27 de Março de 2015 - MOUSE OU MENOS 
Publicidade

MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

27 de Março de 2015

Você foi roubado. E aí, vai dar queixa?

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

27 de Março de 2015

Suspeita-se que nem toda pessoa que sofra um furto ou um assalto vá à delegacia prestar queixa. Muitos acham perda de tempo, num país onde o boletim de ocorrência é desclassificadamente tratado como boletim de otário. Por isso, a maioria não confia. E deixa pra lá. Pois essa suspeita acaba de ser confirmada através de números. Uma pesquisa feita em dez delegacias que mais registraram roubos no ano passado, apenas 3 por cento dos casos foram investigados. Os números dizem respeito à cidade de SP, mas acreditamos que a realidade não seja tão diferente em outras capitais.

Ano passado, foram 36 mil e 100 roubos registrados e apenas .1.209 apurações formais foram abertas pela Polícia Civil.  Caso impressionante é o de uma delegacia da periferia, onde dos 4.639 roubos registrados – preste bem atenção! – somente em 75 casos foram abertos inquéritos. Isto é, só feita investigação formal em 1,6 por cento dos casos.

Num mundo onde as pessoas estão cercadas de assaltantes por todos os lados, essa é uma constatação de que o serviço público encarregado de dar conta da apuração desses casos, simplesmente não atende a demanda. Com isso, não se quer dizer que o servidor é incapaz, não oferece a devida resposta ao cumprimento do dever, não. É a estrutura montada pelos governantes que não dão apoio a que o sistema se habilite para isso. E se formos para o interior do Estado, aí é que a coisa piora. Muitas das delegacias não tem nem pessoal para guardar os presos. Esse quadro crítico só aprofunda ainda mais o clima de intranquilidade e insegurança e faz lembrar que, mesmo estando em 2015, muitas delegacias ainda funcionam com a sistemática de 30, 40 ou 50 anos atrás. Como se lá fora o mundo tivesse evoluído em termos de crimes e as instituições criadas para detê-lo, houvessem estacionado no tempo.

leia tudo sobre

Publicidade

Você foi roubado. E aí, vai dar queixa?

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

27 de Março de 2015

Suspeita-se que nem toda pessoa que sofra um furto ou um assalto vá à delegacia prestar queixa. Muitos acham perda de tempo, num país onde o boletim de ocorrência é desclassificadamente tratado como boletim de otário. Por isso, a maioria não confia. E deixa pra lá. Pois essa suspeita acaba de ser confirmada através de números. Uma pesquisa feita em dez delegacias que mais registraram roubos no ano passado, apenas 3 por cento dos casos foram investigados. Os números dizem respeito à cidade de SP, mas acreditamos que a realidade não seja tão diferente em outras capitais.

Ano passado, foram 36 mil e 100 roubos registrados e apenas .1.209 apurações formais foram abertas pela Polícia Civil.  Caso impressionante é o de uma delegacia da periferia, onde dos 4.639 roubos registrados – preste bem atenção! – somente em 75 casos foram abertos inquéritos. Isto é, só feita investigação formal em 1,6 por cento dos casos.

Num mundo onde as pessoas estão cercadas de assaltantes por todos os lados, essa é uma constatação de que o serviço público encarregado de dar conta da apuração desses casos, simplesmente não atende a demanda. Com isso, não se quer dizer que o servidor é incapaz, não oferece a devida resposta ao cumprimento do dever, não. É a estrutura montada pelos governantes que não dão apoio a que o sistema se habilite para isso. E se formos para o interior do Estado, aí é que a coisa piora. Muitas das delegacias não tem nem pessoal para guardar os presos. Esse quadro crítico só aprofunda ainda mais o clima de intranquilidade e insegurança e faz lembrar que, mesmo estando em 2015, muitas delegacias ainda funcionam com a sistemática de 30, 40 ou 50 anos atrás. Como se lá fora o mundo tivesse evoluído em termos de crimes e as instituições criadas para detê-lo, houvessem estacionado no tempo.