26 de setembro de 2019 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

26 de setembro de 2019

Presídios ajudam a estimular o aperfeiçoamento em criminalidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

26 de setembro de 2019

Há mais ou menos duas décadas atrás, ninguém apostaria que bandidos pudessem se unir de forma tão organizada para o cometimento de ações criminosas ao longo do território brasileiro. A realidade atual parece identificar esse erro de prognóstico. As organizações do crime, surgidas no ambiente dos cárceres, provaram que a não separação de presos perigosos com outros de menor relevância, acabou gerando cursos de qualificação para o mal dentro do próprio sistema.

Até então, alguém falar do peso das facções no ambiente social era motivo para ser repreendido, considerando que elas se restrigiam apenas às favelas do Rio de Janeiro e aos assentamentos de países como a Colômbia e Panamá. Ao Paraguai cabia a pecha de nação onde mais se traficava armas e munições.

Pois quando se alertava para o perigo das facções mobilizarem sócios por todo o Brasil, alguns criticavam de que se estava vendo chifre em cabeça de cavalo.

O tempo provou o contrário. As facções dominam muitos Estados. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública listou a presença de 31 facções criminosas nos presídios.

A maior, PCC, nascida em São Paulo, teria cerca de 36 mil membros. A mais antiga delas, o Comando Vermelho, surgida no Rio, tem 20.500 faccionados entre os 53 mil presos do território fluminense.

No Ceará foi gerada a facção GDE – Guardiões do Estado, segundo as autoridades, a principal motivadora dos atuais ataques no Estado. Para combatê-la, a Segurança Pública está transferindo os possíveis líderes para presídios federais.

Pode não ser a solução; mas já é uma atitude que, se tivesse sido posta em prática há tempos atrás, provavelmente, não estaríamos sofrendo os efeitos dessa guerra não declarada – onde quem mais sofre é o cidadão comum.

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Presídios ajudam a estimular o aperfeiçoamento em criminalidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

26 de setembro de 2019

Há mais ou menos duas décadas atrás, ninguém apostaria que bandidos pudessem se unir de forma tão organizada para o cometimento de ações criminosas ao longo do território brasileiro. A realidade atual parece identificar esse erro de prognóstico. As organizações do crime, surgidas no ambiente dos cárceres, provaram que a não separação de presos perigosos com outros de menor relevância, acabou gerando cursos de qualificação para o mal dentro do próprio sistema.

Até então, alguém falar do peso das facções no ambiente social era motivo para ser repreendido, considerando que elas se restrigiam apenas às favelas do Rio de Janeiro e aos assentamentos de países como a Colômbia e Panamá. Ao Paraguai cabia a pecha de nação onde mais se traficava armas e munições.

Pois quando se alertava para o perigo das facções mobilizarem sócios por todo o Brasil, alguns criticavam de que se estava vendo chifre em cabeça de cavalo.

O tempo provou o contrário. As facções dominam muitos Estados. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública listou a presença de 31 facções criminosas nos presídios.

A maior, PCC, nascida em São Paulo, teria cerca de 36 mil membros. A mais antiga delas, o Comando Vermelho, surgida no Rio, tem 20.500 faccionados entre os 53 mil presos do território fluminense.

No Ceará foi gerada a facção GDE – Guardiões do Estado, segundo as autoridades, a principal motivadora dos atuais ataques no Estado. Para combatê-la, a Segurança Pública está transferindo os possíveis líderes para presídios federais.

Pode não ser a solução; mas já é uma atitude que, se tivesse sido posta em prática há tempos atrás, provavelmente, não estaríamos sofrendo os efeitos dessa guerra não declarada – onde quem mais sofre é o cidadão comum.