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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Análise

Novo Cadastro Positivo do SPC entra em vigor

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

15 de novembro de 2019

Banco de dados deve melhorar a liberação de crédito para os consumidores que são acostumados a pagar as contas em dia

 

O SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) começou a operar o novo Cadastro Positivo neste mês. Com isso, os cinco principais bancos do país e aproximadamente 100 instituições financeiras começarão a compartilhar, com os gestores do Cadastro Positivo, informações de pagamento dos consumidores. O histórico de cada cidadão será disponibilizado com prévia autorização e poderá ser acessado por instituições com as quais o consumidor mantém ou pretende manter relação comercial ou creditícia.

Com essa nova medida, a população não terá apenas o registro de inadimplência para basear suas relações comerciais. O histórico consolidado de crédito passará a ter relevância e é um benefício para a redução da burocracia e de juros bancários para pessoas físicas e jurídicas que buscam crédito.

A expectativa do SPC Brasil é de que até o dia 19 de novembro aconteça o compartilhamento de todos os que possuem contas nas principais instituições financeiras do país. Nas próximas fases, empresas de telefonia, de água, luz e gás e o setor varejista também deverão compartilhar informações de pagamento. Dessa forma, o Cadastro Positivo agregará a população não bancarizada.

Na pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, 47% dos brasileiros dizem que já ouviram falar sobre o novo cadastro e 36% pretendem permanecer nos bancos de dados assim que forem informados sobre inclusão automática. Além disso, 51% estão indecisos em ficar ou não e somente 13% manifestaram vontade de sair.

 

Consumidores avisados individualmente

A abertura do Cadastro Positivo é automática, porém nenhum consumidor será surpreendido. Todos os brasileiros com CPF e empresas com CNPJ deverão ser avisados individualmente, por correspondência, e-mail ou SMS, e passam a integrar automaticamente o banco de dados. A situação de cada pessoa no cadastro poderá ser acompanhada através do portal: www.spcbrasil.org.br/cadastropositivo. Para solicitar saída ou reingresso no cadastro é necessário ligar para o 0800-887-9105 ou realizar o pedido através do site citado.

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Investimentos: fuja das armadilhas dos bancos

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

11 de novembro de 2019

A maioria das pessoas possui uma conta no banco, mesmo que seja uma conta salário ou poupança. Aberta a conta, a comodidade costuma falar mais alto: a principal escolha dos investidores ainda é pela poupança, segundo estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Porém, quando o assunto são as aplicações financeiras, fazer uma escolha “automática” ou pouco racional pode fazer com que o investidor perca dinheiro.

Atualmente, há um movimento no mercado financeiro que busca tirar dos bancos o protagonismo no mundo dos investimentos. Trata-se do processo de desbancarização, que vem ganhando destaque no Brasil em função das fintechs e corretoras de valores, também conhecidas como plataformas de investimento.

O crescimento dessa tendência se apoia na pouca atratividade das soluções bancárias. Por meio das corretoras, o investidor brasileiro acessa melhores possibilidades para seu dinheiro e também se educa financeiramente, o que é fundamental para o seu sucesso.

“Investimentos” que não rendem

Além da baixa oferta de ativos, os bancos tendem a priorizar atingir suas próprias metas em detrimento das metas dos clientes. Não raro, muitos gerentes insistem com os correntistas para que adquiram títulos de capitalização, que rendem ainda menos do que a poupança. De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), a  capitalização funciona apenas como uma inscrição em sorteio, assim como qualquer outro tipo, e não como investimento. Existe vantagem apenas para quem ganha o sorteio. Por isso, o investidor que deseja rendimentos seguros, sem depender da sorte, deve buscar outras opções.

Gerente de banco não é assessor de investimentos

Os assessores de investimentos são profissionais altamente qualificados, o que é comprovado por meio de certificados fornecidos (mediante provas) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais  (Anbima). Vale lembrar que os profissionais das corretoras não podem fazer o investimento no lugar do investidor, e sim, o auxiliando.

É comum que os gerentes de banco conheçam apenas o universo de ativos oferecido pela instituição na qual atua e, por isso, não consigam ofertar nem orientar o cliente sobre uma gama maior de ativos. Além disso, o alto número de correntistas por gerente dificulta a prestação de um atendimento mais personalizado.

