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por Oswaldo Scaliotti

Saúde

Ortopedista, traumatologista e reumatologista: qual médico procurar?

Por Oswaldo Scaliotti em Saúde

02 de Janeiro de 2020

Muitas vezes, os sintomas confundem pacientes na hora de buscar atendimento médico. Dores na coluna, pescoço, pernas, joelhos, pés, mãos, braços e bacia são sinais de que algo pode estar errado no sistema locomotor.

E aí, qual especialista procurar? Saiba como distinguir quando o caso é missão para um ortopedista, reumatologista ou traumatologista.

Antes, vale entender o que é o sistema locomotor. Ele é responsável pela capacidade de sustentação e movimentação do corpo humano. É formado pelo conjunto de ossos que formam o esqueleto e o sistema muscular. Podemos considerar que os ossos são a parte passiva da estrutura do corpo; já os músculos a parte ativa, ou seja, a engrenagem que faz tudo funcionar. Tendões e ligamentos são as estruturas que unem as duas partes.

Ortopedia

Essa é a especialidade médica que cuida de lesões e alterações do funcionamento do sistema locomotor. Um ortopedista deve ser procurado em caso de dores relacionadas a movimentação em qualquer região da coluna, pescoço, membros superiores, inferiores e quadris.

Doenças crônicas como a osteopenia, causada pela perda da densidade dos ossos, inflamações decorrentes de movimentos repetitivos das mãos, braços e ombros, além de lesões musculares, causadas pela postura errada ao sentar-se e se deitar, também deverão ser tratadas pelo ortopedista.

Traumatologia

Como o nome sugere, o traumatologista é um ortopedista responsável por tratar traumas nos ossos, músculos e articulações, como fraturas e torções.

Esse especialista deve ser procurado em casos de acidentes de qualquer natureza traumática como acidentes no trabalho, domésticos, em vias públicas, lesões ocorridas na prática de esportes ou provocadas ou qualquer impacto forte.

O ortopedista traumatologista é habilitado a realizar procedimentos de imobilização, implantação de próteses, cirurgias para fixação de ossos quebrados e indicação de fisioterapias.

Reumatologia

A reumatologia trata de dores decorrentes de alterações bioquímicas, doenças autoimunes e sistêmicas, como fibromialgia, lúpus eritematoso, febre reumática, osteoporose, gota, tendinites e bursites, febre reumática, artrite e outras patologias.

É diferente da ortopedia, que cuida de lesões fisiológicas e anatômicas.

O tratamento reumatológico é exclusivamente medicamentoso, ou seja, esses especialistas não realizam cirurgias.

Como detectar?

Às vezes o paciente não consegue identificar dores musculares e ósseas decorrentes de problemas reumáticos. Nesse caso, o indicado é procurar um clínico geral ou até mesmo um ortopedista, que poderá, por meio de anamnese e exames, indicar o tratamento ou encaminhar a outro especialista.

Exames

As patologias e lesões do sistema locomotor são identificadas por meio de exames específicos. Um diagnóstico mal feito induz ao erro e, neste caso, os problemas podem se agravar ou se tornarem irreversíveis.

Para um diagnóstico correto, é muito importante que o paciente procure um centro de referência em ortopedia e reumatologia, que possua médicos confiáveis e equipamentos modernos.

A seguir, uma lista dos principais exames para detectar problemas no sistema locomotor:

  • Raio-X: um dos mais comuns, nada mais é do que uma espécie de fotografia interna da região para uma avaliação visual do médico. Em casos mais simples, esse exame é suficiente para detectar a lesão.
  • Tomografia computadorizada: é um exame mais sofisticado e moderno, que oferece imagens detalhadas para diagnósticos em casos mais complexos. A tomografia oferece uma visão de 360 graus da região, o que permite análises por vários ângulos.
  • Ressonância magnética: também é um exame de imagem, mas sem radiação. É utilizada para investigar tecidos moles, como cartilagens e músculos e diagnosticar tendinites, lesões de ligamentos e hérnias de disco. É um procedimento sofisticado, capaz de detectar condições clínicas mais complexas.
  • Densitometria óssea: esse exame detecta perda de massa óssea, possibilitando o diagnóstico, prevenção e tratamento da osteoporose, patologia comum a partir dos 50 anos. Quanto menor a densidade de cálcio dos ossos, maiores são os riscos de fraturas.
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Quando se preocupar com a ansiedade?

