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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

exportações

MERCADO CHINÊS SE ABRE E É OPORTUNIDADE PARA EMPRESÁRIOS BRASILEIROS

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

27 de Fevereiro de 2018

Desafio para exportar ao país asiático passa por barreiras culturais

Com seu mercado consumidor de mais de 1,3 bilhão de habitantes, a China terá demanda cada vez maior pelos produtos externos, graças às melhores condições de vida da população e ao aumento da renda per capita. Um filão de mercado que se abre cada vez mais aos demais países e configura uma oportunidade também para empresas brasileiras de segmentos variados.

O desafio para o empreendedor está em se fazer ver e tornar seus produtos reconhecidos lá fora, assim como sugere o ministro Song Yang, encarregado de Negócios da embaixada chinesa no Brasil. “Queremos importar muito mais. Queremos importar produtos tecnológicos de alta qualidade, mas sem conhecer o produto brasileiro, o chinês não pode comprar mais”, disse Yang em entrevista recente, ao falar da 1ª Exposição Internacional de Importação da China, a ser realizada em novembro deste ano.

Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) mostram que os asiáticos desbancaram os Estados Unidos e passaram a ser o maior importador do Brasil, absorvendo 25% do que é enviado ao mercado externo. Em 2017, o país exportou US$ 47,48 bilhões para a China e importou US$ 27,32 bilhões, tendo um superávit de US$ 20,16 bilhões. Um aumento significativo de US$ 8,4 bilhões em relação a 2016.

Trabalhando na China desde 2015, quando o Grupo Serpa passou a ser representado na Ásia pela Serpa China, Samara Reis, diretora da filial, reitera a importância de se preparar antes de ir ao país, principalmente quando o objetivo é fechar negócios. Quem quer entrar nesse mercado e se beneficiar das boas oportunidades comerciais, deve estar aberto a mudanças. “Temos clientes que fizeram viagens antes à China e voltaram sem concretizar os resultados esperados. Além das dificuldades com a língua, eles alegam ter problemas na hora de conseguir a confiança dos chineses ao fechar os negócios e isso está muito atrelado às diferenças culturais”, conta Samara.

Prova disso foi o fechamento em 2011 de todas as lojas da americana Best Buy, em terras chinesas, cinco anos após entrar no país. Além de questões como a precificação, um dos principais motivos levantados para explicar o fracasso foi a maneira como a gigante dos eletrônicos abordou o público local, sem considerar particularidades como o hábito de negociar, a preferência por mercados próximos de casa e o impacto visual da marca, baseado no mesmo modelo utilizado nos Estados Unidos.​ Além do mais, a pronúncia de Best Buy em mandarim significa “pense 100 vezes antes de comprar”, um deslize cultural para lá de significativo.​

Com escritórios em Xangai e Ningbo, de onde opera transações comerciais para empresas no Brasil que importam produtos chineses e as que querem passar a exportar ou estabelecerem joint ventures com companhias de lá, a Serpa China mantém as características culturais no foco de suas operações. “Muitos empresários e investidores chegam ao território chinês acostumados com facilidades que não encontram aqui. Por isso, sempre orientamos que eles vejam por meio da lente certa: a que considera as diferenças e sabe lidar com esse mercado tão peculiar que é o chinês”, finaliza.

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Exportações do setor metalmecânico aumentam 53,8%

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

26 de Fevereiro de 2018

O setor metalmecânico apresentou grande desenvolvimento com a ampliação das atividades da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), é o que aponta os dados do estudo Ceará em Comex elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC. As exportações passaram de US$ 63,7 milhões em 2017 para US$ 97,9 milhões em 2018 – alta de 53,8%. O segmento é responsável por mais da metade (54,2%) das vendas externas do Ceará. Com isso, o Ceará passou a ocupar a 8ª colocação no ranking dos principais estados exportadores do setor, uma acima da que terminou 2017. 

Já as importações caíram 21% de 2017 para 2018, chegando a US$ 31,4 milhões. Tal queda impactou consideravelmente no saldo da balança comercial, que apresentou um superávit de US$ 66,5 milhões.

O México, principal comprador dos produtos do setor em 2017, ainda não realizou compras em 2018, o ranking dos principais destinos das exportações de metalmecânico é liderado pela Alemanha, que junto com Coreia do Sul e os Estados Unidos compram mais de 75% dos produtos de aço. A China se mantem como principal fornecedor do Ceará, apesar da queda de 37,2%.

