MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

OLHAI POR NÓS, OS PESCADORES

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

17 de outubro de 2019

O demônio do mar despeja seu óleo de pedra

Por sobre a fluente correnteza das águas

e estende esse negro manto por sobre a areia

encobrindo de piche as praias, os recifes e os corais.

 

As tartarugas marinhas conflitadas pela mancha

Se tornam vítimas dessa poluição extensa

Golfinhos se envenenam e alguns perdem a força

Para encalhar quase mortos em meio a sujeira.

 

Junto ao caldeirão de Netuno, os que vivem da pesca

Elevam, comovidos, a voz aos céu e recitam versos

Lamentando a situação nordestina das águas;

 

“Senhor dos vastos oceanos e de todas as procelas”

Aquietai no mar, esse sangue negro que ele verte

Olhai por nós, os pescadores, agora e a toda hora amem.

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TRAGÉDIA DO ANDRÉA: A ESPERANÇA, A ÚNICA QUE NÃO DESABA NUNCA

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de outubro de 2019

 

 

Sob os escombros do edifício Andréa, o sonho de muitas famílias. O suor de muito trabalho. As lágrimas e os risos de derrotas e conquistas.

Quando desaba um prédio assim, causando danos a famílias nele residentes;desabamos juntos com eles, lame

Alguns minutos depois que a poeira baixa, que bom ver pessoas dispensarem suas queixas e dar as mãos à solidária forma de ajuda voluntariando-se ao trabalho de resgate. contando as perdas e o que tenha motivado essa tragédia.

Homens do fogo, dispostos a tudo; profissionais de saúde, atentos às vidas; seguranças e a vizinhança revelando o verdadeiro sentimento da amizade.

Que se busquem as causas. Que se achem os culpados. Que se tome iniciativas em outros imóveis, de vistoriá-los: não apenas quando nos impactam as tragédias.

Sempre que tragédias assim acontecem desaba a rotina de famílias envolvidas, muito embora se saiba, que continua de pé
a incrível esperança. A única que não desaba nunca.

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O semeador de estrelas

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA, POESIA

16 de outubro de 2019

o semeador de estrelas

Nonato Albuquerque

quem semeou estrelas na Terra,

certamente adormeceu sonhos

e acordou

esperanças de realizações.

 

no rastro de quem amou alguém

há sinais de luz sempre presente

apontando

certamente para o futuro

 

o túmulo da vida é perder a fé

e sintonizar-se com as relíquias

do que viveu,

sabendo-se eterno e imortal.

 

é preciso semear estrelas,

renovar a paisagem dos céus

e aprender

com o milagre da multiplicação.

 

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A hidra dos nossos dias

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de outubro de 2019

O tráfico de drogas se assemelha a um monstro que destrói jovens e atormenta famílias e governo. O seu combate no Ceará parece ganhar protagonismo absoluto, depois da onda criminosa que incendiou literalmente o Estado.

A Polícia atacou hoje focos dessa atividade criminosa na Babilônia, destinada a frear o impulso do tráfico na região.

É da venda de drogas e suas consequências que temos o aumento da violência. Os roubos, assaltos e as mortes são orientadas por mentes doentias que controlam jovens adictos do crack e da cocaína.

Por isso, consideramos por demais correta a decisão de agir contra o monstro do tráfico. Se possível não apenas detendo os pequenos atores que agem nesse cenário criminoso, mas chegando aos cabeças que comandam as organizações criminosas.

Mas é preciso lembrar que, a exemplo daquele monstro da lenda grega chamado Hidra – que tinha corpo de dragão e várias cabeças de serpente -, toda vez que se cortava uma cabeça, cresciam duas em seu lugar. Com o tráfico, isso parece acontecer. Sempre que se combate um foco, surgem outros, ampliando os tentáculos do mal principalmente sobre jovens.

Por isso, é necessário esse combate ser um trabalho incessante. Árduo. Intenso. Combativo, sempre.

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É tempo de humanizar bichos e homens

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

04 de outubro de 2019

Houve um tempo em que homens e bichos não se davam muito bem. Embora precisasse deles – para alimentar-se, vestir-se e fazer companhia -, a maioria dos humanos sempre teve vocação para caçá-los, aprisioná-los ou matá-los pelo simples prazer de matar. Os animais mais ferozes sempre viveram sob a mira de armas. Era uma guerra interminpável. Por espaço, por defesa e até por uma simples vocação de matar para se sentir poderoso.

Quantas vezes não se fez safáris no velho continente africano, apenas para sentir o prazer de matar manadas de elefantes, fazer uma foto ao lado de um leão abatido ou mesmo o velho hábito de criança e de jovens que, pelos sertões deste País, promoviam caçadas a aves para mante-las em cativeiro.

Esse tempo, pouco a pouco, vem mudando. As gaiolas de passarinhos são abolidas das residências. Mantê-los em cativeiro é probido. Caça predatória é crime. Matar elefantes para negociar o marfim, tudo isso parece coisa do passado.

