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Divagando

por Iury Costa

Dia de folga

Por Iury Costa em Cotidiano

08 de Abril de 2017

De volta após um “período sabático”. Na verdade, nem tão sabático assim. Precisei me dedicar a um trabalho extra. Espero, nos próximos meses, dar boas notícias por aqui.

Como fomos sentenciados a viver fora do Jardim do Éden, precisamos trabalhar para nos manter. Trocamos trinta dias de suor e muito esforço (às vezes, saúde também), por uma quantia de dinheiro no fim do mês. O trabalho, mesmo que seja dignificante, estressa, é cansativo, e, no fim do expediente, você já está prestes a cometer um homicídio. Em qualquer trabalho é assim. Mesmo nos “facinhos”.

Para que não cheguemos ao trigésimo dia apenas com a carcaça, a lei brasileira estabeleceu o “Descanso Semanal Remunerado”, ou, como é mais conhecido, o lindo e maravilhoso dia de folga (glorificando de pé). E passamos toda a semana esperando ansiosamente pelo dia de folga. Pensando no que fazer durante essas horas sagradas.

Eu, pelo menos, tenho sonhos com o meu dia de folga, planejo diversas programações para o tão aguardado dia. Não que eu não goste de trabalhar. Aliás, adoro. Adoro o jornalismo. Mas todo trabalho deixa a pessoa cansada. Principalmente aqueles que precisamos pensar demais. Então, nada melhor do que um dia inteirinho para fazer o que bem entender.

Planejo acordar cedo, tomar um café da manhã reforçado, ir à praia, ler os livros que estão atrasados, ir ao cinema, ir à alguma exposição, ir à igreja, e, com tempo ainda sobrando, me deitar cedo, para acordar renovado no dia seguinte, e ir trabalhar. É claro que não consigo fazer nada. No meu imaginário, vou ter coragem suficiente para realizar toda a programação e não me cansar. Isso não existe.

Não consigo nem fazer a primeira coisa da lista. O cansaço de toda uma semana me impede de levantar cedo. Aí nem penso no restante. O máximo que consigo fazer é comer e voltar para o quarto assistir seriados. Algumas temporadas depois, me dou conta que perdi o dia todo, e que, dali a algumas horas,vou ter que voltar ao trabalho. Perder o dia de folga me deixa triste.

Depois de várias tentativas de sair no dia de folga, percebi que: ou se tem tempo, ou se tem dinheiro. Ter os dois é complicadíssimo. Mas não podemos desistir de ter os dois.  Onde se lê a palavra “tempo”, entenda por “qualidade de vida”.

 

Dica para assistir no dia de folga:

 

Foto: reprodução internet

 

 

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Dia de folga

Por Iury Costa em Cotidiano

08 de Abril de 2017

De volta após um “período sabático”. Na verdade, nem tão sabático assim. Precisei me dedicar a um trabalho extra. Espero, nos próximos meses, dar boas notícias por aqui.

Como fomos sentenciados a viver fora do Jardim do Éden, precisamos trabalhar para nos manter. Trocamos trinta dias de suor e muito esforço (às vezes, saúde também), por uma quantia de dinheiro no fim do mês. O trabalho, mesmo que seja dignificante, estressa, é cansativo, e, no fim do expediente, você já está prestes a cometer um homicídio. Em qualquer trabalho é assim. Mesmo nos “facinhos”.

Para que não cheguemos ao trigésimo dia apenas com a carcaça, a lei brasileira estabeleceu o “Descanso Semanal Remunerado”, ou, como é mais conhecido, o lindo e maravilhoso dia de folga (glorificando de pé). E passamos toda a semana esperando ansiosamente pelo dia de folga. Pensando no que fazer durante essas horas sagradas.

Eu, pelo menos, tenho sonhos com o meu dia de folga, planejo diversas programações para o tão aguardado dia. Não que eu não goste de trabalhar. Aliás, adoro. Adoro o jornalismo. Mas todo trabalho deixa a pessoa cansada. Principalmente aqueles que precisamos pensar demais. Então, nada melhor do que um dia inteirinho para fazer o que bem entender.

Planejo acordar cedo, tomar um café da manhã reforçado, ir à praia, ler os livros que estão atrasados, ir ao cinema, ir à alguma exposição, ir à igreja, e, com tempo ainda sobrando, me deitar cedo, para acordar renovado no dia seguinte, e ir trabalhar. É claro que não consigo fazer nada. No meu imaginário, vou ter coragem suficiente para realizar toda a programação e não me cansar. Isso não existe.

Não consigo nem fazer a primeira coisa da lista. O cansaço de toda uma semana me impede de levantar cedo. Aí nem penso no restante. O máximo que consigo fazer é comer e voltar para o quarto assistir seriados. Algumas temporadas depois, me dou conta que perdi o dia todo, e que, dali a algumas horas,vou ter que voltar ao trabalho. Perder o dia de folga me deixa triste.

Depois de várias tentativas de sair no dia de folga, percebi que: ou se tem tempo, ou se tem dinheiro. Ter os dois é complicadíssimo. Mas não podemos desistir de ter os dois.  Onde se lê a palavra “tempo”, entenda por “qualidade de vida”.

 

Dica para assistir no dia de folga:

 

Foto: reprodução internet