UNIFOR Archives - News Maranguape 
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News Maranguape

por Dadynha Saturnino

UNIFOR

Maranguapense recebe Moção de Parabéns por sua aprovação para o Doutorado em História

Por Dadynha Saturnino em Notícias

10 de dezembro de 2012

O Historiador e Professor maranguapense Dhenis Silva Maciel recebeu uma Moção de Parabéns, de autoria do Vereador do Partido dos Trabalhadores de Maranguape Edil Célio Cavalcante Filho, por sua aprovação para o Curso de Doutorado em História Social do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará – UFC em reconhecimento à sua contribuição para o serviço educacional, o resgate e a preservação da história deste município.

 

Dhenis Silva Maciel. Foto do arquivo pessoal

 

Filho de Maria de Fátima Silva Maciel e Francisco José Carvalho Maciel, é licenciado e pós-graduado (Mestrado) em História pela UFC, já lecionou em diversas Instituições de Ensino dos mais diversos níveis (Escolinha O Mundo da Criança, Colégio São José, Faculdade Católica de Fortaleza, Faculdade Kurios) além de participar de projetos educacionais desenvolvidos pela Prefeitura de Maranguape como o “Curso Sou da Vez” e o “Cursinho Maranguape Vest”, sempre conciliando o Magistério com os estudos.

 

Pesquisador premiado em 2007 no XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa da UNIFOR – categoria Humanas – pelo trabalho “Valei-me São Sebastião um estudo de caso: disputas político-religiosas em Maranguape em meio à peste de cólera-morbus (1849-1862)”, uma Pesquisa iniciada na graduação com o objetivo de conhecer cada vez mais sobre a história de seu município que levou-o ao Mestrado, onde defendeu em 2011 a dissertação intitulada “Valei-me, São Sebastião”: a epidemia de cólera morbo na vila de Maranguape (1862-1863) que norteou capítulo do livro Ceará: Economia, Política e Sociedade (Séculos XVIII e XIX) organizado pelo Núcleo de Documentação Cultura -NUDOC  e Instituto Frei Tito de Alencar.

 

Nas próximas linhas, o historiador fala sobre a importância dessa conquista (o Doutorado), faz os seus agradecimentos pessoais e conta como o Título (Doutor em História) poderá contribuir para a preservação da história cearense, principalmente de nossa cidade, Maranguape.

 

Ser aprovado no Doutorado selou em mim a sensação de dever cumprido, não comigo mesmo por que ainda terão pelo menos quatro anos de luta pela frente para poder “descansar”, mas em memória de meu saudoso avô Antônio Maciel que durante anos fez o percurso de carroça entre Maranguape e Fortaleza levando frutas da Serra para vender no Mercado São Sebastião. Em algumas de nossas poucas conversas, em sua sabedoria da vida de luta e marcada pelo analfabetismo, ele me pediu que fizesse o que quisesse da minha vida, mas que nunca largasse os estudos porque ele sabia como isso podia mudar a vida de alguém. Contudo, muitas outras pessoas não podem deixar de ser lembradas como o professor Joélcio Alves que com seu modo espontâneo estimulou o gosto pela historia no âmbito escolar e o professor Frederico de Castro Neves, que por tanto ser ligado a nosso município acreditou em minha pesquisa antes que eu mesmo acreditasse.

 

A história da epidemia de cólera ainda tem muito a ser estudada. O mal tinha uma característica muito grave que era a desumanização do doente que por causa das evacuações virava uma “caricatura” cadavérica de si próprio e sem tratamentos específicos  muitos morreram, por volta de 2.850 numa cidade que na época tinha 20.000 habitantes. Muitos outros tiveram que lutar com o luto e com a perda de seus entes queridos, é em um ato de respeito a eles que mantenho a pesquisa mesmo quando as imagens chocam e a vontade de estudar qualquer outra coisa menos mórbida me domina. São homens e mulheres que sentiram na pele a marca de seu tempo, a sua medicina, a sua fé. No caso maranguapense, a peste fez parte da construção da cidade, ela chegou aqui em meio a uma cidade de conflitos espaciais e devocionais e nivelou todos sob o crivo da morte. Dela veio a marca do luto, e da devoção a São Sebastião que refloresceu, sendo até hoje um devocionário popular da cidade. Muitos acervos públicos estão em processo adiantado de degradação, estudar esse tempo é urgente pois o tempo dessas fontes está com os dias contados, finalizou Maciel.

 

Olimpíada Nacional de História:

 

Em 2009, Dhenis Maciel levou a primeira equipe de Maranguape a final da Olimpíada Nacional de História do Brasil promovida pela Universidade de Campinas – UNICAMP, sendo laureado com uma menção honrosa.

