Publicidade

Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Fiec

Campanha “Compre do Ceará” começa a ser veiculada nesta quinta-feira, 25/06

Por Oswaldo Scaliotti em Responsabilidade social

25 de junho de 2020

 

  Resultado da união do setor produtivo do Ceará, a campanha tem o objetivo de incentivar a valorização do produto local nesse momento de retorno gradativo das atividades econômicas no Estado.

Depois de cerca de 3 meses com apenas atividades essenciais em funcionamento no Ceará, é chegada a hora da retomada gradual da Indústria, dos Serviços e do Comércio. E para fazer a economia cearense se recuperar, neste momento, é necessário ressaltar a importância de se valorizar toda a cadeia produtiva do Ceará.

Sabendo disso, FIEC, FECOMÉRCIO, SEBRAE, FETRANS e FAEC se uniram para lançar a campanha “Compre do Ceará”. A campanha vai incentivar os consumidores a priorizarem o consumo de bens e serviços oriundos de nossa terra, para que nossa economia possa ganhar fôlego extra nessa retomada. A ideia, portanto, é sensibilizar a população sobre o seu papel na recuperação da economia local, destacando a importância de se valorizar toda a cadeia produtiva do Estado.

A primeira etapa desta ação contará com a apresentação de vídeos institucionais, voltados para destacar o potencial da cadeia produtiva cearense.

Já a segunda fase da Campanha, objetiva alcançar o cliente final. Etapa destinada a sensibilizar o consumidor para um entendimento popular das razões que se deve optar por comprar do Ceará. Com uma linguagem apropriada ao universo do humor cearense, a campanha visa atrair o consumidor, a partir de hábitos, expressões e comportamentos que fazem parte da vida das pessoas, como forma de gerar empatia.

De modo geral, o segundo momento da campanha seguirá na perspectiva de apresentar, incentivar e, principalmente, valorizar toda a cadeia produtiva do Ceará, já que os setores da indústria, do agronegócio, do transporte e do comércio estão interligados e dependem uns dos outros, principalmente no momento da retomada pós-pandemia, quando o consumo local se torna fundamental, uma vez que isso interfere diretamente na manutenção dos negócios locais e, consequentemente, dos empregos. De forma simples e acessível, com um toque também de humor, o material de divulgação apresentará os benefícios para toda a sociedade de como a economia gira no Estado, de uma ponta a outra.

No período de pandemia, as Federações acima citadas permaneceram trabalhando e em constante diálogo com o Governo para minimizar os impactos nas áreas as quais representam o melhor servir ao povo cearense.

Confira algumas ações:

SISTEMA FIEC

Presidida por Ricardo Cavalcante, a FIEC, por meio de suas Casas, SESI, SENAI e IEL, vem atuando em várias frentes durante a pandemia. Junto a outras Instituições, o Senai Ceará realiza o conserto de respiradores mecânicos que depois são encaminhados para hospitais e participa da equipe que realiza testes com o “Elmo”, protótipo de capacete de respiração assistida, que tem apresentado ótimos resultados. Além disso, também atua na produção de álcool em gel, protetores faciais e máscaras e aventais TNT. E desenvolveu, ainda, uma Câmara de Desinfecção, para ajudar no combate ao novo Coronavírus.

A FIEC, em parceria com o IEL Ceará e os sindicatos também lançou a campanha Ação Solidária, que arrecadou e já distribuiu cerca de 25 toneladas de alimentos para instituições de Fortaleza e do interior.

O Sesi Ceará, com ampla expertise em saúde do trabalho, está atuando junto às empresas, na implementação de protocolos que possam garantir o funcionamento da  indústria, sem que haja risco para os colaboradores.  Além disso, também oferece para as empresas o serviço de testagem para trabalhadores e atua na distribuição de máscaras e na elaboração de cartilhas, além de ter lançado um e-book gratuito sobre boas práticas para o retorno às atividades pós distanciamento social. Veja AQUI.

A FIEC também lançou uma Central  Telefônica para tirar dúvidas de industriais e gestores sobre a retomada gradual das atividades no Ceará. Os contatos são: (85) 4009-6300 e (85) 99144-0878 (whatsapp).

Por conta das medidas de apoio ao combate à Covid-19, o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) ganharam reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Centro Interamericano para o Desenvolvimento do Conhecimento na Formação Profissional da Organização Internacional do Trabalho (OIT/Cinterfor) e da WorldSkills, organizadora da maior competição de profissões técnicas do mundo.

SISTEMA FECOMÉRCIO

Durante a quarentena decretada pelo Governo, a Fecomércio-CE investiu em ações voltadas para oferecer serviços de apoio aos empresários do comércio e serviços fundamentais à população cearense. Sempre atenta às necessidades que foram surgindo, o Sistema Fecomércio ofereceu orientações técnicas, estudos econômicos, lives, debates e muitos outros conteúdos e ações.

            “O momento é de operacionalizar novos projetos e ferramentas que vão dar suporte e consultoria aos empresários do setor. Entre eles, o Market Place – Tá Fácil Comprar, plataforma digital criada para facilitar o acesso às compras; o Fecomércio Bank, que vai oferecer transações numa plataforma financeira, pensado para aumentar volume de negócios sem onerar clientes; além do projeto Gestão da Retomada, desenvolvido pelo Senac Ceará, em parceria com a IXL Center, que irá preparar gestores para o retorno das suas atividades, apoiando as decisões estratégicas”, ressalta o presidente do Sistema Fecomércio, Maurício Filizola.

