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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Quando a Recuperação Judicial é a saída

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

16 de julho de 2020

Empresas cearenses adotam a negociação com os credores e reestruturação como saída para se reerguerem e enxergarem um futuro mais confortável e promissor

 

É notório, atualmente, que um dos setores que mais será prejudicado pela pandemia do novo coronavírus é o empresarial. Praticamente 100% das empresas tiveram suas rotinas produtivas alteradas por conta da Covid-19 e as inúmeras limitações impostas pela doença, em especial o isolamento social e o fechamento temporário das empresas. Para piorar, mesmo sem funcionar, as empresas tiveram que honrar com despesas fixas diversas, que não deixaram de existir durante a suspensão das atividades, como aluguel, fornecedores e folha de pagamento de funcionários. O resultado não poderia ser outro: um acúmulo de dívidas e uma tremenda incerteza sobre a continuidade do negócio. Mas, decretar o encerramento das atividades pode não ser a única alternativa viável nesse momento. A reestruturação empresarial através do processo  de Recuperação Judicial tem sido adotada com sucesso em muitos casos, como forma de reorganização financeira e estrutural dos negócios. E algumas empresas cearenses têm conseguido reerguer-se por meio dessa negociação.

É o caso da Indústria de Confecções detentoras das marcas Famel e Florinda, que em 2017 apresentou seu pedido de recuperação judicial perante a Justiça Cearense, e depois de obter aprovação de seu plano de negócio pôde suportar esse momento de paralisação geral do comércio provocado pela COVID-19.

O Grupo Mecesa, grande responsável por boa parte da produção brasileira de rolhas metálicas, atuante no mercado nacional e internacional, também é exemplo de empresa genuinamente cearense  que encarou o processo de recuperação judicial e hoje já consegue enxergar um futuro mais animador.

Para o advogado empresarial, especialista em Recuperação Judicial e Turnaround, Rafael Abreu, que já participou de inúmeras reestruturações e conduziu diversas recuperações, como as dos grupos empresariais citados, “saber o momento certo de tomada de decisão é o segredo do sucesso desse tipo de processo, pois quanto mais rápido forem implementadas medidas administrativas e judiciais para reequilibrar as dívidas e defender o fluxo de caixa, sem, contudo, prejudicar o dia a dia da empresa, maiores serão as chances de reerguimento”, explica

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Quando a Recuperação Judicial é a saída

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

16 de julho de 2020

Empresas cearenses adotam a negociação com os credores e reestruturação como saída para se reerguerem e enxergarem um futuro mais confortável e promissor

 

É notório, atualmente, que um dos setores que mais será prejudicado pela pandemia do novo coronavírus é o empresarial. Praticamente 100% das empresas tiveram suas rotinas produtivas alteradas por conta da Covid-19 e as inúmeras limitações impostas pela doença, em especial o isolamento social e o fechamento temporário das empresas. Para piorar, mesmo sem funcionar, as empresas tiveram que honrar com despesas fixas diversas, que não deixaram de existir durante a suspensão das atividades, como aluguel, fornecedores e folha de pagamento de funcionários. O resultado não poderia ser outro: um acúmulo de dívidas e uma tremenda incerteza sobre a continuidade do negócio. Mas, decretar o encerramento das atividades pode não ser a única alternativa viável nesse momento. A reestruturação empresarial através do processo  de Recuperação Judicial tem sido adotada com sucesso em muitos casos, como forma de reorganização financeira e estrutural dos negócios. E algumas empresas cearenses têm conseguido reerguer-se por meio dessa negociação.

É o caso da Indústria de Confecções detentoras das marcas Famel e Florinda, que em 2017 apresentou seu pedido de recuperação judicial perante a Justiça Cearense, e depois de obter aprovação de seu plano de negócio pôde suportar esse momento de paralisação geral do comércio provocado pela COVID-19.

O Grupo Mecesa, grande responsável por boa parte da produção brasileira de rolhas metálicas, atuante no mercado nacional e internacional, também é exemplo de empresa genuinamente cearense  que encarou o processo de recuperação judicial e hoje já consegue enxergar um futuro mais animador.

Para o advogado empresarial, especialista em Recuperação Judicial e Turnaround, Rafael Abreu, que já participou de inúmeras reestruturações e conduziu diversas recuperações, como as dos grupos empresariais citados, “saber o momento certo de tomada de decisão é o segredo do sucesso desse tipo de processo, pois quanto mais rápido forem implementadas medidas administrativas e judiciais para reequilibrar as dívidas e defender o fluxo de caixa, sem, contudo, prejudicar o dia a dia da empresa, maiores serão as chances de reerguimento”, explica