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News Maranguape

por Dadynha Saturnino

personalidade

Personalidade: humorista Eltom Andrade é destaque no Blog News Maranguape

Por Dadynha Saturnino em PersonalidadeMaranguapense

22 de Abril de 2014

No último dia 12 de abril comemoramos o Dia Nacional do Humor, dia de nascimento do saudoso maranguapense Chico Anysio – maior comediante que este país já teve – falecido em 23 de março de 2012 e que se estivesse vivo teria completado 83 anos e através dos seus programas de televisão deu oportunidades, incentivou e descobriu talentos cearenses além de sempre divulgar sua terra natal. Conhecido como o “Estado do humor,” o Ceará é berço de ótimos humoristas, alguns já alcançaram a sonhada fama, outros ainda estão no anonimato, mas, todos tem algo em comum: a facilidade em fazer o outro rir. E, como conterrânea de Chico, apresentamos uma homenagem ao humorista Eltom Andrade. 

 

Humorista Eltom Andrade. Arquivo pessoal.

Humorista Eltom Andrade. Arquivo pessoal.

 

Francisco Eltom Alves de Andrade, o Eltom Andrade, natural de Cascavel, há oito anos adotou a terra do gênio como a sua de coração e em todos os seus shows leva o público às gargalhadas com ótimas apresentações de mágica e humor. Tem 27 anos e há quase uma década descobriu o seu talento e vocação: fazer graça! Pode parecer uma tarefa fácil, mas, engana-se quem assim pensa. Aos seis anos de idade, morando na rua, fez apresentações em Praças Públicas de Fortaleza (cito José de Alencar, Leões, Ferreira entre outras). Aos 15 saiu das ruas, fez cursos de teatro e fortaleceu mais e mais a vocação para as artes: foi mágico e durante dois anos trabalhou como ator na Companhia Elétrica do Ceará – Coelce. Posteriormente fez parte do quadro de profissionais de vários circos atuando como mágico e palhaço no Circo Mágico Show, Europeu, do Motoca. Foi professor de teatro  na Agência de Modelos Elenco & Cia e durante um ano apresentou o Programa de rádio Café com Riso na Maranguape FM. É criador dos personagens Paitinga, Seu Neo, Zé do Bar, Valdiney, Chiquita Bacana, Palhaço Titolé entre outros e já participou do Programa “Tudo é possível” e “Astros.”Durante dois anos integrou o elenco da Vila do Riso numa TV local. Atualmente se apresenta no “Restaurante Beira Mar Grill” uma famosa casa de shows que concentra os maiores nomes do humor cearense. Confira abaixo uma rápida entrevista que o humorista nos concedeu:

 

Humorista Eltom Andrade. Arquivo pessoal.

Humorista Eltom Andrade. Arquivo pessoal.

 

BNM – Qual o maior desafio que os humoristas enfrentam para sobreviver da profissão? O que é o Laboratório do Riso e qual objetivo principal?

EA – A desvalorização e a desunião entre a classe sem falar, principalmente, que tem dono de casas de show que querem dar mixaria de R$60 a R$100 pra uma hora de show. O Laboratório do Riso serve pros humoristas encontrarem-se para troca de experiências,  debater sobre novidades (editais direcionados ao humor) e a cada encontro temos o direito de subir no palco pra poder testar novas piadas, novos textos e pegar novas opiniões. 

 

BNM – Quem é seu ídolo?

EA –  Tenho três em especial: Jessier Quirino, Leandro Hassum e claro, o grande e inesquecível Chico Anysio.

 

BNM – Qual aprendizado você teve e o que gostaria de ter aprendido com Chico?

EA – Que nunca devemos desistir de um sonho e sempre estar em constante pesquisa pra fazer um bom trabalho. Gostaria de ter divido palco com Ele e aprendido a entender as mulheres, rsrsrsrsr. No meu ponto de vista, Maranguape deve muito a Chico. Não só deve muito ao nosso grande mestre como também deixa muito a desejar com os artistas da terra como músicos, atores, dançarinos e etc. Infelizmente a cidade ainda não se deu conta dos tesouros que ela guarda, temos muito que aprender sobre nossa terra.

 

BNM – Qual seu sonho profissional e que mensagem você deixa sobre o Dia Nacional do Humor?

EA – Ir pro Programa do Faustão e me apresentar no Teatro José de Alencar, rsrsrsrsrs… O Dia Nacional do Humor é um dia único e sem igual, pois nesse dia sabemos que fazemos algo pelas pessoas, como tirar um sorriso daquele que está passando por um problema em casa ou no trabalho e já é uma grande recompensa: “Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse a você.” rsrsrss.