Hoje, buscamos nos domesticar ao lado de animais de estimação, como cães e gatos, que subiram na cotação de apreço de muitas famílias. Atualmente, eles são mais protegidos e detém mais cuidados nos petshops do que muita criança por aí.

Não se está condenando essa atitude dos homens para com os animais. Neste 4 de outubro, dia dos animais, a gente certifica que esses seres, ditos irracionais, ganham cada vez mais defensores para que eles possam desfrutar também de condições de liberdade e apreço.

Francisco de Assis, o mais popular santo, venerado neste 4 de outubro, foi o mensageiro maior dessa defesa da vida. E se avançamos em termos de melhor convivência com os animais, falta agora apenas o bicho homem cuidar melhor de si – já que, hoje em dia, ele passou a caçar seres humanos, da mesma espécie, enquanto os animais cada vez mais se humanizam.

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O cérebro é uma coisa maravilhosa… todos deveriam ter um

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

02 de outubro de 2019

Uma pessoa de excelente dose de humor, escreveu numa rede social a frase: “o cérebro é uma coisa maravilhosa. Todos deveriam ter um”.

Por mais surpreendente que isso possa parecer, a frase revela um sentido muito real de algumas pessoas que, embora humanas, agem como se não tivessem alcançado a suprema conquista desse motor gerador de todos os estímulos sensoriais, que nos permite deter a capacidade intelectual da inteligência.

Como entender alguém que sobrevive do hálito das sombras, num mundo onde a luz é presença preponderante para o conhecimento, o senso, a razão e a lógica?

Mas há quem se arraste ao temporal violento de si mesmo, alimentando-se de dor, vociferando instintos cruéis, que dão a impressão de que são bestas feras num mundo em desenvolvimento, sem nenhum sinal de que possam ser domesticadas, como o são nossos irmãos ditos irracionais.

Não é que lhes falte cérebro, como intenta a frase do internauta racionalizando. É que lhes faltam a chance de serem tocados pela luz da sabedoria, a lhes apontar caminhos novos na Vida. Rumos de progresso através do aprendizado . Visão de mundo que vai além das fronteiras do que a mente – por mais inteligente que seja – possa imaginar.

“O cérebro é uma coisa maravilhosa… todos deveriam ter um.”

 

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JORNAIS COMETEM GAFES. E AÍ?

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

29 de setembro de 2019

Os jornais cometem gafes imperdoáveis. Somos humanos, dirão colegas, diante de alguns equívocos. Ninguém é perfeito, admitirão outros na tentativa de minimizar alguns desses erros. Resolvemos postar algumas manchetes que alguns jornais andaram cometendo. A maioria, curiosamente, da editoria policial.

 

 

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Cheque em branco de Fagner ganha moldura do presenteado

Por Nonato Albuquerque em ATUALIDADE, BIZARRICE, MUSICA

28 de setembro de 2019

https://twitter.com/..

Um cheque em branco. Sem data. Apenas com a assinatura de Raimundo Fagner Cândido Lopes. Esse foi o presente que o cantor e compositor cearense deu ao promotor Everardo Silva, o Vevé, pelos seus trabalhos de divulgação de seus shows e discos.

Era um presente de aniversário para que ele preenchesse com a quantia que bem desejasse. Mas Vevé preferiu guardar o cheque. Como um troféu.

Há mais de 40 anos na atividade como divulgador, ele já foi da Odeon, EMI, Warner e outras gravadoras. Consciente no que faz e diz, ele confessa que nunca pensou em preencher o cheque do cantor de “Mucuripe”, por achar que um mimo desses é para ser preservado como troféu de um artista de alma generosa.

“Trabalhar com artistas como Fagner é sempre honroso e eu resolvi guardar o cheque como uma lembrança”, sustenta.

 Em sua sala de trabalho, localizada junto à residência da Alamedas dos Crisântemos, 221, na Cidade 2000, ele reina absoluto com centenas de CDs, long-plays, gravações originais que são privilégio de alguns poucos colecionadores, além de muitas fotografias com artistas diversos que formam o elenco de trabalho de sua atividade.

Vevé, além da bonomia e do conceito que detém entre o pessoal de mídia, é uma figura que preza muito o trabalho com a arte musical e que lhe tem gerado inúmeras satisfações e mimos de nomes famosos. O do Fagner ganhou até moldura, junto à foto do cantor, do produtor e sua esposa Tânia.

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Presídios ajudam a estimular o aperfeiçoamento em criminalidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

26 de setembro de 2019

Há mais ou menos duas décadas atrás, ninguém apostaria que bandidos pudessem se unir de forma tão organizada para o cometimento de ações criminosas ao longo do território brasileiro. A realidade atual parece identificar esse erro de prognóstico. As organizações do crime, surgidas no ambiente dos cárceres, provaram que a não separação de presos perigosos com outros de menor relevância, acabou gerando cursos de qualificação para o mal dentro do próprio sistema.