Por Oswaldo Scaliotti em Saúde

05 de dezembro de 2019

Há uma epidemia de ansiedade em vários países e a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta para um crescimento do transtorno internacionalmente. Inclusive, uma pesquisa da instituição colocou o Brasil como líder do ranking de países mais ansiosos do mundo. Atualmente quase 9.5% dos brasileiros são diagnosticados com a doença.

Entretanto, a ansiedade por si só é uma reação normal do corpo a situações estressantes. Por exemplo, uma grande viagem ou a antecipação de um discurso em público podem fazer com que qualquer um se sinta ansioso. Nesses casos, ela pode ser positiva, já que mantém o cérebro em um estado maior de alerta.

A grande questão é quando a ansiedade começa a atrapalhar o dia a dia da pessoa, impedindo-a de cumprir planos e reduzindo imensamente sua qualidade de vida. A partir desse ponto, trata-se de um transtorno de ansiedade.

O que é o transtorno de ansiedade

O transtorno de ansiedade é caracterizado por níveis excessivos de preocupação, que normalmente não correspondem à realidade. Assim, a pessoa com essa condição tem grande dificuldade em administrar seus medos e aflições, a ponto de não conseguir mais realizar atividades cotidianas, tendo sua rotina prejudicada. Os sentimentos variam de intensidade, mas costumam permanecer por alguns meses e as crises tendem a se tornar cada vez mais frequentes.

Para que haja o diagnóstico, é preciso marcar uma consulta com um psiquiatra. Só um médico da área poderá afirmar se, de fato, trata-se de um transtorno de ansiedade, já que existem diferentes maneiras que a condição se manifesta. Além disso, se houver necessidade de prescrição de medicamentos, é imprescindível que haja um acompanhamento profissional.

O tratamento psicoterápico também pode auxiliar bastante. Para isso, é preciso encontrar um terapeuta qualificado e de confiança para orientar o paciente sobre formas de controlar sua ansiedade.

Sintomas do transtorno de ansiedade

O transtorno de ansiedade é, como todos os transtornos mentais, extremamente relativo. Isso quer dizer que os sintomas e a forma com que a doença irá se manifestar dependerá de diversos fatores, desde características genéticas da pessoa à criação e hábitos adquiridos ao longo da vida.

Porém, existem alguns sintomas comuns aos quais é preciso se atentar:

 

Hipervigilância e inquietação

O transtorno de ansiedade pode fazer com que a pessoa sinta que está sempre em perigo, mesmo quando isso não é o caso.

Por isso, é comum que, em momentos de crise, muitos se sintam inquietos e muito atentos aos seus sentimentos ou a barulhos e movimentos ao seu redor.

 

Tensões e dores musculares

Por estar em constante estresse, o corpo tende a se tensionar. Por isso, é comum que músculos se enrijecem e doam um pouco.

As dores podem aparecer principalmente nas costas, pescoço e ombros.

 

Dificuldades para dormir

Também devido à intensidade das preocupações, não é raro que muitas pessoas com o transtorno tenham dificuldade para dormir, desenvolvendo quadros de insônia.

As poucas horas de sono também podem ocasionar cansaço e fadiga ao longo do dia.

 

Batimentos cardíacos acelerados

Pelo estresse, no ápice das crises, é comum que haja um aumento considerável dos batimentos cardíacos.

Em muitos casos, é possível que essa aceleração seja acompanhada de dores no peito. Por isso, às vezes, algumas pessoas que estão vivenciando uma crise de ansiedade ou de pânico pensam se tratar de um ataque cardíaco.