Investimentos não são o principal produto dos bancos

Bancos não têm como principal função alocar a renda dos correntistas. O lucro das instituições bancárias, portanto, tem origem nas taxas cobradas pelos pacotes de serviços e juros pagos pelos tomadores de empréstimos. Então, é natural que o foco dos bancos não esteja no oferecimento dos melhores investimentos.

Por outro lado, as corretoras de valores tem como principal função disponibilizar ativos financeiros rentáveis, a fim de se manterem competitivas no mercado. As corretoras disputam entre si para se destacar na oferta dos melhores investimentos, plataformas, aplicativos,  e atendimento personalizado.

Banco x plataforma de investimentos: riscos ao investir

É preciso que os investidores saibam que o risco é inerente a cada produto financeiro. Isso quer dizer que, ao investir em Títulos do Tesouro Direto, por exemplo, o risco de calote (praticamente inexistente, nesse caso) é do Tesouro Nacional. E isso não muda, independentemente do canal escolhido para investir, seja banco ou corretora.

É imprescindível, porém, que o investidor opte por uma corretora de valores habilitada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado de investimentos. Escolhendo uma instituição com critérios, a tendência é que o investidor faça da desbancarização um bom caminho para a sua prosperidade financeira.

 

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Clima político em Pacatuba se acirra com Renato Célio (PDT) apto a disputar as Eleições para Prefeito em 2020

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

30 de outubro de 2019

O clima de eleições municipais esquenta em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. O Tribunal de Contas do Estado do Ceará – TCE emitiu certidão atestando Renato Célio Rodrigues (PDT) como apto a disputar o pleito de 2020. Diferentemente das duas últimas eleições em que encontrava-se inelegível por problemas perante o TCE, Renato Célio Rodrigues, atual presidente do PDT de Pacatuba, deverá ser o principal candidato da oposição ao prefeito Carlomano Marques (PSD).

O assunto foi um dos principais temas da sessão legislativa da Câmara Municipal de Pacatuba realizada no último dia 29, aumentando o clima de disputa entre vereadores da situação e da oposição.  Filho do ex-prefeito Célio Rodrigues (que foi gestor municipal de Pacatuba por três vezes), Renato Célio Rodrigues está filiado ao PDT de André Figueiredo e dos irmãos Ferreira Gomes, cuja meta é eleger 90 prefeitos no Ceará e o município de Pacatuba está entre as cidades prioritárias da legenda.

Nas eleições de 2016 a disputa entre Renato Célio Rodrigues e Carlomano Marques não aconteceu porque o TRE não homologou o registro de candidatura de Célio, que foi substituído por seu filho Thiago Rodrigues na reta final de campanha. Carlomano Marques ganhou a última eleição por uma diferença de 1,39% (menos de 500 votos).

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Pesquisa de satisfação ganha aderência de clientes e chega a 1 milhão de avaliações

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

21 de outubro de 2019

O Hapvida chega a marca de 1 milhão de avaliações na pesquisa “Atendimento 5 Estrelas”, que mensura a satisfação dos clientes. A pesquisa é contínua e foi implantada no início do ano. O objetivo, segundo a gerente de Qualidade de Atendimento do Hapvida, Milena Siosaki, é a constante busca por melhorias no atendimento, identificando os pontos fortes e necessários de mais atenção, valorizando a opinião dos usuários do plano. “A pesquisa oferece oportunidades de estarmos mais próximos dos nossos clientes, identificando as necessidades de aprimorar nossos serviços”, falou Siosaki.

Sobre a pesquisa, Milena Siosaki explica que a pesquisa se aplica aos atendimentos na área de saúde e odontologia e que todos os clientes podem participar logo após concluírem seus atendimentos. “Ao fazer o login no site ou no aplicativo para acessar os nossos serviços ou para qualquer interação, o cliente recebe, em “pop-up”, a pesquisa de satisfação”, disse.

Siosaki ressalta que a pesquisa abrange vários pontos que passam pelo atendimento do cliente. “Primeiro, ele é convidado a avaliar por estrelinhas, que vai de 1 a 5. De acordo com a escolha da nota, o cliente pode dizer o que mais gostou ou o que podemos melhorar baseado em cinco critérios: acolhimento, ambiente, tempo de espera, procedimento, profissional de saúde (médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e dentista). Por último, ele pode expor sua opinião deixando um comentário”.

