MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Por que Fortaleza tem tantos incêndios?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

11 de dezembro de 2019

Dos problemas com os quais a cidade convive, esse dos incêndios parece nos alertar para o risco a que muitos imóveis estão expostos em Fortaleza. Mas por que será que isso vem acontecendo sistematicamente?
Se fizermos um levantamento vamos descobrir que, em 2019, o fogo andou preocupando moradores de apartamentos, casas – lojas de comércio conviveram com o drama de serem tragadas pelas chamas, como esse do centro da cidade.

É hora de se cobrar de quem ocupa imóveis a preocupação com os ítens básicos de segurança contra incêndios. A maioria das lojas detém extintores; mas será que eles estão com o prazo de validade assegurada?

Lojas do centro de Fortaleza ocupam prédios antigos. Que receberam reformas superficiais para transparecerem modernos. A frente, as maquetes modernosas, mas no interior há descuido em relação aos depósitos de material. Instalações elétricas nem sempre estão corretas.

É preciso uma vistoria feita por agentes de segurança como Bombeiros e, para isso, uma campanha deve ser programada pelo poder público no sentido de conscientizar, tantos proprietários de lojas quanto moradores residienciais, a se unirem em esforço comum para evitar que, incêndios como esse de hoje, possam no futuro causar tragédias ainda mais lamentáveis.

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A sexta virou verbo e encarnou entre nós

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de dezembro de 2019

A obstinação com que se fala hoje em dia da sexta feira é algo impressionante. Revela, no mínimo, um lado exultante das pessoas em relação ao lazer do fim de semana. Evidente que toda véspera de lazer é algo que suscita alegria e expectativa. Mas nunca se falou tanto da sexta como nos dias atuais.

Não sei no Aurélio já consta, mas o substantivo composto virou verbo. À exceção do domingo, nenhum outro dia da semana é tão festejado quanto ela.

Nos comerciais da TV, a garota propaganda Ivete Sangalo chega a ampliar o prazo de validade da sexta. Vara o domingo e vai por toda a semana.

Nas redes sociais, um jocoso anúncio, postado como se por uma vidente de plantão, promete trazer a sua sexta em quatro dias. O anúncio foi postado na segunda. Sendo assim, até eu faço isso, sem precisar de bola de cristal ou prática em quiromancia.

Sim, devemos à sexta o privilégio de fugir à maldição do sacrifício do ‘ganhar o pão com o suor do rosto’, como está lá nas escrituras. Tudo por causa de Adão e Eva, a gente purga até hoje isso. Devemos, também a sexta a chance de se libertar das correntes que nos aprisionam a algum chefe de trabalho indesejável.

Na verdade, quando exaltamos esse dia, mais do que o dia consagrado ao Senhor, estamos de certa forma escamoteando uma verdade que ancestralmente carregamos: a de que somos adeptos notório da santa preguiça.

Sextou, diz a apresentadora no rádio, com uma dosagem de alívio na voz, como se o trabalho fosse uma tarefa hercúlea sobre nossos ombros. Ou o inferno indesejável por cada um de nós.

Por isso, neste domingo, rezo ao Senhor Deus Tempo, que se apresse na passagem da semana e trate de nos mandar logo a santa sexta feira, pois eu também quero me juntar a esse bloco. E, carnavalescamente, sextar.

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Até os santos acabaram virando lixo.

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, RELIGIÃO

08 de dezembro de 2019

Para algumas pessoas, o respeito parece ter perdido o prazo de validade. A ganância pelo TER, ao invés de buscar também o SER; a busca pelo corpo perfeito e a notoriedade passageira parecem ter ofuscado o cérebro de alguns, num mundo cada vez mais individualista e pragmático.

Alguém, provavelmente de religião cristã, jogou duas imagens de nossa Senhora das Graças no rio Cocó. Jogou como lixo no rio. E frequentadores do parque acabaram se deparando com aquela visão nada comum. Imagens em perfeito estado. Podem ter sido medianeiras nos altares de alguma devoção e que, de repente, são lançadas fora. Descartadas como qualquer objeto que não serve mais.

É sinal dos tempos. Onde descartamos amizades, afetos, amores. Onde jogamos no lixo a educação. Onde, intolerantes, não se respeita o direito dos outros. Onde muitos se contaminam com o passageiro, esquecidos de que o eterno é o sentimento que não morre. Que o ideal da vida é o bem que se faz. É o aprendizado do amor e a vivência dele, com todas as suas inquietudes.

Hoje em dia, porém, até os santos acabaram virando lixo.

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A exemplo do samba no passado, o funk sofre preconceito

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de dezembro de 2019

Dezembro ficou convencionado como o mês de festa. De congraçamento. De renovação das amizades. Por ser a data em que se celebra a vinda do Cristo.

Pelo menos até aqui, este dezembro está com uma cara de agosto. Embora só estejamos no terceiro dia do mês, mas o balanço da violência no País já é de preocupar.