Segundo ele, há uma grande expectativa com a campanha “Compre do Ceará”, tanto pela proposta de sensibilizar as pessoas a valorizarem o que é nosso, quanto pela enriquecida parceria entre instituições de tão imponente relevância para o desenvolvimento do Estado.

A Fecomércio-CE também está presente no dia a dia das pessoas. Por meio de ações digitais, o Sesc já retomou as aulas e vem dando continuidade às atividades. Através do Tudoemcasafecomércio, a instituição vem oferecendo educação, cultura, lazer, conhecimento e ações para enriquecer o tempo de quem está em casa, valorizando cada minuto desse tempo em prol do seu crescimento pessoal e profissional. As lives promovidas pelo Sesc, por exemplo, contaram com a participação de mais de 1.200 artistas, entre músicos, atores, cantores, contadores de histórias, escritores, dentre outros, que recebem cachê do Sesc e enriquecem a programação artística local. Somando as 10 primeiras edições, foram realizadas aproximadamente 390 ações, reunindo mais de 111.000 espectadores.

O Senac, por sua vez, participa do Tudo em Casa Fecomércio orientando estudantes e empreendedores em transmissões ao vivo pelo Instagram e Facebook, além de vídeos, com a participação de especialistas, instrutores e empresários. Já a Fecomércio vem debatendo, ao vivo, os temas mais relevantes para a continuidade das atividades produtivas. Abordam, principalmente, os desafios para o comércio local e para a economia no Estado. O conteúdo, apresentado por especialistas, é divulgado no perfil da Federação, @fecomerciooficial e dos seus convidados.

            Por meio do IPDC, foram realizados diversos estudos para levantar os principais impactos da pandemia, expectativa dos empresários e trabalhadores, clima organizacional, percepção dos consumidores e usuários do Sesc e do Senac. Outra ação foi a produção de e-books, disponibilizados no site da Federação, com o objetivo de combater os efeitos da pandemia e da desinformação. O material didático esclarece dúvidas sobre questões cíveis e empresariais, questões trabalhistas, esclarece sobre a MP do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, questões tributárias, dicas para a sustentabilidade dos negócios, disponibiliza os decretos estaduais e municipais, o posicionamento dos setores vinculados à Fecomércio, boas ideias e práticas para a retomada empresarial, além de divulgar o que a Fecomércio está pleiteando para o setor nesse período e as respostas do Governo para os pedidos.

Além disso, outros dois e-books também foram disponibilizados. Um sobre as fases de retomada da economia, com a reabertura gradual das atividades econômicas no Estado, e o outro sobre os protocolos de segurança para o funcionamento dessas atividades, contendo regras sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), saúde dos funcionários, condições sanitárias, dentre outras informações.

A Fecomércio CE protagonizou diálogo com o governo, integrando o Comitê Estadual de Enfrentamento ao Coronavírus e o Grupo de Trabalho Estratégico, uma solicitação do setor produtivo para pensar as medidas para a retomada das atividades econômicas. Criou, ainda, soluções para que as empresas do comércio estejam em sintonia com as novas demandas do mercado, como a Fecomércio Bank Tendo como parceiro a BPX, o banco digital da Federação do Comércio do Ceará vai atender tanto clientes pessoas físicas quanto empresas, com um mix de produtos e serviços modernos e de alta complexidade tecnológica. O Fecomércio Bank oferece serviços diversos, voltados para a diversão da família, compras online e tudo o mais que se possa imaginar, como recarga de celular, compras de passagens, créditos no Google Play, Netflix, Sportfy, entre outros produtos e serviços.

Outra iniciativa criada pela Fecomércio, neste período, foi a ferramenta de Marketing Place. O “Tá fácil comprar” é uma loja virtual, onde o empresário cadastra e vende seus produtos e serviços. A ferramenta pode ser acessada via site ou aplicativo. Nela, empresas de diversos segmentos podem se hospedar, vendendo seus produtos ou serviços, mostrando diferenciais e fazendo ofertas.

Com um extenso histórico de trabalho em prol de instituições que atendem a pessoas em situações de vulnerabilidade, o Mesa Brasil Sesc intensificou suas atividades desde o início da pandemia. Entre os dias 01 de março e 31 de maio, o programa arrecadou 615.252 kg de alimentos, atendendo a mais de 588 mil pessoas através de 400 instituições em 60 municípios cearenses.

SEBRAE

O Sebrae vem atuando fortemente para apoiar os pequenos negócios a enfrentar e superar a crise provocada pelo coronavírus. Logo no início da pandemia, a instituição ampliou a oferta de produtos e serviços online, como orientações e consultorias, onde um time de especialistas em áreas como gestão, finanças, marketing, vendas, inovação, entre outras, está à disposição dos empreendedores para ajudá-los. Também foi ampliado o atendimento remoto pela Central de Relacionamento (no telefone 0800.570.0800), pelo WhatsApp no número (85) 98139-0634 e pelo canal de atendimento “Converse online com Sebrae”, disponível no portal do Sebrae/CE, no endereço eletrônico www.ce.sebrae.com.br.

No site da instituição, podem ainda ser encontradas diversas opções de cursos online gratuitos para quem quer abrir uma empresa ou quem já tem o próprio negócio, bem como um conjunto de informações e conteúdos sobre temas ligados ao empreendedorismo, como planejamento, finanças, mercado e vendas, marketing digital, inovação e legislação, por exemplo. Já no canal do Sebrae/CE no Instragram (@sebraece), vem sendo realizadas lives diárias com especialistas sobre temas de interesse dos empreendedores.