Segundo a superintendente nacional de atendimento do Hapvida, Rejane Abreu, as avaliações são acompanhadas por toda a companhia e são balizadoras das estratégias do atendimento da empresa, sempre com foco em gerar valor ao cliente. Os reconhecimentos às unidades e aos profissionais também são objetivos da pesquisa.

A melhor unidade receberá o selo de Atendimento 5 Estrelas e será referência de acolhimento e qualidade no Sistema Hapvida. “O objetivo é reconhecer as equipes e as pessoas que trabalham alinhadas aos nossos pilares: acolhimento, eficiência de custo e qualidade”, finaliza.

Sobre o Hapvida

Com mais de 4 milhões de clientes, o Hapvida hoje se posiciona como uma das maiores operadoras de saúde do Brasil. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente, são mais de 21 mil colaboradores diretos envolvidos na operação de 28 hospitais, 82 clínicas médicas, 19 prontos atendimentos, 88 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial (Vida&Imagem) distribuídos em 12 estados onde a operadora atua com rede própria.

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Expectativa dos consumidores

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

21 de outubro de 2019

 

A pesquisa Índice de Confiança do Consumidor – ICC da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE) revela, agora em outubro, que 54,5% dos entrevistados mostram boa disposição para a compra de bens duráveis, resultado superior ao observado em setembro, quando 46,8% responderam afirmativamente à mesma pergunta. Dentre os que mostraram mais entusiasmo, destacam-se os consumidores do sexo feminino (54,6% dos entrevistados desse grupo afirmam que outubro é um bom momento para compra de bens de consumo duráveis) do grupo com idade entre 18 e 24 anos (62,4%) e do estrato com renda familiar acima de dez salários mínimos (74,9%).

O estudo ainda mostra que 64,4% dos consumidores de Fortaleza consideram sua situação financeira atual como melhor ou muito melhor do que há um ano – taxa superior à verificada em setembro (63,7%). Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 76,3% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

Sobre a percepção do ambiente econômico nacional, 51,4% dos consumidores entrevistados acreditam em piora no cenário nos próximos doze meses. Apesar de sinalizar pessimismo com relação ao cenário econômico, esse indicador apresentou avanço relativo quando comparado com o setembro (53,8%), sugerindo melhora das expectativas.

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve aumento de +3,2 pontos percentuais, passando de 36,9%, em setembro, para 40,1% neste mês. O indicador situa-se, inclusive, melhor do que o observado no mesmo mês do ano passado, calculado em 34,1%.

 

Destacam-se, na lista de produtos mais procurados: artigos de vestuário, citados por 15% dos entrevistados; móveis e artigos de decoração (14,3%);  geladeiras e refrigeradores (13,8%); televisores (12,3%); calçados (10,9%); máquina de lavar roupas (10,2%); aparelhos de telefonia celular e smartphones (10,0%); e fogões (7,7%).

O valor médio das compras é estimado em R$ 547,05 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo feminino (41,5%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 25 e 34 anos (45,8%) e no estrato com renda familiar de até cinco salários mínimos (40,8%).

 

Sobre o Instituto

O IPDC, instituição integrante do Sistema Fecomércio, é responsável pela elaboração de estudos e pesquisas, sobretudo de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor. As informações do IPDC auxiliam nas ações de planejamento e desenvolvimento das empresas.

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5 dicas sustentáveis para a empresa lucrar mais ajudando o meio ambiente

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

14 de outubro de 2019

Muito além do marketing verde, medidas como gestão de resíduos sólidos e automação de processos diminuem custos e impactam positivamente na receita.

A sustentabilidade e a preservação do meio ambiente são pautas que extrapolaram os discursos políticos e fazem parte dos pilares dos negócios. Não e à toa que termos como marketing verde, ecomarketig ou produtos eco-friendly invadiram o universo corporativo para ficar.

Consumidores cada vez mais atentos e engajados estão formando uma fatia de mercado moderna, antenada e para lá de exigentes com marcas e empresas que possam oferecer um diferencial para suas causas.

Mas, para além da boa imagem junto ao público, ações sustentáveis também são importantes para otimização de processos, redução de custos e também podem trazer lucros para empresas dos mais variados portes, segmentos e ramos de atuação.

