6 de agosto de 2019 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

6 de agosto de 2019

Maracanaú na trilha do desastre da insegurança

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de agosto de 2019


Uma cidade como Maracanaú, ser considerada a máquina que puxa os vagões das cidades mais violentas do País, é algo considerável terrível para a história do município. Principalmente, porque as causas que levam esse trem a acelerar os números da morte correm por trilhos assentados em uma região fértil, em termos econômicos e que poderia reverter esses benefícios em favor de sua população.

É em Maracanaú que está situado o maior parque das indústrias do Estado, o Distrito Industrial. Isso deveria significar progresso, estendendo-se a sua população que, segundo avalia o Atlas da Violência, é formada por pessoas que ganham menos, cujas moradias são precárias e onde a proporção de jovens, entre 15 e 24 anos, é de quem não estuda e nem trabalha, sendo facilmente recrutados pelas facções criminosas.

Se você fizer uma pesquisa vai descobrir que, desde o surgimento dessas gangues em nosso Estado, as autoridades policiais empreenderam todo o esforço possível para deter a sua escalada. Quem não se lembra dos bailes funks que eram vetados pelo aparelho policial e acabaram migrando para as torcidas uniformizadas.

Mas o trabalho da PM não tem sido suficiente. Afinal, a questão não se resume apenas a identificar e prender os integrantes das facções. É preciso ter um programa de reintegração deles na sociedade. A passagem pelas cadeias e presídios, não muda em nada o comportamento equivocado deles.

Há muito tempo se sabe que o sistema penitenciário brasileiro está falido. Há uma ausência completa de preocupação das autoridades com quem erra. “Errou? Prende. Pronto”. E quando acabar o tempo de cadeia? Eles voltam. Dou um doce a quem disser que um só dessa enorme população carcerária volta com tendências maléficas completamente revertidas.

É preciso um projeto, um planejamento. E, pelo que se vê até aqui, não há luz no fim do túnel dos presídios. E se nada for feito para o controle da falta de segurança, esse trambolho que Maracanaú carrega à frente d=o que é ruim no Brasil – esse pode acabar saindo completamente dos trilhos.

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Maracanaú na trilha do desastre da insegurança

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de agosto de 2019


Uma cidade como Maracanaú, ser considerada a máquina que puxa os vagões das cidades mais violentas do País, é algo considerável terrível para a história do município. Principalmente, porque as causas que levam esse trem a acelerar os números da morte correm por trilhos assentados em uma região fértil, em termos econômicos e que poderia reverter esses benefícios em favor de sua população.

É em Maracanaú que está situado o maior parque das indústrias do Estado, o Distrito Industrial. Isso deveria significar progresso, estendendo-se a sua população que, segundo avalia o Atlas da Violência, é formada por pessoas que ganham menos, cujas moradias são precárias e onde a proporção de jovens, entre 15 e 24 anos, é de quem não estuda e nem trabalha, sendo facilmente recrutados pelas facções criminosas.

Se você fizer uma pesquisa vai descobrir que, desde o surgimento dessas gangues em nosso Estado, as autoridades policiais empreenderam todo o esforço possível para deter a sua escalada. Quem não se lembra dos bailes funks que eram vetados pelo aparelho policial e acabaram migrando para as torcidas uniformizadas.

Mas o trabalho da PM não tem sido suficiente. Afinal, a questão não se resume apenas a identificar e prender os integrantes das facções. É preciso ter um programa de reintegração deles na sociedade. A passagem pelas cadeias e presídios, não muda em nada o comportamento equivocado deles.

Há muito tempo se sabe que o sistema penitenciário brasileiro está falido. Há uma ausência completa de preocupação das autoridades com quem erra. “Errou? Prende. Pronto”. E quando acabar o tempo de cadeia? Eles voltam. Dou um doce a quem disser que um só dessa enorme população carcerária volta com tendências maléficas completamente revertidas.

É preciso um projeto, um planejamento. E, pelo que se vê até aqui, não há luz no fim do túnel dos presídios. E se nada for feito para o controle da falta de segurança, esse trambolho que Maracanaú carrega à frente d=o que é ruim no Brasil – esse pode acabar saindo completamente dos trilhos.