Confira AQUI o estudo completo. 

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Balança comercial cearense apresenta melhor desempenho no comparativo dos últimos cinco anos

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

08 de Fevereiro de 2018

As exportações cearenses em janeiro de 2018 atingiram a cifra de US$ 180,5 milhões, o valor representa crescimento de 15,3% quando comparado ao valor do mesmo mês em 2017. Já em dezembro do ano passado o valor é US$ 231,4 milhões. Do lado das importações, o primeiro mês de 2018 totalizou US$ 194,8 milhões, expressiva elevação em relação a dezembro de 2017 quando foi importado US$ 135,4 milhões. Ao comparar com o mesmo período do ano anterior, houve decréscimo de 4,1%. Vale ressaltar que as compras externas cearenses vinham registrando retração durante os últimos três meses de 2017. Os dados são do documento Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, com base em informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O comportamento da balança comercial do Estado, janeiro de 2018 alcançou a marca de melhor mês para o período, desde o início da série histórica, no ano 2000. Por sua vez, as importações registraram o segundo menor valor dos mesmos cinco anos, ficando à frente apenas de 2016. Como resultado final de tais trocas comerciais, a balança cearense fechou o mês com saldo negativo de US$ 14,3 milhões. Apesar do resultado, foi o melhor desempenho para o período no comparativo dos últimos cinco anos.

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Setor de bebidas no Ceará registra retração nas exportações em 2017

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

25 de Janeiro de 2018


Terceiro maior exportador de bebidas do Brasil – atrás apenas de São Paulo e Paraná – as vendas externas cearenses do setor acompanharam a tendência nacional de queda, registrando uma discreta retração de 1,1% em relação ao ano de 2016, alcançando no acumulado do ano o montante de US$ 69,9 milhões. Na contramão do cenário nacional, as importações exibiram retração de 13,9%. Os dados, relativos ao período de janeiro a dezembro de 2017, são do estudo Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, com base em dados do Mdic.

Os destaques das exportações ficam por conta dos sucos (classificados como “sucos de outras frutas, não fermentados, sem adição de açúcar”), que representam quase 75% do total de bebidas vendido. Esse produto é o principal responsável pela queda nas vendas externas do setor, já que reduziu em 21,7% suas exportações. Vale também salientar a importância de “água de coco”, que representa quase 10% do total comercializado pelo setor. Principal destino das exportações cearenses, os EUA reduziram as compras de bebidas do Estado em 4,6%, já a Holanda mais que dobrou sua participação, chegando à marca de US$ 3,7 milhões.

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ultrapassaram pela primeira vez na história, a marca de US$ 2 bilhões – alta de 62,5% quando comparado com 2016

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

04 de Janeiro de 2018

As exportações cearenses em dezembro de 2017 atingiram a cifra de US$ 231,4 milhões (recorde para um mês), apresentando crescimento de 45,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No comparativo com novembro, quando fora exportado US$ 217,1 milhões, o desempenho é 6,6% superior. Trata-se do quarto mês consecutivo em que as vendas externas do Ceará registram incremento. Do lado das importações, dezembro apresentou queda de 18,6% em relação a novembro, totalizando US$ 135,4 milhões. Ao comparar com o mesmo período de 2016, o decréscimo foi de 16,7%. Na contramão do que vem ocorrendo com as exportações, as compras do exterior vêm registrando queda ao longo dos últimos meses. Trata-se do terceiro declínio consecutivo.

Observando o comportamento da balança comercial do Estado em 2017, as vendas externas cearenses ultrapassaram pela primeira vez na história, a marca de US$ 2 bilhões – alta de 62,5% quando comparado com 2016. Por sua vez, as importações atingiram US$ 2,2 bilhões, representando uma queda de 35,7% em relação ao ano anterior. Como resultado final de tais trocas comerciais, a balança cearense fechou o ano com saldo negativo de US$ 140,5 milhões. Apesar de negativo, o valor representa uma redução do déficit em 93,6% em relação a 2016.

