1 de agosto de 2019 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

1 de agosto de 2019

Dias de chumbo – Facções forçam policial a abandonar sua casa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

01 de agosto de 2019

Você já deve ter notado que vivemos dias de chumbo, a ponto de todo noticiário – não falo só aqui do Barra – mas a maior parte do noticiário falado, escrito e televisionado se reportar sobre assuntos de violência. É sinal claro e evidente que o setor segurança está em cheque. A exigir das autoridades uma tomada de posição mais objetiva.

Ninguém aguenta mais sair de casa e ser vítima de assaltantes; perder um celular para não perder a vida. Ir a um culto religioso, pedir proteção a Deus, e se deparar com ação de criminosos dentro da igreja. De saber que os presídios continuam a ser fábricas de aprimoramento do mal, de onde partem as ações mais infelicitadas, como a de Altamira. E não se tem um plano, um projeto que, pelo menos, diminua tudo isso.

Como entender que um trabalhador se obrigue a mudar de residência diante da pressão de membros de facções criminosas que chegaram a metralhar sua casa, só porque ele é um agente de segurança. E olhe que nem os policiais se consideram protegidos numa terra onde o vale tudo da sobrevivência cada vez mais indiferencia as pessoas nas ruas, nos coletivos, nas igrejas, nas escolas. Porque cada uma vive com medo da outra. Não sabe quem é. Não confia. E o pior: perdeu a confiança, também, em quem devia lhe dar proteção.

A única saída é rezar – e por isso as igrejas estão superlotadas. Ou adoecer com medo – e é por isso que Fortaleza tem tanta farmácia – para evitar que a esperança seja vítima numa esquina qualquer e acabe, também, não sendo mais a última que morre.

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Dias de chumbo – Facções forçam policial a abandonar sua casa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

01 de agosto de 2019

Você já deve ter notado que vivemos dias de chumbo, a ponto de todo noticiário – não falo só aqui do Barra – mas a maior parte do noticiário falado, escrito e televisionado se reportar sobre assuntos de violência. É sinal claro e evidente que o setor segurança está em cheque. A exigir das autoridades uma tomada de posição mais objetiva.

Ninguém aguenta mais sair de casa e ser vítima de assaltantes; perder um celular para não perder a vida. Ir a um culto religioso, pedir proteção a Deus, e se deparar com ação de criminosos dentro da igreja. De saber que os presídios continuam a ser fábricas de aprimoramento do mal, de onde partem as ações mais infelicitadas, como a de Altamira. E não se tem um plano, um projeto que, pelo menos, diminua tudo isso.

Como entender que um trabalhador se obrigue a mudar de residência diante da pressão de membros de facções criminosas que chegaram a metralhar sua casa, só porque ele é um agente de segurança. E olhe que nem os policiais se consideram protegidos numa terra onde o vale tudo da sobrevivência cada vez mais indiferencia as pessoas nas ruas, nos coletivos, nas igrejas, nas escolas. Porque cada uma vive com medo da outra. Não sabe quem é. Não confia. E o pior: perdeu a confiança, também, em quem devia lhe dar proteção.

A única saída é rezar – e por isso as igrejas estão superlotadas. Ou adoecer com medo – e é por isso que Fortaleza tem tanta farmácia – para evitar que a esperança seja vítima numa esquina qualquer e acabe, também, não sendo mais a última que morre.