 

Sudorese acentuada

Por o nosso cérebro lidar com a crise de ansiedade como se estivéssemos em uma situação perigosa e de risco, muitos dos sintomas são respostas naturais do corpo ao estresse. Um exemplo é o suor acentuado.

Essa sudorese pode aparecer, principalmente, nas palmas das mãos e solas dos pés.

 

Tratamento do transtorno

Como dito anteriormente, é muito importante que, ao notar alguns desses sintomas ou outros similares, a pessoa procure um médico psiquiatra e busque acompanhamento psicológico. Entretanto, existem outras formas que podem auxiliar a controlar os níveis de ansiedade.

Uma dessas técnicas é a acupuntura. É provado que os estímulos causados pelas agulhas no corpo intensificam a liberação de hormônios e têm efeitos no sistema nervoso. Por isso, a acupuntura tem se mostrado como uma boa maneira de diminuir níveis de estresse e ansiedade.

Outra vantagem é que, diferente de tratamentos com ansiolíticos, a técnica é natural e não há grandes riscos ou efeitos colaterais. Entretanto, a acupuntura não deve substituir a medicação prescrita por um médico. Ela pode servir como uma ferramenta que, com tempo e o devido acompanhamento, pode levar à suspensão dos medicamentos ou potencializar seus efeitos.

Uma prática também muito aconselhada é a meditação. Por meio de uma rotina regrada da técnica, é possível controlar níveis altos de ansiedade. Isso porque a meditação preza pelo momento atual, focando-se no presente, sem as angústias do passado ou incertezas do futuro. Há uma concentração maior no estado do corpo, assim como na respiração. E técnicas de controle do sistema respiratório são tradicionais para auxiliar em crises de ansiedade.

Por fim, manter-se ativo fisicamente é um grande passo para diminuir os índices de estresse e ansiedade. A liberação de hormônios que ocorrem durante um exercício é essencial para manter o funcionamento pleno e saudável do cérebro. Além disso, atividades físicas promovem relaxamento dos músculos e maior elasticidade, que podem ajudar em vários sintomas físicos do transtorno de ansiedade.

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Quando se preocupar com a ansiedade?

Por Oswaldo Scaliotti em Saúde

05 de dezembro de 2019

Há uma epidemia de ansiedade em vários países e a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta para um crescimento do transtorno internacionalmente. Inclusive, uma pesquisa da instituição colocou o Brasil como líder do ranking de países mais ansiosos do mundo. Atualmente quase 9.5% dos brasileiros são diagnosticados com a doença.

Entretanto, a ansiedade por si só é uma reação normal do corpo a situações estressantes. Por exemplo, uma grande viagem ou a antecipação de um discurso em público podem fazer com que qualquer um se sinta ansioso. Nesses casos, ela pode ser positiva, já que mantém o cérebro em um estado maior de alerta.

A grande questão é quando a ansiedade começa a atrapalhar o dia a dia da pessoa, impedindo-a de cumprir planos e reduzindo imensamente sua qualidade de vida. A partir desse ponto, trata-se de um transtorno de ansiedade.

O que é o transtorno de ansiedade

O transtorno de ansiedade é caracterizado por níveis excessivos de preocupação, que normalmente não correspondem à realidade. Assim, a pessoa com essa condição tem grande dificuldade em administrar seus medos e aflições, a ponto de não conseguir mais realizar atividades cotidianas, tendo sua rotina prejudicada. Os sentimentos variam de intensidade, mas costumam permanecer por alguns meses e as crises tendem a se tornar cada vez mais frequentes.

Para que haja o diagnóstico, é preciso marcar uma consulta com um psiquiatra. Só um médico da área poderá afirmar se, de fato, trata-se de um transtorno de ansiedade, já que existem diferentes maneiras que a condição se manifesta. Além disso, se houver necessidade de prescrição de medicamentos, é imprescindível que haja um acompanhamento profissional.