No tocante à balança comercial do Nordeste, a participação das exportações cearenses no acumulado do ano foi de 12,54% (acima dos 10,10% registrado em 2016) e acima dos 11,55% das importações. Trata-se de um comportamento inédito em relação aos últimos 5 anos do período em análise. Em relação à participação na balança comercial brasileira, as vendas externas do Estado apresentaram alta, de 0,70% para 0,97%. Novamente, trata-se de um desempenho histórico. Em contrapartida, a participação das compras do exterior regrediu de 2,54% para 1,49%.

O Ceará posicionou-se na décima quarta colocação no ranking dos estados exportadores brasileiros em 2017. Em termos de crescimento, o Estado registrou a quarta maior alta percentual no país com 62,5%, bem acima da média nacional, de 17,5%. No que tange aos dez principais municípios exportadores do Ceará, seis apresentaram queda nas vendas externas sobre o ano anterior. Entretanto, vale o destaque para o município de São Gonçalo do Amarante, que lidera a lista com US$ 1,1 bilhão (aumento de 362,8%), representando mais da metade da pauta exportadora do Estado.

As exportações da Companhia Siderúrgica do Pecém – CSP impactam diretamente no resultado positivo do referido município. Sobral ultrapassou Fortaleza e vem em segundo no ranking, exportando US$ 177,7 milhões. Caucaia, Eusébio, Icapuí, Uruburetama e Cascavel apresentaram expressivas retrações nas vendas externas. Examinando o ranking dos principais setores exportadores do Ceará, “ferro fundido, ferro e aço” segue liderando a lista, com mais de US$ 1 bilhão, graças ao expressivo aumento de 465,3%. Novamente constata-se a importância da CSP no perfil das exportações cearenses. O desempenho das exportações do Estado só não foram melhores, em virtude das quedas de 61,2% das “Máquinas, aparelhos e materiais elétricos”; de 24,4% dos “fios e tecidos de algodão”; de 18,7% das “frutas (incluindo a castanha de caju)”; e de 15,8% das “peles e couros”.

Confira o estudo completo AQUI.

 

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Exportações de castanhas de caju no Ceará sofrem retração em setembro

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

19 de outubro de 2017

 
Tradicional setor exportador cearense, a castanha de caju e seus derivados continuam registrando retração nas vendas externas em 2017. De janeiro a setembro, as vendas externas caíram 14,1%, passando de US$ 78,3 milhões em 2016 para US$ 67,2 milhões no ano vigente.Já as importações aumentaram de US$ 10,0 milhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016 para US$ 28,3 milhões no mesmo período de 2017. O resultado gerou um superávit de R$ 38,8 milhões, valor 43% mais baixo que o registrado em igual período de 2016. As informações fazem parte do Miniestudo Setorial Castanha de Caju produzido mensalmente pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC.  
 
A queda de 23,5% na comercialização para os EUA (principal comprador dos produtos do setor cearense) explica tal desempenho. Apesar da queda nas exportações, o Ceará continua sendo o maior exportador de castanha de caju do Brasil, respondendo a mais de 80% das exportações brasileiras. Em compensação, em busca de satisfazer a demanda criada, o Estado passou a ser um grande importador do fruto, praticamente triplicando o volume, de US$ 10 para 28,3 milhões (alta de 183,2%) tendo a Costa do Marfim seu fornecedor. Todavia, analisando a pauta importada, o produto adquirido do exterior necessita de beneficiamento, o que gera atividade industrial, podendo ser utilizado tanto para o consumo interno quanto para o mercado externo.
 
CONFIRA O ESTUDO COMPLETO AQUI.
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Setor calçadista cearense atinge superávit de US$ 207,3 milhões em setembro

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

18 de outubro de 2017

Segundo maior exportador de calçados no Brasil, o Ceará exportou de janeiro a setembro de 2017 US$ 221,8 milhões, o que representa uma alta de 8% em relação ao mesmo período de 2016. As importações sofreram um aumento de 80,1%, passando de US$ 2,5 milhões para US$ 4,5 milhões. Mesmo com a elevação das importações, o saldo da balança comercial do setor foi positivo, com um superávit US$ 207,3 milhões – um recorde para o mês de setembro nos últimos três anos, segundo o Miniestudo Setorial de Calçados realizado mensalmente pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC.

De acordo com a gerente da instituição, Karina Frota, o aumento das importações está relacionado à aquisição de componentes para a produção do produto final, como é o caso de solas, palmilhas e partes superiores, obtidos principalmente da China. “Vale destacar que se tais itens forem utilizados no produto final a ser exportado, a indústria fica desobrigada a pagar os diversos impostos da aquisição desses componentes, através do regime especial conhecido como drawback, tornando assim mais competitivas”, explica.

