2 de novembro de 2016 - MOUSE OU MENOS 
Publicidade

MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

2 de novembro de 2016

Mortos não; vivos sim

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de novembro de 2016

O mundo inteiro, independente de qual seja a religião, lembra hoje o dia de Finados. Os cemitérios ganham a presença de pessoas que, ali vão, celebrar a memória dos que se foram. Essa tradição remonta ao ano de 998, quando um abade de um mosteiro na França, ordenou aos monges que fossem orar pelos mortos, especialmente aqueles de quem ninguém lembrava mais. Só a partir do século 13 é que essa tradição ganhou o 2 de novembro, dia seguinte ao de Todos os Santos. Mas muito antes disso, civilizações já celebravam o culto aos mortos. Mortos que, na verdade, são para a vida física. Já que a alma imortal por natureza, apenas deixa o invólucro de carne e adentra a dimensão espiritual, de onde viemos e para retornamos quando finda é a missão de cada um na Terra.

A morte, culturalmente ainda se constitui um tabu a que muitos evitam discuti-lo, é a única certeza que temos desde o nascimento. As religiões orientais e espiritualistas têm uma visão menos lúgubre desse tema, ao lembrar que a vida continua em planos não físicos. Que o túmulo não significa o fim – tanto é verdade que o mundo se reúne hoje para lembrar os que se anteciparam nessa viagem misteriosa. Mas esse tema, aliás, está presente no dia a dia de todos.

Um texto apócrifo que circula nas redes sociais, atribuído ao Papa Francisco, lembra como o ser humano é estranho em relação aos mortos. Briga com os vivos, e leva flores para os mortos. Lança os vivos na sarjeta, e pede um “bom lugar para os mortos”. Se afasta dos vivos, e se agarra desesperados quando estes morrem. Fica anos sem conversar com um vivo, e se desculpa, faz homenagens, quando este morre. Não tem tempo para visitar o vivo, mas tem o dia todo para ir ao velório do morto. Critica, fala mal, ofende o vivo, mas o santifica quando este morre. Não liga, não abraça, não se importam com os vivos, mas se autoflagelam quando estes morrem… Aos olhos cegos do homem, o valor do ser humano está na sua morte, e não na sua vida. É bom repensarmos isto, enquanto estamos vivos!

leia tudo sobre

Publicidade

Mortos não; vivos sim

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de novembro de 2016

O mundo inteiro, independente de qual seja a religião, lembra hoje o dia de Finados. Os cemitérios ganham a presença de pessoas que, ali vão, celebrar a memória dos que se foram. Essa tradição remonta ao ano de 998, quando um abade de um mosteiro na França, ordenou aos monges que fossem orar pelos mortos, especialmente aqueles de quem ninguém lembrava mais. Só a partir do século 13 é que essa tradição ganhou o 2 de novembro, dia seguinte ao de Todos os Santos. Mas muito antes disso, civilizações já celebravam o culto aos mortos. Mortos que, na verdade, são para a vida física. Já que a alma imortal por natureza, apenas deixa o invólucro de carne e adentra a dimensão espiritual, de onde viemos e para retornamos quando finda é a missão de cada um na Terra.

A morte, culturalmente ainda se constitui um tabu a que muitos evitam discuti-lo, é a única certeza que temos desde o nascimento. As religiões orientais e espiritualistas têm uma visão menos lúgubre desse tema, ao lembrar que a vida continua em planos não físicos. Que o túmulo não significa o fim – tanto é verdade que o mundo se reúne hoje para lembrar os que se anteciparam nessa viagem misteriosa. Mas esse tema, aliás, está presente no dia a dia de todos.

Um texto apócrifo que circula nas redes sociais, atribuído ao Papa Francisco, lembra como o ser humano é estranho em relação aos mortos. Briga com os vivos, e leva flores para os mortos. Lança os vivos na sarjeta, e pede um “bom lugar para os mortos”. Se afasta dos vivos, e se agarra desesperados quando estes morrem. Fica anos sem conversar com um vivo, e se desculpa, faz homenagens, quando este morre. Não tem tempo para visitar o vivo, mas tem o dia todo para ir ao velório do morto. Critica, fala mal, ofende o vivo, mas o santifica quando este morre. Não liga, não abraça, não se importam com os vivos, mas se autoflagelam quando estes morrem… Aos olhos cegos do homem, o valor do ser humano está na sua morte, e não na sua vida. É bom repensarmos isto, enquanto estamos vivos!