Confira algumas atitudes simples e mudanças culturais que, além de levar a empresa para a esteira dos negócios sustentáveis, vai impactar positivamente seus gastos.

Insumos biodegradáveis

Tudo começa na aquisição de materiais que não impactam negativamente o meio ambiente. Procure versões verdes de matérias-primas e insumos e faça trocas simples, como blocos de anotações com papéis reutilizados, substituição de copos plásticos por canecas, garrafinhas, sacolas de tecido retornáveis e sacos de papel no lugar de embalagens plásticas, entre outros.

Promova o consumo responsável de energia

Caso o orçamento permita mudanças estruturais, configure local para o máximo aproveitamento da luz solar natural e avalie a possibilidade da instalação de placas ou painéis fotovoltaicos para a geração de energia solar – fonte limpa, gratuita e infinita de energia.

Instale lâmpadas de LED em substituição as lâmpadas incandescentes, que consomem mais energia para funcionar. Sensores de presença também podem ser úteis para desativá-las nas áreas de pouca circulação, evitando desperdícios.

Conscientize colaboradores para desligar equipamentos, máquinas e computadores que não estiverem em uso.

Reduza o consumo de água

Verifique as manutenções hidráulicas e repare qualquer tipo de vazamento, por menos que ele aparente ser. Instale torneiras econômicas ou redutores de vazão nos pontos de saída de água para diminuir o volume utilizado.

Se possível, armazene a água das chuvas para a limpeza de áreas externas e irrigação de jardins e canteiros.

Implemente a gestão de resíduos

A implementação da gestão de resíduos é fundamental para o cumprimento das leis ambientais e ainda pode detectar pontos de desperdício e otimizar processos produtivos variados.

Segundo Guilherme Gusman, sócio da startup VG Resíduos, especializada em gerenciamento de resíduos, seu software colabora não só para a documentação de fornecedores e relativa a destinação dos resíduos (como o Certificado de Destinação, MRT), mas também pode trazer lucros através de sua plataforma de mercado de resíduos sólidos.

“Geramos uma redução em média de 20% nos custos com destinação de resíduos das empresas através da venda de resíduos na plataforma. Há, por exemplo, de uma empresa que pagava R$900,00 ao mês para destinar paletes de madeira e encontramos um comprador para ela, gerando uma receita de R$300,00/mês. É um total de R$1200,00/mês de economia, sem falar no impacto positivo ao meio ambiente, pois agora eles são reutilizados e reciclados”, explica Gusman.

Crie um projeto ambiental (e o divulgue)

Verifique quais são as possibilidades de desenvolver, junto aos seus colaboradores e a população local, algum projeto da empresa que beneficie o meio ambiente dentro e/ou fora dos muros da empresa. Se necessário, busque incentivos do poder público, parcerias com universidades e centros de pesquisas e patrocínios.

Ações como conquistam o respeito da sociedade e cativam parecidos comerciais em potencial e o público, principalmente nas redes sociais, ambiente onde marcas ganham visibilidade constroem sua reputação.

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Jovens empreendedores – Cartório de protestos aparecem como alternativa para manter os negócios com segurança financeira

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

11 de outubro de 2019

No Brasil, o percentual de pessoas de 18 a 34 anos que têm negócios em fase inicial representa 57% do total de novos empreendedores, segundo recente pesquisa do Sebrae. Ao iniciar o seu negócio, ainda com pouco investimento, surge em muitos jovens empreendedores o medo de calotes e de acabar no prejuízo. Para evitar isso, os cartórios de protestos aparecem como alternativa para manter o negócio com segurança financeira, de forma econômica e prática. 


“Ao protestar uma dívida em cartórios especializados, o custo é zero para o credor de Fortaleza. O devedor, por outro lado, paga uma taxa de acordo com a tabela publicada pelo Tribunal de Justiça do Ceará. Além disso, a consulta para saber se seu nome foi protestado é gratuita, e feita online, pelo site www.pesquisaprotesto.com.br. É uma iniciativa que tem mudado a vida dos cidadãos, dentre eles jovens empreendedores, que contam com maior segurança financeira na manutenção do seu negócio”, ressalta Samuel Araripe, presidente do Instituto de Estudos de Protestos de Títulos do Brasil do Ceará (IEPTB-CE). 

