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Física Marginal

por Idelfranio Moreira

junho 2015

Para não ‘passar reto’ na curva da vida!

Por Idelfranio Moreira em trânsito

25 de junho de 2015

O pai gira a criança pelos braços.

A criança ri e pede ‘mais rápido, pai!’. A criança adora, e quanto mais rápido, mais ela se diverte.

Quando o pai para, ela pede ‘de novo, pai!’.

E de novo, e de novo…

laughing_outside

O que a criança sente…

Nas duas, três, primeiras vezes, o pai curte.

No terceiro pedido de bis – as costas doendo e os antebraços começando a arder -, ele diz ‘Tá bom, só mais uma vez e chega!’

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O que o pai vê…

Não só pelas dores e pelo cansaço, acontece que ele lembra/pensa ‘melhor parar antes que a tua mãe veja!’

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Tá certo ele! A mãe, vendo uma cena dessas, só pensa na primeira lei de Newton e nos jogos olímpicos! (Sim, o cérebro de uma mãe pensa todas as situações em um perigo iminente!)

“Pare já com essa brincadeira, homem! Não tá vendo que, se tu soltar, essa criança vai bater é longe!?”

872289-20189756-1600-900

O que a mãe pensa!

“Todo corpo continua em movimento uniforme e em linha reta, a menos que ele seja forçado a mudar por forças imprimidas a ele.” Esta é a Lei I do movimento, (d)escrita por Isaac Newton no seu Princípios Matemáticos de Filosofia Natural.

Talvez por isso a criança se divirta: ela vê o esforço do pai para mantê-la girando e sorrindo.

Certamente é por isso que as costas do pai doem e os músculos ardem, depois de algumas rodadas: é a força que ele exerce, puxando a criança para si, que a impede de sair reto e continuar mudando a direção de seu movimento, mantendo-a numa trajetória circular.

Indiscutivelmente, é por imaginar a possibilidade de a criança sair voando que a mãe fica apreensiva: afora o fato de ela saber que essa brincadeira é uma das causas de pronação dolorosa, na qual o antebraço é separado do braço, na articulação do cotovelo. (Não duvide que uma mãe saiba disso! Quando elas não sabem, intuem!)

E, não à toa, está escrito no Código de Trânsito Brasileiro (artigo 65) que “é obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional”. E não é por ser ‘infração grave’ com ‘penalidade de multa’. Afinal, tem gente que acha que pode não usar, porque não vai ser visto ou porque, se for visto, tem dinheiro para pagar a multa!

Acontece que você pode escolher andar sem o cinto de segurança, mas não deve. Se acha que pode não obedecer à lei de trânsito, mas é impossível escapar às leis do movimento (às leis da Física)!

As justificativas para iludir-se são as mais diversas: achar que é motorista experiente, achar que se andar devagar não tem perigo, achar que estando no banco de trás não precisa de cinto… Nada mais errado!

Sou muito convencido, inclusive, que as palavras influenciam no pensamento (logo, nas ações). Vejo as pessoas relatando acidentes e dizendo, com ênfase, “o impacto foi tão violento que o corpo dele(a) foi jogado longe!”. Fico imaginando que, inconscientemente, a pessoa quer dizer, que foi uma infelicidade e que, não fosse a ‘violência’ do impacto, nem teria ocorrido a fatalidade.

É preciso entender que O CORPO NÃO É JOGADO PARA FORA DO CARRO QUANDO OCORRE A COLISÃO! O corpo estava em movimento juntamente com o carro. O carro foi parado, a pessoa tende a continuar em movimento. Se houver a força do cinto sobre seu corpo, o movimento poderá ser impedido. Caso contrário…

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A sequência de imagens acima mostra o que acontece quando um adulto, de cinto, com uma criança em seu colo (sem cinto), quando ocorre uma colisão frontal. Observe que o cinto segura o corpo do adulto, mas seus braços, suas pernas e sua cabeça tendem a continuar em movimento, pois não recebem força alguma do cinto. Assim, a criança, sem a força de um cinto e, agora, sem a força dos braços do adulto, continua seu movimento, com a mesma velocidade que o carro estava no instante da colisão! Não tem braço de mãe que segure a inércia!

Assista ao vídeo desse crash test:

Assim, sendo alta ou baixa a velocidade no momento da colisão, o corpo sem cinto de segurança continua seu movimento com esta mesma velocidade! E vai colidir com o que estiver pela frente: o banco da frente, no caso do passageiro no banco de trás; a direção, no caso do motorista; o para-brisas, no caso do passageiro da frente… Pode acontecer, inclusive, que o corpo passe o para-brisas ou alguma janela e fique, ao final do movimento, fora do carro. Não porque foi jogado, mas porque continuou seu movimento, enquanto o carro parou. (Não importando se o passageiro/motorista é um desconhecido ou uma celebridade, se é um cantor sertanejo de sucesso ou um matemático ganhador do Prêmio Nobel! Ver: Cristiano Araújo e John Nash.)

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Assista ao vídeo para lembrar-se da sua família sempre que se pegar, no carro, sem o cinto de segurança: https://www.youtube.com/watch?v=h-8PBx7isoM

 

 

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Para não ‘passar reto’ na curva da vida!

