outubro 2019 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

outubro 2019

Ora direis ouvir azul caneta!

Por Nonato Albuquerque em POESIA

30 de outubro de 2019

Eu, Nonato Albuquerque, resolvi parafrasear Bilac e baixei o santo para o ‘canto’ da música CANETA AZUL

Ora (direis) ouvir azul caneta! Certo,

a MPB perdeu o senso e lamentamos tanto

a perda de tal caneta que, decerto,

faz-me rir em meio a pálido espanto

E lamentar a cada noite, enquanto

via internet ou quando o rádio aberto

ventila, o solo desse homem em canto

atrás de uma caneta nesse deserto.

Ora direis agora: “é um tresloucado amigo!

E os que cantam com ele. Que sentido

tem o que diz a letra desse castigo?

Eu vos direi: “caneta azul quereis contê-la

Mas todos estão cantando esse iludido

que na MPB se passa por estrela”.

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O HOMEM PERDEU O ENDEREÇO DE DEUS

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de outubro de 2019

Um velho sacerdote, desses que ainda usam batina e inclui em seus sermões a necessidade de colocar em prática os dois primeiros mandamentos, afirmou recentemente que o homem perdeu o endereço de Deus.

Que apesar de termos desenvolvido os recursos da mais moderna tecnologia; de termos prolongado a estimativa de vida; criado máquinas velozes que encurtam as distâncias – apesar disso, não avançamos um milímetro em busca de ajudar alguém necessitado.

Nos dizemos cristãos, mas ainda ambientamos em nós os germes do orgulho, da vaidade, do egoísmo e do ciúme – capazes de acender em nós o fogo da discórdia até mesmo contra nossas melhores afeições. Por isso, as discussões banais que nos levam ao crime; o mau uso dos inventos, a ponto de transformá-los em armas de morte, como o carro e a moto quando mau dirigidos.

Pois apesar de todo o avanço, o homem perdeu o endereço de Deus, como dizia o sábio sacerdote. Dizemos que amamos, que temos Deus no coração, mas basta alguém dizer algo que nos desagrade para acordar em nós a fera ferida que não concebe nunca perdoar o outro, como expressa a lei divina.

O velho religioso está coberto de razão. Vivemos num mundo, melhor do que há algum tempo atrás, mas só buscamos Deus quando a doença incurável nos bate a porta ou quando as tragédias se acercam de nós e sentimos a proximidade dessa velha inimiga chamada morte.

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Cidade-beleza tem suas mazelas e descaminhos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de outubro de 2019

Que Fortaleza é uma cidade beleza, ninguém discute. Tem de tudo bom que a gente precisa. Costuma-se dizer que “moramos onde os outros vêm se divertir”. Mas como toda cidade grande que se metropolizou – e como nada é perfeito neste mundo de mãe preta e pai João -, a capital cearense tem lá suas mazelas e os seus descaminhos.

Convive com o drama da violência, querendo se rivalizar com cidades-medo – tipo Medelin, na Colômbia, onde há pouco tempo o narcotráfico ditava quem devia viver e quem não merecia.

Por conta dessa desventura da violência, a cidade comporta um tipo de gente que briga por tudo e é capaz de matar ou morrer por um nada.

É preciso mudar isso. E não compete só ao governo, as autoridades. Depende de nós, como diz a música do Ivan Lins.

Quem vive a planejar, praticar e orientar ações criminosas, mal sabe que o tempo da cobrança vem mais rápido do que notícia ruim.

Quem semeia ventos, sim colhe tempestades. E quem envenena o mundo, mal sabe que é o primeiro a sofrer as consequências do seu mal.

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Não terceirize a responsabilidade de seus atos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de outubro de 2019

Tem gente que, muitas vezes, comete erros e acha de terceirizar a responsabilidade. Pega alguém pra cristo. “Não, sou culpado disso não; foi fulano”.

Diante de qualquer problema na vida, tem quem se considere uma pessoa sem sorte, vítima do destino, que Deus a escolheu para sofrer indevidamente e sempre põe a culpa em outro. Já notaram?

Somos nós os responsáveis por tudo que nos acontece.

Um mentor espiritual lembra sempre que somos os construtores do nosso destino. Colhemos aquilo que plantamos. Se você pensa e faz o bem, terá o bem como retorno. Ninguém planta milho e sai colhendo feijão.

Quando na vida as coisas não dão certo é que, provavelmente, não estejamos agindo de forma correta para chegar a um bom resultado.

