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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

exportações

Porto do Pecém mantém crescimento e exportações sobem 243%

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

10 de agosto de 2017

Os resultados do Porto do Pecém para o mês de julho deste ano seguem a tendência dos meses anteriores com resultados positivos. A movimentação acumulada de 2017 (8.872.548 toneladas) foi 75% acima do mesmo período de 2016 (5.067.531 t).

 

Para o presidente da Cearáportos, Danilo Serpa, o crescimento é fruto do trabalho de prospecção de novos clientes e cargas. “A orientação do governador Camilo Santana é tornar o Porto do Pecém o portão de entrada e saída de cargas do Nordeste. Nós mapeamos os potenciais clientes e fomos oferecer nossos serviços. Os novos berços do TMUT em operação fizeram o Porto dobrar de tamanho e tudo isso se reflete nos resultados. Nossa expectativa é que esse ano o porto tenha um crescimento de 50%”.

 

Em relação à movimentação, o granel sólido foi a carga mais relevante na composição dos índices em toneladas, participou com 59%, seguido da carga geral solta 20%, carga conteinerizada com 14% e do granel líquido com 7%.

 

As importações cresceram 51% em 2017, passando de 4.439.683 t (até julho de 2016) para 6.721.139 t. Já as exportações subiram de 627.849 t em 2016 para 2.151.409 t em 2017, o que representa um  incremento de 243%.

 

O destaque entre as exportações fica por conta das movimentações de placas de aço  (1.445.455 t) produzidas pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que equivale a 67% do total exportado. Na sequência estão gás natural (100.593t), plásticos e suas obras (45.514 t), e  frutas (38.222 t), entre outras cargas.

 

“O ótimo resultado das exportações é fruto do trabalho de atração de investimentos. Nós temos a primeira ZPE (Zona de Processamento de Exportação) em funcionamento do País e tarifas competitivas mundialmente. É preciso também destacar o trabalho da CSP que exporta para mais de 14 países e tem os Estados Unidos como maior cliente, comprando 48% da produção atual”, afirma o presidente.

 

Entre as importações os destaques foram o carvão mineral (2.897.728 t), gás natural (480.651 t), produtos siderúrgicos (143.507 t), pedras calcárias (55.032 t), coque de petróleo (50.132 t), etc.

 

A cabotagem no Porto do Pecém (movimentação entre portos brasileiros), cresceu 110%, se comparado ao mesmo período do ano anterior, esse crescimento se deu, principalmente, por conta dos desembarques de minério de ferro (2.238.794 t), produtos siderúrgicos (165.408 t), arroz (111.421 t), plásticos e suas obras (66.499 t), etc. Destacaram-se também os embarques de farinha de trigo (74.445 t), sal (72.206 t), cimentos (34.712 t), placas de aço (27.613 t), etc.​
* postado por Oswaldo Scaliotti
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Aumento de 10,5% nas exportações de calçados garante superávit da balança comercial do setor

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

29 de junho de 2017

A balança comercial do setor de calçados registra um saldo positivo no acumulado de 2017 com um total de US$ 113,7 milhões – 9,2% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, quando o saldo foi de US$ 104,1 milhões. O resultado é fruto de um aumento nas exportações de 10,5%. As vendas ao exterior nos cinco primeiros meses de 2017 somaram US$ 116,9 milhões ante US$ 105,8 milhões no mesmo período do ano passado. Em relação às importações, apesar do volume adquirido do exterior ter praticamente dobrado no período neste ano (96,2%), passando de US$ 1,6 milhão em 2016 para US$ 3,2 milhões em 2017, os produtos adquiridos pelo Ceará são basicamente componentes (insumos) para a indústria, sendo utilizado em muitos casos o regime de drawback para a exportação.
As informações fazem parte do miniestudo setorial elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC com dados de janeiro a maio de 2017. O estudo revela também o setor de calçados participa com 14,19% do total de exportações do Ceará, sendo o segundo setor de maior relevância na pauta das exportações cearenses (atrás apenas do setor metalmecânico). Em termos nacionais, o Ceará é ainda o segundo de maior expressividade no Brasil em relação ao volume exportado (atrás apenas do Rio Grande do Sul com US$ 228 milhões) e o primeiro em quantidade de pares vendidos ao exterior.
Uma das novidades apontadas no estudo é a expressiva elevação no volume exportado para três países sulamericanos: Argentina (46,4%), Colômbia (42,6%) e Bolívia (39,6%). No ranking dos países que mais compram calçados cearenses estão nos primeiros lugares Argentina, Estados Unidos e Paraguai. Em relação às importações, os países de onde mais o Ceará compra insumos são China, Vietnã e Colômbia.
Ceará em Comex
O “Ceará em Comex” é um estudo de inteligência elaborado mensalmente pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, que retrata o panorama do comércio exterior do estado. Na última edição, o estudo revelou que as exportações cearenses apresentaram em maio crescimento de 117,2% em relação ao mês anterior, alcançando US$ 205,4 milhões. O montante exportado é 154,2% superior à igual período de 2016, quando fora exportado US$ 80,8 milhões. Trata-se do décimo mês consecutivo em que o Estado registra aumento quando comparado com os meses do ano anterior. As importações também registraram crescimento (8,1%) em maio em relação ao mês anterior, chegando a US$ 181,5 milhões. Além disso, o resultado é 46,4% superior aos US$ 124,0 milhões registrados no mesmo período de 2016. Como resultado dessas movimentações, o Ceará registrou balança comercial superavitária em US$ 23,8 milhões em maio.
* postado por Oswaldo Scaliotti
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Exportações no Ceará crescem 24,7% na comparação com 2016