Além disso, o Sebrae tem realizado e articulado uma série de ações voltadas para os empreendedores, como a realização de encontros virtuais de negócios e de crédito, reunindo donos de pequenos negócios e instituições de crédito, como bancos públicos, empresas simples de crédito, bancos populares, entre outros. E também tem articulado junto a instituições bancárias a disponibilização de melhores linhas de crédito para os pequenos negócios, inclusive ampliando o volume de instituições parceiras para a operação do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que é gerido pelo Sebrae e funciona como um complemento às garantias requisitadas pelas instituições financeiras.

O Sebrae também lançou nacionalmente o movimento Compre do Pequeno para estimular a população a priorizar à micro e pequenas empresas em suas compras, como forma de garantir a sobrevivência dos pequenos negócios, contribuir para a manutenção dos empregos e fortalecimento da economia local. Também com mesmo intuito, o Sebrae/CE, em parceria com a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), lançou o e-book Ações Municipais de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, que é um guia para ajudar os gestores municipais na adoção de medidas emergenciais de apoio aos pequenos negócios em seus municípios.

Neste momento de retomada das atividades econômicas, o Sebrae está disponibilizando em seu site um conjunto de protocolos, para orientar os empreendedores sobre como atuar diante da crise, tanto na condução das empresas, quanto na relação com funcionários, fornecedores e clientes. O objetivo é assegurar que a reabertura das atividades econômicas aconteça de forma mais segura, evitando a propagação da pandemia. A iniciativa abrange 47 segmentos, entre os mais atingidos pela crise.

A instituição também está elaborando um grande programa para ajudar os empreendedores e empresários cearenses na revitalização dos seus empreendimentos, desde a concepção de novos negócios até a reestruturação das empresas existentes.  O Programa, que recebeu o nome de Revita, irá contar com um conjunto de soluções articuladas e integradas voltadas ao apoio, orientação, capacitação, planejamento e desenvolvimento dos pequenos negócios.

SISTEMA FETRANS

O Sistema Fetrans, por meio do Sest Senat, promoveu uma série de ações de combate ao novo coronavírus, de conscientização dos profissionais do setor do transporte para questões de higiene e limpeza, de capacitação e educação online e de atendimentos de saúde nas unidades operacionais do Conselho Regional Nordeste I do Sest Senat.

Entre as ações de destaque está a distribuição de produtos de higiene, álcool em gel e alimentos aos motoristas em rodovias, além de orientações de saúde sobre a Covid-19. Através das Unidades Regionais do Sest Senat, foi realizada uma ação nacional de testes para Covid-19 em profissionais do transporte. Somente no Estado estão sendo testados mais de 1.000 motoristas profissionais e cobradores, com agendamento.

O Sistema Fetrans também levou às empresas e aos profissionais do transporte a van de prevenção do Sest Senat com uma série de ações de saúde, de higiene e de combate ao coronavírus, além de medição de temperatura dos profissionais. Realizou ainda vacinação de H1N1 para profissionais motoristas e capacitação profissional por meio de cursos digitais e webaulas ao vivo, com a presença virtual do instrutor, esclarecendo dúvidas dos alunos por meio de canais de chat e fórum.

O Sest Senat disponibilizou também serviços online de Nutrição, Psicologia e Fisioterapia e atendimentos presenciais para profissionais do transporte nas unidades, seguindo todos os protocolos de segurança sanitária.

SISTEMA FAEC

Para que a produção não parasse o Sistema FAEC/ SENAR continuou a oferecer assistência técnica e gerencial aos produtores rurais, incluindo orientações sobre como se proteger da Covid-19, distribuição de kits com máscara, álcool gel e garrafa para água. A FAEC também atuou em prol da extensão do benefício emergencial do governo aos trabalhadores rurais que trabalham em regime de economia familiar.

Por meio do programa Agrinho – uma ação educativa e de responsabilidade social  do SENAR  em mais de 2 mil escolas da zona rural do Ceará – foram desenvolvidas várias ações de orientação sobre o coronavírus. Os alunos e professores gravaram vídeos, realizaram contação de histórias, fizeram programa de rádio e se engajaram em campanhas de doação e distribuição de alimentos, máscaras e sabão nas comunidades rurais.

A FAEC sugeriu e encabeçou um movimento juntamente com as demais federações do Nordeste, enviado à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), propondo o encaminhamento de uma nova Resolução no sentido de renegociar as dívidas rurais e a abertura de novos empréstimos para os produtores rurais do Nordeste. Também realizou lives e bate-papos virtuais com os produtores, discutindo as melhores alternativas para a agropecuária. Divulgou ainda as plataformas sociais criadas pela CNA, inclusive um whatsapp especial, para solicitar apoio na comercialização dos produtos e tratar outras dificuldades.

Cenário atual da economia cearense

A crise do novo coronavírus tem impactado toda a cadeia produtiva do Ceará, daí a importância de, aos poucos, nossa economia local voltar a girar com mais força. Só no último mês de abril, nossa produção industrial recuou 33,9% na comparação com março, de acordo com dados divulgados no dia 09/06, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a maior queda da série histórica do indicador, iniciada há 18 anos. Entre os 15 estados brasileiros pesquisados pelo IBGE, o Ceará apresentou a segunda maior retração na atividade industrial de abril, ficando atrás apenas do Amazonas, que registrou queda de 46,5% no setor. Quando comparado a abril de 2019, o recuo da indústria cearense foi ainda mais preocupante, já que despencou 53% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

A maior queda foi registrada na fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-99%), na preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-98,5%) e na confecção de artigos do vestuário e acessórios (-96,8%).