 

 

Contato:

 

Humorista Eltom Andrade

(85) 8818-7087/ 8818-7455/ 9960-9738

Link para o Site do humorista Eltom Andrade

 

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Maranguapense recebe Moção de Parabéns por sua aprovação para o Doutorado em História

Por Dadynha Saturnino em Notícias

10 de dezembro de 2012

O Historiador e Professor maranguapense Dhenis Silva Maciel recebeu uma Moção de Parabéns, de autoria do Vereador do Partido dos Trabalhadores de Maranguape Edil Célio Cavalcante Filho, por sua aprovação para o Curso de Doutorado em História Social do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará – UFC em reconhecimento à sua contribuição para o serviço educacional, o resgate e a preservação da história deste município.

 

Dhenis Silva Maciel. Foto do arquivo pessoal

 

Filho de Maria de Fátima Silva Maciel e Francisco José Carvalho Maciel, é licenciado e pós-graduado (Mestrado) em História pela UFC, já lecionou em diversas Instituições de Ensino dos mais diversos níveis (Escolinha O Mundo da Criança, Colégio São José, Faculdade Católica de Fortaleza, Faculdade Kurios) além de participar de projetos educacionais desenvolvidos pela Prefeitura de Maranguape como o “Curso Sou da Vez” e o “Cursinho Maranguape Vest”, sempre conciliando o Magistério com os estudos.

 

Pesquisador premiado em 2007 no XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa da UNIFOR – categoria Humanas – pelo trabalho “Valei-me São Sebastião um estudo de caso: disputas político-religiosas em Maranguape em meio à peste de cólera-morbus (1849-1862)”, uma Pesquisa iniciada na graduação com o objetivo de conhecer cada vez mais sobre a história de seu município que levou-o ao Mestrado, onde defendeu em 2011 a dissertação intitulada “Valei-me, São Sebastião”: a epidemia de cólera morbo na vila de Maranguape (1862-1863) que norteou capítulo do livro Ceará: Economia, Política e Sociedade (Séculos XVIII e XIX) organizado pelo Núcleo de Documentação Cultura -NUDOC  e Instituto Frei Tito de Alencar.

 

Nas próximas linhas, o historiador fala sobre a importância dessa conquista (o Doutorado), faz os seus agradecimentos pessoais e conta como o Título (Doutor em História) poderá contribuir para a preservação da história cearense, principalmente de nossa cidade, Maranguape.

 

Ser aprovado no Doutorado selou em mim a sensação de dever cumprido, não comigo mesmo por que ainda terão pelo menos quatro anos de luta pela frente para poder “descansar”, mas em memória de meu saudoso avô Antônio Maciel que durante anos fez o percurso de carroça entre Maranguape e Fortaleza levando frutas da Serra para vender no Mercado São Sebastião. Em algumas de nossas poucas conversas, em sua sabedoria da vida de luta e marcada pelo analfabetismo, ele me pediu que fizesse o que quisesse da minha vida, mas que nunca largasse os estudos porque ele sabia como isso podia mudar a vida de alguém. Contudo, muitas outras pessoas não podem deixar de ser lembradas como o professor Joélcio Alves que com seu modo espontâneo estimulou o gosto pela historia no âmbito escolar e o professor Frederico de Castro Neves, que por tanto ser ligado a nosso município acreditou em minha pesquisa antes que eu mesmo acreditasse.

 

A história da epidemia de cólera ainda tem muito a ser estudada. O mal tinha uma característica muito grave que era a desumanização do doente que por causa das evacuações virava uma “caricatura” cadavérica de si próprio e sem tratamentos específicos  muitos morreram, por volta de 2.850 numa cidade que na época tinha 20.000 habitantes. Muitos outros tiveram que lutar com o luto e com a perda de seus entes queridos, é em um ato de respeito a eles que mantenho a pesquisa mesmo quando as imagens chocam e a vontade de estudar qualquer outra coisa menos mórbida me domina. São homens e mulheres que sentiram na pele a marca de seu tempo, a sua medicina, a sua fé. No caso maranguapense, a peste fez parte da construção da cidade, ela chegou aqui em meio a uma cidade de conflitos espaciais e devocionais e nivelou todos sob o crivo da morte. Dela veio a marca do luto, e da devoção a São Sebastião que refloresceu, sendo até hoje um devocionário popular da cidade. Muitos acervos públicos estão em processo adiantado de degradação, estudar esse tempo é urgente pois o tempo dessas fontes está com os dias contados, finalizou Maciel.

 

Olimpíada Nacional de História:

 

Em 2009, Dhenis Maciel levou a primeira equipe de Maranguape a final da Olimpíada Nacional de História do Brasil promovida pela Universidade de Campinas – UNICAMP, sendo laureado com uma menção honrosa.

