26 de Janeiro de 2015 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

26 de Janeiro de 2015

Erros da Justiça: o Brasil os comete?

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

26 de Janeiro de 2015

Uma decisão tomada por juízes dos EUA, semana passada, revela como é possível a ocorrência de um erro judicial, a ponto de deixar um inocente mofando na cadeia por 40 anos. O cidadão desse caso específico, foi preso acusado de um crime que não cometeu. Durante todo tempo, declarou ser inocente. Mesmo assim, permaneceu quatro décadas sem direito à liberdade. Testes de DNA acabaram revelando ser de outra pessoa, a autoria do delito. Ele foi solto, numa ação que parece revelar não ser um caso isolado na rotina de erros da Justiça norte-americana.

Em novembro passado, dois outros homens (negros, também, diga-se de passagem) foram soltos depois de ser aplicada sentença de prisão perpétua, por crimes que eles não cometeram quando menores. Passaram 23 anos trancafiados.

E a gente fica a imaginar: se em países ditos de primeiro mundo ocorrem essas falhas, como será que anda a situação no Brasil. Quem não se recorda de que um mutirão carcerário realizado pelo Conselho Nacional de Justiça, em 2013, encontrou aqui no Ceará um homem de aproximadamente 80 anos, considerado o detento mais antigo do País. Ele foi preso na década de 60, recebeu alvará de soltura em 1989, após ter sua punibilidade extinta pela Justiça, mas permanecia, mesmo assim, em uma unidade destinada a abrigar acusados de cometer crimes, o Instituto Psiquiátrico Governador Stênio Gomes.

Um policial de renome na área da segurança cearense, com quem conversamos ontem acerca do episódio dos EUA, considerou que falhas judiciárias podem muito bem acontecer e,  provavelmente, alguns brasileiros devam estar pagando injustamente por algum crime que não tenham cometido.

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Erros da Justiça: o Brasil os comete?

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

26 de Janeiro de 2015

Uma decisão tomada por juízes dos EUA, semana passada, revela como é possível a ocorrência de um erro judicial, a ponto de deixar um inocente mofando na cadeia por 40 anos. O cidadão desse caso específico, foi preso acusado de um crime que não cometeu. Durante todo tempo, declarou ser inocente. Mesmo assim, permaneceu quatro décadas sem direito à liberdade. Testes de DNA acabaram revelando ser de outra pessoa, a autoria do delito. Ele foi solto, numa ação que parece revelar não ser um caso isolado na rotina de erros da Justiça norte-americana.

Em novembro passado, dois outros homens (negros, também, diga-se de passagem) foram soltos depois de ser aplicada sentença de prisão perpétua, por crimes que eles não cometeram quando menores. Passaram 23 anos trancafiados.

E a gente fica a imaginar: se em países ditos de primeiro mundo ocorrem essas falhas, como será que anda a situação no Brasil. Quem não se recorda de que um mutirão carcerário realizado pelo Conselho Nacional de Justiça, em 2013, encontrou aqui no Ceará um homem de aproximadamente 80 anos, considerado o detento mais antigo do País. Ele foi preso na década de 60, recebeu alvará de soltura em 1989, após ter sua punibilidade extinta pela Justiça, mas permanecia, mesmo assim, em uma unidade destinada a abrigar acusados de cometer crimes, o Instituto Psiquiátrico Governador Stênio Gomes.

Um policial de renome na área da segurança cearense, com quem conversamos ontem acerca do episódio dos EUA, considerou que falhas judiciárias podem muito bem acontecer e,  provavelmente, alguns brasileiros devam estar pagando injustamente por algum crime que não tenham cometido.