No comércio varejista, segundo pesquisa atualizada pelo IBGE, neste mês de junho, as vendas caíram 16,8% em abril, na comparação com o mês anterior, o que reflete os efeitos do isolamento social em virtude da pandemia pelo Coronavírus. Resultado considerado o pior da série histórica, iniciada em janeiro de 2000, e a segunda queda consecutiva, acumulando uma perda de 18,6% no período.

O recuo foi de 37,2% no volume de vendas no mês em comparação a igual período do ano passado. Somente janeiro apresentou crescimento nas vendas no comércio varejista ampliado, de 2,7%. Nos meses seguintes, foram quedas de 2% em fevereiro e 11,7% em março. O resultado de abril pode ser explicado por ser o primeiro mês completo de isolamento social. O Ceará ainda apresenta a quarta maior retração do País no resultado acumulado das vendas, em 2020, de 11,8%.

Dentre os destaques negativos estão: tecidos, vestuário e calçados (-87,9%). Os únicos resultados positivos foram em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2%). No varejo ampliado, as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção caíram 42,4% e 48,2%, respectivamente.

No quadro nacional, a situação também é preocupante. De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o varejo deverá ter 10,1% de retração neste ano.

Segundo a CNC, os comerciantes brasileiros já podem afirmar que perderam um mês inteiro de vendas com o novo Coronavírus. Em 12 semanas de pandemia (de 15/3 a 6/6), os prejuízos do setor com a crise alcançaram impressionantes R$ 200,71 bilhões. O valor é equivalente à média mensal de faturamento do varejo antes do surto de Covid-19.

Com o Dia dos Namorados, por exemplo, considerada a sétima data comemorativa mais importante, a CNC estima perdas, em números absolutos, de mais de R$ 700,00 milhões, representando uma retração de 43,10% nas vendas do varejo com a data, celebrada no dia 12 de junho último. Se confirmada a previsão, o faturamento do comércio com o Dia dos Namorados, em 2020, será o menor dos últimos 11 anos.

Publicidade

Indústria cearense sofre impactos do novo coronavírus

Por Oswaldo Scaliotti em Análise, Coronavírus, Economia

29 de Maio de 2020

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus continuam impactando negativamente as indústrias. Todos os índices, sejam eles de atividade ou de expectativa, apresentaram queda. No entanto, é perceptível que os índices do Ceará apresentaram quedas piores do que o Brasil. Isso se deve principalmente à suspensão da atividade industrial no estado do Ceará, o que não foi uma realidade em todas as unidades federativas do país. Essas foram as principais conclusões da pesquisa Sondagem Industrial, realizada mensalmente pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Desse modo, um mês após atingir o menor nível da série histórica, alguns indicadores como a Evolução da Produção e Utilização da Capacidade Instalada efetiva em relação à usual caíram novamente no mês de abril, apresentando uma nova baixa. Além disso, o indicador de Evolução do Emprego também apresentou declínio no índice, indicando que as políticas adotadas até o momento não foram suficientes, além de muitas empresas relatarem dificuldades no acesso às políticas já implementadas. Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, 60% dos empresários que buscaram financiamento tiveram acesso ao crédito negado.

Para conhecer e entender as políticas adotadas no enfrentamento aos impactos econômicos da Covid-19, a Federação das Indústrias do Ceará está produzindo boletins atualizados das políticas adotadas no Brasil e no Mundo. Esses boletins podem ser encontrados no site do Observatório da Indústria.

EXPECTATIVAS
As expectativas para o mês de maio apresentaram uma ligeira melhora em relação ao mês anterior mostrando uma pequena melhora na percepção dos empresários. No entanto, as expectativas ainda são pessimistas, pois encontram-se abaixo da linha de 50 pontos. Esse resultado foi influenciado principalmente pela incerteza de quando ocorrerá o retorno da atividade industrial, paralisada, em alguns estados, como o Ceará, desde março. Além disso, também podemos destacar como fator para esse resultado a imprecisão da magnitude dos efeitos da pandemia e quanto tempo estes irão durar.

O estudo completo ser acessado AQUI.

Publicidade

Setor produtivo apresenta manifesto e exige flexibilização para retomada das atividades econômicas

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

20 de Abril de 2020

O SETOR PRODUTIVO CEARENSE, representado no Comitê de enfrentamento ao Coronavírus do Governo do Ceará pela FIEC, FECOMÉRCIO, FETRANS e CDL, MANIFESTA A SUA PROFUNDA INSATISFAÇÃO pela falta de um plano de flexibilização para a retomada gradual das atividades econômicas, que possa assegurar todos os cuidados necessários tanto aos nossos colaboradores como à sociedade, visando à mitigação dos impactos da crise, simultaneamente à saúde pública e à economia, de modo a preservar vidas e manutenção dos empregos; a situação atual traz profunda insegurança à sociedade, aos empresários e aos seus colaboradores, informais e autônomos.

Estamos apoiando todas as medidas do Governo para minimizar os impactos da pandemia e enfrentar a crise e respeitando todas as medidas de prevenção e combate à propagação do vírus, em especial as de isolamento e suspensão de atividades, e, além disso, através de parcerias com a iniciativa privada, estamos em constante mobilização para colaborar com a doação de equipamentos hospitalares, fornecimento de EPI’s para hospitais e campanhas de conscientização.