O tratamento psicoterápico também pode auxiliar bastante. Para isso, é preciso encontrar um terapeuta qualificado e de confiança para orientar o paciente sobre formas de controlar sua ansiedade.

Sintomas do transtorno de ansiedade

O transtorno de ansiedade é, como todos os transtornos mentais, extremamente relativo. Isso quer dizer que os sintomas e a forma com que a doença irá se manifestar dependerá de diversos fatores, desde características genéticas da pessoa à criação e hábitos adquiridos ao longo da vida.

Porém, existem alguns sintomas comuns aos quais é preciso se atentar:

 

Hipervigilância e inquietação

O transtorno de ansiedade pode fazer com que a pessoa sinta que está sempre em perigo, mesmo quando isso não é o caso.

Por isso, é comum que, em momentos de crise, muitos se sintam inquietos e muito atentos aos seus sentimentos ou a barulhos e movimentos ao seu redor.

 

Tensões e dores musculares

Por estar em constante estresse, o corpo tende a se tensionar. Por isso, é comum que músculos se enrijecem e doam um pouco.

As dores podem aparecer principalmente nas costas, pescoço e ombros.

 

Dificuldades para dormir

Também devido à intensidade das preocupações, não é raro que muitas pessoas com o transtorno tenham dificuldade para dormir, desenvolvendo quadros de insônia.

As poucas horas de sono também podem ocasionar cansaço e fadiga ao longo do dia.

 

Batimentos cardíacos acelerados

Pelo estresse, no ápice das crises, é comum que haja um aumento considerável dos batimentos cardíacos.

Em muitos casos, é possível que essa aceleração seja acompanhada de dores no peito. Por isso, às vezes, algumas pessoas que estão vivenciando uma crise de ansiedade ou de pânico pensam se tratar de um ataque cardíaco.

 

Sudorese acentuada

Por o nosso cérebro lidar com a crise de ansiedade como se estivéssemos em uma situação perigosa e de risco, muitos dos sintomas são respostas naturais do corpo ao estresse. Um exemplo é o suor acentuado.

Essa sudorese pode aparecer, principalmente, nas palmas das mãos e solas dos pés.

 

Tratamento do transtorno

Como dito anteriormente, é muito importante que, ao notar alguns desses sintomas ou outros similares, a pessoa procure um médico psiquiatra e busque acompanhamento psicológico. Entretanto, existem outras formas que podem auxiliar a controlar os níveis de ansiedade.

Uma dessas técnicas é a acupuntura. É provado que os estímulos causados pelas agulhas no corpo intensificam a liberação de hormônios e têm efeitos no sistema nervoso. Por isso, a acupuntura tem se mostrado como uma boa maneira de diminuir níveis de estresse e ansiedade.

Outra vantagem é que, diferente de tratamentos com ansiolíticos, a técnica é natural e não há grandes riscos ou efeitos colaterais. Entretanto, a acupuntura não deve substituir a medicação prescrita por um médico. Ela pode servir como uma ferramenta que, com tempo e o devido acompanhamento, pode levar à suspensão dos medicamentos ou potencializar seus efeitos.

Uma prática também muito aconselhada é a meditação. Por meio de uma rotina regrada da técnica, é possível controlar níveis altos de ansiedade. Isso porque a meditação preza pelo momento atual, focando-se no presente, sem as angústias do passado ou incertezas do futuro. Há uma concentração maior no estado do corpo, assim como na respiração. E técnicas de controle do sistema respiratório são tradicionais para auxiliar em crises de ansiedade.

Por fim, manter-se ativo fisicamente é um grande passo para diminuir os índices de estresse e ansiedade. A liberação de hormônios que ocorrem durante um exercício é essencial para manter o funcionamento pleno e saudável do cérebro. Além disso, atividades físicas promovem relaxamento dos músculos e maior elasticidade, que podem ajudar em vários sintomas físicos do transtorno de ansiedade.