Apesar do bom desempenho no cenário externo, os calçados perderam, em 2017, o posto do principal setor exportador do Ceará para o metalmecânico por conta do início das atividades da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Tal fato explica a queda na participação do setor na balança comercial cearense de 23,69% para 14,4%.

A Argentina ocupa a posição de principal destino das exportações cearenses de calçados e apresenta crescimento de 20,7% em relação a 2016. Os EUA estão em segundo, com pouca diferença na participação nas importações, porém exibem uma queda de 8,5% em comparação ao ano anterior. Colômbia e Bolívia foram outros destinos de destaque, com incremento respectivo de 24,8% e 54,0%.

 

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Ceará exporta US$ 1,47 bi no acumulado de 2017 e anota alta superior à média nacional

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

09 de outubro de 2017

Com exportações e importações em alta, o comércio exterior do Ceará registra mais um mês de expansão em 2017. De acordo com o estudo Ceará em Comex, produzido pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, as exportações cearenses em setembro apresentaram um crescimento de 16,7% em relação a agosto, sendo o terceiro melhor resultado do ano em termos de valores (US$ 182,6 milhões). O desempenho do mês é 28% superior no comparativo com setembro de 2016, quando foi exportado US$ 142,8 milhões. Trata-se da 14a alta mensal consecutiva em comparação com o ano anterior.
Já as importações cearenses em setembro somaram um aumento de 0,7% sobre agosto. Foi o mês com o segundo maior montante de 2017, com US$ 214,3 milhões, atrás apenas dos US$ 251,9 milhões registrados em março. O crescimento é ainda mais expressivo ao comparar com o mesmo período de 2016, com variação de 16,0%. Como resultado dessas movimentações, a balança comercial cearense registrou um déficit de US$ 31,5 milhões em setembro.
Observando o comportamento da balança comercial do Estado no acumulado do ano, as vendas externas cearenses alcançaram a cifra de US$ 1,47 bilhão – alta de 77,2% quando comparado com 2016. No sentido inverso, as compras do exterior atingiram US$ 1,74 bilhão – queda de 42,3%. O resultado final de tais trocas comerciais resultou em um saldo negativo de US$ 277,2 milhões na balança cearense em 2017. Apesar de negativo, o valor representa uma redução do déficit em 87,4% em relação a 2016, quando as importações superaram as exportações em US$ 2,19 bilhões.
Desempenho relativo
Os resultados das trocas comerciais do Ceará influenciaram a balança comercial do Nordeste no acumulado do ano, onde o peso das vendas externas do Ceará avançou de 8,83% (em 2016) para 11,80% (em 2017), e das compras do exterior caiu de 21,53% (ano passado) para 12,03% (atual). Em relação à participação na balança comercial do Brasil, as vendas externas do Estado apresentaram alta, de 0,59% para 0,89%. Em contrapartida, a participação das compras do exterior regrediu de 2,93% para 1,57%.
O Ceará posicionou-se em 2017 na décima quarta colocação no ranking dos estados exportadores brasileiros. Em termos de indicadores de crescimento, o Ceará registrou a quarta maior alta percentual no país com 77,2%, acima da média nacional, de 18,1%.
Municípios
No que tange aos dez principais municípios exportadores do Ceará, seis apresentaram queda nas vendas externas sobre o ano anterior. Vale o destaque para o município de São Gonçalo do Amarante, que lidera a lista com US$ 775,6 milhões (aumento de 1.236,6%), representando mais da metade da pauta exportadora do Estado. As exportações da Companhia Siderúrgica do Pecém – CSP impactam diretamente no resultado positivo do referido município. Fortaleza vem em segundo no ranking, exportando US$ 117,5 milhões (redução de 4,1% sobre 2016). Caucaia, Cascavel e Eusébio exibiram as maiores retrações, respectivamente de 43,3%, 25,5% e 23,4%.
Setores