As entidades que assinam este manifesto, hoje representam 1.080.000 empregos formais no Estado do Ceará, o que significa 73,3% de todos os empregos no Estado do Ceará e 76,31% do PIB estadual. Desse modo, estão preocupadas em não serem omissas, diante do desafio de manter empregos e salários de seus colaboradores.

No entanto, é inconcebível que transcorrido um mês do início do isolamento e já tendo sido anunciado a sua prorrogação até o dia 05 de maio de 2020, conforme Decreto Estadual no 33.544, de 19 de abril de 2020, o Setor Produtivo ainda NÃO TENHA RECEBIDO NENHUMA PROPOSTA CLARA, nenhum plano específico, nenhum cronograma, sobre nossos principais pleitos para a reabertura dos negócios e a retomada das atividades produtivas, seguindo todas as orientações da OMS.
Muito pelo contrário, ao insistir em um pseudo conflito de interesses entre a saúde pública e a economia, estamos assistindo medidas que paralisam a atividade produtiva e que terão impactos duradouros e diretos na saúde financeira de todos os cearenses.

Nesse sentido, solicitamos a CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO composta por membros do Governo e do Setor Produtivo, para que possamos de forma segura flexibilizar o retorno gradual das atividades empresariais, dentro de padrões estabelecidos por essa Comissão, a fim de que possamos encontrar um caminho que preserve o equilíbrio econômico e social no combate à pandemia.

Seguimos abertos ao diálogo e com a certeza que o enfrentamento da pandemia não é só uma
questão de saúde pública, mas também econômica e social.

Assinam,

 

RICARDO CAVALCANTE  – Presidente da FIEC e presidende do Consleho dele

MAURÍCIO FILIZOLA – Presidente da FECOMÉRCIO

FREITAS CORDEIRO – Presidente da FCDL

FLÁVIO SABOYA – Presidente da FAEC

CHIQUINHO FEITOSA – Presidente da FETRANS

FRANCISCO BARRETO –   Presidente da FACIC

ASSIS CAVALCANTE – Presidente da CDL

CID ALVES – Presidente do SINDILOJAS

DALVANI MOTA –  Presidente da FEMICRO-CE

MANOEL LINHARES – Presidente da ABIH

JOÃO PORTO GUIMARÃES –  Presidente da ACC

DIMAS BARREIRA – Presidente do SINDIÔNIBUS

Publicidade

FIEC, IEL e sindicatos promovem ação solidária para arrecadar alimentos

Por Oswaldo Scaliotti em Coronavírus, Responsabilidade social

13 de Abril de 2020

Em mais uma iniciativa que visa minimizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará), e os sindicatos filiados à entidade estão promovendo uma ação solidária para arrecadar alimentos não perecíveis. A meta é arrecadar duas mil cestas básicas e o objetivo é doá-las para famílias em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com a superintendente do IEL Ceará, Dana Nunes, a instituição definiu a ação juntamente com o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, na intenção de ampliar as possibilidades de arrecadação e atingir uma maior quantidade de doações. A ideia é sensibilizar os sindicatos e esses, por sua vez, mobilizarem as empresas. “É uma ação em cadeia em busca de um bem maior. Estamos todos vivendo uma situação difícil, mas há pessoas passando fome. O nosso objetivo com essa campanha é justamente contribuir com os mais necessitados”, afirmou. A campanha também busca estimular o consumo de produtos cearenses e movimentar os pequenos negócios locais, já que as doações serão adquiridas em empresas cearenses de pequeno porte.

Os beneficiados com a campanha ainda serão definidos, mas os alimentos deverão ser doados em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza e do interior. Os interessados em fazer doações podem entregar os alimentos na Casa da Indústria (Av. Barão de Studart, 1980 – Aldeota). Quem quiser ajudar sem sair de casa, é só acessar esse link e a doação será entregue diretamente na sede da FIEC. O pagamento é feito por cartão de crédito, débito ou boleto bancário.

Serviço:
Ação Solidária FIEC, IEL e sindicatos
Doações podem ser entregues na Casa da Indústria (Av. Barão de Studart, 1980 – Aldeota)
Doações pela internet pelo  http://www.supermerclick.com.br/
Outras informações: (85) 99963-4930

Publicidade

FIEC arrecada doações em dinheiro para destinação ao poder público

Por Oswaldo Scaliotti em Coronavírus, Responsabilidade social

28 de Março de 2020

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) está liderando uma campanha de arrecadação de dinheiro para doação ao poder público como apoio para aquisições urgentes de equipamentos e insumos hospitalares, de forma a garantir o atendimento dos pacientes acometidos pelo novo coronavirus e a segurança dos profissionais de saúde do Ceará.

A campanha “Salvando vidas”, já conta com 61 apoiadores e arrecadou o total de R$9.561.850,00 até 26/3. As doações estão abertas e podem ser de qualquer valor. Qualquer pessoa pode doar.