O maior inimigo de nossas realizações, somos nós.

Quando a gente se envolve em discussões vazias; quando o nosso orgulho não permite pedir desculpas pelo erro que cometemos ou que alguém cometeu contra nós, somos nós que vamos amargar as mazelas ambientadas pela maneira como agimos.

O céu só interfere na nossa vida para apontar a escada que nos leva a ele. Se deixamos de nos aplicar à lei, a ordem e ao progresso pessoal, somos nós que abrimos o inferno a nossos pés.

Não culpe os outros pelas consequência de seus atos. Quem planta ódio, recolhe tormentos interiores. Quem propaga o bem, saboreia dos frutos de sua própria bondade.

Pense nisso. E tenha uma tarde boa.

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Intolerância desfigura rosto de Mariele no Crato

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de outubro de 2019

Intolerância é um traço depreciativo da personalidade humana. E ele tem se acentuado muito neste País, gente. Culpa da ignorância e do fanatismo manifesto por algumas pessoas.

Seja intolerância na área religiosa, quando cultos afro-brasileiros são alvo de ataques desferidos por fanáticos fundamentalistas pentecostais; seja no ambiente político, onde a polarização na campanha do ano passado fez incendiar as redes sociais com ataques de ambos os lados.

A intolerância mostrou novamente sua cara no Cariri, com o ato de vandalismo praticado a uma obra de arte, feita por alunos de uma escola pública do Crato, para homenagear ícones da cultura brasileira.

Os alunos da Escola Estado da Paraíba, resolveram homenagear figuras como Paulo Freire, Chico Mendes, Luiz Gonzaga, Irmã Dulce e Mariele Franco, a vereadora carioca assassinada por milicianos contrários ao trabalho desenvolvido por ela em favor das comunidades pobres.

Pois agora a imagem de Mariele foi violentamente apagada num ato de vandalismo que pode ser classificado com ato de intolerância, com quem não consegue conviver com as diferenças.

Se se reclama tanto contra todo tipo de violência e alguém se arma desse gesto covarde de desfigurar uma obra de arte, é que ainda estamos longe de um mundo onde a liberdade de expressão possa ser ambientada sem fanatismo, sem restrições, a fim de que
tenhamos um mundo onde o espírito democrático da Nação se estabeleça em toda a sua plenitude.

Vivemos uma era plural, onde tudo e todos merecem ser ouvidos. Os que são contrários estão à margem da própria História.

 

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Em meio à tragédia, a bonança pede passagem

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de outubro de 2019

Depois da tempestade, quem é que vem mesmo? A bonança. E ela acabou se materializando em meio a tragédia do edifício Andrea.

É parte da natureza humana de ser solidária em ocasiões assim. É quandos conseguimos realmente nos unir.

Nessa hora, esquecemos as diferenças. A religião de todos é a da caridade. Disputadas partidárias se desvanecem. Contendas de toda ordem se tornam secundárias.

Em meio a catástrofes assim, ninguém repara a cor da pele ou a raça de quem está ao seu lado, voluntariando-se a um trabalho produtivo.

Por isso, há quem diga que atrás dos desastres que eventualmente ocorrem, há sempre um fio de esperança a unir gestos de ajuda.

Não se pede a identidade da pessoa, nem a doutrina que ela professa. Somos um coletivo. É hora do dizer sim; do fazer acontecer; do ser solidário.

Afinal, o bem não pede carteira de identidade; não distingue cor, não torce por um time, nem reza em uma só cartilha. Abarca – e abraça – a todos. Em favor da Vida. E a vida pede. A vida exige.

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OLHAI POR NÓS, OS PESCADORES

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

17 de outubro de 2019

O demônio do mar despeja seu óleo de pedra

Por sobre a fluente correnteza das águas

e estende esse negro manto por sobre a areia

encobrindo de piche as praias, os recifes e os corais.

 

As tartarugas marinhas conflitadas pela mancha

Se tornam vítimas dessa poluição extensa

Golfinhos se envenenam e alguns perdem a força

Para encalhar quase mortos em meio a sujeira.

 

Junto ao caldeirão de Netuno, os que vivem da pesca

Elevam, comovidos, a voz aos céu e recitam versos

Lamentando a situação nordestina das águas;

 

“Senhor dos vastos oceanos e de todas as procelas”

Aquietai no mar, esse sangue negro que ele verte

Olhai por nós, os pescadores, agora e a toda hora amem.

