11 de novembro de 2016 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

11 de novembro de 2016

Quando eu for grande…

Por Nonato Albuquerque em artes, Pensamento, POESIA, Sem categoria

11 de novembro de 2016

autism

Quando eu for grande, só quero me tornar pequeno entre os que almoçam orgulho e arrotam vantagens e prepotência.

Quero ser livre para me prender unicamente aos encantos da Vida e me apegar à crença de todos os desapegos.

Quando eu for grande, quero ser rico de consciência para empobrecer em mim, todo o egoísmo aviltante de quem apregoa o “eu sou eu, depois de mim só meu retrato”.

Quando eu for grande, que eu não perca de vista a criança que fui para não me tornar um adulto intolerante.

E que eu possa dar ainda mais cor à estrada por onde seguirão meus passos.

Quando eu for grande, quero continuar do tamanho da minha alma. Enooooorme!

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Chacina do Curió: a estupidez de eliminar o errado e não o erro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

11 de novembro de 2016

A dor de quem perde alguém é algo que só pode ser mensurado, medido, pela própria pessoa. Mas o sentimento de solidariedade que perpassa os seres em geral, contempla a comoção da perda, mesmo que a vítima não faça parte do nosso grupo social. Falamos disso em relação à morte dos adolescentes de Mecejana, cuja chacina está completando um ano. O tempo não conseguiu apagar as feridas abertas na alma de suas famílias. Nem dos amigos. E por ser algo que chamou atenção de todos, esse fato se configura em uma enorme mancha no histórico da Segurança do Estado, quando estão comprometidos como suspeitos 44 policiais reivindicando justiça pela morte de um companheiro.

Dos cinco jovens chacinados, apenas dois tinham registros na polícia. Mas eram ocorrências de menor monta, como o atraso no pagamento de pensão alimentícia de um e, outro em uma questão relacionada ao trânsito. Pelo que apuraram as autoridades do Ministério Público, nenhum teria ligações com a morte do policial. Mesmo assim, o espírito corporativo que, muitas vezes, predomina em algumas ocasiões, acabou prevalecendo e sendo o responsável direto pelo tribunal de exceção exercido por um grupo de justiceiros determinando quem devia e quem não devia continuar vivendo. Esse é o típico instrumento dos que exercem a tirania; dos governam sob o baraço e o cutelo; dos títeres e dos ditadores.

Passados 365 dias da tragédia, a comunidade convive, além da dor dessa saudade, com o sentimento de medo que cerca aqueles que acabaram órfãos de suas afeições.

A chacina veio mostrar, também, que a estultícia, a tolice e a estupidez da violência é o agravante que precisa ser erradicado do meio social. Enquanto a sociedade torcer pela eliminação do errado e não do erro, estará compactuando com a infelicidade de não usar os atributos da razão para medir as consequências que todo gesto violento atrai. A luta de todos é por uma sociedade baseada na boa convivência; nas relações harmoniosas; onde se busque construir um presente menos violento. E que se cumpram os ideais de Justiça que a Humanidade elegeu ao longo dos séculos, a fim de que prevaleçam a ordem social e o devido respeito a tudo e a todos.

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Chacina do Curió: a estupidez de eliminar o errado e não o erro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

11 de novembro de 2016

A dor de quem perde alguém é algo que só pode ser mensurado, medido, pela própria pessoa. Mas o sentimento de solidariedade que perpassa os seres em geral, contempla a comoção da perda, mesmo que a vítima não faça parte do nosso grupo social. Falamos disso em relação à morte dos adolescentes de Mecejana, cuja chacina está completando um ano. O tempo não conseguiu apagar as feridas abertas na alma de suas famílias. Nem dos amigos. E por ser algo que chamou atenção de todos, esse fato se configura em uma enorme mancha no histórico da Segurança do Estado, quando estão comprometidos como suspeitos 44 policiais reivindicando justiça pela morte de um companheiro.

Dos cinco jovens chacinados, apenas dois tinham registros na polícia. Mas eram ocorrências de menor monta, como o atraso no pagamento de pensão alimentícia de um e, outro em uma questão relacionada ao trânsito. Pelo que apuraram as autoridades do Ministério Público, nenhum teria ligações com a morte do policial. Mesmo assim, o espírito corporativo que, muitas vezes, predomina em algumas ocasiões, acabou prevalecendo e sendo o responsável direto pelo tribunal de exceção exercido por um grupo de justiceiros determinando quem devia e quem não devia continuar vivendo. Esse é o típico instrumento dos que exercem a tirania; dos governam sob o baraço e o cutelo; dos títeres e dos ditadores.

Passados 365 dias da tragédia, a comunidade convive, além da dor dessa saudade, com o sentimento de medo que cerca aqueles que acabaram órfãos de suas afeições.

A chacina veio mostrar, também, que a estultícia, a tolice e a estupidez da violência é o agravante que precisa ser erradicado do meio social. Enquanto a sociedade torcer pela eliminação do errado e não do erro, estará compactuando com a infelicidade de não usar os atributos da razão para medir as consequências que todo gesto violento atrai. A luta de todos é por uma sociedade baseada na boa convivência; nas relações harmoniosas; onde se busque construir um presente menos violento. E que se cumpram os ideais de Justiça que a Humanidade elegeu ao longo dos séculos, a fim de que prevaleçam a ordem social e o devido respeito a tudo e a todos.