BANCO BRADESCO
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO CEARÁ
AGÊNCIA: 0682
CONTA CORRENTE: 60404-6
CNPJ: 007.264.385/0001-43

Mais informações: (85) 99191-2001 (whatsapp)

Publicidade

FIEC assina cartas com propostas para minimizar o efeito do Coronavírus sobre a economia

Por Oswaldo Scaliotti em Coronavírus, Eventos

24 de Março de 2020

Onze entidades empresariais assinaram cartas entregues na segunda-feira (23/3) ao governador Camilo Santana e ao prefeito Roberto Cláudio

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), acompanhada de outras dez entidades empresariais, entregou nesta segunda-feira (23/3) cartas endereçadas ao governador Camilo Santana e ao prefeito Roberto Claudio com proposições de medidas que visam minimizar os efeitos da propagação do Coronavirus (COVID-19) sobre a economia do Estado do Ceará.

O documento ressalta que “a preocupação com a saúde das pessoas e a contenção da propagação viral são os pilares de qualquer programa governamental a ser implantado temporariamente no país”. Portanto, os empresários argumentam que o combate do vírus deve vir acompanhado de medidas que permitam aos setores econômicos a manutenção de suas atividades de forma equilibrada, “garantindo o atendimento das necessidades básicas da sociedade, preservando empregos e a manutenção mínima das atividades empresariais”.

Com as cartas, as entidades buscam abrir diálogo para auxiliar as empresas a superar este “cenário tão adverso”. Entre as proposições, estão dispensa do pagamento da parte estadual do Simples por 180 dias, parcelamento do ICMS, redução de tributos estaduais e municipais incidentes sobre a concessão de serviços públicos, entre outros.

Assinam o texto Ricardo Cavalcante (Fiec), Flávio Saboya (Faec), Assis Cavalcante (CDL), Manoel Linhares (Abih), Maurício Filizola (Fecomércio), Francisco Feitosa (Fetrans), Cid Alves (Sindilojas), Joâo Porto Guimarâes (ACC)l, Freitas Cordeiro (FCDL), Francisco Barreto (Facic), Dalvani Mota (Femicro), Joaquim Cartaxo (Sebrae).

Confira as cartas na íntegra AQUI e AQUI

Publicidade

Fiec suspende eventos em virtude da pandemia de coronavírus

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

13 de Março de 2020

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, lançou nesta sexta-feira (13/3) um comunicado informando a suspensão de eventos na Casa da Indústria em função da pandemia de coronavírus. Leia em anexo o comunicado na íntegra.

leia tudo sobre

Publicidade

Encontro vai orientar micro e pequenas empresas para internacionalização

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

11 de Março de 2020

logoXenlp3-2.png

O 10º Encontro de Negócios na Língua Portuguesa terá espaço para intercâmbio de oportunidades entre empresas locais e internacionais

 

As micro e pequenas empresas representam uma fatia relevante no volume de exportações do Brasil. Levantamento de 2017 do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que esses negócios representam 40,88% das empresas exportadoras nacionais.

 

Devido a essa expressividade no mercado internacional, o 10º Encontro de Negócios na Língua Portuguesa, promovido pela Câmara Brasil Portugal no Ceará, pretende ser um espaço importante para alcançar empresas de pequeno porte que queiram fazer parte dessa estatística.

 

“As câmaras de comércio portuguesas são desenhadas para dar apoio a essas empresas e o contato com diversos países permite identificar oportunidades de internacionalização, assim como participar da fase de preparação desses negócios para a atividade exportadora. É importante abrir o horizonte das micro e pequenas empresas e fazer com que acreditem que podem alcançar mercados internacionais”, ressalta o presidente da Câmara Brasil Portugal no Ceará, Wandocyr Romero.

Com acesso gratuito, o encontro de negócios será realizado nos dias 29 e 30 de abril na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). A Rodada de Negócios, que acontece dentro do evento no dia 29, deve potencializar o contato direto entre empresários interessados em importar e exportar.

O evento deverá reunir grande parte dos representantes das 60 câmaras portuguesas, instaladas em 41 países em cinco continentes, e contará também com a participação de profissionais liberais, autoridades diplomáticas e políticas, financiadores, pesquisadores, entre outros públicos.

Criado em 2001 pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio, o encontro é realizado a cada dois anos em um dos estados brasileiros que possuem câmaras de comércio portuguesas.

Sobre a Câmara

A Câmara Brasil Portugal no Ceará é uma associação sem fins lucrativos que visa incrementar as relações socioeconômicas entre empreendedores cearenses e estrangeiros, sobretudo de países lusófonos. Essa ação acontece por meio do fortalecimento de redes de relacionamento empresarial e do debate propositivo sobre o ambiente de negócios internacionais. Fundada em 2001, a entidade é uma das 14 câmaras que integram a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.

 

SERVIÇO

10º Encontro de Negócios na Língua Portuguesa

Dias 29 e 30 de abril de 2020

Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec): av. Barão de Studart, 1980, Aldeota

Entrada gratuita

http://www.cbpce.org.br/10enlp

Inscrições: http://bit.ly/10ENLP

 

Rodada de negócios

Dia 29 de abril, das 14 horas às 18 horas

Inscrições gratuitas até 10 de abril pelo endereço http://bit.ly/rodadaenlp

Vagas limitadas

Publicidade

Sinduscon-CE e FIEC participam de reunião estratégica com titular da Secretaria da Fazenda do Ceará

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

24 de Janeiro de 2020

O presidente do Sinduscon, Patriolino Dias, e o presidente da Federação das Indústrias (FIEC), Ricardo Cavalcante, participaram hoje de uma reunião estratégica com a Secretária da Fazenda do Estado do Ceará (Sefaz), Fernanda Pacobahyba.