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

08 de Maio de 2017

As exportações cearenses não mantiveram em abril o mesmo ritmo registrado nos primeiros três meses de 2017, alcançando US$ 94,5 milhões. Apesar de representar uma retração de 50,9% em relação a março, o montante é 24,7% superior a igual período de 2016, quando fora exportado US$ 75,8 milhões. Trata-se do nono mês consecutivo em que o Estado registra aumento quando comparado com os meses do ano anterior.
As importações também registraram queda (33,4%) em abril em relação ao mês anterior, chegando a US$ 167,9 milhões (Tabela 2). Entretanto, o resultado é 73,0% superior à igual período de 2016, quando o Estado importou US$ 97 milhões. Como resultado dessas movimentações, a balança comercial cearense registrou déficit de US$ 73,3 milhões no mês de abril. Os dados são do estudo Ceará em Comex do mês de maio, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC.
Observando o comportamento das trocas comerciais do Estado no acumulado do ano, as vendas externas cearenses alcançaram a cifra de US$ 618,9 milhões – alta de 97,4% quando comparado com 2016. No sentido inverso, as compras do exterior atingiram US$ 749,9 milhões – elevação de 53,8%. Como resultado final de tais movimentos, a balança cearense no primeiro quadrimestre de 2017 ficou negativa em US$ 131 milhões. Apesar do resultado, tais valores representam uma evolução em 53,8% em relação a 2016, quando o Estado acumulou déficit de US$ 283,4 milhões. Os resultados das trocas comerciais do Estado influenciaram diretamente na participação das exportações e importações cearenses na balança comercial do Nordeste no acumulado do ano, onde o peso das vendas externas do Ceará avançou de 8,11% (em 2016) para 12,2%  (em 2017), e das compras do exterior passou de 11,66% (ano passado) para 11,51 (atual). Em relação ao Brasil, as vendas externas do Estado apresentaram alta, de 0,56% e 0,91%.
Também nesse sentido, a participação das compras do exterior foi de 1,07% para 1,60%. O Ceará posicionou-se na décima quinta colocação no ranking dos estados exportadores brasileiros, com US$ 618,9 milhões, ficando à frente dos US$ 425 milhões registrados por Alagoas, mas atrás dos US$ 651,2 milhões de Pernambuco. Não obstante, em termos de indicadores de crescimento, o Ceará registrou a quinta maior alta no país com 97,4% e bem acima da média nacional com 21,8%. No tocante aos principais municípios cearenses exportadores, Cascavel, Caucaia e Aquiraz apresentaram quedas nas suas vendas externas quando comparado com igual período de 2016. São Gonçalo do Amarante lidera a lista com US$ 333,1 milhões (representando mais da metade da pauta exportadora cearense). As exportações da Companhia Siderúrgica do Pecém – CSP têm destaque na série temporal do Ceará, repercutindo mais diretamente nas vendas externas do referido município.
Examinando o ranking dos principais setores exportadores do Ceará, o setor de “ferro fundido, ferro e aço”, afirma sua posição no topo da lista, com aumento exponencial em torno de 18 mil pontos percentuais (saindo de US$ 1,7 milhão para US$ 314 milhões) sobre 2016. Mais uma vez, constata-se a importância da CSP no perfil das exportações cearenses. Ainda como destaque, registra-se o aumento no setor de “Sucos de frutas e demais preparações de produtos hortícolas/de frutas”, com 55,5%. Em sentido contrário, “Máquinas, aparelhos e materiais elétricos”; “frutas (incluindo castanha de caju”; e “Algodão” registraram as maiores quedas, respectivamente de 55,4%; 43,6%; e 41,0%. Principal comprador dos produtos cearenses no ano, os Estados Unidos, embora tenham perdido participação na pauta exportadora (caindo de 25,7% para 23,3%) avançaram em valores, passando de US$ 80,5 milhões para US$ 144,0 milhões (alta de 79% no período).
Vale ressaltar o aumento significativo de mais de nove mil pontos percentuais do volume exportado para a Turquia, firmando a terceira colocação. Há também consideráveis elevações para a Coréia do Sul (quatro mil pontos), Tailândia (mil trezentos e setenta pontos) e Índia (mil e sessenta pontos). Nesses dois primeiros registros, a retaguarda é formada pelas exportações de chapas metálicas pela CSP. Já o mercado indiano foi abastecido sobretudo pelo gás natural. Verificando o ranking dos estados brasileiros importadores em 2017, o Ceará se firma na décima terceira posição, com US$ 749,9 milhões. Apenas quatro Unidades da Federação (RJ, MS, DF e PA,) apresentaram decréscimos nas compras externas. São Gonçalo do Amarante continua sendo a cidade com a maior participação (45,7%) no ranking dos municípios cearenses importadores, com US$ 342,5 milhões. Destaques para Tianguá e Eusébio, com aumentos respectivos de 295,9% e 155,6% quando comparado com o ano anterior.
Em relação aos principais setores importados pelo Estado em 2017, “Combustíveis e óleos minerais” lidera a lista, com US$ 321,5 milhões. Outros destaques se relacionam aos elevados aumentos na participação de “Algodão” e “Produtos diversos das indústrias químicas”, respectivamente em 695% e 202%, se comparados ao ano de 2016. Chama ainda atenção a elevação de 122,5% dos “Ferro fundido, ferro e aço. Na contramão, o setor de “Máquinas, aparelhos mecânicos e suas partes” registrou queda de 23%, em virtude, em sua grande parte, do início das operações da CSP e consequentemente, fim das compras de maquinários pela Companhia. A China se configura como o principal parceiro das importações cearenses no primeiro quadrimestre, com US$ 115,3 milhões e crescimento de 8,1%. Grandes aumentos são registrados no Canadá (266,5%), Austrália (592,3%); Colômbia (134,4%); e EUA (109,5%).
* postado por Oswaldo Scaliotti
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Balança comercial cearense tem saldo negativo de US$ 59,4 milhões em março