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TRAGÉDIA DO ANDRÉA: A ESPERANÇA, A ÚNICA QUE NÃO DESABA NUNCA

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de outubro de 2019

 

 

Sob os escombros do edifício Andréa, o sonho de muitas famílias. O suor de muito trabalho. As lágrimas e os risos de derrotas e conquistas.

Quando desaba um prédio assim, causando danos a famílias nele residentes;desabamos juntos com eles, lame

Alguns minutos depois que a poeira baixa, que bom ver pessoas dispensarem suas queixas e dar as mãos à solidária forma de ajuda voluntariando-se ao trabalho de resgate. contando as perdas e o que tenha motivado essa tragédia.

Homens do fogo, dispostos a tudo; profissionais de saúde, atentos às vidas; seguranças e a vizinhança revelando o verdadeiro sentimento da amizade.

Que se busquem as causas. Que se achem os culpados. Que se tome iniciativas em outros imóveis, de vistoriá-los: não apenas quando nos impactam as tragédias.

Sempre que tragédias assim acontecem desaba a rotina de famílias envolvidas, muito embora se saiba, que continua de pé
a incrível esperança. A única que não desaba nunca.

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O semeador de estrelas

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA, POESIA

16 de outubro de 2019

o semeador de estrelas

Nonato Albuquerque

quem semeou estrelas na Terra,

certamente adormeceu sonhos

e acordou

esperanças de realizações.

 

no rastro de quem amou alguém

há sinais de luz sempre presente

apontando

certamente para o futuro

 

o túmulo da vida é perder a fé

e sintonizar-se com as relíquias

do que viveu,

sabendo-se eterno e imortal.

 

é preciso semear estrelas,

renovar a paisagem dos céus

e aprender

com o milagre da multiplicação.

 

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A hidra dos nossos dias

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de outubro de 2019

O tráfico de drogas se assemelha a um monstro que destrói jovens e atormenta famílias e governo. O seu combate no Ceará parece ganhar protagonismo absoluto, depois da onda criminosa que incendiou literalmente o Estado.

A Polícia atacou hoje focos dessa atividade criminosa na Babilônia, destinada a frear o impulso do tráfico na região.

É da venda de drogas e suas consequências que temos o aumento da violência. Os roubos, assaltos e as mortes são orientadas por mentes doentias que controlam jovens adictos do crack e da cocaína.

Por isso, consideramos por demais correta a decisão de agir contra o monstro do tráfico. Se possível não apenas detendo os pequenos atores que agem nesse cenário criminoso, mas chegando aos cabeças que comandam as organizações criminosas.

Mas é preciso lembrar que, a exemplo daquele monstro da lenda grega chamado Hidra – que tinha corpo de dragão e várias cabeças de serpente -, toda vez que se cortava uma cabeça, cresciam duas em seu lugar. Com o tráfico, isso parece acontecer. Sempre que se combate um foco, surgem outros, ampliando os tentáculos do mal principalmente sobre jovens.

Por isso, é necessário esse combate ser um trabalho incessante. Árduo. Intenso. Combativo, sempre.

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A hidra dos nossos dias

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de outubro de 2019

O tráfico de drogas se assemelha a um monstro que destrói jovens e atormenta famílias e governo. O seu combate no Ceará parece ganhar protagonismo absoluto, depois da onda criminosa que incendiou literalmente o Estado.

A Polícia atacou hoje focos dessa atividade criminosa na Babilônia, destinada a frear o impulso do tráfico na região.

É da venda de drogas e suas consequências que temos o aumento da violência. Os roubos, assaltos e as mortes são orientadas por mentes doentias que controlam jovens adictos do crack e da cocaína.

Por isso, consideramos por demais correta a decisão de agir contra o monstro do tráfico. Se possível não apenas detendo os pequenos atores que agem nesse cenário criminoso, mas chegando aos cabeças que comandam as organizações criminosas.

Mas é preciso lembrar que, a exemplo daquele monstro da lenda grega chamado Hidra – que tinha corpo de dragão e várias cabeças de serpente -, toda vez que se cortava uma cabeça, cresciam duas em seu lugar. Com o tráfico, isso parece acontecer. Sempre que se combate um foco, surgem outros, ampliando os tentáculos do mal principalmente sobre jovens.

Por isso, é necessário esse combate ser um trabalho incessante. Árduo. Intenso. Combativo, sempre.