Os cartórios de protesto significam ainda agilidade diante de empreendedores que muitas vezes precisam desse dinheiro pendente para investir e crescer o negócio. “Trata-se da recuperação mais rápida do mercado, que garante o pagamento de 60% dos títulos em até uma semana, de acordo com o valor e a idade da dívida”, destaca Samuel Araripe. Outra grande vantagem do serviço é que a dívida só é retirada quando o devedor efetua o pagamento. “No protesto a dívida nunca prescreve, ou seja, só é retirada mediante quitação. É um serviço rápido e sem burocracia para utilizar”, completa Samuel.

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Metade dos internautas brasileiros tomou conhecimento sobre a Semana do Brasil, mas maioria não comprou durante a campanha

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

05 de outubro de 2019

São Paulo, outubro de 2019 – Iniciativa do que teve o objetivo de promover descontos em lojas físicas e virtuais em todo o país, a Semana do Brasil está presente na cabeça de metade da população brasileira. Uma pesquisa online do IBOPE Inteligência mostra que 49% dos brasileiros já ouviram falar dessa campanha, realizada entre os dias 6 e 15 de setembro para aquecer a indústria e o comércio em um período em que a economia é afetada pelo baixo desempenho desses setores. A iniciativa é conhecida, sobretudo, no Nordeste, onde 56% dos entrevistados afirmam já ter ouvido falar da campanha.

Pouco mais de 3/4 dos internautas brasileiros (76%) ficou sabendo da Semana do Brasil pela internet/redes sociais; 59% pela televisão, jornais e revistas; 31% em lojas online e 26% em lojas físicas. Os entrevistados podiam responder mais de uma opção.

Apesar do conhecimento, a maioria (59%) não comprou nenhum produto ou serviço durante essa campanha. Além disso, metade da população (49%) não tem certeza de que os preços realmente são atrativos e não confiam muito em iniciativas como essa, ao passo que 42% acreditam que os preços realmente são atrativos e confiam nessas campanhas. Os demais (9%) têm certeza que os preços não são atrativos e não confiam nessas ações.

Apesar da campanha ter sido promovida pelo governo federal, metade dos internautas brasileiros acham que a inciativa foi dos lojistas, para estimular o consumo, e 32% dizem que foi da indústria. Os que apontam que a Semana do Brasil foi uma ação do governo federal somam 45%.

Sobre a pesquisa
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 a 20 de setembro, com 2000 internautas do painel Conectaí com 16 anos ou mais, de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.


Sobre o IBOPE Inteligência
Empresa dedicada ao conhecimento do comportamento das pessoas e de todas as suas relações: familiar, social, política, de consumo e de utilização de serviços. Especialista em soluções de pesquisa de opinião e mercado, off e online, quantitativas e qualitativas, geonegócios, inovação, data mining e ferramentas de análise e integração de dados. www.ibopeinteligencia.com

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Empresas brasileiras que conseguiram reduzir custos de forma estratégica aumentaram suas receitas, conclui pesquisa da Deloitte

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

04 de outubro de 2019

  • Mais de 80% das empresas brasileiras que responderam à pesquisa internacional indica ter conseguido ampliação da receita nos últimos dois anos
  • Estudo mostra que soluções em nuvem são a principal ferramenta tecnológica utilizada para que as empresas possam alcançar a redução de custos
  • No Brasil, a flutuação da moeda é o principal risco externo apontado pelos respondentes
  • Crescimento das vendas consolida-se como prioridade estratégica, tanto nos últimos 24 meses como para os próximos dois anos

Tópico sempre polêmico, a redução de custos nas empresas é algo a ser encarado de forma transparente e planejada. Alie-se a isso um cenário de transformações digitais que impulsiona as empresas a se reinventarem para adequar seus custos. Neste contexto, foi elaborada a edição 2019 da Pesquisa Global de Redução de Custos da Deloitte, realizada com mais de 1.200 executivos de todo o mundo.

“De acordo com o que apuramos da pesquisa, as empresas brasileiras estão com dificuldades de definir as suas prioridades; sabem da necessidade de reduzir custos, mas não conseguem implementar, seja por falta de disciplina para monitoramento das economias ou falta de estrutura dedicada para projetos desta natureza. No entanto, os dados nos levam a constatar que nos últimos 24 meses, das empresas que conseguiram efetivar a redução de custos no Brasil, 83% registraram aumento na receita. Na amostra global, essa porcentagem é ainda maior, 86%. Isso mostra que há um valor efetivo na redução de custos implementada de forma estratégica e sustentável”, enfatiza Heloisa Montes, sócia-líder de Estratégia, Analytics e M&A da Deloitte.