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de Abril de 2017

O Ceará em Comex, estudo realizado mensalmente pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, revela que a balança comercial do Ceará do mês de março apresentou um déficit de US$ 59,4 milhões em valores absolutos. A boa notícia é que esse desempenho representa uma significativa evolução em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo negativo foi de US$ 132,4 milhões – uma melhora, em termos relativos, de 55%.
Essa evolução foi motivada especialmente pelo expressivo desempenho das exportações. O volume comercializado ao exterior em março de 2017 foi de US$ 192,5 milhões, representando uma elevação de 143% em relação a igual período do ano anterior. Trata-se do oitavo mês consecutivo em que o Estado registra aumento, quando comparado a 2016.
As importações, por sua vez, após terem registrado decréscimo no mês de fevereiro, voltaram a apresentar aumento, passando de US$ 211,6 milhões, em março de 2016, para US$ 251,9 milhões em igual período de 2017 – um crescimento de 19%.
Em relação ao acumulado do ano, o resultado da balança cearense ficou negativa em US$ 57,7 milhões. Apesar do resultaod negativo, tais valores representam uma evolução de 78% quando comparado com 2016, quando o Estado acumulou um déficit de US$ 262,2 milhões.
O Ceará é o 14o  Estado brasileiro que mais exporta no acumulado de 2017 e nesse período registrou uma alta de 120,5%, sendo o quarto Estado com maior crescimento no Brasil. Os municípios cearenses que mais exportaram foram São Gonçalo do Amarante, Fortaleza, Sobral, Cascavel e Maracanaú. Os principais setores exportadores foram de “ferro fundido, ferro e aço”, “calçados”, “peles e couros”, “frutas, cascas de frutos cítricos e de melões” e “combustíveis minerais”. Os principais países de destino das exportações cearenses são Estados Unidos, México, Turquia, Italia e Coreia do Sul.
Em relação ao ranking dos Estados brasileiros importadores, o Ceará ocupa a 13a posição. Os municípios cearenses que mais importaram em 2017 foram São Gonçalo do Amarante, Fortaleza, Maracanaú, Caucaia e Aquiraz. Os setores que mais importaram foram “combustíveis e óleos minerais”, “cereais (trigo)”, “máquinas e aparelhos mecânicos, e suas partes”, “máquinas, aparelhos e materiais elétricos” e “ferro fundido, ferro e aço”. Os países de onde o Ceará mais importou foram China, Colômbia, Estados Unidos, Austrália e Nigéria.
Confira o estudo “Ceará em Comex” completo AQUI:
* postado por Oswaldo Scaliotti
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Déficit da balança comercial cearense tem redução de 84,6% em abril

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

10 de Maio de 2016

Trata-se do terceiro mês consecutivo em que se observa um crescimento nas exportações, o que reforça a conjectura de que o câmbio pode estar influenciando neste cenário

 

Com um aumento de 2,1% nas exportações e uma redução de 54,2% nas importações, o saldo da balança comercial cearense melhorou no mês de abril. O déficit caiu de US$ 137.705.412, valor registrado em abril de 2015, para US$ 21.181.794, uma redução de 84,6%.É o melhor saldo desde 2012, quando o déficit de abril daquele ano foi de US$ 29.279.191. Os dados constam da pesquisa Ceará em Comex, realizada pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC com informações coletadas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

As exportações cearenses somaram em abril deste ano US$ 75,9 milhões, enquanto em igual período do ano passado o total das vendas externas foi de US$ 74,3 milhões. Trata-se do terceiro mês consecutivo em que se observa um crescimento que reforça a conjectura de que o câmbio pode estar influenciando neste cenário. Em relação às importações, as compras externas passaram de US$ 212 milhões para US$ 97 milhões.