Examinando o ranking dos principais setores exportadores do Ceará, “ferro fundido, ferro e aço” segue liderando a lista, com aumento de 1.591,8% sobre 2016 (saindo de US$ 43,8 milhões para US$ 740,3 milhões). Novamente constata-se a importância da CSP no perfil das exportações cearenses. Ainda como destaque, registra-se o aumento de 142,5% no setor de “Combustíveis, óleos minerais e produtos da sua destilação”. Em sentido contrário, “Máquinas, aparelhos e materiais elétricos”; “Frutas (incluindo castanha de caju)”; e “Algodão, fios e tecidos de algodão” registraram as maiores quedas, respectivamente de 63,1%; 40,8%; e 29,8%.
Os itens originários da CSP, classificados como “outros produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, de seção transversal retangular”, sofreram um aumento superior a 1.800 pontos percentuais em relação a 2016 e representam quase a metade das exportações do Estado (718,6 milhões). Vale destacar a concentração da pauta exportadora do Estado em laminados de ferro/aço, calçados e castanha de caju, ficando em menor escala, sucos (incluindo água de coco), couro/pele, GNL e cera de carnaúba.
Destinos
Principal destino dos produtos comercializados ao exterior pelo Ceará, os Estados Unidos, ainda que tenham perdido participação na pauta exportadora (caindo de 25,4% para 22,5%), avançaram em valores, passando de US$ 210,5 milhões para US$ 329,9 milhões – alta de 56,7% no período. Vale ainda ressaltar os expressivos aumentos para a Coreia do Sul (2.233,1%); México (1.333,5%); e Turquia (896,7%).
Em relação às importações, é possível verificar os Estados com maior participação nas compras do exterior. O Ceará se firma na décima quarta posição, importando US$ 1,7 bilhão, o que representa uma redução considerável de 42,3% quando comparado com o ano anterior. Além do Ceará, apenas outras quatro unidades federativas apresentaram decréscimos nas compras do exterior. São elas: Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pará e Sergipe.
São Gonçalo do Amarante é o município de maior participação no ranking dos importadores cearenses, com US$ 738,6 milhões. Apesar de ter sofrido uma queda percentual de 65,5% em relação a 2016, ainda representa 42,4% das compras externas do Estado. Destaques para Eusébio, Tianguá e Cascavel, com aumentos respectivos de 77%, 55,8% e 52,0% quando comparados com o ano anterior.
Em relação aos principais setores importados pelo Ceará em 2017, “Combustíveis e óleos minerais” lidera a lista com US$ 682,0 milhões – 82,5% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Outros destaques dizem respeito aos elevados aumentos nas participações de “Ferro fundido, ferro e aço”; “Produtos diversos das indústrias químicas”; e “algodão, tecidos e fios de algodão”, respectivamente em 237,6%; 81,0%; e 77,3%, se comparados com 2016. O setor de “Máquinas, aparelhos mecânicos e suas partes” registrou queda de 91,6%, em virtude, em sua grande parte, do início das operações da CSP e fim das importações de maquinários para a Companhia.
As importações cearenses por produtos (NCM) mostram que as compras de “Hulha betuminosa, não aglomerada” é a primeira do ranking, com um valor importado de US$ 381,9 milhões. O produto que apresentou o maior crescimento percentual, de 31.855,0%, foi “Produtos laminados planos, de ferro ou aço não ligado, folheados ou chapeados, galvanizados por outro processo”, resultando na importação de US$ 31,4 milhões.
A China é atualmente o principal parceiro das importações do Estado em 2017, exportando para o Ceará um valor de US$ 304,7 milhões – apesar do decréscimo de 26,4% em relação a 2016. Grandes aumentos foram registrados nas importações oriundas da Austrália (183,4%), Nigéria (112,8%), e Moçambique (778,6%).
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Ceará registra aumento de 87,4% nas exportações no acumulado de 2017

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

11 de setembro de 2017

As exportações cearenses alcançaram no acumulado de 2017 a cifra de US$ 1,29 bilhão – alta de 87,4% quando comparado ao mesmo período de 2016. Já as importações atingiram US$ 1,53 bilhão – queda de 46,1%. O resultado final de tais trocas comerciais resultou em déficit de US$ 245 milhões na balança cearense dos primeiros oito meses de 2017. Apesar de negativo, o valor representa uma evolução em 88,6% em relação a 2016, quando o Estado acumulou déficit superior a US$ 2,1 bilhões de janeiro a agosto.

