julho 2019 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

julho 2019

O borracheiro liberto: feridas que jamais serão reparadas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

31 de julho de 2019

Um erro judicial. Basta essa expressão para que se tenha a ideia de como isso afeta a vida de alguém. A vida de muitos, porque a família do borracheiro Antonio Cláudio Barbosa de Castro, também, conviveu com o drama dele, que levou cinco anos para ser reconhecido como não culpado. Cláudio foi preso, acusado de estupro, foi mandado pra Complexo Penitenciário de Itaitinga, sem ter nenhuma culpa no caso do “maníaco da moto”. Ele teria sido reconhecido por uma criança – o que demonstra falha na construção do inquérito até chegar a punição.

Dá pra você imaginar o sofrimento de um inocente, pagando por um crime que não cometeu? Conviver ao lado de criminosos? De passar por brigas de internos, rebeliões e de ameaça de morte pelos próprios presos?

Ainda bem que advogados públicos, representantes da Defensoria Pública, descobriram o erro que, entre outros detalhes significativos, passou despercebida a estatura de Cláudio. O verdadeiro “maníaco da moto” tem quase dois metros de altura enquanto a de Cláudio é bem menor do que isso.

Na história desse homem, não apenas as marcas físicas de quem conviveu no inferno humano de um presídio. Mas as feridas na alma que, dificilmente, serão reparadas

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TODO MUNDO GOSTARIA DE SER…

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de julho de 2019

TODO MUNDO GOSTARIA DE SER…
Texto de Nonato Albuquerque

Tão harmonioso quanto Bach
Tão bondoso quanto Chico
Tão inteligente quanto Einstein
Tão perfeito quanto Jesus
Tão pacífico quanto Gandhi
Tão justo quanto Salomão
Tão santo quanto Francisco
Tão caridoso quanto Tereza de Calcutá
Tão belo como David de Michelangelo
Tão habilidoso quanto Dumont
Tão eficiente quanto Sabin
Tão paciente quanto Jó
Tão engraçado quanto Chaplin
Tão inspirado quanto Wagner
Tão poeta quanto Neruda
Tão sentimental quanto Romeu
Tão amorosa quanto Julieta
Tão forte quanto Hércules
Mas tão simples quanto Tolstoi
Tão musical quanto Jobim
Tão virtuose quanto Mozart
Tão desbravador quanto Rondon
Tão famoso quanto Lennon
Tão bonito quanto Pitt
Tão sincero quanto Galileu
Tão grande quanto Alexandre
Tão sólido quanto Zé Alencar
Tão fiel quanto Abrão
Tão sábio quanto Hawkins
Tão ativa quanto Madame Curie
Tão gente como qualquer um.
Não é preciso tanto esforço,
Basta ser, antes de querer Ter.

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ALTAR INTERIOR

Por Nonato Albuquerque em POESIA, Sem categoria

27 de julho de 2019

ALTAR INTERIOR

Nonato Albuquerque

O coração sagrado do maior herói
Repousa num baú, entre trastes velhos;
À espera, provavelmente, de mudanças.

Era tão belo o quadro que se via
Na sala de visitas de cada casa,
Por onde circulava, domada, a família.

Ao lado desse coração, o de Maria
Era o par perfeito que se desejava
Como modelo a ser seguido por todas
aquelas em sua maternal religiosidade.

O mundo mudou muito ultimamente.
Retirados da parede, todos os quadros
Dos santos de nossa maior devoção…
Eles morreram em nosso altar interior.

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PEQUENAS ESTÓRIAS QUE OS PAIS CONTAVAM  AOS FILHOS NA HORA DE PÔ-LOS PARA DORMIR

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

27 de julho de 2019

No princípio do mundo, os deuses disseram: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. E fizeram.

E aí, a mulher perguntou ao homem que nome ele tinha.

ELE – Nome!!!!

ELA – É, tudo aqui no Éden, ELES dão nome.

ELE – AH DÃO! Num sabia…

ELA – Pois fique aqui que eu vou procurar um pra você.

ELE – É VÁ…

E assim foram registrados o primeiro homem e a primeira mulher.

(Estórias nonatianas)

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DIA DE SÃO NUNCA

Por Nonato Albuquerque em POESIA

22 de julho de 2019

DIA DE SÃO NUNCA

Se um dia, eu tiver que perder
que eu ganhe experiência suficiente 
para não desequilibrar-me.

Se tiver, por acaso, de chorar,
que seja de alegria para festejar,
acima de tudo, a vida plena.
Se um dia, qualquer que seja ele,
eu tiver que morrer, que seja de rir,
para que todos, à minha volta,
possam, também, imitar meu gesto. 