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Maranguapense recebe Moção de Parabéns por sua aprovação para o Doutorado em História

Por Dadynha Saturnino em Notícias

10 de dezembro de 2012

O Historiador e Professor maranguapense Dhenis Silva Maciel recebeu uma Moção de Parabéns, de autoria do Vereador do Partido dos Trabalhadores de Maranguape Edil Célio Cavalcante Filho, por sua aprovação para o Curso de Doutorado em História Social do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará – UFC em reconhecimento à sua contribuição para o serviço educacional, o resgate e a preservação da história deste município.

 

Dhenis Silva Maciel. Foto do arquivo pessoal

 

Filho de Maria de Fátima Silva Maciel e Francisco José Carvalho Maciel, é licenciado e pós-graduado (Mestrado) em História pela UFC, já lecionou em diversas Instituições de Ensino dos mais diversos níveis (Escolinha O Mundo da Criança, Colégio São José, Faculdade Católica de Fortaleza, Faculdade Kurios) além de participar de projetos educacionais desenvolvidos pela Prefeitura de Maranguape como o “Curso Sou da Vez” e o “Cursinho Maranguape Vest”, sempre conciliando o Magistério com os estudos.

 

Pesquisador premiado em 2007 no XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa da UNIFOR – categoria Humanas – pelo trabalho “Valei-me São Sebastião um estudo de caso: disputas político-religiosas em Maranguape em meio à peste de cólera-morbus (1849-1862)”, uma Pesquisa iniciada na graduação com o objetivo de conhecer cada vez mais sobre a história de seu município que levou-o ao Mestrado, onde defendeu em 2011 a dissertação intitulada “Valei-me, São Sebastião”: a epidemia de cólera morbo na vila de Maranguape (1862-1863) que norteou capítulo do livro Ceará: Economia, Política e Sociedade (Séculos XVIII e XIX) organizado pelo Núcleo de Documentação Cultura -NUDOC  e Instituto Frei Tito de Alencar.

 

Nas próximas linhas, o historiador fala sobre a importância dessa conquista (o Doutorado), faz os seus agradecimentos pessoais e conta como o Título (Doutor em História) poderá contribuir para a preservação da história cearense, principalmente de nossa cidade, Maranguape.

 

Ser aprovado no Doutorado selou em mim a sensação de dever cumprido, não comigo mesmo por que ainda terão pelo menos quatro anos de luta pela frente para poder “descansar”, mas em memória de meu saudoso avô Antônio Maciel que durante anos fez o percurso de carroça entre Maranguape e Fortaleza levando frutas da Serra para vender no Mercado São Sebastião. Em algumas de nossas poucas conversas, em sua sabedoria da vida de luta e marcada pelo analfabetismo, ele me pediu que fizesse o que quisesse da minha vida, mas que nunca largasse os estudos porque ele sabia como isso podia mudar a vida de alguém. Contudo, muitas outras pessoas não podem deixar de ser lembradas como o professor Joélcio Alves que com seu modo espontâneo estimulou o gosto pela historia no âmbito escolar e o professor Frederico de Castro Neves, que por tanto ser ligado a nosso município acreditou em minha pesquisa antes que eu mesmo acreditasse.

 

A história da epidemia de cólera ainda tem muito a ser estudada. O mal tinha uma característica muito grave que era a desumanização do doente que por causa das evacuações virava uma “caricatura” cadavérica de si próprio e sem tratamentos específicos  muitos morreram, por volta de 2.850 numa cidade que na época tinha 20.000 habitantes. Muitos outros tiveram que lutar com o luto e com a perda de seus entes queridos, é em um ato de respeito a eles que mantenho a pesquisa mesmo quando as imagens chocam e a vontade de estudar qualquer outra coisa menos mórbida me domina. São homens e mulheres que sentiram na pele a marca de seu tempo, a sua medicina, a sua fé. No caso maranguapense, a peste fez parte da construção da cidade, ela chegou aqui em meio a uma cidade de conflitos espaciais e devocionais e nivelou todos sob o crivo da morte. Dela veio a marca do luto, e da devoção a São Sebastião que refloresceu, sendo até hoje um devocionário popular da cidade. Muitos acervos públicos estão em processo adiantado de degradação, estudar esse tempo é urgente pois o tempo dessas fontes está com os dias contados, finalizou Maciel.

 

Olimpíada Nacional de História:

 

Em 2009, Dhenis Maciel levou a primeira equipe de Maranguape a final da Olimpíada Nacional de História do Brasil promovida pela Universidade de Campinas – UNICAMP, sendo laureado com uma menção honrosa.