18 de junho de 2019 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

18 de junho de 2019

P de poesia: Báratro de dor

Por Nonato Albuquerque em POESIA

18 de junho de 2019

Báratro de dor 

Nonato Albuquerque

Eu ouço anjos
nas vozes dos meninos, aquietando silêncio.
Nas preces dos que nada pedem a Providência.
Na alegria de quem não guarda mágoa alguma
de quem lhe tirou o pão que lhe sacia a fome.Eu vejo santos
na sagrada inocência de adultos que, virtuosos,
não se arvoram em reclamar alguma prioridade
e na fila dos comensais aguardam tranquilos
a boia anunciada pelo profeta para os fins dos tempos.

Quem tem poder
de separar o joio desse trigo que abunda nas ruas
e que, nos lares esvaziados, consomem-se todos
no aguardo da promessa crística de alçar ao paraíso?

A vida é longa
para a brevidade da existência que nos dá a matéria
a fim de afugentar os miasmas de outras jornadas
feitas a fogo e ferro, no báratro de dor que é a Terra.

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Fortaleza, casa nossa sem dono

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de junho de 2019

Uma cidade é a casa de todos. E toda casa só se define como verdadeiro lar, quando ela oferece condições ambientais para a verdadeira convivência. Ninguém vive bem numa casa desarrumada. Com lixo, entulhos e, principalmente, problemas funcionais que atingem sua própria estrutura.

Fortaleza é assim como uma grande casa. Abriga cearenses e visitantes. Tem tudo para ser a moradia ideal daqueles que aqui nascem e dos que a elegem como local de habitação, mas como toda grande casa – ou melhor, toda grande cidade, evidentemente, tem lá seus problemas.

Problemas provocados pela falta de cuidados dos que nela habitam e, claro, pelas intempéries que surgem com o passar do tempo.

Basta chover na cidade para se criar um pandemônio. No trânsito, nos sinais que se fixam no amarelo intermitente. Nos alagamentos, invadindo casas e desabrigando gente.Nos canais que transbordam.

Assim como uma casa cheia de goteiras, Fortaleza tem o equivalente no piso. Gente, o acúmulo das águas e a dificuldade de se escoarem provocam problemas no assoalho da cidade. E surgem os buracos. Alguns viram crateras. Causam danos e transtornos.

Hoje, Fortaleza é um retrato real de uma casa repleta de buracos. O registro deles na mídia se evidenciou com a voz do povo reclamando soluções. Os donos desse imóvel-cidade dizem que estão fazendo a sua parte. Esperamos. Mas é preciso que se dê qualidade aos serviços.

São famosos os casos de “asfalto-sonrisal”, que na primeira neblina já se desmancha. Se não for um serviço de vergonha, a casa deixa de ser o lar da gente. E a vontade é de não pagar mais o aluguel – que são os impostos, por serviços que nunca estão nas mesma proporção do esforço coletivo que se faz quando se paga tantos tributos pra se ter o que, infelizmente, não se tem.

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Fortaleza, casa nossa sem dono

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de junho de 2019

Uma cidade é a casa de todos. E toda casa só se define como verdadeiro lar, quando ela oferece condições ambientais para a verdadeira convivência. Ninguém vive bem numa casa desarrumada. Com lixo, entulhos e, principalmente, problemas funcionais que atingem sua própria estrutura.

Fortaleza é assim como uma grande casa. Abriga cearenses e visitantes. Tem tudo para ser a moradia ideal daqueles que aqui nascem e dos que a elegem como local de habitação, mas como toda grande casa – ou melhor, toda grande cidade, evidentemente, tem lá seus problemas.

Problemas provocados pela falta de cuidados dos que nela habitam e, claro, pelas intempéries que surgem com o passar do tempo.

Basta chover na cidade para se criar um pandemônio. No trânsito, nos sinais que se fixam no amarelo intermitente. Nos alagamentos, invadindo casas e desabrigando gente.Nos canais que transbordam.

Assim como uma casa cheia de goteiras, Fortaleza tem o equivalente no piso. Gente, o acúmulo das águas e a dificuldade de se escoarem provocam problemas no assoalho da cidade. E surgem os buracos. Alguns viram crateras. Causam danos e transtornos.

Hoje, Fortaleza é um retrato real de uma casa repleta de buracos. O registro deles na mídia se evidenciou com a voz do povo reclamando soluções. Os donos desse imóvel-cidade dizem que estão fazendo a sua parte. Esperamos. Mas é preciso que se dê qualidade aos serviços.

São famosos os casos de “asfalto-sonrisal”, que na primeira neblina já se desmancha. Se não for um serviço de vergonha, a casa deixa de ser o lar da gente. E a vontade é de não pagar mais o aluguel – que são os impostos, por serviços que nunca estão nas mesma proporção do esforço coletivo que se faz quando se paga tantos tributos pra se ter o que, infelizmente, não se tem.