A muitos poucos, eu me revelo.
A uma só pessoa eu me exponho.
Se um dia, eu tiver que deixar de ser,
Que seja no de são nunca, esse dia.
(Nonato Albuquerque)

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Sou paraíba, sim

Por Nonato Albuquerque em POESIA, POLÍTICA

21 de julho de 2019

Ô capitão do mato,
sou paraíba, sim
e a esse seu desacato,
respondo mesmo é assim:
paraíba, sou de fato, 
e sei o que valho enfim
mas não engulo destrato
vomito tudo no fim.

O senhor só abre a boca
pra dizer o que num presta
como se achasse pouca
coisa quer nos fazer de besta
paraíba, gente “caboca”
é raça boa da mulesta.

eu sou sim, um nordestino
filho de um povo sensato
que enfrenta o seu destino
com garra, com fé e trato
de ser bom desde menino
e vencer o diabo a quatro

Nós não perdemos de vista
o que somos, e deixo claro
sabemos quem é racista
homofóbico e ignaro
na verdade é algum fascista
cujo nome é…

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Por falta de esperança ninguém morre

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de julho de 2019

Eu me chamo Brasil. Senhor Brasil. Sobrenome, atualmente, Pátria Amada. Há quem desejasse armada no lugar de amada. Moro ali abaixo da Linha do Equador, onde dizem que todo pecado será perdoado. Mas o último que cometeram comigo, eu não perdoo nunca. De jeito nenhum. Só me trouxe dissabores. Consequências gravíssimas. Foi em novembro passado.

Eu, particularmente, já andava meio sem rumo, entontecido por um golpe que me aplicaram na cabeça, sob a anestésica alegação de que, os que cuidavam de mim, andaram pisando na bola – ou melhor dando pedaladas e, para restaurar minha autonomia, deram-me uma medicação que é de fazer ‘temer’ a qualquer paciente.

A prescrição médica, nesses casos, orienta que o calmante ‘Eleições’ seja aplicado de quando em vez, para que se atinja aos efeitos reparadores. Na vida, isso tem sido a fórmula mágica a que chamamos de esperança. Vivemos dela, desde que inventaram a estória de que ela é a última que morre. Por isso, acharam de me aplicar uma dose que, por conta do mau uso da bula, acabou em efeitos colaterais dos diabos. Fizeram comigo regressão de memória. Tinham expectativa de que eu voltaria a um tempo melhor. Voltei foi ao tempo das trevas.

É verdade que eu tinha algumas saídas para a crise; escapatórias simples, mas parte dos consultados no pleito, preferiu me encaminhar para fazer um tratamento de regressão, a fim de ver se achavam o X do problema. Confesso que, até me animei com essa possibilidade, com o uso dessas terapias alternativas,  chegar a tempos passados onde eu vivi uma época mais saudável, do ponto de vista econômico. Onde a minha moeda era mais forte. Onde a inflação não se inflamava tanto. Onde, imaginei, pudesse voltar a tempos do ‘sonho de JK’ – crescer 50 anos em 5.

Miséria! Regrediram tanto que eu fui parar na Idade Média. Onde o absolutismo parece conviver com as regras mais insensatas do ponto de vista cultural, econômico e social.

O terapeuta que escolheram para me tratar chegou a diagnosticar que eu sou um paciente tratado com quimioterapia. Então, fiquei preocupado; não com o diagnóstico, mas com o profissional que me deram.

Sua primeira ação (e a única, até aqui) foi cortar as veias por onde, ele dizia sangrar o fulcro da energia da memória – que em outros tempos, alguém as nomimou de ‘vagabundos’. Lembram-se da dose efeagácequiana, que administram em mim?

Bem, estou doente sim; muito mais pela imperícia médica de quem me trata atualmente, usando modelo que a Ciência humana já havia descartado há um bom tempo. Preciso de reformas sim, reconheço. Mas não as que se fazem atualmente sob os auspícios de proteger os mais fortes e não os mais fracos.

Sabe aquela proibição de usar o medicamento da liberdade de expressão, que é tão bom para a saúde do corpo e da alma? Estão fazendo isso comigo. O efeito retroativo desse sistema está me tirando as forças dos membros da Educação, Cultura, Humanismo, Ciência Social e outras vértebras indispensáveis ao funcionamento desse paciente Brasil.

Tinha esperança que uma profecia – e a gente adora uma promessa de mudança, nem que seja pra se dar mal – de que hoje, 20 de julho era a data limite da casa onde moro, pudesse justificar o fim desse malefício. Quem sabe, acabando com tudo, vislumbrasse a promessa – e como a gente adora uma promessa, ne? – de uma vida melhor na outra vida. Que nada! O mundo, mais uma vez, não acabou.