Apesar da reação, no acumulado de 2015, as exportações cearenses sofreram uma queda de 4% em comparação a 2015 (caindo de US$ 326,8 milhões para US$ 313,7 milhões). Já as importações sofreram redução de 51,2% no período, passando de US$1,2 bilhão para US$ 597,1 milhões, fruto principalmente da combinação de três fatores: desvalorização do real frente ao dólar; redução das importações de combustíveis; e avanços na conclusão das obras da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

A participação das exportações e importações cearenses na balança comercial do Nordeste no acumulado do ano foi respectivamente de 8,1% e 11,6%, ante 8% e 13,5% em 2015. Já em relação ao país, as exportações cearenses mantiveram-se inalteradas em 0,6%, enquanto que as compras externas passaram de 1,9% para 1,4%.

Diante desse resultado, o Ceará cai para a 15a posição no ranking dos estados exportadores brasileiros, com US$ 313,7 milhões. Entre todas as unidades federativas, somente 10 obtiveram aumento nas exportações. Mesmo assim, o resultado do país foi superior em relação ao mês anterior, com um aumento de 3,4% em comparação ao acumulado de 2015.

Itapipoca foi o município cearense que mais se destacou, em crescimento percentual, de janeiro a abril de 2016, com as exportações totalizando US$ 10,3 milhões, ante US$ 4,8 milhões do mesmo período do ano passado. Fortaleza, por sua vez, reassumiu a posição de maior município exportador cearense que até então vinha sendo ocupado por Sobral, embora os dois municípios, juntamente com Cascavel, tenham desempenho similar. Apesar dos números, os três maiores exportadores do Ceará registraram queda nos montantes comercializados, resultando em retração na participação das vendas ao exterior.

Em relação ao ranking dos principais setores exportadores, calçados continuam o item no topo da lista, apesar da queda de 3,4% (de US$ 88,4 milhões para US$ 85,4 milhões) em relação a 2015. O destaque fica por conta do aumento de 293,8% no item “peixes, crustáceos e moluscos”, cujo volume de exportações saltou de US$ 2 milhões para US$ 7,7 milhões.

Os Estados Unidos ampliaram ainda mais a sua participação no ranking dos países de destino das exportações cearenses em 2016, de 20,5% para 25,75%, permanecendo como o principal comprador dos produtos comercializados pelo estado, com US$ 80,5 milhões, alta de 20,1% em relação a 2015, quando o país comprou US$ 67 milhões. O Ceará em Comex ressalta ainda a participação significativa da Argentina, figurando na segunda posição, com US$ 24,2 milhões ante US$18,1 milhões no ano passado.

Analisando o ranking brasileiro dos estados importadores em 2016, o Ceará manteve a 15a posição, embora tenha registrado uma retração de 51,2%. São Gonçalo do Amarante continua sendo o muncicípio com a maior participação (43,9%), apesar da queda de 60,9% nas compras ao exterior (de US$ 668,9 milhões para US$ 261,8 milhões) no período de 2016 em comparação a 2015. Por outro lado, as importações de Aquiraz subiram 284% no período, passando de US$ 8,1 milhões para US$ 31 milhões.

Em relação aos principais setores importadores, apenas o item “produtos químicos orgânicos” registraram aumento, cerca de 9%. Por outro lado, “combustíveis e óleos minerais” continuam no topo na lista dos setores que mais são importados pelo Ceará, apesar da queda de 64,1% (de US$ 617,9 milhões para US$ 221,8 milhões).

A China é o principal país de origem das importações cearenses no acumulado do ano, com US$ 106,7 milhões, apesar da queda de 49,8% em relação a 2015. Vale destacar que dos 10 países que mais fornecem ao Ceará, apenas os Estados Unidos e a Índia registraram incremento – respectivamente de 7% a 36,8%.  

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Saldo da balança comercial cearense melhora 3,2% em março, mas permanece deficitário

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

15 de Abril de 2016

Dados do Ceará em Comex, pesquisa realizada pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, mostram uma melhora no saldo da balança comercial do Ceará no mês de março em relação ao mesmo período de 2015. No entanto, o resultado ainda é negativo. O déficit diminuiu de US$ 136,8 milhões para US$ 132,4 milhões.

Contribuíram para isso um discreto aumento nas exportações, que passou de US$ 78,3 milhões para US$ 79,2 milhões (crescimento de 1,2%), e a pequena redução nas importações, que passou de US$ 215,1 milhões para US$ 211,6 milhões (recuo de 1,6%). Ainda que seja prematuro afirmar, o câmbio pode, finalmente, estar influenciando este cenário, revela o estudo.

Apesar da modesta reação no mês, no acumulado do ano, as exportações cearenses foram 5,8% inferiores às de 2015 (caindo de US$ 252,6 milhões para US$ 237,8 milhões no primeiro trimestre). As importações sofreram redução de 50,6% no período (passando de US$ 1 bilhão para US$ 500 milhões). Essa combinação das trocas comerciais resultou na melhora do déficit do saldo da balança em 65,4%.

A participação das exportações e importações cearenses na balança comercial do Nordeste no acumulado do ano foram respectivamente de 8,6% e 13,8%, ante 8,4% e 14,2% em 2015. Já em relação ao país, as exportações cearenses mantiveram-se inalteradas em 0,6%, enquanto que as compras externas passaram de 2,1% para 1,6%.

Outra informação importante mostrada na pesquisa é que o Ceará permanece na décima quarta posição no ranking dos estados exportadores brasileiros, atrás do Maranhão (com US$ 488,5 milhões) e a frente de Rondônia, (com US$ 217,6 milhões). É possível notar que dos principais estados exportadores, apenas aqueles onde o peso do agronegócio é maior obtiveram aumento nas vendas externas. Como resultado, o país exportou 5,1% menos em comparação com o acumulado de 2015.

