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (sigla em inglês, UNEP), Sr. Achim Steiner, para delegados internacionais da Comissão de Representantes Permanentes (sigla em inglês, CPR), sublinhando as relações entre saúde e meio ambiente e reforçando a necessidade de ação internacional de profundo impacto positivo.

    Conforme Steiner “a propagação do Zika, assim como aconteceu com o Ebola, enviou um forte sinal à comunidade internacional que há necessidade de maior atenção para a correlação entre meio ambiente e saúde”. Prosseguiu: “Há uma consciência crescente de que os seres humanos, através da sua intervenção no meio ambiente, desempenham um papel vital no agravamento ou na mitigação dos riscos para a saúde”.

    O Secretário Executivo também citou dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma que 23% de todas as mortes prematuras em todo o mundo podem ser atribuídas a fatores ambientais. Entre crianças, esse número sobe para 36%. Os dados da OMS indicam, ainda, que sete milhões de pessoas morrem, todos os anos, por causa da exposição à poluição do ar, causada pela geração de energia, por fogões, pelos transportes, por fornos industriais, incêndios e outras causas.

Fonte: UNEP

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Zika: relação entre saúde e meio ambiente

     Existem várias doenças que podem estar relacionadas à poluição e à degradação ambiental, como o câncer de pele, o câncer de pulmão, o envenenamento por chumbo e mercúrio, a Malária, o Ebola e o Zika.

    Este alerta foi pronunciado na manhã de ontem (dia 09/03), pelo Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (sigla em inglês, UNEP), Sr. Achim Steiner, para delegados internacionais da Comissão de Representantes Permanentes (sigla em inglês, CPR), sublinhando as relações entre saúde e meio ambiente e reforçando a necessidade de ação internacional de profundo impacto positivo.

    Conforme Steiner “a propagação do Zika, assim como aconteceu com o Ebola, enviou um forte sinal à comunidade internacional que há necessidade de maior atenção para a correlação entre meio ambiente e saúde”. Prosseguiu: “Há uma consciência crescente de que os seres humanos, através da sua intervenção no meio ambiente, desempenham um papel vital no agravamento ou na mitigação dos riscos para a saúde”.

    O Secretário Executivo também citou dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma que 23% de todas as mortes prematuras em todo o mundo podem ser atribuídas a fatores ambientais. Entre crianças, esse número sobe para 36%. Os dados da OMS indicam, ainda, que sete milhões de pessoas morrem, todos os anos, por causa da exposição à poluição do ar, causada pela geração de energia, por fogões, pelos transportes, por fornos industriais, incêndios e outras causas.

Fonte: UNEP