7 de julho de 2015 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

7 de julho de 2015

Na vida tudo é passageiro; só motoristas e trocadores, não passam

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

07 de julho de 2015

Quanto mais se reza, mais assombração aparece. O velho ditado cai como uma luva nesses dias em que a população mais se vê atormentada. De um lado, a insegurança – que parece incontrolável. Agora são os detentos que, de dentro dos presídios, ameaçam agentes prisionais e, ao encomendar incêndio nos ônibus, atingem a população. Aliás, com relação a transporte coletivo, patrões e empregados do setor nunca (con)viveram bem; estão sempre às turras – claro, cada um defende direitos e, pra variar, nenhuma das partes parece se inquietar com os danos causados ao povo, com a diminuição da frota.

Em meio a essa queda de braço, os monstros da inflação e do desemprego batem ponto e mostram os dentes de como podem roer o bolso, a bolsa e a vida de todos nós. O governo, sem alternativa para o descontrole geral a que chegou a Economia, criou um programa que permite a redução de até 30 por cento da jornada de trabalho, inclusive, acreditem, com redução de salários. Quer barra mais pesada do que essa? E olha que é o governo dito dos trabalhadores.

Mas, devagar com o andor que o santo nosso não é de barro: pior do que estar, não fica. Achar que tudo está perdido, nem morto! Perder a cabeça e entrar numa de horror, nem tanto. É hora de ter calma, de ter a cabeça fria, que na vida tudo é passageiro, menos motoristas e trocadores. Que, aliás, estão em greve e é capaz de eles nem passarem no ponto onde você espera o seu ônibus. Chorar pra quê?

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Na vida tudo é passageiro; só motoristas e trocadores, não passam

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

07 de julho de 2015

Quanto mais se reza, mais assombração aparece. O velho ditado cai como uma luva nesses dias em que a população mais se vê atormentada. De um lado, a insegurança – que parece incontrolável. Agora são os detentos que, de dentro dos presídios, ameaçam agentes prisionais e, ao encomendar incêndio nos ônibus, atingem a população. Aliás, com relação a transporte coletivo, patrões e empregados do setor nunca (con)viveram bem; estão sempre às turras – claro, cada um defende direitos e, pra variar, nenhuma das partes parece se inquietar com os danos causados ao povo, com a diminuição da frota.

Em meio a essa queda de braço, os monstros da inflação e do desemprego batem ponto e mostram os dentes de como podem roer o bolso, a bolsa e a vida de todos nós. O governo, sem alternativa para o descontrole geral a que chegou a Economia, criou um programa que permite a redução de até 30 por cento da jornada de trabalho, inclusive, acreditem, com redução de salários. Quer barra mais pesada do que essa? E olha que é o governo dito dos trabalhadores.

Mas, devagar com o andor que o santo nosso não é de barro: pior do que estar, não fica. Achar que tudo está perdido, nem morto! Perder a cabeça e entrar numa de horror, nem tanto. É hora de ter calma, de ter a cabeça fria, que na vida tudo é passageiro, menos motoristas e trocadores. Que, aliás, estão em greve e é capaz de eles nem passarem no ponto onde você espera o seu ônibus. Chorar pra quê?