 

No encontro, na sede do órgão, foram apresentados os resultados do setor da construção civil e as perspectivas para 2020. Também foram discutidas as iniciativas conjuntas para a incentivar a retomada do crescimento, além de medidas para fomentar novos empreendimentos com apoio às empresas.

 

Participaram ainda da reunião o vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon, José Carlos Gama; o chefe de gabinete da FIEC, Sérgio Lopes; além de outros executivos das entidades e da Sefaz.

Publicidade

Governo do Ceará, FIEC e Sebrae lançam Atlas Eólico e Solar do Estado

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

13 de dezembro de 2019

O setor de energias renováveis cearense acaba de ganhar mais um estímulo para atrair investimentos e gerar mais emprego e renda. Nesta sexta-feira (13), o governador do Ceará, Camilo Santana, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, lançaram o Atlas Eólico e Solar do Ceará. O trabalho é fruto de uma parceria entre a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), FIEC e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Único atlas híbrido do Brasil, o trabalho atende uma demanda da Câmara Setorial de Energias Renováveis da Adece e conta com informações técnicas direcionadas a profissionais do setor, identificando áreas com potencial para investir. O documento está disponível nas versões inglês e português, de forma impressa e online, além de um aplicativo interativo desenvolvido pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
A concepção do projeto contou com investimento de R$ 1,4 milhão, sendo R$ 800 mil da Adece, R$ 300 mil do Sebrae e R$ 300 mil de contrapartida econômica da FIEC. Executado pela Camargo Schubert, consultoria mais experiente do mundo em projetos de parques eólicos,  com participação da UL Truepower, o trabalho passou pela  colaboração da Secretaria da Infraestrutura do Estado, alinhada pela Plataforma Ceará 2050.
“O investidor poderá fazer simulações em uma ferramenta interativa. Isso vai permitir mais velocidade. Vai permitir que possamos trazer mais rápido investidores para o Ceará”, anunciou Camilo Santana.
O governador relembrou ainda o lançamento do Ceará Veloz, plataforma para acelerar o desenvolvimento econômico do Estado. “Precisamos fazer com que o Ceará cresça mais rápido e gere mais oportunidades”, completou.
Conforme o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, o novo Atlas é um divisor de águas para o Ceará. “Ficará à disposição para a comunidade acadêmica, do mercado e da população como um todo. Conseguimos unir talento e tecnologia de ponta em um trabalho de dedicação e muito esforço”.
O presidente da Adece, Eduardo Neves, ressalta o tempo de espera do Estado para a concretização do trabalho. “O Atlas Eólico e Solar do Ceará traz todas as informações necessárias para o investidor escolher a localidade ideal para aportar seus recursos. É um trabalho muito esperado, tendo em vista que sabíamos do nosso potencial de ventos e radiação solar, mas não tínhamos como comprovar. Agora, com ele em mãos, teremos mais munição para atrair novas empresas e aumentar nossa cadeia produtiva. Fomos o estado pioneiro do Brasil no setor de energias renováveis, fomos também o primeiro a lançar um Atlas do Potencial Eólico e, agora, quase 20 anos depois, lançaremos o primeiro atlas híbrido”, comemora o presidente da Adece, Eduardo Neves.
Potenciais
O secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações, Adão Linhares, pontua dois fatos surpreendentes constatados pelo Atlas. Conforme o documento, o Ceará está em posição de destaque no cenário mundial com áreas promissoras na costa. Os aproveitamentos energéticos offshore com seus impactos positivos e negativos são citados no estudo. “Nos 574 quilômetros de costa do Ceará, em uma plataforma que vai até 50 quilômetros mar adentro, o estudo mostrou um potencial de 117 gigawatts com uma característica de constância e estabilidade de produção de energia comparável ao comportamento de uma hidrelétrica com fator de capacidade superior a 60%”, comenta.
Outra característica apresentada, de acordo com ele, está na geração eólica do Ceará. “No curso do dia, a produção é melhor no horário onde a energia tem mais valor, no horário de pico. Isso nos diferencia dos demais estados do Nordeste”, conclui.
O presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis da Adece, Jurandir Picanço, atenta para o grande potencial constatado nas áreas degradadas do Estado do Ceará. “Há uma grande parte no Sertão Central e nos Inhamuns. É uma grande oportunidade para desenvolver a produção de energia solar sem conflitar com outros interesses econômicos”, explica.
Interatividade como diferencial
Para o coordenador do Núcleo de Energia da FIEC, Joaquim Rolim, a interatividade é um dos maiores diferenciais do projeto. “Por permitir essa interação, o Atlas vai auxiliar a academia para a elaboração de estudos, análises e gerar novas oportunidades de negócios. O documento também informa as distâncias para a rede de energia, além de mostrar os mapas ambientais e de relevo, permitindo a importação e exportação de dados”, explica.
Benefícios para investir
Líder nacional na exportação de aerogeradores, o Ceará é um dos destaques brasileiros em produção industrial para energia eólica, com três grandes fabricantes do mercado mundial: Aeris, Vestas e Wobben. Além da infraestrutura favorável para a exportação dos equipamentos, destacada no Atlas, o Estado possui ainda o Programa de Incentivos da Cadeia Produtiva Geradora de Energias Renováveis (PIER) como grande indutor do setor.
Mais de três mil megawatts de geração eólica e solar estão em operação e construção no Ceará. O Estado figura como líder na geração distribuída, com 28% de toda  potência instalada na região Nordeste. É também o território cearense um dos melhores potenciais do Brasil em geração eólica onshore (94 gigawatts), geração eólica offshore (117 gigawatts) e geração solar.
Serviço
Atlas Eólico e Solar do Estado do Ceará
Publicidade