Sobral foi o município cearense que mais se destacou nas exportações de janeiro a março do ano, tendo vendido ao exterior US$ 37,2 milhões, contra US$ 34,7 milhões de Fortaleza e US$ 33,8 milhões de Cascavel. Apesar dos números, os três maiores exportadores do estado apresentaram quedas nos montantes comercializados (respectivamente de 24,2%; 29,7%; e 10,8%), resultando em retração na participação das vendas externas cearenses.

Observando o ranking dos principais setores exportadores do Estado, o setor de calçados continua no topo da lista, apesar da queda de 6% (de US$ 71,1 milhões para US$ 66,8 milhões) em relação a 2015. Os destaques ficam por conta do aumento de 215,3% no item “peixes, crustáceos e moluscos” (passando de US$ 1,8 milhão para 5,6 milhões); de 108,1% nas “máquinas, aparelhos e materiais elétricos” (indo de US$ 4,8 milhões para US$ 10,0 milhões); e de 58,4% no “algodão” (de US$ 7,7 milhões para US$ 12,3 milhões).

Os Estados Unidos ampliaram ainda mais a sua participação no ranking dos países de destino das exportações cearenses em 2016 (de 19,6% para 24,5%), permanecendo como o principal comprador dos produtos comercializados pelo Ceará, com US$ 58,3 milhões (alta de 17,7% em relação a 2015, quando o país comprou US$ 49,6 milhões). Vale ressaltar ainda a participação positiva da Argentina, figurando na segunda posição, com US$ 18,8 milhões (ante US$ 13,4 milhões no ano passado) – alta de 40,2%.

Em relação às importações, o Ceará em Comex revela que o Ceará perdeu a 13a e a 14a posições, respectivamente, para Goiás e Distrito Federal, em virtude da combinação da retração cearense de 50,6%, bem como de uma queda menos acentuada de Goiás (de 18,8%) e do incremento de 72,8% do Distrito Federal.

São Gonçalo do Amarante continua sendo o município cearense com a maior participação nas compras ao exterior (46,1%), apesar das importações terem reduzido 61,7% (de US$ 600,8 milhões para US$ 230,3 milhões) no período de 2016 em comparação com 2015. Por outro lado, as importações de Aquiraz subiram 287,6% no período (passando de US$ 6,7 milhões para US$ 25,9 milhões).

O estudo aponta também os principais setores importadores do estado em 2016 e apenas o setor de “máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos” e os “cereais” (leia-se o trigo) registraram aumento (respectivamente de 24,5% e 10,9%). Por outro lado, os “combustíveis e óleos minerais” continuam no topo da lista dos setores importados pelo estado, apesar da queda de 64,6% (de US$ 558,9 milhões para US$ 197,7 milhões).

A China é o principal país de origem das importações cearenses no acumulado do ano, com US$ 91,7 milhões, apesar da queda de 39,2% em relação a 2015. Vale destacar que dos 10 países, apenas os Estados Unidos registraram incremento (60,3%) nas compras externas com o Ceará, passando de US$ 24,4 milhões para US$ 39,1 milhões.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Exportações cearenses acumulam queda de 30,6% em 2015

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

18 de dezembro de 2015

O Ceará registrou um déficit de US$ 76,8 milhões na balança comercial no mês de novembro, com as exportações retraindo 5,4% (de US$ 93,9 milhões para US$ 88,8 milhões), enquanto as importações obtiveram um discreto avanço – de 0,6% (de US$ 164,4 milhões para US$ 165,4 milhões), em comparação com igual período de 2014. Os dados são do documento Ceará em Comex, referente ao mês de novembro de 2015, produzido pelo Centro Internacional de Negócios, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).(Documento em anexo).

No acumulado do ano de 2015, as vendas para o exterior caíram 30,6% (de US$ 1,34 bilhão para US$ 933,1 milhões). Já as compras externas também sofreram retração: 10,8% (de US$ 2,86 bilhões para US$ 2,55 bilhões), resultando em um saldo negativo de US$ 1,62 bilhão. Apesar de seguir a tendência brasileira de queda das importações, o Ceará aumentou sua participação nas compras externas em relação ao país nos onze primeiros meses do ano, alcançando 1,59% – aumento de 17,8% em relação à igual período de 2014, quando registrou 1,35%.

Já a participação do estado nas exportações nacionais sofreu retração, passando de 0,65%, em 2014, para 0,54%, em 2015. O Ceará figurou na décima quarta posição entre os principais estados brasileiros exportadores em 2015. Das 27 Unidades da Federação, apenas Maranhão, Tocantins, Alagoas, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Acre registraram incremento nas exportações no ano, na contramão do registrado no país (retração de 16,0%). Já em relação ao Nordeste, a participação cearense passou de 9,20% para 7,02% – queda de 23,7% – no comparativo 2015-2014.