Violência na comunidade paulistana de Paraisopólis, com 9 jovens mortos – abre uma discussão sobre os bailes funks no País.

A gente sabe que rola muita droga nesses ambientes de pancadão. Por aqui não é diferente.

O Estado – e eu falo no sentido amplo – Nação, Estados e Municipios – nunca fez nada para organizar o movimento funk que toma conta de 90 por cento da juventude. Sem essa estrutura de segurança, os traficantes se apossaram e hoje são promotores deles.

Quando se trata de grandes eventos artísticos, os governantes colaboram com segurança e todo tipo de serviço de atendimento. Todo show de grandes artistas tem uma cobertura enorme. Mas nas comunidades desassistidas de tudo, a Polícia vai para resolver e não para proteger.

E, com isso, o funk se tornou proibitivo. Como era o samba no passado. Sambista era sinônimo de malandro. E tinha grandes compositores que eram presos por malandragem. Só porque cantavam e dançavam samba.

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REMARQUE SUAS ATITUDES NESTA BLACK FRIDAY

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de novembro de 2019

A última sexta feira de novembro, a exemplo do que acontece nos EUA, ficou comercialmente conhecida como a Black Friday. Lá, para marcar o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, quando as empresas resolviam liquidar o estoque antigo e abrir espaço para as novidades que seriam vendidas durante a época natalina.

Consumidores compulsivos chegaram a madrugar hoje, em lojas que permaneceram abertas em Fortaleza.

Tudo bem, faz parte de um jogo do sistema financeiro, onde o foco maior é o lucro. Mas que bom seria se esta data servisse para gente promover mudanças em nossas atitudes.

Que tal rebaixar a intolerância que tem acometido grande parcela dos brasileiros? Rebaixar a preocupação com a vida alheia e olhar-se mais no espelho de si, cuja vitrine – a cara -, muitas vezes, revela uma coisa e o sentimento é outro.

Black Friday para o ódio. Para a ignorância. Para o desamor. Remarquem esses produtos que são tóxicos à nossa natureza e, quando inflacionados, eles podem nos levar até a morte.

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O lixo de cada um varrido para debaixo de um outro tapete

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de novembro de 2019

Dizer que a mídia está repleta de notícias de violência, isso é verdade. Mas querer impor aos jornais, rádio e tv a responsabilidade pelo mundo cão que se tem lá fora, parece uma forma de jogar o lixo de cada um para debaixo de um outro tapete.  Já notaram como cada vez mais se instala nas pessoas um ambiente de intolerância, de raiva e ódio por qualquer coisa?

Um filho que mata a mãe. Um motorista que atropela cinco pessoas e, morto de embriagado, diz que perdoa – foi assim que ele falou inicialmente, até consertar e pedir perdão, numa demonstração clara de que quem bebe devia ter consciência de que pode se tornar até um assassino?

O mundo é bom, a vida é bela, mas tem uma parcela de seus moradores que parecem não perceber que, tudo isso aqui, é passageiro. Não estamos aqui para sempre. E que, a eemplo de qualquer inquilino que aluga uma casa e assina um termo de compromisso de deixá-la do jeito que encontrou quando terminar o contrato, todos nós devemos ter em vista que, também, temos a responsabilidade de deixarmos o Planeta como o recebemos  para outras gerações.

Será que isso vai acontecer? Os danos e malefícios que estamos deixando na Terra vão marcar um saldo bastante negativo quando a gente sair para outro plano. E com que vergonha iremos nos depararmos responsáveis por todas essas mazelas.

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UMA VIDA POR UM REAL: “Mas era apenas uma moradora de rua!…”

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de novembro de 2019

Câmera de segurança flagrou momento do assassinato - Reprodução/TV Globo

Que tempos são esses em que o respeito à Vida, para alguns, perdeu o sentido?

Em que a lei dos homens é nada para quem a transgride e a própria lei de Deus, que defende o “não matar” se torna obsoleta sobre a face da Terra.

Em que uma pessoa na rua, recebe dois tiros como resposta porque lhe pediu 1 real de esmola.

Que tempos são esses em que a loucura humana verte ódio e raiva por todos os poros, diante de alguém que pede um socorro pra tomar um café?

Aconteceu no Rio. Uma moradora de rua pediu uma esmola e o cara saca de uma arma, dá-lhe dois tiros, sem ver sem porquê, só porque não estava para conversa com ninguém.

Que tempos infernais são esses em que a miséria humana não é a fome, não é a doença, nem é a guerra – as malignidades expressas pela carta do Apocalipse -, mas é a falta de sensibilidade de outros que, ao ouvirem contar o caso, balançaram os ombros e vomitaram: mas era apenas uma moradora de rua. Eu juro que ouvi, alguém dizer isso.

Que demônios são esses que a Terra abriga, como se ao invés do purgatório fosse aqui o inferno descrito por Dante e em que todos nós, somos culpados direta ou indiretamente?