De acordo com a pesquisa, 71% das empresas em todo o mundo planejam empreender iniciativas de redução de custos nos próximos 24 meses. Ainda, do total de respondentes, 68% relataram reduções totais de 10% ou mais, e quase um terço (31%) tem metas de otimização de custo acima de 20%. No entanto, 81% relatam não ter conseguido cumprir totalmente suas metas de redução de custos durante o ano passado, 18 pontos percentuais menos do que em 2017, devido a desafios de implementação, falta de sistemas eficazes e metas inviáveis. No Brasil, 73% das organizações relatam não terem conseguido cumprir suas metas.

Para Caroline Yokomizo, sócia dos programas de Strategic Cost Transformation e Margin Plus da Deloitte, “à medida em que as tecnologias digitais continuam a evoluir, as organizações precisam se reinventar para gerenciar seus custos. Então, embora os métodos tradicionais de redução de custos ainda sejam importantes, a maioria também já investe pesadamente em tecnologias transformadoras para melhorar a eficiência operacional e a economia de custos, ao mesmo tempo em que impulsiona seu desempenho e competitividade em um mundo cada vez mais digital”.

  1. 1. Barreiras

De acordo com o estudo, as principais barreiras para que as metas de redução de custos das empresas no Brasil não sejam cumpridas são o gerenciamento de desafios para implementar as iniciativas (71%, contra 65% global) e erosão das economias devido ao estabelecimento de metas inviáveis (69%). No mundo, esse dado corresponde a 61%. Relatórios e monitoramento mal planejados chegam também a 69%, enquanto, globalmente, o dado referente a este tópico é de 58% – o que evidencia que no Brasil o problema de qualidade de dados e existência de relatórios é pior do que no restante do mundo.

Quando o tópico são os objetivos estratégicos, as empresas apontem em primeiro lugar o aumento da receita, com 65%. Em seguida, estão as práticas voltadas à busca pela eficiência e a otimização de custos e despesas, com 59%, e o aumento da produtividade, com 49%. “Diante destes dados, vale enfatizar que

a mentalidade predominante entre os executivos para adotar medidas de redução de custos nas empresas mudou. Enquanto víamos anteriormente uma mentalidade de economizar para crescer com gerenciamento de custos, estamos vendo agora o surgimento de economizar para transformar. É um pensamento que envolve muito mais medidas estratégicas para a transformação das organizações do que apenas o corte de gastos em si”, avalia Yokomizo.

  1. 2. Riscos externos

Com 66%, o primeiro no ranking dos riscos é flutuação da moeda. No mundo, essa porcentagem é de 58%. Com uma leve diferença, preocupações macroeconômicas aparecem em segundo lugar, com 64% (59% global, o que corrobora a visão de que os executivos estão cautelosos devido à lentidão na retomada econômica do Brasil). E na terceira posição, vem riscos de crédito, com 59%. Neste quesito, o dado global é levemente inferior: 57%. É importante destacar que fora do Brasil, os países se preocupam também com segurança cibernética e transformação digital, enquanto que as empresas brasileiras ainda não apontam essa precaução.

  1. 3. Prioridades estratégicas

Quando perguntados sobre as prioridades estratégicas para os próximos 24 meses, o crescimento das vendas continua a ocupar o primeiríssimo lugar, com um percentual ainda maior, de 81% na amostra nacional. A segunda posição é ocupada por implementação tecnológica (73%). Mas a grande surpresa fica com o terceiro lugar, pois é um item que não havia aparecido anteriormente, em relação aos últimos 24 meses: habilitação digital, com 71%. Na amostra global, esse item aparece tanto no passado como no futuro – neste último, com uma percentagem de 69%. E, empatados em primeiro lugar nas respostas da amostra global, estão crescimento das vendas, rentabilidade do produto e implementação tecnológica, todos com 73%.

“Vale aqui ressaltar que a redução de custos continua como uma das principais prioridades das companhias. O que ocorre é que o atual momento de lenta retomada da economia no país acaba fazendo com que as empresas tentem acelerar o aumento de faturamento para obter maior vantagem competitiva”, destaca Yokomizo.