Governo do Ceará, FIEC e Sebrae lançam Atlas Eólico e Solar do Estado

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

13 de dezembro de 2019

O setor de energias renováveis cearense acaba de ganhar mais um estímulo para atrair investimentos e gerar mais emprego e renda. Nesta sexta-feira (13), o governador do Ceará, Camilo Santana, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, lançaram o Atlas Eólico e Solar do Ceará. O trabalho é fruto de uma parceria entre a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), FIEC e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Único atlas híbrido do Brasil, o trabalho atende uma demanda da Câmara Setorial de Energias Renováveis da Adece e conta com informações técnicas direcionadas a profissionais do setor, identificando áreas com potencial para investir. O documento está disponível nas versões inglês e português, de forma impressa e online, além de um aplicativo interativo desenvolvido pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
A concepção do projeto contou com investimento de R$ 1,4 milhão, sendo R$ 800 mil da Adece, R$ 300 mil do Sebrae e R$ 300 mil de contrapartida econômica da FIEC. Executado pela Camargo Schubert, consultoria mais experiente do mundo em projetos de parques eólicos,  com participação da UL Truepower, o trabalho passou pela  colaboração da Secretaria da Infraestrutura do Estado, alinhada pela Plataforma Ceará 2050.
“O investidor poderá fazer simulações em uma ferramenta interativa. Isso vai permitir mais velocidade. Vai permitir que possamos trazer mais rápido investidores para o Ceará”, anunciou Camilo Santana.
O governador relembrou ainda o lançamento do Ceará Veloz, plataforma para acelerar o desenvolvimento econômico do Estado. “Precisamos fazer com que o Ceará cresça mais rápido e gere mais oportunidades”, completou.
Conforme o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, o novo Atlas é um divisor de águas para o Ceará. “Ficará à disposição para a comunidade acadêmica, do mercado e da população como um todo. Conseguimos unir talento e tecnologia de ponta em um trabalho de dedicação e muito esforço”.
O presidente da Adece, Eduardo Neves, ressalta o tempo de espera do Estado para a concretização do trabalho. “O Atlas Eólico e Solar do Ceará traz todas as informações necessárias para o investidor escolher a localidade ideal para aportar seus recursos. É um trabalho muito esperado, tendo em vista que sabíamos do nosso potencial de ventos e radiação solar, mas não tínhamos como comprovar. Agora, com ele em mãos, teremos mais munição para atrair novas empresas e aumentar nossa cadeia produtiva. Fomos o estado pioneiro do Brasil no setor de energias renováveis, fomos também o primeiro a lançar um Atlas do Potencial Eólico e, agora, quase 20 anos depois, lançaremos o primeiro atlas híbrido”, comemora o presidente da Adece, Eduardo Neves.
Potenciais
O secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações, Adão Linhares, pontua dois fatos surpreendentes constatados pelo Atlas. Conforme o documento, o Ceará está em posição de destaque no cenário mundial com áreas promissoras na costa. Os aproveitamentos energéticos offshore com seus impactos positivos e negativos são citados no estudo. “Nos 574 quilômetros de costa do Ceará, em uma plataforma que vai até 50 quilômetros mar adentro, o estudo mostrou um potencial de 117 gigawatts com uma característica de constância e estabilidade de produção de energia comparável ao comportamento de uma hidrelétrica com fator de capacidade superior a 60%”, comenta.
Outra característica apresentada, de acordo com ele, está na geração eólica do Ceará. “No curso do dia, a produção é melhor no horário onde a energia tem mais valor, no horário de pico. Isso nos diferencia dos demais estados do Nordeste”, conclui.
O presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis da Adece, Jurandir Picanço, atenta para o grande potencial constatado nas áreas degradadas do Estado do Ceará. “Há uma grande parte no Sertão Central e nos Inhamuns. É uma grande oportunidade para desenvolver a produção de energia solar sem conflitar com outros interesses econômicos”, explica.
Interatividade como diferencial
Para o coordenador do Núcleo de Energia da FIEC, Joaquim Rolim, a interatividade é um dos maiores diferenciais do projeto. “Por permitir essa interação, o Atlas vai auxiliar a academia para a elaboração de estudos, análises e gerar novas oportunidades de negócios. O documento também informa as distâncias para a rede de energia, além de mostrar os mapas ambientais e de relevo, permitindo a importação e exportação de dados”, explica.
Benefícios para investir
Líder nacional na exportação de aerogeradores, o Ceará é um dos destaques brasileiros em produção industrial para energia eólica, com três grandes fabricantes do mercado mundial: Aeris, Vestas e Wobben. Além da infraestrutura favorável para a exportação dos equipamentos, destacada no Atlas, o Estado possui ainda o Programa de Incentivos da Cadeia Produtiva Geradora de Energias Renováveis (PIER) como grande indutor do setor.
Mais de três mil megawatts de geração eólica e solar estão em operação e construção no Ceará. O Estado figura como líder na geração distribuída, com 28% de toda  potência instalada na região Nordeste. É também o território cearense um dos melhores potenciais do Brasil em geração eólica onshore (94 gigawatts), geração eólica offshore (117 gigawatts) e geração solar.
Serviço
Atlas Eólico e Solar do Estado do Ceará