Por Idelfranio Moreira em trânsito

25 de junho de 2015

O pai gira a criança pelos braços.

A criança ri e pede ‘mais rápido, pai!’. A criança adora, e quanto mais rápido, mais ela se diverte.

Quando o pai para, ela pede ‘de novo, pai!’.

E de novo, e de novo…

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O que a criança sente…

Nas duas, três, primeiras vezes, o pai curte.

No terceiro pedido de bis – as costas doendo e os antebraços começando a arder -, ele diz ‘Tá bom, só mais uma vez e chega!’

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O que o pai vê…

Não só pelas dores e pelo cansaço, acontece que ele lembra/pensa ‘melhor parar antes que a tua mãe veja!’

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Tá certo ele! A mãe, vendo uma cena dessas, só pensa na primeira lei de Newton e nos jogos olímpicos! (Sim, o cérebro de uma mãe pensa todas as situações em um perigo iminente!)

“Pare já com essa brincadeira, homem! Não tá vendo que, se tu soltar, essa criança vai bater é longe!?”

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O que a mãe pensa!

“Todo corpo continua em movimento uniforme e em linha reta, a menos que ele seja forçado a mudar por forças imprimidas a ele.” Esta é a Lei I do movimento, (d)escrita por Isaac Newton no seu Princípios Matemáticos de Filosofia Natural.

Talvez por isso a criança se divirta: ela vê o esforço do pai para mantê-la girando e sorrindo.

Certamente é por isso que as costas do pai doem e os músculos ardem, depois de algumas rodadas: é a força que ele exerce, puxando a criança para si, que a impede de sair reto e continuar mudando a direção de seu movimento, mantendo-a numa trajetória circular.

Indiscutivelmente, é por imaginar a possibilidade de a criança sair voando que a mãe fica apreensiva: afora o fato de ela saber que essa brincadeira é uma das causas de pronação dolorosa, na qual o antebraço é separado do braço, na articulação do cotovelo. (Não duvide que uma mãe saiba disso! Quando elas não sabem, intuem!)

E, não à toa, está escrito no Código de Trânsito Brasileiro (artigo 65) que “é obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional”. E não é por ser ‘infração grave’ com ‘penalidade de multa’. Afinal, tem gente que acha que pode não usar, porque não vai ser visto ou porque, se for visto, tem dinheiro para pagar a multa!

Acontece que você pode escolher andar sem o cinto de segurança, mas não deve. Se acha que pode não obedecer à lei de trânsito, mas é impossível escapar às leis do movimento (às leis da Física)!

As justificativas para iludir-se são as mais diversas: achar que é motorista experiente, achar que se andar devagar não tem perigo, achar que estando no banco de trás não precisa de cinto… Nada mais errado!

Sou muito convencido, inclusive, que as palavras influenciam no pensamento (logo, nas ações). Vejo as pessoas relatando acidentes e dizendo, com ênfase, “o impacto foi tão violento que o corpo dele(a) foi jogado longe!”. Fico imaginando que, inconscientemente, a pessoa quer dizer, que foi uma infelicidade e que, não fosse a ‘violência’ do impacto, nem teria ocorrido a fatalidade.

É preciso entender que O CORPO NÃO É JOGADO PARA FORA DO CARRO QUANDO OCORRE A COLISÃO! O corpo estava em movimento juntamente com o carro. O carro foi parado, a pessoa tende a continuar em movimento. Se houver a força do cinto sobre seu corpo, o movimento poderá ser impedido. Caso contrário…

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A sequência de imagens acima mostra o que acontece quando um adulto, de cinto, com uma criança em seu colo (sem cinto), quando ocorre uma colisão frontal. Observe que o cinto segura o corpo do adulto, mas seus braços, suas pernas e sua cabeça tendem a continuar em movimento, pois não recebem força alguma do cinto. Assim, a criança, sem a força de um cinto e, agora, sem a força dos braços do adulto, continua seu movimento, com a mesma velocidade que o carro estava no instante da colisão! Não tem braço de mãe que segure a inércia!

Assista ao vídeo desse crash test:

Assim, sendo alta ou baixa a velocidade no momento da colisão, o corpo sem cinto de segurança continua seu movimento com esta mesma velocidade! E vai colidir com o que estiver pela frente: o banco da frente, no caso do passageiro no banco de trás; a direção, no caso do motorista; o para-brisas, no caso do passageiro da frente… Pode acontecer, inclusive, que o corpo passe o para-brisas ou alguma janela e fique, ao final do movimento, fora do carro. Não porque foi jogado, mas porque continuou seu movimento, enquanto o carro parou. (Não importando se o passageiro/motorista é um desconhecido ou uma celebridade, se é um cantor sertanejo de sucesso ou um matemático ganhador do Prêmio Nobel! Ver: Cristiano Araújo e John Nash.)

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Assista ao vídeo para lembrar-se da sua família sempre que se pegar, no carro, sem o cinto de segurança: https://www.youtube.com/watch?v=h-8PBx7isoM