Agora, o filho do médico, menino de notáveis prodígios na culinária – fritou hamburguer no Maine – está reclamando um lugar, no lugar que é destinado aos que cursam o Itamaraty. Dizem que ele quer fazer embaixada lá. O Tite poderia convocá-lo para a seleção. Se não for bom de bola – que de cabeça já não bate bem – seria útil no preparo das merendas dos jogadores.

Como eu dizendo: o mundo não acabou. Eu não voltei ainda do hipnotismo que me aplicaram. Continuo anestesiado, doido pra voltar para 2019, na esperança de que eu me recomponha. Mas, o dito cujo, cujo nome eu não dito, disse que tenho que aguardar o receituário de 2022, quando novamente vão me dar um chá de povo.

Que seja de povo de bom senso. Pois o último que tomei, mais parecia de zabumba. Me deixou nessa lombra disgramada.

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Apostas atraem esperança

Por Nonato Albuquerque em POESIA

19 de julho de 2019

É fato comum, entre os que fazem jogos de azar,
apostarem na sorte que a outros ela bafeja;
e com essa ditosa glória de milionário, sonhar

em ganhar o prêmio, qualquer valor que seja.

Na verdade, as loterias dão aos homens um ar 
de grandeza; de serem tudo o que se almeja
Afinal, até a hora do sorteio, vive-se a planejar
o sonho de ser no mundo, aquilo que se deseja

Quem joga, aposta mesmo é na força venturosa
que é motivadora em nós dos grandes ideais
e que na Terra a todo ser humano alcança
 
Até o dia do sorteio, vive-se vida cor de rosa,
fazendo planos que o jogo alimenta mais,
com o bem que todos chamamos de esperança

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A lenda do fim do mundo

Por Nonato Albuquerque em BIZARRICE

19 de julho de 2019

 

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O SENHOR ESQUECEU DE PAGAR AS COMPRAS

Por Nonato Albuquerque em Conto, Sem categoria

10 de julho de 2019


Dia desses eu tive um desprendimento. Essa coisa do eu sair do corpo e volitar pela dimensão dos sonhos. Os místicos dizem fazer isso com naturalidade. Eu me vi em Iguatu, cidade do interior cearense, onde já morei. Numa mercearia eu ia comprar um quilo de pedras. Curioso né? Mais ainda de saber que a dona da bodega achava a coisa normal e ao pesar as pedrinhas me dizia:

– Tudo pedrinha de primeira. Da melhor qualidade. Seixos do Jaguaribe que a gente apanha ali no Alto do Jucá.

Pois num era mesmo! Sabe aquelas pedrinhas que a gente encontra na beira dos rios? Seixos, isso. Minúsculas, lavadinhas, bem torneadaszinhas, como se a mão de um bom artífice as tivesse esculpidos com devotado brio.

Pois bem, o sonho me levara a essa mercearia para comprar pedras… para uma sopa! Sopa de pedras.

Eu também fiz essa cara de espanto, como você acabou de fazer. Mas fazer o quê? Eu sabia que aquilo era um sonho. E em sonho tudo é possível.

Comigo, mais duas senhoras de iguais aparência, esperavam a hora de ser atendidas. A dona da mercearia, ao me ver fez uma cara de surpresa e pensou:

– “Meu Deus, olha quem está aqui? Aquele homem da tv! – pois eu li desse jeito a o pensamento dela. E nem tinha aqueles balões das histórias de quadrinhos. Era sonho.

Eu pensei de ela se surpreender com a roupa que eu estava: um calção véi e um par de havaianas de tiras “que não largam cheiro”. Nu da cintura pra cima, naquele pequeno armazém de secos e molhados da rua da feira, estava eu. Era sonho.

No fiteiro sobre o balcão, me deliciei ver duas batidas, dessas de moagem – as bichinhas pareciam ter saído do engenho indagorinha.

Quando a mulher voltou para me entregar as compras, notei que uma das clientes havia saído. E deixara o celular sobre o balcão.

A senhora da venda pediu-me que eu verificasse se havia algum registro no número do aparelho que a identificasse. E eu vi, tinha. O nome dela, o endereço onde morava – na praça da matriz de Senhora Santana – o número do celular e uma foto. Resolvi ir até lá devolver-lhe o objeto.

Quando ia me retirando da bodega, ainda deu pra ouvir a vendedora cutucar a cliente e dizer baixinho:

– Num parece aquele homem da tv?

A cliente me olhou, de alto a baixo, com um ar de muxoxo danado e disse entre os dentes:

– É não, mulher. Homem de tv ia andar tão malamanhado assim! – e deu uma rabissaca.