Os dados fazem parte do estudo Ceará em Comex, produzido pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC avaliando o desempenho do mês de agosto. Segundo o levantamento, o resultado do oitavo mês do ano é o quinto melhor em termos de valores (US$ 156,5 milhões) – apesar da queda de 4,0% sobre julho. Mesmo com a retração, o desempenho do mês é de 24% superior no comparativo com agosto de 2016, quando se exportou US$ 126,3 milhões. Trata-se do décimo terceiro mês consecutivo em que o Estado registra aumento quando comparado com 2016.

Em relação às importações, o estudo mostra um aumento de 1,5% de agosto sobre julho. Foi o mês com o segundo maior montante de 2017, com US$ 212,7 milhões, atrás apenas dos US$ 251,9 milhões registrados em março. O crescimento é ainda mais expressivo se analisado com base no mesmo mês do ano passado, com variação de 70%. Como resultado dessas movimentações, a balança comercial cearense registrou um déficit deUS$ 56,2 milhões no mês de agosto.

Os resultados das trocas comerciais do Estado influenciaram diretamente nas participações das exportações e importações cearenses na balança comercial do Nordeste no acumulado do ano (Gráfico 2), onde o peso das vendas externas do Ceará avançou de 8,35% (em 2016) para 11,66% (em 2017), e das compras do exterior passou de 22,32% (ano passado) para 11,79% (atual). Em relação à participação na balança comercial do Brasil (Gráfico 3), as vendas externas do Estado apresentaram alta, de 0,55% para 0,88%. Em contrapartida, a participação das compras do exterior regrediu de 3,11% para 1,56%.

Nordeste

O Ceará posicionou-se em 2017 na 15ª colocação no ranking dos estados exportadores brasileiros, com US$ 1,28 bilhão. Em termos de indicadores de crescimento, o Ceará registrou a quarta maior alta no país com 87,4% – bem acima da média nacional com 18,1%. Vale ressaltar que todas as unidades federativas exibiram ampliação nas exportações no comparativo de 2017 sobre 2016.

No que tange aos dez principais municípios exportadores do Ceará, metade apresentou queda nas vendas externas sobre o ano anterior. Vale o destaque para o município de Caucaia, com um decréscimo de 48,3%. São Gonçalo do Amarante lidera a lista das exportações, com US$ 683,1 milhões, em virtude do aumento exponencial de 2.501,8% (representando mais da metade da pauta exportadora cearense). As exportações da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) têm destaque na série temporal do Ceará, repercutindo diretamente nas vendas externas do referido município.

Fortaleza vem em segundo no ranking com US$ 106,5 milhões, praticamente repetindo o desempenho do ano anterior, com um aumento de 0,1%. Itapipoca exibiu uma expansão de 31,9% nas exportações, sendo o segundo município com maior crescimento quando comparado a 2016.

Setores exportadores

Examinando o ranking dos principais setores exportadores do Ceará, o setor de “ferro fundido, ferro e aço” segue liderando, com aumento de 5.794,3 pontos percentuais (saindo de US$ 11,0 milhões para US$ 646,7 milhões) sobre 2016. Mais uma vez, constata-se a importância da CSP no perfil das exportações cearenses. Ainda como destaque, registra-se o aumento no setor de “Combustíveis e óleos minerais, produtos da sua destilação; matérias betuminosas; ceras minerais”, com 150,9%. Em sentido contrário, “Máquinas, aparelhos e materiais elétricos”; “Frutas (incluindo castanha de caju); cascas de frutos cítricos e de melões”; e “Algodão, fios e tecidos de algodão” registraram as maiores quedas, respectivamente de 67,2%; 37,7%; e 32,9%. Esses três setores vêm apresentando recorrentes quedas ao longo de 2017.

A pauta exportadora cearense, quando analisada por produtos, mostra a força do setor calçadista, que obtém três produtos entre os dez mais exportados. Também vale o destaque para a performance dos produtos originários da CSP, “outros produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, de seção transversal retangular”, que lidera esse ranking com um aumento de quase 11 mil pontos percentuais sobre 2016.

Principal destino dos produtos comercializados ao exterior pelo Estado, os Estados Unidos, ainda que tenham perdido participação na pauta exportadora (caindo de 27,1% para 23,9%), avançaram em valores, passando de US$ 185,7 milhões para US$ 306,4 milhões (alta de 65,0% no período). Vale ainda ressaltar os expressivos aumentos para a Coreia do Sul (3.402,3%); México (1.394,9%); e Turquia (1.354,4%).

