1 de novembro de 2016 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

1 de novembro de 2016

A Polícia erra, o Estado paga

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

01 de novembro de 2016

Estamos cansados de saber que o tempo é senhor da razão. Nada é mais implacável do que ele. É o tempo que mexe com tudo. Que modifica as estações; faz amadurecer os frutos e dá sabedoria aos mais velhos. O tempo é mestre, porque ele ensina. Reordena os fatos. A própria História com o tempo ganha oficialidade. Na vida de cada um de nós, o tempo exibe marcas. Tudo aquilo que se fizer sem a devida avaliação e o peso das consequências, logo logo o tempo se encarregar de ajustar tudo e revela a verdade das coisas. Que o diga o caso daqueles espanhóis que foram vítimas de uma ação atabalhoada da Polícia Militar cearense.

Tudo aconteceu há quase dez anos, em setembro de 2007. O casal de espanhóis Marcelino Ruiz Campelo e Maria Del Mar Santiago Almudever, retornava do aeroporto com amigos estrangeiros e ao passar pela avenida Raul Barbosa, no Bairro da Aerolândia, o veículo em que estavam foi confundido por policiais militares, que fizeram abordagem e disparos pensando tratar-se de automóvel utilizado por assaltantes em fuga. Na ocasião, comentamos que isso era passível de uma ação por danos e perdas. E não deu outra.

O Tribunal de Justiça do Ceará condenou ontem o Estado a pagar indenização de R$ 1 milhão e 400 mil reais às vítimas. Muitos até achavam que o episódio já houvesse sido esquecido e que não resultasse em nada. Levou tempo, como é de costume na maioria dos processos judiciais; mas a condenação do Estado vem confirmar a necessidade do aprimoramento cada vez maior da Polícia no seu ofício diário.

Nada pode ser feito de maneira desordenada; sem os critérios que são formulados durante o período de ensino da academia. Hoje em dia, a qualidade de qualquer serviço é primordial para obtenção de bons resultados. Não se quer com isso, condenar a corporação, mas lembrar da necessidade de treinar seus agentes para o bom andamento das ações de combate à criminalidade. É preciso muito tato e tirocínio para que inocentes não sejam vítimas de erros. No caso dos espanhóis eles sobreviveram para cobrar reparação. E quando o erro resulta em algo pior, a morte por exemplo? Dinheiro algum paga a vida de quem quer que seja. Só o tempo é capaz de curar essas feridas.

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A Polícia erra, o Estado paga

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

01 de novembro de 2016

Estamos cansados de saber que o tempo é senhor da razão. Nada é mais implacável do que ele. É o tempo que mexe com tudo. Que modifica as estações; faz amadurecer os frutos e dá sabedoria aos mais velhos. O tempo é mestre, porque ele ensina. Reordena os fatos. A própria História com o tempo ganha oficialidade. Na vida de cada um de nós, o tempo exibe marcas. Tudo aquilo que se fizer sem a devida avaliação e o peso das consequências, logo logo o tempo se encarregar de ajustar tudo e revela a verdade das coisas. Que o diga o caso daqueles espanhóis que foram vítimas de uma ação atabalhoada da Polícia Militar cearense.

Tudo aconteceu há quase dez anos, em setembro de 2007. O casal de espanhóis Marcelino Ruiz Campelo e Maria Del Mar Santiago Almudever, retornava do aeroporto com amigos estrangeiros e ao passar pela avenida Raul Barbosa, no Bairro da Aerolândia, o veículo em que estavam foi confundido por policiais militares, que fizeram abordagem e disparos pensando tratar-se de automóvel utilizado por assaltantes em fuga. Na ocasião, comentamos que isso era passível de uma ação por danos e perdas. E não deu outra.

O Tribunal de Justiça do Ceará condenou ontem o Estado a pagar indenização de R$ 1 milhão e 400 mil reais às vítimas. Muitos até achavam que o episódio já houvesse sido esquecido e que não resultasse em nada. Levou tempo, como é de costume na maioria dos processos judiciais; mas a condenação do Estado vem confirmar a necessidade do aprimoramento cada vez maior da Polícia no seu ofício diário.

Nada pode ser feito de maneira desordenada; sem os critérios que são formulados durante o período de ensino da academia. Hoje em dia, a qualidade de qualquer serviço é primordial para obtenção de bons resultados. Não se quer com isso, condenar a corporação, mas lembrar da necessidade de treinar seus agentes para o bom andamento das ações de combate à criminalidade. É preciso muito tato e tirocínio para que inocentes não sejam vítimas de erros. No caso dos espanhóis eles sobreviveram para cobrar reparação. E quando o erro resulta em algo pior, a morte por exemplo? Dinheiro algum paga a vida de quem quer que seja. Só o tempo é capaz de curar essas feridas.