Atravessei a rua em direção à praça da matriz, enquanto carros passavam, aproveitando o sinal aberto para eles. E eu passava por entre eles. Por dentro deles, dá pra entender? Isso! Era sonho.

Foi nesse instante que fui acordando, lembrando-me de todos os detalhes, como estou contando agora.

Desperto, ouço o meu celular tocar. Salto da cama. Tiro o aparelho da tomada onde estava carregando. Atendo. Sabe quem era? A mulher da bodega! Pra me contar que a dona do celular não recebera o aparelho, que eu prometera deixar na casa dela. Geente!

Dava pra estarrecer! E estarreci. Ora, eu eu já não estava mais sonhando. E como é que alguém, lá da dimensão da fantasia, conseguia ligar pra mim que estava desperto? Não era mais sonho.

Como se fosse pouca a surpresa, uma outra veio de carona. A voz da mulher, mudou o tom e gritou no meu ouvido:

– E tem mais: o senhor esqueceu de pagar as compras.

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O SENHOR ESQUECEU DE PAGAR AS COMPRAS

Por Nonato Albuquerque em Conto, Sem categoria

10 de julho de 2019


Dia desses eu tive um desprendimento. Essa coisa do eu sair do corpo e volitar pela dimensão dos sonhos. Os místicos dizem fazer isso com naturalidade. Eu me vi em Iguatu, cidade do interior cearense, onde já morei. Numa mercearia eu ia comprar um quilo de pedras. Curioso né? Mais ainda de saber que a dona da bodega achava a coisa normal e ao pesar as pedrinhas me dizia:

– Tudo pedrinha de primeira. Da melhor qualidade. Seixos do Jaguaribe que a gente apanha ali no Alto do Jucá.

Pois num era mesmo! Sabe aquelas pedrinhas que a gente encontra na beira dos rios? Seixos, isso. Minúsculas, lavadinhas, bem torneadaszinhas, como se a mão de um bom artífice as tivesse esculpidos com devotado brio.

Pois bem, o sonho me levara a essa mercearia para comprar pedras… para uma sopa! Sopa de pedras.

Eu também fiz essa cara de espanto, como você acabou de fazer. Mas fazer o quê? Eu sabia que aquilo era um sonho. E em sonho tudo é possível.

Comigo, mais duas senhoras de iguais aparência, esperavam a hora de ser atendidas. A dona da mercearia, ao me ver fez uma cara de surpresa e pensou:

– “Meu Deus, olha quem está aqui? Aquele homem da tv! – pois eu li desse jeito a o pensamento dela. E nem tinha aqueles balões das histórias de quadrinhos. Era sonho.

Eu pensei de ela se surpreender com a roupa que eu estava: um calção véi e um par de havaianas de tiras “que não largam cheiro”. Nu da cintura pra cima, naquele pequeno armazém de secos e molhados da rua da feira, estava eu. Era sonho.

No fiteiro sobre o balcão, me deliciei ver duas batidas, dessas de moagem – as bichinhas pareciam ter saído do engenho indagorinha.

Quando a mulher voltou para me entregar as compras, notei que uma das clientes havia saído. E deixara o celular sobre o balcão.

A senhora da venda pediu-me que eu verificasse se havia algum registro no número do aparelho que a identificasse. E eu vi, tinha. O nome dela, o endereço onde morava – na praça da matriz de Senhora Santana – o número do celular e uma foto. Resolvi ir até lá devolver-lhe o objeto.

Quando ia me retirando da bodega, ainda deu pra ouvir a vendedora cutucar a cliente e dizer baixinho:

– Num parece aquele homem da tv?

A cliente me olhou, de alto a baixo, com um ar de muxoxo danado e disse entre os dentes:

– É não, mulher. Homem de tv ia andar tão malamanhado assim! – e deu uma rabissaca.

Atravessei a rua em direção à praça da matriz, enquanto carros passavam, aproveitando o sinal aberto para eles. E eu passava por entre eles. Por dentro deles, dá pra entender? Isso! Era sonho.

Foi nesse instante que fui acordando, lembrando-me de todos os detalhes, como estou contando agora.

Desperto, ouço o meu celular tocar. Salto da cama. Tiro o aparelho da tomada onde estava carregando. Atendo. Sabe quem era? A mulher da bodega! Pra me contar que a dona do celular não recebera o aparelho, que eu prometera deixar na casa dela. Geente!

Dava pra estarrecer! E estarreci. Ora, eu eu já não estava mais sonhando. E como é que alguém, lá da dimensão da fantasia, conseguia ligar pra mim que estava desperto? Não era mais sonho.

Como se fosse pouca a surpresa, uma outra veio de carona. A voz da mulher, mudou o tom e gritou no meu ouvido:

– E tem mais: o senhor esqueceu de pagar as compras.