14 de dezembro de 2018 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

14 de dezembro de 2018

A rotina histórica dos acidentes com romeiros no Nordeste

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

14 de dezembro de 2018

Os acidentes envolvendo romeiros têm sido algo rotineiro no histórico rodoviário do Nordeste. Eles já foram muitos, é verdade; mas continuam enlutando famílias que se deslocam para cumprir seus compromissos de fé.

Em outros tempos, eram com caminhões fretados sem nenhuma segurança. Os típicos paus-de-arara trafegavam pelas estradas empoeiradas, com passageiros acima da capacidade, viajando sem as mínimas condições. Um projeto de lei estadual proibiu a circulação desse tipo de transporte. E os romeiros passaram a viajar em ônibus com um mínimo de conforto para enfrentar as romarias tradicionais como a de Canindé ou a de Juazeiro.

Mesmo com essa preocupação, os acidentes continuaram. Continuam, digo melhor. Como esse, ocorrido ontem próximo a Campos Sales. O ônibus que os conduzia bateu de frente com um caminhão que transportava gesso e, pelo menos, seis pessoas morreram, enquanto 25 ficaram feridas.

Há que lembrar que, durante muito tempo, a romaria não foi vista como um atrativo turístico para as cidades, já que agrega, além do fator primordial que é a demonstração de fé, setores que dão oportunidade de ampliar a economia das cidades, oportunizando trabalho e renda para as pessoas em diversos setores.

Se, por um lado, há necessidade de requalificar o setor do turismo religioso com o intuito de oferecer-lhe opções aos participantes das romarias, por outro é preciso alertar os guiadores que transportam os fiéis, a ficarem atentos às condições de segurança dos veículos; à maneira de como eles estão dirigindo – se há tempo para permuta e descanso dos motoristas -, já que fatores causadores de acidentes assim, se originam do cansaço e da imperícia de quem se responsabiliza por conduzir pessoas interessadas em cumprir um roteiro de fé em favor da vida. E não de serem transportadas para a morte.

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A rotina histórica dos acidentes com romeiros no Nordeste

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

14 de dezembro de 2018

Os acidentes envolvendo romeiros têm sido algo rotineiro no histórico rodoviário do Nordeste. Eles já foram muitos, é verdade; mas continuam enlutando famílias que se deslocam para cumprir seus compromissos de fé.

Em outros tempos, eram com caminhões fretados sem nenhuma segurança. Os típicos paus-de-arara trafegavam pelas estradas empoeiradas, com passageiros acima da capacidade, viajando sem as mínimas condições. Um projeto de lei estadual proibiu a circulação desse tipo de transporte. E os romeiros passaram a viajar em ônibus com um mínimo de conforto para enfrentar as romarias tradicionais como a de Canindé ou a de Juazeiro.

Mesmo com essa preocupação, os acidentes continuaram. Continuam, digo melhor. Como esse, ocorrido ontem próximo a Campos Sales. O ônibus que os conduzia bateu de frente com um caminhão que transportava gesso e, pelo menos, seis pessoas morreram, enquanto 25 ficaram feridas.

Há que lembrar que, durante muito tempo, a romaria não foi vista como um atrativo turístico para as cidades, já que agrega, além do fator primordial que é a demonstração de fé, setores que dão oportunidade de ampliar a economia das cidades, oportunizando trabalho e renda para as pessoas em diversos setores.

Se, por um lado, há necessidade de requalificar o setor do turismo religioso com o intuito de oferecer-lhe opções aos participantes das romarias, por outro é preciso alertar os guiadores que transportam os fiéis, a ficarem atentos às condições de segurança dos veículos; à maneira de como eles estão dirigindo – se há tempo para permuta e descanso dos motoristas -, já que fatores causadores de acidentes assim, se originam do cansaço e da imperícia de quem se responsabiliza por conduzir pessoas interessadas em cumprir um roteiro de fé em favor da vida. E não de serem transportadas para a morte.