  1. 4. Motivadores

Além destes, outros motivadores de negócios são a estrutura regulatória (67% Brasil/61% mundo); o custo desfavorável em relação aos concorrentes diretos (63% Brasil/57% mundo); a diminuição da liquidez e dificuldade de crédito (59% Brasil/53% mundo) e, finalmente, a redução significativa na demanda do consumidor (54% Brasil/55% mundo).

  1. 5. Implementação de tecnologias

No que diz respeito às tecnologias necessárias para a redução de custos, as soluções em nuvem ou cloud solutions aparecem em primeiro lugar em ambas as amostras: dado positivo, pois a nuvem apresenta grande capacidade para aumentar a segurança de dados, além de reduzir custos com infraestrutura. Na amostra nacional, ela atinge 50% dos respondentes e na global, 49%. Em seguida, vem business intelligence, com 26% e tecnologias cognitivas – Inteligência Artificial e machine learning, com 21% da amostra nacional.

“As práticas e abordagens de gerenciamento de custos têm se tornado cada vez mais sofisticadas com o tempo, e a adoção de soluções digitais, embora ainda esteja em amadurecimento, representa agora o nível mais avançado nesse campo. Ao aproveitar o poder da tecnologia digital para simplificar suas estruturas de custos e gerar economias, as empresas podem tirar o máximo proveito das mais recentes inovações digitais, tornando-se disruptivas, e não desorganizadas”, frisa Heloisa Montes. E finaliza: “O estudo da Deloitte mostra que as empresas agora reconhecem que precisam economizar para transformar, aplicando investimentos em infraestrutura digital para impulsionar melhorias em suas operações, maior eficiência e posicionamento de mercado”.

Metodologia

Ao todo, participaram da pesquisa 1.219 executivos seniores de empresas de 24 países de todo o mundo, dos mais diversos segmentos de atuação: Indústria e Consumo, Serviços Financeiros, Energia, Saúde, Tecnologia, entre outros. Do total de pesquisados, 70 são brasileiros, 47% do chamado C-Level.

Sobre a Deloitte

A Deloitte oferece serviços de auditoria, consultoria empresarial, assessoria financeira, gestão de riscos e consultoria tributária para clientes públicos e privados dos mais diversos setores. Atendemos a quatro de cada cinco organizações listadas pela Fortune Global 500®, por meio de uma rede globalmente conectada de firmas-membro em mais de 150 países, trazendo capacidades de classe global, visões e serviços de alta qualidade para abordar os mais complexos desafios de negócios dos clientes. Para saber mais sobre como os 312 mil profissionais da Deloitte impactam positivamente nossos clientes, conecte-se a nós pelo Facebook, LinkedIn e Twitter. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é uma das líderes de mercado, com seus 5.500 profissionais e com suas operações em todo o território nacional, a partir de 12 escritórios.

A Deloitte refere-se a uma firma-membro da Deloitte, uma de suas entidades relacionadas, ou à Deloitte Touche Tohmatsu Limited (“DTTL”). Cada firma-membro da Deloitte é uma entidade legal separada e membro da DTTL. A DTTL não fornece serviços para clientes. Por favor, consulte www.deloitte.com/about para saber mais. A Deloitte é líder global em auditoria, consultoria empresarial, assessoria financeira, gestão de riscos, consultoria tributária e serviços correlatos. Nossa rede de firmas-membro, presente em mais de 150 países e territórios, atende a quatro de cada cinco organizações listadas pela Fortune Global 500®. Saiba como os 312.000 profissionais da Deloitte impactam positivamente seus clientes em www.deloitte.com

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Eusébio é líder nacional em exportações de ceras vegetais