Até então, alguém falar do peso das facções no ambiente social era motivo para ser repreendido, considerando que elas se restrigiam apenas às favelas do Rio de Janeiro e aos assentamentos de países como a Colômbia e Panamá. Ao Paraguai cabia a pecha de nação onde mais se traficava armas e munições.

Pois quando se alertava para o perigo das facções mobilizarem sócios por todo o Brasil, alguns criticavam de que se estava vendo chifre em cabeça de cavalo.

O tempo provou o contrário. As facções dominam muitos Estados. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública listou a presença de 31 facções criminosas nos presídios.

A maior, PCC, nascida em São Paulo, teria cerca de 36 mil membros. A mais antiga delas, o Comando Vermelho, surgida no Rio, tem 20.500 faccionados entre os 53 mil presos do território fluminense.

No Ceará foi gerada a facção GDE – Guardiões do Estado, segundo as autoridades, a principal motivadora dos atuais ataques no Estado. Para combatê-la, a Segurança Pública está transferindo os possíveis líderes para presídios federais.

Pode não ser a solução; mas já é uma atitude que, se tivesse sido posta em prática há tempos atrás, provavelmente, não estaríamos sofrendo os efeitos dessa guerra não declarada – onde quem mais sofre é o cidadão comum.

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Do homo sapiens ao homo deus

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de setembro de 2019

A humanidade, lembra o autor israelense Yuval Noah Harari, em ‘Homo Deus’, sempre conviveu com três grandes flagelos: a peste, a fome e as guerras. Sempre tivemos doenças, amargamos situações difíceis de pobreza e miséria e, claro, se as guerras hoje diminuíram, mas a violência se pulverizou em ações criminosas que rondam o nosso quarteirão. Esse, o salto quântico do ‘homo sapiens’ aos dias atuais do ‘homo deus’.

Mas, apesar desse quadro apocalíptico, o mundo mudou muito. Melhorou, embora alguém possa dizer o contrário.

Avançamos no combate a doenças terríveis como a tuberculose, a hanseaníse e até o câncer já não é visto como a doença que não se conseguia dizer o nome.

A engenharia genética tem permitido ampliar a estimativa de vida. Se há 60 anos era comum viver-se só até 50, 60 anos – o quadro atual mostra que é possível se atingir 90 anos com possibilidade de vida saudável – dado às descobertas da Medicina.

No passado, as religiões orientavam as pessoas a fazerem o bem para ganhar o paraíso e evitar arder no fogo do inferno – como se pensava. Hoje, a visão humanista é de que precisamos alcançar a vida melhor AQUI NA TERRA.

O mundo muda. A vida melhora. Se ainda existe a dor, o sofrimento – é que almas distanciadas desse novo tempo, não avançaram. Não progrediram. E ainda vivem se enlameando no charco da desgraça, movidas por sentimentos pessimistas de ódio e de vingança.

Quem assim ainda vive são aqueles capazes de ainda conviver com os flagelos íntimos da peste, da fome e das suas guerras particulares.

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Do homo sapiens ao homo deus

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de setembro de 2019

A humanidade, lembra o autor israelense Yuval Noah Harari, em ‘Homo Deus’, sempre conviveu com três grandes flagelos: a peste, a fome e as guerras. Sempre tivemos doenças, amargamos situações difíceis de pobreza e miséria e, claro, se as guerras hoje diminuíram, mas a violência se pulverizou em ações criminosas que rondam o nosso quarteirão. Esse, o salto quântico do ‘homo sapiens’ aos dias atuais do ‘homo deus’.

Mas, apesar desse quadro apocalíptico, o mundo mudou muito. Melhorou, embora alguém possa dizer o contrário.

Avançamos no combate a doenças terríveis como a tuberculose, a hanseaníse e até o câncer já não é visto como a doença que não se conseguia dizer o nome.

A engenharia genética tem permitido ampliar a estimativa de vida. Se há 60 anos era comum viver-se só até 50, 60 anos – o quadro atual mostra que é possível se atingir 90 anos com possibilidade de vida saudável – dado às descobertas da Medicina.

No passado, as religiões orientavam as pessoas a fazerem o bem para ganhar o paraíso e evitar arder no fogo do inferno – como se pensava. Hoje, a visão humanista é de que precisamos alcançar a vida melhor AQUI NA TERRA.

O mundo muda. A vida melhora. Se ainda existe a dor, o sofrimento – é que almas distanciadas desse novo tempo, não avançaram. Não progrediram. E ainda vivem se enlameando no charco da desgraça, movidas por sentimentos pessimistas de ódio e de vingança.

Quem assim ainda vive são aqueles capazes de ainda conviver com os flagelos íntimos da peste, da fome e das suas guerras particulares.