Entre os principais corredores logísticos nas vendas externas cearenses no acumulado do ano, o Pecém foi o principal porto exportador, com US$ 307,3 milhões, apesar da retração de 55,6% – fruto, sobretudo, da redução das exportações de óleo combustível do tipo “fuel-oil” . Por outro lado, o Porto de Salvador – posicionado na quarta colocação entre os principais corredores, apresentou um incremento de 50,8% , em virtude, principalmente, dos calçados; dos couros e peles; dos tecidos; da castanha de caju; e dos sucos Outro porto em destaque foi o de Sepetiba, com aumento de 50,8% – os calçados; os complementos alimentares; e os couros e peles foram os principais responsáveis pelo aumento.

Em relação aos setores exportadores, os calçados; as frutas (incluindo castanha de caju); e as peles e couros foram os três mais relevantes no acumulado do ano, respectivamente com US$ 240,0 milhões; US$ 178,9 milhões; e US$ 148,8 milhões. Ressalta-se, porém, que houve retração em dois dentre os três mais relevantes em relação ao ano anterior – 12,6% para os calçados e 25,7% para as peles e couros. Chama ainda atenção, a queda de 93,5% nos combustíveis e óleos minerais, e o incremento de 39,1% para o algodão.

Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações do Estado no ano, com US$ 216,2 milhões, com participação de 23,2% do total das vendas externas cearenses (Tabela 9). Ressalta-se, ainda, a retração de 66,4% da Holanda, fruto, principalmente, da ausência de exportação/abastecimento de combustível de navio do tipo “fuel-oil” no acumulado de 2015.

Do lado das importações, o Ceará posicionou-se no décimo quarto lugar entre as unidades da Federação em 2015. O estado seguiu a tendência de retração do país, ao registrar queda de 10,8%. Já em relação ao Nordeste, a participação cearense passou de 10,90% para 12,61% – aumento de 15,7%.

Dentre os corredores logísticos das compras externas cearenses no acumulado do ano, o Pecém foi o principal porto em valores importados, com US$ 1,23 bilhão – redução de 22,0% em igual período de 2014. Embora o gás natural liquefeito tenha obtido um acréscimo relevante, o fato de uma série de produtos serem comercializados em menor quantidade explica a redução das importações do referido porto cearense.

O corredor que obteve maior crescimento percentual, dentre os 10 maiores foi o Aeroporto de Foz do Iguaçu, com 400,4%, fruto, unicamente, da compra do setor de “Aeronaves e aparelhos espaciais”. No sentido inverso, o porto de São Francisco do Sul apresentou uma queda de 92,3%, fruto da redução, ou ausência, da comercialização de diversos bens. Em relação aos setores importadores, apenas os combustíveis e óleos registraram incremento (48,5%). Vale destacar ainda a retração de 68,6% nas compras externas de “Obras de ferro fundido, ferro ou aço”. O gás natural liquefeito foi o responsável por colocar Espanha, Catar e Nigéria entre os principais mercados fornecedores para o Estado. No caso da Argentina, “Outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura” colocaram o país sul-americano em evidência.

Já os Estados Unidos destoa como destaque negativo, reduzindo, em 61,4% as exportações de seus produtos para o Ceará. Os maiores protagonistas do decréscimo norte-americano foram o trigo; o algodão; os “Aviões e outros veículos aéreos, a turbojato, 7 toneladas < peso <= 15 toneladas”; a hulha betuminosa; os “outros grupos eletrogêneos de energia eólica”, como também outros diversos produtos.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Exportações cearenses acumulam queda de 35% em 2015

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de agosto de 2015

O Ceará registrou um déficit de US$ 134,3 milhões na balança comercial no mês de julho de 2015, com as exportações e importações retraindo respectivamente 28,4% (de US$ 125,1 milhões para US$ 89,6 milhões), e 58,1% (de US$ 534,6 milhões para US$ 223,9 milhões), em comparação com igual período de 2014. No acumulado do ano, as vendas para o exterior caíram 35,0%, de US$ 876,8 milhões para US$ 569,9 milhões. As compras externas também sofreram retração: 5,0% (de US$ 1,95 bilhão para US$ 1,86 bilhão), resultando em um saldo negativo de US$ 1,29 bilhão.

Estes são os principais destaques do estudo de inteligência comercial “Ceará em Comex”, elaborado mensalmente pelo Centro Internacional de Negócios, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), referente ao mês de julho de 2015.(Documento em anexo)

Apesar de seguir a tendência brasileira de queda das importações, o Ceará aumentou sua participação nas compras externas em relação ao país nos sete primeiros meses do ano, alcançando 1,72% – com aumento de 18,6% em relação à igual período de 2014, quando registrou 1,45%. Já a participação do estado nas exportações nacionais obteve uma retração, passando de 0,66%, em 2014, para 0,50%, em 2015. O Ceará figurou na décima sexta posição entre os principais estados brasileiros exportadores, devido à retração de 35,0% nas vendas externas, superando a média brasileira, de 15,5%. Apenas os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Rio Grande do Norte e Acre registraram incremento nas exportações no ano. Já em relação ao Nordeste, a participação cearense passou de 9,7% para 7,0% – queda de 27,8%.