Quando é que termina esse horrível pesadelo, que, na verdade, não é sonho; mas uma realidade, difícil de se acreditar.

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UMA FORTALEZA SAUDADE

Por Nonato Albuquerque em POESIA

20 de novembro de 2019

(in memoriam à Jáder de Carvalho)

o olhar de menino do interior, 

que a cidade alcovitou um dia 

adormeceu uma paisagem 

de terra, água, amor e muito mar.

no porto onde naus descansam 

meu olhar desejou ser um navio 

e singrar os sete mares do mundo 

sem choro, medo e sem adeuses. 

Não ia dizer nada a minha mãe 

que desligado o meu umbigo 

mantém aprisionado meu coração 

com receio desse meu outro destino 

Nas areias do Mucuripe, flagro 

ainda o menino já descalço 

à sombra de um carvalho nome 

poetando versos, vozes e (en)cantos. 

Um dia, eu navio de mim mesmo 

velejei no mar da Vida a outro porto 

onde vim jornalistar esse outro lado 

que é o lado de lá, do lado mar. 

o céu que os padres me vendiam 

é lugar de trabalho, sem descanso

sem necessidades de indulgência 

nem petitório aos protetores santos.


Náufrago dessa enseada de luz 

vejo surpreso, navios já cansados 

atracarem neste porto, sem aviso

aos lenços em aceno de saudades. 

Que a terra bárbara onde eu vivi 

um tempo bom, bom tempo tenha;

e que o farol do mediúnico estafeta

brilhe com essa fortaleza saudade. 

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Um dia para se pensar em proclamar mudanças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

15 de novembro de 2019

No dia da Proclamação da República, como seria bom se a gente resolvesse proclamar o fim de regimes que nos prendem a comportamentos indesejáveis.

Quem vive sob o regime da violência, bem que poderia pensar melhor e dispor o seu tempo em favor da prática de coisas boas.

Quem está sob o comando da desordem moral, seria de boa utilidade começar a agir corretamente. Seja na vida pessoal, na atividade profissional.

A dependência ao vício, que acomete a muitos, bem que poderia ser proclamada a libertação disso.

15 de novembro pode muito bem servir de estímulo a que se proclame o regime de quem perde seu tempo falando da vida alheia. Julgando os erros dos outros, ao invés de aprender com eles a não repeti-los. E de fazer algo bom, apagando o lado sombra que todos carregamos.

Hoje – e todos os dias do ano – são oportunidades de alguém mudar o comportamento errôneo, para viverem a bonança da Vida e a proclamação de um tempo melhor.

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O mal é doença que acomete a todos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

14 de novembro de 2019

Se você pesquisar em qualquer dicionário vai descobrir que o mal, que as pessoas fazem, trata-se de uma enfermidade que causa aflição, angústia, e que é fruto da imperfeição humana.

Para alguns o mal é apenas a ausência do bem. Mas custa crer que alguém que é treinado para conter situações onde o mal se propague, acabe sendo contaminado por ele.

Nos últimos dias, o noticiário policial tem apontado casos onde agentes de segurança – soldados, promotora, delegado, advogados e até um coronel da Polícia Militaer – ocuparam as manchetes, não porque cumprissem o dever, mas exatamente por cometerem mal.

Uma inspetora cobrava pedágio dos traficantes para fazer vista curta. Uma advogada, suspeita de envolvimento com organizações criminosas, foi presa no Crato. Policiais foram detidos cometendo furtos.

Tudo isso por conta da falta de caráter. De respeito a sua condição profissional. De fugir às regras de comportamento.

A tentação do mal não escolhe raça, credo, nem tampouco formação. É doença da alma. Que a todos acometem quando fogem do verdadeiro sentido da vida que é o Bem.

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O mal é doença que acomete a todos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

14 de novembro de 2019

Se você pesquisar em qualquer dicionário vai descobrir que o mal, que as pessoas fazem, trata-se de uma enfermidade que causa aflição, angústia, e que é fruto da imperfeição humana.

Para alguns o mal é apenas a ausência do bem. Mas custa crer que alguém que é treinado para conter situações onde o mal se propague, acabe sendo contaminado por ele.

Nos últimos dias, o noticiário policial tem apontado casos onde agentes de segurança – soldados, promotora, delegado, advogados e até um coronel da Polícia Militaer – ocuparam as manchetes, não porque cumprissem o dever, mas exatamente por cometerem mal.

Uma inspetora cobrava pedágio dos traficantes para fazer vista curta. Uma advogada, suspeita de envolvimento com organizações criminosas, foi presa no Crato. Policiais foram detidos cometendo furtos.

Tudo isso por conta da falta de caráter. De respeito a sua condição profissional. De fugir às regras de comportamento.

A tentação do mal não escolhe raça, credo, nem tampouco formação. É doença da alma. Que a todos acometem quando fogem do verdadeiro sentido da vida que é o Bem.