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

23 de setembro de 2019

Com US$ 19,09 milhões acumulados de janeiro a junho em 2019, o município do Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, passou a ser o 9° município cearense em exportações. O resultado veio após um crescimento de 13,3% do volume exportado pelo município em relação a 2018. Por sua vez, as importações somam agora US$ 18,2 milhões, 5° maior valor no ranking de municípios importadores cearenses. O saldo comercial da cidade é superavitário na ordem de US$ 856,3 milhões. Eusébio é líder nacional em exportações de ceras vegetais, com o produto totalizando US$ 16,8 milhões em exportações, liderando o ranking do município. O 2° grupo mais vendido ao exterior é o de alimentos derivados de trigo, com US$ 1,4 milhões e o maior crescimento do ranking, que foi de 91,2%. As exportações destinam-se, principalmente à China e Alemanha, que importaram US$ 5,8 milhões e US$ 3,7 milhões, respectivamente. Estados Unidos, em 3° foi o cliente que mais aumentou seu consumo no período, com total de US$ 2,4 milhões e crescimento de 122,5%. Os dados são do estudo Análise do Comércio Exterior dos Municípios Cearenses, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).
Configurando o maior destaque das importações, os produtos eletrônicos compõem 21,6% do consumo do município nos mercados exteriores, incluindo circuitos e transformadores. O total em eletrônicos é de US$ 3,9 milhões, que são provenientes, sobretudo, da China. O mercado chinês responde por 62,6% do fornecimento ao município, totalizando US$ 11,4 milhões exportados ao Eusébio. O PIB do Eusébio a preços correntes foi contabilizado pelo IBGE (2015) em R$ 2,7 bilhões, sendo 53% englobado pelo setor de serviços, 46% pela indústria e menos de 1% pelo setor primário. O PIB per capta do município é de R$ 53,2 mil, caracterizado como o maior do Estado. A base econômica da cidade é formada por empreendimentos imobiliários, empresas de prestação de serviços, indústrias diversas, com destaque para a indústria alimentícia e de produção de ceras vegetais como a de carnaúba.

Confira o estudo completo em anexo.

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Centro Internacional de Negócios da FIEC auxilia as empresas na inserção no mercado internacional, promovendo a cultura exportadora no Estado do Ceará. O CIN faz parte da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC, que junto com Serviço Social da Indústria – SESI Ceará, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI Ceará e Instituto Euvaldo Lodi – IEL Ceará formam o Sistema FIEC.

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Eusébio é líder nacional em exportações de ceras vegetais

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

23 de setembro de 2019

Com US$ 19,09 milhões acumulados de janeiro a junho em 2019, o município do Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, passou a ser o 9° município cearense em exportações. O resultado veio após um crescimento de 13,3% do volume exportado pelo município em relação a 2018. Por sua vez, as importações somam agora US$ 18,2 milhões, 5° maior valor no ranking de municípios importadores cearenses. O saldo comercial da cidade é superavitário na ordem de US$ 856,3 milhões. Eusébio é líder nacional em exportações de ceras vegetais, com o produto totalizando US$ 16,8 milhões em exportações, liderando o ranking do município. O 2° grupo mais vendido ao exterior é o de alimentos derivados de trigo, com US$ 1,4 milhões e o maior crescimento do ranking, que foi de 91,2%. As exportações destinam-se, principalmente à China e Alemanha, que importaram US$ 5,8 milhões e US$ 3,7 milhões, respectivamente. Estados Unidos, em 3° foi o cliente que mais aumentou seu consumo no período, com total de US$ 2,4 milhões e crescimento de 122,5%. Os dados são do estudo Análise do Comércio Exterior dos Municípios Cearenses, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).
Configurando o maior destaque das importações, os produtos eletrônicos compõem 21,6% do consumo do município nos mercados exteriores, incluindo circuitos e transformadores. O total em eletrônicos é de US$ 3,9 milhões, que são provenientes, sobretudo, da China. O mercado chinês responde por 62,6% do fornecimento ao município, totalizando US$ 11,4 milhões exportados ao Eusébio. O PIB do Eusébio a preços correntes foi contabilizado pelo IBGE (2015) em R$ 2,7 bilhões, sendo 53% englobado pelo setor de serviços, 46% pela indústria e menos de 1% pelo setor primário. O PIB per capta do município é de R$ 53,2 mil, caracterizado como o maior do Estado. A base econômica da cidade é formada por empreendimentos imobiliários, empresas de prestação de serviços, indústrias diversas, com destaque para a indústria alimentícia e de produção de ceras vegetais como a de carnaúba.

Confira o estudo completo em anexo.

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Centro Internacional de Negócios da FIEC auxilia as empresas na inserção no mercado internacional, promovendo a cultura exportadora no Estado do Ceará. O CIN faz parte da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC, que junto com Serviço Social da Indústria – SESI Ceará, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI Ceará e Instituto Euvaldo Lodi – IEL Ceará formam o Sistema FIEC.