Exportação

Em relação aos setores exportadores, os calçados; as peles e couros; as frutas (incluindo a castanha de caju); e as gorduras/óleos animais e vegetais (incluindo as ceras de carnaúba); foram os quatro mais relevantes no acumulado do ano, respectivamente com US$ 149,8 milhões; US$ 106,9 milhões; US$ 78,9 milhões e US$ 40,4 milhões. Ressalta-se, porém, que, nos três mais relevantes, houve retração (13,2% para os calçados; 17,5% para as peles e couros e 8,6% para as frutas) em relação ao ano anterior. Chama ainda atenção, o aumento de 101,3% nas máquinas, aparelhos e materiais elétricos e a queda de 92,6% nos combustíveis e óleos minerais.

Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações cearenses no ano, com US$ 134,3 milhões, com participação de 23,6% do total das vendas externas cearenses. Ressalta-se, ainda, o incremento de 38,1% da Alemanha, em virtude de “Partes de outros motores/geradores/grupos eletrogeradores”. No sentido oposto, a Holanda e as Antilhas Holandesas registraram queda, respectivamente, de 83,0% e 83,8%, fruto da ausência de exportação/abastecimento de combustível de navio do tipo “fuel-oil” no acumulado de 2015.

Entre os principais corredores logísticos nas vendas externas cearenses no acumulado do ano, Pecém foi o principal porto exportador, com US$ 180,5 milhões, apesar da retração de 63,3%, fruto, sobretudo, da redução das exportações de óleo combustível do tipo “fuel-oil” e dos calçados. Por outro lado, o Porto de Salvador – posicionado na quarta colocação entre os principais corredores, apresentou um incremento de 128,7%, em virtude, principalmente dos calçados; dos couros e peles; dos tecidos; da castanha de caju; e dos sucos.

Outros portos em destaque foram o de Sepetiba e São Francisco do Sul, com aumento, respectivamente, de 244,3% e 133,5%. No caso do porto carioca, os calçados; os complementos alimentares; e os couros e peles foram os principais responsáveis pelo aumento. Já no porto catarinense, o aumento esteve relacionado basicamente aos couros.

Importações

No que refere-se às importações, o Ceará posicionou-se no décimo quarto lugar entre as unidades da Federação em 2015. O estado seguiu a tendência do país, ao obter uma retração em suas importações de 5,0%. Já em relação ao Nordeste, a participação cearense passou de 11,5% para 12,7% – aumento de 10,6%.

Entre os corredores logísticos das compras externas cearenses no acumulado do ano Pecém foi o principal porto em valores importados, com US$ 1,1 bilhão (redução de 17,2%). Embora o gás natural liquefeito tenha obtido um acréscimo relevante, uma série de produtos que foram comercializados em menor quantidade ou não comercializados, como laminados em aço e ferro, explicam a redução das importações. O porto de Santos, segundo corredor logístico mais utilizado para as importações cearenses, apresentou um acréscimo de 124,3% em relação ao mesmo período do ano passado, graças ao forte incremento de diversos bens. O corredor que obteve maior crescimento percentual, dentre os 10 maiores corredores logísticos de importação foi o Aeroporto de Foz do Iguaçu, com 560%, fruto, unicamente, da compras de “Aviões e outros veículos aéreos”. No sentido inverso, o Aeroporto de Boa Vista apresentou uma queda de 87,1% (tabela 13), fruto da inexistência da importação de “Aviões e outros veículos aéreos, de peso superior a 7 toneladas, mas não superior a 15 toneladas”.

Em relação aos setores importadores, os combustíveis e óleos minerais obtiveram o maior aumento, tanto em valor absoluto – US$ 260,9 milhões, quanto em aumento percentual – 46,9%. Vale destacar ainda a retração de 59,2% nas compras externas de “Obras de ferro fundido, ferro ou aço”. O gás natural liquefeito (tabelas 34, 36 e 37, respectivamente) foi o responsável por colocar Espanha, Nigéria e Catar entre os principais mercados fornecedores para o Estado. No caso da Argentina, “Outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura” colocaram o país sul-americano em evidência. Já os Estados Unidos destoam como destaque negativo, reduzindo em 64,9% as exportações de seus produtos para o Ceará. Os maiores protagonistas do decréscimo norte-americano foram o trigo; o algodão; os “Aviões e outros veículos aéreos, a turbojato, 7 toneladas < peso <= 15 toneladas” ; a hulha betuminosa; os ”outros grupos eletrogêneos de energia eólica”, como também outros diversos produtos.

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Exportações cearenses acumulam queda de 35% em 2015

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de agosto de 2015

O Ceará registrou um déficit de US$ 134,3 milhões na balança comercial no mês de julho de 2015, com as exportações e importações retraindo respectivamente 28,4% (de US$ 125,1 milhões para US$ 89,6 milhões), e 58,1% (de US$ 534,6 milhões para US$ 223,9 milhões), em comparação com igual período de 2014. No acumulado do ano, as vendas para o exterior caíram 35,0%, de US$ 876,8 milhões para US$ 569,9 milhões. As compras externas também sofreram retração: 5,0% (de US$ 1,95 bilhão para US$ 1,86 bilhão), resultando em um saldo negativo de US$ 1,29 bilhão.