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Maranguapense recebe Moção de Parabéns por sua aprovação para o Doutorado em História

Por Dadynha Saturnino em Notícias

10 de dezembro de 2012

O Historiador e Professor maranguapense Dhenis Silva Maciel recebeu uma Moção de Parabéns, de autoria do Vereador do Partido dos Trabalhadores de Maranguape Edil Célio Cavalcante Filho, por sua aprovação para o Curso de Doutorado em História Social do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará – UFC em reconhecimento à sua contribuição para o serviço educacional, o resgate e a preservação da história deste município.

 

Dhenis Silva Maciel. Foto do arquivo pessoal

 

Filho de Maria de Fátima Silva Maciel e Francisco José Carvalho Maciel, é licenciado e pós-graduado (Mestrado) em História pela UFC, já lecionou em diversas Instituições de Ensino dos mais diversos níveis (Escolinha O Mundo da Criança, Colégio São José, Faculdade Católica de Fortaleza, Faculdade Kurios) além de participar de projetos educacionais desenvolvidos pela Prefeitura de Maranguape como o “Curso Sou da Vez” e o “Cursinho Maranguape Vest”, sempre conciliando o Magistério com os estudos.

 

Pesquisador premiado em 2007 no XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa da UNIFOR – categoria Humanas – pelo trabalho “Valei-me São Sebastião um estudo de caso: disputas político-religiosas em Maranguape em meio à peste de cólera-morbus (1849-1862)”, uma Pesquisa iniciada na graduação com o objetivo de conhecer cada vez mais sobre a história de seu município que levou-o ao Mestrado, onde defendeu em 2011 a dissertação intitulada “Valei-me, São Sebastião”: a epidemia de cólera morbo na vila de Maranguape (1862-1863) que norteou capítulo do livro Ceará: Economia, Política e Sociedade (Séculos XVIII e XIX) organizado pelo Núcleo de Documentação Cultura -NUDOC  e Instituto Frei Tito de Alencar.

 

Nas próximas linhas, o historiador fala sobre a importância dessa conquista (o Doutorado), faz os seus agradecimentos pessoais e conta como o Título (Doutor em História) poderá contribuir para a preservação da história cearense, principalmente de nossa cidade, Maranguape.

 

Ser aprovado no Doutorado selou em mim a sensação de dever cumprido, não comigo mesmo por que ainda terão pelo menos quatro anos de luta pela frente para poder “descansar”, mas em memória de meu saudoso avô Antônio Maciel que durante anos fez o percurso de carroça entre Maranguape e Fortaleza levando frutas da Serra para vender no Mercado São Sebastião. Em algumas de nossas poucas conversas, em sua sabedoria da vida de luta e marcada pelo analfabetismo, ele me pediu que fizesse o que quisesse da minha vida, mas que nunca largasse os estudos porque ele sabia como isso podia mudar a vida de alguém. Contudo, muitas outras pessoas não podem deixar de ser lembradas como o professor Joélcio Alves que com seu modo espontâneo estimulou o gosto pela historia no âmbito escolar e o professor Frederico de Castro Neves, que por tanto ser ligado a nosso município acreditou em minha pesquisa antes que eu mesmo acreditasse.

 

A história da epidemia de cólera ainda tem muito a ser estudada. O mal tinha uma característica muito grave que era a desumanização do doente que por causa das evacuações virava uma “caricatura” cadavérica de si próprio e sem tratamentos específicos  muitos morreram, por volta de 2.850 numa cidade que na época tinha 20.000 habitantes. Muitos outros tiveram que lutar com o luto e com a perda de seus entes queridos, é em um ato de respeito a eles que mantenho a pesquisa mesmo quando as imagens chocam e a vontade de estudar qualquer outra coisa menos mórbida me domina. São homens e mulheres que sentiram na pele a marca de seu tempo, a sua medicina, a sua fé. No caso maranguapense, a peste fez parte da construção da cidade, ela chegou aqui em meio a uma cidade de conflitos espaciais e devocionais e nivelou todos sob o crivo da morte. Dela veio a marca do luto, e da devoção a São Sebastião que refloresceu, sendo até hoje um devocionário popular da cidade. Muitos acervos públicos estão em processo adiantado de degradação, estudar esse tempo é urgente pois o tempo dessas fontes está com os dias contados, finalizou Maciel.

 

Olimpíada Nacional de História:

 

Em 2009, Dhenis Maciel levou a primeira equipe de Maranguape a final da Olimpíada Nacional de História do Brasil promovida pela Universidade de Campinas – UNICAMP, sendo laureado com uma menção honrosa.