Importações

Verificando o ranking dos estados brasileiros importadores em 2017, o Ceará se firma na décima quarta posição, com US$ 1,5 bilhão. Apenas cinco Unidades da Federação (RJ, CE, DF, PA e SE) apresentaram decréscimos nas compras do exterior. A queda exibida pelas compras externas cearenses é a maior do país, com 46,1% em relação a 2016.

São Gonçalo do Amarante continua sendo a cidade com maior participação (42,4%) no ranking dos municípios cearenses importadores, com US$ 648,1 milhões. Destaques para Tianguá e Eusébio, com aumentos respectivos de 133,3% e 93,6% quando comparados com o ano anterior.

Em relação aos principais setores importados pelo estado em 2017, “Combustíveis e óleos minerais” lidera a lista, com US$ 589,1 milhões, 91,1% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Outros destaques dizem respeito aos elevados aumentos nas participações de “Ferro fundido, ferro e aço” e “algodão, tecidos e fios de algodão”, respectivamente em 323,1% e 71,8%, se comparados ao ano de 2016. O setor de “Máquinas, aparelhos mecânicos e suas partes” registrou queda de 92,3%, em virtude, em sua grande parte, do início das operações da CSP e fim das importações de maquinários pela Companhia.

A China figura como o principal parceiro das importações cearenses em 2017, com US$ 260,0 milhões, apesar do decréscimo de 31,6% em relação a 2016.  Grandes aumentos foram registrados com Austrália (360,3%), Nigéria (209,0%), e Moçambique (778,6%).

 

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Vendas de bebidas cearenses ao mercado externo crescem 26,1% no primeiro semestre

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

16 de agosto de 2017

Segundo maior exportador de bebidas do Brasil em 2017 (atrás apenas de São Paulo), as vendas externas cearenses seguem em ritmo crescente, com alta de 26,1% no acumulado do ano (de janeiro a julho), alcançando US$ 45,2 milhões. Os destaques ficam por conta da água de coco e do suco de acerola. Principal destino das exportações cearenses do setor, os EUA ampliaram as compras de bebidas do Estado em 30,1%.
Os dados foram compilados no estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC. O estudo com os dados de julho apontou que as exportações cearenses tiveram crescimento de 15,8% em relação ao mês anterior, alcançando US$ 162,9 milhões. O montante exportado é 88,8% superior ao igual período de 2016, quando fora registrado US$ 86,3 milhões. Trata-se do décimo primeiro mês consecutivo em que o Estado registra aumento. As importações também registraram crescimento (19%) em julho em relação a junho, chegando a US$ 209,6 milhões. Vale destacar que esse valor é 60,9% inferior aos US$ 536 milhões registrados no mesmo período de 2016. Como resultado dessas movimentações, o Ceará registrou balança comercial deficitária em US$ 46,6 milhões em julho.
* postado por Oswaldo Scaliotti
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Vendas de bebidas cearenses ao mercado externo crescem 26,1% no primeiro semestre

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

16 de agosto de 2017

Segundo maior exportador de bebidas do Brasil em 2017 (atrás apenas de São Paulo), as vendas externas cearenses seguem em ritmo crescente, com alta de 26,1% no acumulado do ano (de janeiro a julho), alcançando US$ 45,2 milhões. Os destaques ficam por conta da água de coco e do suco de acerola. Principal destino das exportações cearenses do setor, os EUA ampliaram as compras de bebidas do Estado em 30,1%.
Os dados foram compilados no estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC. O estudo com os dados de julho apontou que as exportações cearenses tiveram crescimento de 15,8% em relação ao mês anterior, alcançando US$ 162,9 milhões. O montante exportado é 88,8% superior ao igual período de 2016, quando fora registrado US$ 86,3 milhões. Trata-se do décimo primeiro mês consecutivo em que o Estado registra aumento. As importações também registraram crescimento (19%) em julho em relação a junho, chegando a US$ 209,6 milhões. Vale destacar que esse valor é 60,9% inferior aos US$ 536 milhões registrados no mesmo período de 2016. Como resultado dessas movimentações, o Ceará registrou balança comercial deficitária em US$ 46,6 milhões em julho.
* postado por Oswaldo Scaliotti