Estes são os principais destaques do estudo de inteligência comercial “Ceará em Comex”, elaborado mensalmente pelo Centro Internacional de Negócios, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), referente ao mês de julho de 2015.(Documento em anexo)

Apesar de seguir a tendência brasileira de queda das importações, o Ceará aumentou sua participação nas compras externas em relação ao país nos sete primeiros meses do ano, alcançando 1,72% – com aumento de 18,6% em relação à igual período de 2014, quando registrou 1,45%. Já a participação do estado nas exportações nacionais obteve uma retração, passando de 0,66%, em 2014, para 0,50%, em 2015. O Ceará figurou na décima sexta posição entre os principais estados brasileiros exportadores, devido à retração de 35,0% nas vendas externas, superando a média brasileira, de 15,5%. Apenas os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Rio Grande do Norte e Acre registraram incremento nas exportações no ano. Já em relação ao Nordeste, a participação cearense passou de 9,7% para 7,0% – queda de 27,8%.

Exportação

Em relação aos setores exportadores, os calçados; as peles e couros; as frutas (incluindo a castanha de caju); e as gorduras/óleos animais e vegetais (incluindo as ceras de carnaúba); foram os quatro mais relevantes no acumulado do ano, respectivamente com US$ 149,8 milhões; US$ 106,9 milhões; US$ 78,9 milhões e US$ 40,4 milhões. Ressalta-se, porém, que, nos três mais relevantes, houve retração (13,2% para os calçados; 17,5% para as peles e couros e 8,6% para as frutas) em relação ao ano anterior. Chama ainda atenção, o aumento de 101,3% nas máquinas, aparelhos e materiais elétricos e a queda de 92,6% nos combustíveis e óleos minerais.

Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações cearenses no ano, com US$ 134,3 milhões, com participação de 23,6% do total das vendas externas cearenses. Ressalta-se, ainda, o incremento de 38,1% da Alemanha, em virtude de “Partes de outros motores/geradores/grupos eletrogeradores”. No sentido oposto, a Holanda e as Antilhas Holandesas registraram queda, respectivamente, de 83,0% e 83,8%, fruto da ausência de exportação/abastecimento de combustível de navio do tipo “fuel-oil” no acumulado de 2015.

Entre os principais corredores logísticos nas vendas externas cearenses no acumulado do ano, Pecém foi o principal porto exportador, com US$ 180,5 milhões, apesar da retração de 63,3%, fruto, sobretudo, da redução das exportações de óleo combustível do tipo “fuel-oil” e dos calçados. Por outro lado, o Porto de Salvador – posicionado na quarta colocação entre os principais corredores, apresentou um incremento de 128,7%, em virtude, principalmente dos calçados; dos couros e peles; dos tecidos; da castanha de caju; e dos sucos.

Outros portos em destaque foram o de Sepetiba e São Francisco do Sul, com aumento, respectivamente, de 244,3% e 133,5%. No caso do porto carioca, os calçados; os complementos alimentares; e os couros e peles foram os principais responsáveis pelo aumento. Já no porto catarinense, o aumento esteve relacionado basicamente aos couros.

Importações

No que refere-se às importações, o Ceará posicionou-se no décimo quarto lugar entre as unidades da Federação em 2015. O estado seguiu a tendência do país, ao obter uma retração em suas importações de 5,0%. Já em relação ao Nordeste, a participação cearense passou de 11,5% para 12,7% – aumento de 10,6%.

Entre os corredores logísticos das compras externas cearenses no acumulado do ano Pecém foi o principal porto em valores importados, com US$ 1,1 bilhão (redução de 17,2%). Embora o gás natural liquefeito tenha obtido um acréscimo relevante, uma série de produtos que foram comercializados em menor quantidade ou não comercializados, como laminados em aço e ferro, explicam a redução das importações. O porto de Santos, segundo corredor logístico mais utilizado para as importações cearenses, apresentou um acréscimo de 124,3% em relação ao mesmo período do ano passado, graças ao forte incremento de diversos bens. O corredor que obteve maior crescimento percentual, dentre os 10 maiores corredores logísticos de importação foi o Aeroporto de Foz do Iguaçu, com 560%, fruto, unicamente, da compras de “Aviões e outros veículos aéreos”. No sentido inverso, o Aeroporto de Boa Vista apresentou uma queda de 87,1% (tabela 13), fruto da inexistência da importação de “Aviões e outros veículos aéreos, de peso superior a 7 toneladas, mas não superior a 15 toneladas”.

Em relação aos setores importadores, os combustíveis e óleos minerais obtiveram o maior aumento, tanto em valor absoluto – US$ 260,9 milhões, quanto em aumento percentual – 46,9%. Vale destacar ainda a retração de 59,2% nas compras externas de “Obras de ferro fundido, ferro ou aço”. O gás natural liquefeito (tabelas 34, 36 e 37, respectivamente) foi o responsável por colocar Espanha, Nigéria e Catar entre os principais mercados fornecedores para o Estado. No caso da Argentina, “Outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura” colocaram o país sul-americano em evidência. Já os Estados Unidos destoam como destaque negativo, reduzindo em 64,9% as exportações de seus produtos para o Ceará. Os maiores protagonistas do decréscimo norte-americano foram o trigo; o algodão; os “Aviões e outros veículos aéreos, a turbojato, 7 toneladas < peso <= 15 toneladas” ; a hulha betuminosa; os ”outros grupos eletrogêneos de energia eólica”, como também outros diversos produtos.